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Redes Sociais do Jus Navigandi

  1. Jorge Menezes
    29/03/2008 13:07 | editado

    Comprei duas caixas de um remédio controlado (zoloft). Na receita, pedia-se três, mas a farmácia não tinha e eu aceitei as duas. Quando terminei de pagar no caixa, fui surpreendido, pois lembrei-me que o tal remédio havia sido substituído pelo médico pelo remédio "tolrest", e esquecemos de inutilizar a receita do "zoloft.
    Avisei ao caixa, ao balconista, ao gerente e a uma pessoa do sexo feminino que parecia ser a farmacêutica da drogariaí.
    Fui comunicado que eu não poderia fazer a troca por causa de uma nova lei da ANVISA. Fiz de tudo para convencê-los que eu precisava do outro remédio e não do tal que se encontra comigo, o que eles insistiam em dizer que a culpa era da ANVISA. Me senti mal, as pessoas riam de mim e eu fiquei com prejuízo financeiro e constrangimento.
    Que lei é essa que não me permitem reparar um erro de segundos? Existe de fato? E se um assalariado (salário mínimo) tivesse cometido esse erro, e seus R$200,00 (preço aproximado das duas caixas do remédio) fosse retido como o meu foi, como ele sustentaria a família e obeteria outro medicamento. Isso não é uma forma de agressão que poderia gerar em uma agressão muito pior?
    O gerente disse-me que prefere correr o risco de ser agredido.
    Muito obrigado pela resposta.
    Abraços,
    Jorge Menezes
  2. Olavo Farmacêutico
    16/04/2011 10:01

    Caro Jorge,

    A ANVISA é o orgão que rege a comercialização de produtos controlados; segundo a mesma, e de acordo com a portaria 344/98; o único meio do medicamento controlado dá entrada no estoque da farmácia é "Nota Fiscal de compra (de uma distribuidora, por exemplo) e não por qualquer outro meio, como por exemplo, a devolução do medicamento" e ainda segundo uma orientação da propria ANVISA "se um consumidor ou responsável pelo enfermo adquiriu um medicamento, e depois quer trocar por outro (por qualquer razão: interrupção, falecimento do paciente), isto não é possível tendo em vista o risco sanitário, pois ao sair da farmácia ou da drogaria, o produto saiu da responsabilidade do farmacêutico (não se sabe em que condições foi transportado, armazenado, etc) e como este profissional não poderá mais ser responsabilizado pela qualidade do produto, esta troca não é possível nesta situação. No caso do medicamento controlado existe sim o risco sanitário por ocasião de uma possível troca".

    Sendo assim a unica não conformidade dos funcionários da farmácia foi rir de um cliente que passou por um constrangimento.

    grato,


    Olavo Grangeiro
    Consultor Farmacêutico
    olavograngeiro@hotmail.com
  3. Ricardo Leandro
    25/04/2011 10:24

    Acho totalmente incoerente esta norma.

    O objetivo de controlar medicamento é evitar a venda e, principalmente, o uso indicriminado de medicamentos. Se a Farmacia não troca um medicamento (seja por qualquer motivo..) ele ficará em casa, o que contraria na minha opinião o objetivo do controle.

    A desculpa de que não se sabe em que condições foi transportado, armazenado, etc, serve até para um aparelho de som...(desculpe-me mas é uma desculpa simploria...)

    Volto a falar: Se a Farmacia não troca um medicamento (seja por qualquer motivo..) ele ficará em casa, o que contraria na minha opinião o objetivo do controle. E isto sim é mais malefico para a saude publica.

    Se existe uma portaria para isto, acho que teriamos que discutir o que é melhor: troca o medicamento ou deixar em casa sem uso...


    Ricardo Leandro
  4. Maria Da Piedade Chagas Diniz Couto
    Este usuário conecta-se ao Fórum usando uma conta do Facebook. Veja como fazer isso.
    16/07/2014 10:05

    Caros,

    Gostaria que fizessem uma reanalise da pergunta dando principal atenção ao fato do medicamento não ter saído do estabelecimento, ou seja o risco sanitário não existiu.

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