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Redes Sociais do Jus Navigandi

  1. Maicon Souza
    26/03/2012 21:36

    Boa Noite,

    Eu financiei um Celta 2007 em 60 parcelas de R$ 689,00. Acontece que todo mês tenho pago em atraso e os escritórios do Banco me levam quase 200,00 só de juros.

    Eu não posso ficar sem o carro e gostaria de saber se tem como contestar esses juros abusivos do financiamento até que eu consiga organizar a minha vida.

    Maicon
    maicon_m_eghini@hotmail.com
  2. Alice Xavier
    26/03/2012 21:45

    Oi Maincon,

    Eu também estava passando por algo bem parecido. Pagava juros todo mês de 400 na parcela do meu carro. Deixava duas a três parcelas para trás. Aí o escritório do Itaú me ligava constantemente. Cheguei a tirar dinheiro de compromissos importantes para pagar os juros.

    Eu resolvi parar de deixar eles mais ricos e procurei um advogado especialista em contratos bancários.

    Me reuni com ele paguei a consulta e após ver meu contrato apontou uma série de irregularidades. Como eu não podia ficar sem o carro pois uso para trabalhar, o Dr. conseguiu uma autorização Judicial para o Banco não colocar o nome meu no Serasa.

    Ficamos discutindo os juros por 8 meses, enquanto isso eu não paguei as parcelas.

    Como o Banco não viu a cor do meu dinheiro, nem podia pegar o carro, devido ao excelentre trabalhabo do advogado, eles fizeram uma proposta de acordo bem interessante.

    Eu devia 24 parcelas de 1100,00. Eles me propuseram quitar o carro por 10 mil reais.

    Achei o negócio bem interessante. Como fiquei esses meses sem pagar fiz a proposta de 8 mil pela quitação e eles aceitaram.

    Graças a Deus estou com meu carro quitado agora, mas se fosse ficar parada só aceitando pagar juros tinha perdido meu carro.
  3. Maicon Souza
    26/03/2012 21:49 | editado

    Nossa Alice, que legal.

    Achei a estratégia bem interessante, pois procurei alguns advogados que me propuseram esconder o carro pro Banco não dar busca e apreensão e depois eu negociar. Só que meu nome ia ficar sujo e eu ia ter que andar fugindo !!

    Eu consultei varias assessorias que promentem mundos e fundos mas nenhuma me passou confiança.

    Obrigado pela indicação, eu fiz uma consulta com o Dr. Cesar e ele me mostrou os diversos casos que já resolveu na justiça. Diante disso eu também o contratei.

    Seguem os dados desse excelente advogado para as pessoas que tem me enviado email pedindo:

    ntcesar@ig.com.br - 011 - 4116.0423, o escritório dele fica perto da Paulista.
  4. Lucas de Souza
    26/03/2012 22:00

    Boa Noite Alice,

    Nossa que interessante. Eu também precisava de um tempo para parar de pagar minhas parcelas. Os juros me comem quase metade do meu salário, pois mudei de emprego agora ganho menos acabo desanimando todo mês deixando esse dinheiro com o escritório de cobrança do Santander.

    Quando você fez esse processo tinha alguma parcela em atrazo

    Eu acho que vou fazer uma consulta com seu advogado para ver meu caso, quais documentos voce levou
  5. Alice Xavier
    26/03/2012 22:03 | editado

    Oi Lucas,

    [...]

    Quando eu entrei com o processo tinha duas em atraso, eu levei na reunião o carnê e o documento do carro. O contrato eu não tinha e pedi pro banco que me mandou em 10 dias.



    Boa Sorte !
  6. DOUGLAS ADVOCACIA
    22/04/2012 00:17

    o certo e fazer calculos revisionais para ver o juros...quanto tem de juros... se tiver juros teriam que entrar com processo revisional no direito bancario...na petição inicial pediria uma eliminar suspendendo o pagamento e corrigindo valor...e pagamento depois sera feito em juizo em uma conta por boleto, assuspenção dependeria do processo de 4 meses a 1 ano
    grato
    Douglas
    Fenix Advocacia Geral
  7. Cesar Dias
    27/04/2012 16:23

    Financiei veiculo ( 60 vezes) e restam 06 parcelas r$ 560,00 a vencer Bco Santander, outro veiculo (60 vezes) restam 14 parcelas de R$ 365,00 a vencer financeira Omini.
    Será que tenho direito de redução nos valores das parcelas a vencer por causa da baixa de juros?
    O primeiro informou que aguarda decisão do banco central, o segundo informou que é so com os financiamentos atuais tem esse direito
  8. DOUGLAS ADVOCACIA
    27/04/2012 21:42

    cesar dias dependedo dos calculos da revisao pode ate nem ser precisco paga esse de 6 parcelas pois se tiver juros ..o juros que vc pagou ja quita esse valor de 6 parcelas...o de 14 pode ser ate mesma coisa...isso tambem dependera do juiz
    abraços
    Fenixadv@live.com
  9. glpaixão
    27/04/2012 22:15

