Passar a guarda do meu filho para o pai

Tenho um filho de 15 anos de um relacionamento com um ex namorado meu. O meu filho é registrado no nome do pai e ele recebe pensão alimentícia no valor de meio salário. Nunca discutimos a respeito da guarda dele, então desde que nasceu ele ficou sob a minha responsabilidade, mas agora diante de muitos problemas não estou tendo condições de continuar com ele. Hoje sou casada e tenho 3 filhas, meu marido é um excelente pai e marido, mas a convivência dele com meu filho e vice versa esta insuportável, meu filho declarou ódio pelo meu marido e não tem nenhum respeito por ele, sou agredida pelo meu filho várias vezes, basta dizer um não pra ele que vira uma enorme confusão, muitas vezes com agressão física, ele me agredi e tb ao meu marido e consequentemente nós acabamos agredindo ele tb, então minhas filhas veem tudo isso acontecendo e elas tem entre 7 e 1 ano de idade. Já várias vezes a polícia veio a minha casa mas sempre nada é resolvido e não obtemos nenhuma ajuda. Meu filho toma medicação controla para transtorno obsessivo compulsivo e tb para transtorno opositor desafiador. Amo muito meu filho, com certeza tenho feito tudo o que esta ao meu alcance para agrada-lo e educa-lo, mas chegou um momento que não temos mais como conviver com ele, principalmente diante de várias ameaças que ele nos faz. Quero saber se tem como o pai assumir a guarda do meu filho, pois ja foi comentado de meu filho ir morar com ele e o mesmo disse que por não conhece-lo bem seria complicado meu filho ir morar com ele. O pai do meu filho não é casado e mora com a mãe, avó do meu filho, não tem outros filhos, pelo menos não que nós saibamos. Quero saber se existe alguma lei que o obrigue a assumir a paternidade levando meu filho para morar com ele e claro que me de direito a visita-lo e tb a manter contado sempre com meu filho. Pois não vou deixar de ser mãe dele, só estou querendo que ele viva com o pai pra ele mesmo ter a referência de pai na vida dele. Agradeço muito a todos que me ajudarem e que Deus os abençoe por ajudarem e mim e ao meu filho. Obrigado.

Respostas

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  • Mari Marques

    Belzi,

    Entendo seu problema e a sua preocupação, mas acha mesmo que vai ajudar ao seu filho empurrando ele para o pai, que pelo visto não está nem um pouco interessado na companhia do filho?
    Pelo que vc relato, seu filho tem problemas sérios inclusive psicológicos, então não basta apenas empurrar o problema. Entendo seu cansaço, porém neste momento se quer realmente resolver, terá que intensificar o tratamento com ele, pois acredito que uma mudança nesta altura, só irá piorar a situação.

    boa sorte

  • carl0910

    Sei Que não é facil , mas não é impossivél.
    Não sou Advogado e sim leitora deste site e sou Mãe.

    Não irá ajudar seu filho indo morar com um Pai que foi sempre ausente na vida de seu filho.
    Sei que há duvidas, pois pensamos no melhor para nossos filhos.
    Talvez você pense ele morando com o Pai verá uma figura masculina e paterna.
    Pode dar certo como também pode dar errado.

    Faça tratamento junto com ele, pois ele para melhor acompanhamento e você como saber lidar com isso.
    Tenha força e não desista.

    Pois ele tem 15 anos da tempo de corrigir e quando ele estiver 18 verá o bem que fez para seu filho.

    Meu filho com 6 anos já me apontou a faca não sabia o que fazer, mas foi atrás de ajuda e hoje ele está bem calmo e amoroso.

    Vamos a luta.

    Mas isso depende de vc e não de tribunais ou morar com Pai.

    Desculpe o desabafo e Boa sorte!!!

  • Belzi

    Claro que todos estes anos eu tenho dado o melhor que meu filho merece. Com certeza assumi meu papel de MÂE desde a concepção do meu filho, nunca fugi a esta responsabilidade. Tiinha 23 anos e uma família super conservadora quando engravidei, no caso a questão não é como ser mãe, mas sim como ajudar meu filho que esta vivendo dentro de uma casa onde odeia o padrasto, não me respeita a ponto de me agredir, e não é tapinha não, são muros e chutes, ele tem 15 anos e é um menino forte, não consigo segurar, é luxão de cabelo, me joga no chão, me esmura e me chuta, o que fazer diante disso e tenta fazer a mesma coisa com o padrasto, sem falar na irmã de 7 anos que praticamente todos os dias leva um tapa do irmão, um empurrão e até pescoção, então faço tratamento com meu filho desde os 7 anos de idade dele. O pai esta a par da situação, sempre que ele vai a cidade onde o pai mora passa algumas horas com o mesmo. Não estou me livrando de um problema, estou tentando dar ao meu filho outra alternativa de família pra ele escolher. Ele tb tem vontade de morar com o pai, pois no fundo ele acha o pai um cara muito legal, foi assim que ele descreveu. Então juridicamente quero saber o que fazer para obrigar o pai a aceita-lo em sua casa, mesmo que a guarda continue comigo, mas quero que ele participe da vida do filho tb. Sou uma ótima mãe, mas tenho um filho que precisa muito de ajuda e muito de uma figura masculina com pulso e direção para ele, meu marido tentou ser esta pessoa e até conseguiu por um tempo, mas depois as coisas mudaram e do nada meu filho passou a ter raiva dele, até acho que é ciumes, mas ja passou dos limites. Quem puder me ajudar juridicamente me responda por favor. Fiquem com Deus.

