Perguntas, Respostas e Comentários de Carlo Zetta

  • comentou em Casamento homossexual: impossibilidade lexicogramatical

    Sábado, 30 de julho de 2016, 8h47min

    De um "Bacharel em Teologia" não se poderia esperar nada diferente de quanto acima exposto, visto o comprometimento dos ditames da religião com a realidade social do facto. Sobre a origem das línguas, historicamente vale aqui lembrar que os sumérios eram anteriores aos idiomas citados. Com relação ao caráter de procriação imposto pelo uso da palavra matrimônio nas citadas religiões, isso se explicava pelo fato que, naquela época, as tribos necessitavam de crescimento populacional, em caso de guerras aquela tribo que tivesse mais guerreiros seria fatalmente a vitoriosa em caso de contendas (veja-se os 300 de Esparta, não o filme). Dulcis in fundo, "casamento" provem de casa, coabitação para ser mais explicito, e diverge da raiz de "matrimônio", entendido como a união finalizada à procriação (mater). Bendita seja a língua portuguesa, que nos deu palavras que não encontram igual significando e por vezes nem significado em outros idiomas moderno (exemplo: "saudades"). Usemos portanto sim o termo "casamento" para ilustrar uniões celebradas sob à luz de um Estado laico e progressista e mantenhamos o termo "matrimônio" para aquelas uniões efetuadas sob a ótica de credos, superstições ou religiões que ainda professam ditames, ritos e tabus que se mantiveram quase que inalterados desde a Idade Media.

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