    No momento estou preocupado com uma ação extrajudicial de uma divida, na qual eu ja paguei mais da metade, restando um valor de 5.000,00, porem não estou tendo mais margem consignada paara emprestimos. e ha ameaça de penhora de bens, a unica coisa que eu tenho de valor são os meus filhos. Esclareço que esta divida e pessoal e não vinculada a nehuma empresa. oque fazer?
  10. lusidadi
    28/04/2012 11:24 | editado

    Bom Dia.

    A primeira providencia que voce deve tomar é pedir uma cópia do seu contrato de financiamento para voce saber os valores exatos que foram financiados.

    A segunda providencia é solicitar a uma empresa especializada o cálculo revisional do seu financiamento, para saber se houve uma cobrança ilegal de juros compostos ou seja juros sobre juros.

    [...]

    Diante desse laudo pericial voce poderá tomar uma decisäo.

    Espero ter ajudado.
  11. emerson campinho
    02/05/2012 11:57 | editado

    fiz um financiamento de um carro no valor 7,500: sete mil e quinhentos reais em 36 parcelas 339,00 trezentos e trinta e nove reais ,apos pagar 4 parcelas observei que o juros, não é de 1,56% como disse o banco mas 2.93% ou seja 41% ao ano
    como faço pra entrar com processo e pedir revisão das prestações.
    minhas prestações estão sem atraso,tudo em dia
    att.emerson
  12. daisy 45
    02/05/2012 12:03

    quero acompanhar este caso. abraços a todos.
  13. DOUGLAS ADVOCACIA
    04/05/2012 17:23

    Sua dívida calculada pelo sistema LEGAL(GAUSS)



    Valor total da dívida:

    R$ 10.179,23

    Total devido:

    R$ 9.048,20



    Saldo devedor

    R$ 6.926,45

    Saldo devedor atualizado:

    R$ 6.701,48



    Prestação descapitalizada:

    R$ 282,76

    Prestação recalculada:

    R$ 278,72
  14. daisy 45
    16/05/2012 08:50

    bom dia entrei com uma revisão de contrato minha prestação 832 reais , a prestação descapitalizada foi pra 693 reais , mais a juiza não deu tutela antecipada o que fazer. grata.
  15. DOUGLAS ADVOCACIA
    18/05/2012 01:30

    tem que pedi para seu advocado ver o porque a juza nao aceitou


    fenixadv@live.com
  16. daisy 45
    18/05/2012 13:50

    ME ORIENTEM SOBRE ESTE PROCESSO. GRATA. Despacho Proferido
    Vistos, Aduz o autor ser tomador de valores junto ao réu na modalidade de contrato de abertura de crédito nº 45162228, visando o financiamento de veículo automotor (fls. 02/03). Sustenta discordar dos índices e taxas utilizados na capitalização da dívida, além de indevidamente cumulados com a comissão de permanência, na medida em que a prestação imposta pelo requerido no valor de R$832,66 não corresponde ao efetivamente devido, conforme cálculo contábil realizado. Postula, em sede de antecipação da tutela, o direito de depositar em juízo o valor da prestação que entende correto, correspondente ao montante de R$693,33, com efeito de consignação em pagamento, ou outra forma de pagamento que o juízo determinar. Em que pesem as alegações, indefiro a tutela antecipada por ausência dos requisitos de verossimilhança da alegação e prova inequívoca do direito. O autor pretende consignar em juízo valor de parcela obtida através de calculo unilateralmente produzido e, ao menos em princípio, não se vislumbram as ilegalidades narradas. Por outro lado, não há como autorizar o depósito de valor diverso do contratado com o intuito de afastar os efeitos de eventual mora. Nesse contexto, não há fundamento para concessão da tutela pretendida, a qual fica indeferida. Cite-se o réu para contestar a demanda no prazo de 15 dias, consignando-se as advertências legais (art. 285 do CPC). Concedo ao autor o benefício da gratuidade de justiça, consignando-se que as custas de distribuição e despesas serão arcadas pelo vencido ao final, se for o caso. Anote-se. Int.
  17. daisy 45
    19/05/2012 16:19

    boa tarde espero que alguem me ajude com este processo. grata.
  18. daisy 45
    21/05/2012 12:56

    boa tarde estou no aguardo de ajuda. grata.
  19. Obran
    22/05/2012 10:25

    Daysy, consulte seu advogado, ele que esta ciente da forma que pediu, sendo assim, esta ciente da razão pela qual foi indefirido de fato a tutela.
  20. Emílison Júnior
    Este usuário conecta-se ao Fórum usando uma conta do Facebook. Veja como fazer isso.
    05/06/2012 12:05 | editado

