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Redes Sociais do Jus Navigandi

  1. Cláudia
    11/12/2004 10:35

    Meu cumprimento a todos,bem vou resumir o fato que me aconteceu...
    Essa semana fui em uma loja (grande rede) para comprar um refrigerador que vou dar de presente a um casal amigo.Escolhi a mercadoria e me dirigi ao departamento de crédito onde analisaram minha ficha e liberaram a venda mediante uma entrada de R$ 340,00, (pois como sou vendedora autonoma não tenho como comprovar minha renda) como não tinha essa quantia em mãos nesse dia, perguntei da possibilidade de retornar outro dia para eu efetuar o pagamento da entrada e educadamente todos que me atenderam naquele dia me informaram que não teria problema algum, que quando eu tivesse com o dinheiro em mãos era só me dirigir ao caixa para pagar a entrada e em seguida voltar ao crediário para pegar o carnê para pagamento das outras parcelas.
    Dias após já com o dinheiro em mãos me dirigi ao caixa fiz o pagamento dos R$ 340,00 e me dirigi ao crediário para pegar o carnê, fiquei aguardando aproximadamente 1:30 hs, para que alguém me chamasse e para minha surpresa me deparo com uma analista de crédito mal educada que me falou absourdos, dizendo que ela teria que analisar minha ficha cadastral novamente pois estava muito estranho essa história de eu dar uma geladeira de presente e que se eu quisesse levar só pagando mais de entrada, se eu estava com o convite de casamento para ela ver ou se duas pessoas poderiam confirmar para ela se a geladeira era presente mesmo, sem falar na asperesa das palavras dessa "funcionária", depois de ouvir tanto desaforo pedi para que ela cancelasse o compra e devolvesse meu dinheiro ( R$ 340,00 ) que já tinha dado de entrada, ela simplesmente jogou no balcão um papel onde continha cadastro reprovado e disse que era para eu ir ao caixa buscar meu dinheiro.e dirigi ao vendedor e expliquei o fato a ele imediatamente passou para a gerente o ocorrido e depois de muito tempo meu cadastro foi liberado.Depois que a gerente saiu do departamento fui obrigada a presenciar arrogância e ouvir humilhações. A analista disse que vai fazer questão de acompanhar o meu cadastro pois te certeza de que não irei pagar as prestações...Me senti a pior das pessoas. Comuniquei o novo fato a gerente que tinha ido ao crediário e ao gerente geral da loja, onde me passaram o nome e numero da matricula dessa funcionária. O que devo fazer? Estou indignada , me sentindo humilhada , me chamou de caloteria má pagadora sendo que não tenho pendencia nenhuma em meu nome.Quem devo procurar num caso assim? PROCON, DELEGACIA, estou desorientada e quero ser reparada pelas humilhações que sofri dentro dessa loja.
    Grata, Cláudia

  2. gilberto lemes
    11/12/2004 15:11

    Prezada Cláudia,

    Infelizmente algumas pessoas parecem desconhecer que o nosso país mudou depois da ediçâo do Código de Defesa do Consumidor.O que mais nos deixa indignados é que as pessoas citadas como autores de tantos "sacrilégios" são trabalhadores como você.
    Para esses casos temos o referido código!

    Você já deveria ter lavrado um BO em uma delegacia de polícia, apresentando suas testemunhas.

    Num país onde os desempregados são a maioria,onde a ocupação informal é cada vez mais freqüente, o comércio e os funcionários destes, devem mudar a postura.Mesmo por que exitem outras maneiras de se fazer o "devedor" cumprir com a sua obrigação.E, cateira assinada não significa que o comprador seja "pontual". Portando isso é um pensamento distorcido dos fatos reais.
    Se você não tem o seu nome inscrito em nenhum cadastro restritivo de crédito(SPC,SERASA,etc,) como poderia o vendedor duvidar da sua moral.

    Procure o PROCON faça uma reclamação dessa loja,
    Por outro lado, esse tipo de crime é motivo para uma boa "indenização por danos morais" cujo valor será arbitrado pelo juiz, ou até pedido pelo seu advogado, para que isso "amenize" ou "compense" a vítima nos sofrimentos por que passou.
    Não fique passiva.
    Saudações e boa sorte!....

  3. Alexander Vieira
    13/12/2004 17:35

    Cara Cláudia,

    O seu caso, juridicamente é simples, procure um advogado e entre com uma ação de indenização por danos morais para tentar melhorar a sua dor.
    No Brasil a única pena que vale é a que doi no bolso.
    Portanto, peça indenização por danos morais e não perca tempo com PROCON, onde não terá qualquer recompensa, e com Delegacia, onde apenas sofrerá com o descaso de funcionários públicos atolados com outros casos de muito maior gravidade, como roubos e mortes, além de que, na prática, nada acontecerá com a empresa ou funcionária.
    Abraço,
    Alexander.

  4. Marilia
    14/12/2004 19:22

    Prezada Claidia,

    Pelo seu relato a loja neste caso esta insenta, pois quem lhe tratou mal foi a analista, tanto que ao procurar o vendedor e gerencia,seu caso foi resolvido. Claro que a funcionária não tem o direito de falar da maneira que vc colocou e isso faz com que a loja seja a ré, embora por um destempero e por uma pessoa totalmente despreparada para lidar com o público,( e isso não é problema seu). Acredito, muito mais no dialogo de que brigas judicias. Procure a Direção da loja e converse, quem sabe essa geladeira não fica digamos assim..... um presente. Sei que não é essa a sua intenção como vc bem esplica, mais acho que pelo menos eles deveriam reduzir o que ficou marcado. Ah, peça para demetir essa duble de analista. Boa Sorte

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