sou gestante e fui mandada embora no período de experiência

Fui contratada por uma empresa em maio deste ano, e depois de 1 mes e meio que estava lá descobri a minha gravidez, assim que fiquei sabendo avisei a empresa, que me mandou embora no final do contrato de trabalho que foi em agosto, hoje estou de 26 semanas, gostaria de saber se tenho algum direito a estabilidade..... desde já muito obrigada.

Respostas

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  • Isac - Curitiba/PR

    Isac - Curitiba/PR

    De acordo com o recente entendimento do TST, você tem direito à estabilidade, podendo requerer a reintegração ao serviço:

    Súmula nº 244 do TST

    GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA (redação do item III alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012

    I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente da estabilidade (art. 10, II, "b" do ADCT).

    II - A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade.

    III - A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.

    Att.,

    isac.provenzi@gmail.com

  • Kelly Christiney

    Kelly Christiney

    estou quase na mesma situaçao, entrei numa empresa na qual oferece serviços temporarios no periodo de 03/07/2012 a30/09/2012 no dia 28/09/2012 descobri gravidez logo comuniquei a empresa, e eles tinham me falado que meu contrato teria sido prorrogado,mais devido a gravidez eles nao sabiam se iam dar continuidade,quero saber se posso ser mandada embora ou se eles tem que continuar comigo ???

  • Eduardo

    Eduardo

    Já nem perco tempo em explicar as diferenças entre: orientações jurisprudenciais, súmulas, doutrinas e súmulas vinculantes.
    Qualquer uma das porcarias acima que se publique, virá uma lei a ser cumprida.
    Desisto...

  • Isac - Curitiba/PR

    Isac - Curitiba/PR

    Bom, cada um tem a sua opinião. Em princípio eu não vejo má-fé em uma pessoa ficar grávida, salvo algumas exceções que eu já ouvi (como a de uma mulher de 25 anos que já estava na sétima ou oitava gravidez porque o marido achava ela mais gostosa neste estado).

    Eu considero um pouco abusivo este novo posicionamento do TST - não totalmente pois compreendo que há necessidade de se proteger a mãe e a criança -, todavia, já está sedimentado, não há o que se discutir até que se reforme o entendimento elencado na Súmula 244.

    Att.

  • Insula  Ylhensi

    Insula Ylhensi Suspenso

    Considero uma aberração transformar um contrato a prazo determinado que dve ser no máximo de 90 dias, em indeterminado, afinal, o INSS já asiste a gestante autônoma e até a desempregada no período de graça, por que repassar essa conta ao empresariado? Isso só irá reduzir ofertas de trabalho as mulheres em idade fértil. Isso sim!

    Um contrasenso!!!!

    Como bem colocou o Edurardo, entendimento é entendimento, não é Lei. O empregador pode dispensar, afinal, o contrato chegou à seu termo e se a funcionária não foi aprovada para exercer a função o empregador não pode ser obrigado a admiti-la apenas por estar grávida!!! Gravidez não é doença e só acontece quando se quer.

  • maxcb

    maxcb

    O Isac tem toda a razão. Pouco importa o que pensamos. O meu entendimento pessoal não é o mesmo do TST, mas é esse que vale. vc tem direito à garantia no emprego. Procure o Sindicato ou um advogado e peça a reintegração.