    Saiba como Reduzir as Prestações do Financiamento do seu Veículo

    O consumidor ao assinar o contrato de financiamento do veículo já recebe o instrumento impresso, nele tendo sido acrescido apenas seus dados pessoais, o valor do financiamento, a quantidade de prestações e o montante de cada uma delas, de forma diferente do acordado e contrário a lei, ou seja, o consumidor foi aderente na relação negocial, onde sua vontade não existiu.
    A má-fé dos bancos é evidente, os seus abusos e suas imposições aos consumidores são condenáveis, pois aproveita da falta de conhecimento destes para se beneficiar da situação com uso de práticas desleais. Fato é que os bancos têm por prática elaborar contratos de difícil entendimento, e ainda, cobrar taxas de juros e valores outros sem amparo legal.
    Diante dessa situação inadmissível, somente resta ao consumidor em uma única saída a discussão judicial a cerca dos valores adesivamente contratados, assim como da forma do calculo empregado e, na pretensão de que o banco onde foi financiado seu veículo seja compelido a aplicar juros legais, afastando o ANATOCISMO, limitando os a taxa média de mercado.
    A onerosidade excessiva nunca teve ou tem espeque jurídico, muito pelo contrário: o Direito sempre teve ojeriza a tais práticas.
    Mas surgem duas dúvidas que devem ser enfrentadas: O que é onerosidade excessiva? Quais as consequências jurídicas da onerosidade excessiva?
    A doutrina entende que a onerosidade excessiva pode ser apurada na LEI nº 1.521, de 26.12.1951, mais precisamente em seu artigo 4º. Ou seja, segundo esse artigo, qualquer ganho superior a 20 % (vinte por cento) entende-se excessivo.
    Portanto, o consumidor que notar que o valor total do financiamento do seu veículo irá ficar um valor superior a 20% do preço a vista do carro, já está configurado a onerosidade excessiva. Exemplo: um veículo que custa a vista R$ 27,000,00 e se esse mesmo valor financiado ficar em torno de R$ 33,000,00, já estará configurado a onerosidade excessiva.
    O Código de Defesa do Consumidor coíbe a prática abusiva e onerosa e que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.
    Atualmente é muito difícil comprar um veículo financiado sem que tais fatos não ocorram, portanto, fica cristalino que a instituição financeira leva vantagem monetária desproporcional face aos consumidores, colocando-os em situações delicada, abalando seu histórico creditício e deixando-o extremamente vulnerável nessa relação de consumo.
    Os consumidores estão protegidos pelo CDC, face aos abusos cometidos pelos bancos.
    Quando um consumidor entra num banco é-lhe proposto um contrato de adesão. Desaparece, portanto, a figura do policitante. Não figura, também, a pessoa do interlocutor, pois o gerente ou outro funcionário não tem poderes para coisa alguma, resta apenas o contrato-tipo. O contrato-tipo é um instrumento padronizado, com condições gerais impressas e condições de remuneração a serem preenchidas pelo Banco, onde o consumidor é apenas um aderente, onde sua vontade nem é levada em questão.
    Nesse contrato unilateral (recheado com as cláusulas de danar-se,) os campos, que deveriam ser preenchidos de comum acordo, são deixados em branco – claro que a pedido ou ordem do Banco.
    Tanto na assinatura quanto do preenchimento dos contratos de adesão, não há consentimento, mas assentimento. A fraqueza do consumidor está em não poder questionar ou barganhar, diretamente, o preço e as margens de lucro, pois o consumidor precisa do fornecedor. O negócio já nasce em desigualdade que gera vulnerabilidade. Entende-se por vulnerabilidade a falta de autonomia volitiva por subordinação de um a outrem. Os elementos de assentimento decorrente da subordinação apresentam a fraqueza com que um adere à vontade do outro.
    O consumidor entra no negócio apenas com seu assentimento, vulnerável no que tange à estipulação e ao conteúdo das condições, – estático nas garras do fornecedor.
    Portanto, o consumidor que se vê em situação parecida ao que foi exposto, há instrumentos judiciais que objetivam a revisão dessas clausulas do contrato de financiamento, que por sua vez, gerará a redução bastante significativa (até 50%) dos valores das prestações do veículo. É importante ainda esclarecer que, há medidas judiciais que AFASTAM A MORA e evita o prejuízo de uma eventual inclusão do nome do consumidor nos cadastros de proteção ao crédito (SPC e Serasa).

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