  • Rosana

    Antigamente se mandava pra escola militar, colégio interno, para aprender a respeitar regras e hierarquias e valorizar o conforto e carinho de mae... Hoje em dia existe essa opção? É difícil, mas se um filho chega ao ponto de espancar a mãe...

  • Maria Tereza Adv.

    É como eu disse Belzi, NAO HA UMA LEI QUE OBRIGUE O PAI A ACEITAR O FILHO EM SUA CASA OU A SUA GUARDA, se nem o pai , nem a mae quiserem a criança ela vai para um abrigo. Na minha opiniao, os remedios dele devem ser trocados, nao estao fazendo efeito, leve em outros medicos, peçam calmantes.

  • Belzi

    Obrigado Maria Tereza Adv. por sua resposta. Não quero de forma alguma que meu filho vá parar em um abrigo. Vou continuar o tratamento com certeza e realmente vou procurar outro médico para ouvir uma segunda opinião sobre o tratamento que ele esta tendo. Vai ser dificil com certeza meu continuar convivendo aqui, quando eu quis passar a guarda para o pai foi até para que meu filho pudesse viver em outro ambiente, pois ele esta depressivo e diz que não aguenta mais viver aqui. Mas fazer o que sempre sobra pra mãe, mas desde criança eu tinha o sonho de ser mãe e hoje tenho meu filho e minhas 3 filhas, Deus me abençoou muito. Tenha um ótimo fim de semana. Fica com Deus.

  • Julianna Caroline

    Belzi

    sugiro um colégio interno.
    daqueles bem conservadores.
    Existem sim, ótimos internatos.mas depende do poder aquisitivo dos pais.
    Infelizmente, aconteceu alguma coisa na criação desse garoto no período de formação do caráter que acarretou esses problemas, já que o Transtorno Desafiador Opositivo é mais prevalente em famílias nas quais os cuidados da criança são perturbados por uma sucessão de diferentes responsáveis ou em famílias nas quais práticas rígidas, inconsistentes ou negligentes de criação dos filhos são comuns.
    O Transtorno Desafiador Opositivo é mais comum em famílias nas quais existe séria discórdia conjugal.
    Pode ler sobre isso no http://casadosprofessoresespeciais.blogspot.com.br/2006/11/transtorno-desafiador-opositivo.html
    Apesar de q vc ja deve estar careca de ler sobre isso, mas é importante q vc entenda que a culpa não é dele, e sim do ambiente e da forma que ele foi criado.
    Por isso não adianta querer passar a bola pro pai porque está pesado pra vc.
    O jeito é procurar ouro medico,pq uma cça desde os 7 anos de tratando e com 15 ainda está da mesma forma, é logico que tem alguma coisa errada nesse tratamento.

  • Belzi

    Juliana Caroline, tenho sim lido muito a respeito dos transtornos que meu filho tem, mas essa de que a causa do transtorno é culpa do ambiente familiar em que ele vive não é verdade no caso do meu filho. Sou casada a 10 anos e tenho mais 3 filhas com meu marido. Somos uma família muito unidas no que diz respeito a todos, avós, tios, tias, primos e primas. Sempre resolvemos todos os problemas em família, prova disso que meus pais e até mesmo a família do meu marido sempre estão prontos a nos ajudar. Fiz um tratamento com uma psicologa com especialização e mestranda, o tratamento é a conhecida Terapia Cognitiva Comportamental, e ela nos disse que nunca havia encontrado um casa como o do meu filho, onde o causador do transtorno não vem de fatores externos, mas sim do próprio "eu interior" do paciente. ela ainda nos disse que meu filho se encontra no extremo da psicologia e não obtivemos nenhum resultado positivo com este tratamento tb, meu filho ja passou por pelo menos 3 neurologistas infantis, 3 psiquiatras e uns 5 psicólogos, então ele nunca ficou sem tratamento e ja perdi a conta de quantos medicamentos diferentes ele ja tomou, então nunca negligenciei meu filho e neste tempo todo o padrasto e todos da família estiveram presente nos tantos tratamentos. Ele manifestou o desejo de ir morar com o pai, por isso queria uma forma de obrigar o pai a cuidar dele tb. Só estou tentando fazer isso pois estou desesperada, logo meu filho será maior de idade e ai não terei mais o controle dele. Amo meu filho e nunca deixei de demonstrar isso, então não é justificável falar que a criação dele foi errada, ele foi criado num lar com amor, com princípios cristãos e muita responsábilidade. Me decepcionei muito com a maioria das respostas, pois as mesmas são de julgamento e não de ajuda. Entrei neste site para obter uma ajuda de profissionais dentro da área de direito familiar e não para somente ser julgada e não apresentarem nenhuma forma de me ajudar. Quem realmente puder me jaudar por favor responda a minha questão sobre a guarda do meu filho ser passada para o pai. Lembrando que o meu filho tem o desejo de ir morar com o pai para melhor conhece-lo. Obrigado aqueles que puderem me ajudar. Fiquem todos com Deus.