Carlos Oswaldo Bevilacqua

Carlos Oswaldo Bevilacqua

Advogado

  • Rio de Janeiro, RJ
  • 052746 OAB/RJ

Perguntas, Respostas e Comentários de Carlos Oswaldo Bevilacqua

  • comentou em Moro e os procuradores da lava jato

    Quarta, 26 de junho de 2019, 7h38min

    Dependendo da conotação ou denotação semântica das mensagens estas podem arbitrariamente trazer intuições deformadas da realidade, dependendo do contexto ou intento em que são empregadas, bem como da persuasão que o elocutor pretende seja incutida ao leitor ou ouvinte.

    O divulgador das mensagens, hackeadas, entre o juiz e o procurador, lançadas na mídia gota a gota, na tentativa vã de imprimir tortura psicológica a seus alvos, forçou uma interpretação falaciosa, tendenciosa, manipuladora e persuasiva dos textos, qualificando-os falsamente como “parcialidades” e “aconselhamentos” – o que, em verdade, são diálogos triviais, usuais, corriqueiros, praticados naturalmente entre procuradores, promotores, advogados e partes, dentro da normalidade.

    Se hackeadas forem as insinuações e oportunistas, são ilicitudes pro reo, para anular os processos, nulas para investigar os sujeitos processuais. Segundo Jorge Pontes foi uma "celeuma causada pelo vazamento criminoso desses diálogos, absolutamente corriqueiros e que não encerram nenhuma irregularidade", como forçam e querem incutir os que recorreram à Intercept para armar esse besteirol.

    O conteúdo trivial divulgado pelo site, com argumentação idêntica à dos advogados de defesa e nítida persuasão ideológica resulta em “rien de tout”, notadamente se retiradas do devido contexto sem identificação temporal.

    Ademais os diálogos foram procedimentais e não sobre antecipações de julgamentos de mérito. Não demonstram quebra de imparcialidade, dizem respeito apenas a questões processuais e procedimentais quanto ao trâmite de processos, como de praxe, comuns na busca da validade e precisão das provas para futuro julgamento do mérito.

    Não havia qualquer espécie de combinação, conluio ou convergência entre Ministério Público e juízes e magistrados, tampouco de pretensões políticas. A busca da evidência e certeza para proferir julgamentos, implica em contatos e testes de solidez dos argumentos apresentados pelas partes.

    Ao que parece, se trata de um trabalho feito por profissionais, à custa de muito dinheiro… Os supostos ou editados diálogos publicados visam sensacionalizar comprometimentos, por sinal inexistentes, entre juízes e procuradores envolvidos em decisões desfavoráveis aos acusados da Lava Jato. As mensagens com policiais, investigadores e peritos, bem como as decisões favoráveis aos acusados não constam do vazamento e não comprometem ninguém da oposição. O que denota um direcionamento ideológico, uma detração orquestrada junto a publicação do material com interpretações sensacionalistas e inconsistentes que não correspondem minimamente aos textos "hackeados", para persuadir mentes frágeis ou incautas, subordinadas à dissonância ou imunização cognitiva...

  • comentou em Interceptação contra a Lava Jato

    Quarta, 26 de junho de 2019, 7h04min

    Dependendo da conotação ou denotação semântica das mensagens estas podem arbitrariamente trazer intuições deformadas da realidade, dependendo do contexto ou intento em que são empregadas, bem como da persuasão que o elocutor pretende seja incutida ao leitor ou ouvinte. O divulgador das mensagens, hackeadas, entre o juiz e o procurador, lançadas na mídia gota a gota, na tentativa vã de imprimir tortura psicológica a seus alvos, forçou uma interpretação falaciosa, tendenciosa, manipuladora e persuasiva dos textos, qualificando-os falsamente como “parcialidades” e “aconselhamentos” – o que, em verdade, são diálogos triviais, usuais, corriqueiros, praticados naturalmente entre procuradores, promotores, advogados e partes, dentro da normalidade. Se hackeadas forem as insinuações e oportunistas, são ilicitudes pro reo, para anular os processos, nulas para investigar os sujeitos processuais. Segundo Jorge Pontes foi uma "celeuma causada pelo vazamento criminoso desses diálogos, absolutamente corriqueiros e que não encerram nenhuma irregularidade", como forçam e querem incutir os que recorreram à Intercept para armar esse besteirol. Grande espalhafato: Se houve viés tendencioso do conteúdo trivial divulgado por site com argumentação idêntica à dos advogados de defesa e nítida persuasão ideológica resulta em “rien de tout”, notadamente se retiradas do devido contexto sem identificação temporal. Ademais os diálogos foram procedimentais e não sobre antecipações de julgamentos de mérito. Não demonstram quebra de imparcialidade, dizem respeito apenas a questões processuais e procedimentais quanto ao trâmite de processos, como de praxe, comuns em fase inicial do feito e nunca durante a audiência com o réu e no exame do mérito. Não havia qualquer espécie de combinação, conluio ou convergência entre Ministério Público e juízes e magistrados. Ao que parece, se trata de um trabalho feito por profissionais, à custa de muito dinheiro… Os supostos ou editados diálogos publicados visam sensacionalizar comprometimentos, por sinal inexistentes, entre juízes e procuradores envolvidos em decisões desfavoráveis aos acusados da Lava Jato. As mensagens com policiais, investigadores e peritos, bem como as decisões favoráveis aos acusados não constam do vazamento e não comprometem ninguém da oposição. O que denota um direcionamento ideológico, uma detração orquestrada junto a publicação do material com interpretações sensacionalistas e inconsistentes que não correspondem minimamente aos textos hackeados, para persuadir mentes frágeis ou incautas, subordinadas à dissonância ou imunização cognitiva...

  • comentou em Juiz Sérgio Moro rasga a Constituição e queima a Convenção Americana

    Terça, 25 de junho de 2019, 22h15min

    Dependendo da conotação ou denotação semântica das mensagens estas podem arbitrariamente trazer intuições deformadas da realidade, dependendo do contexto ou intento em que são empregadas, bem como da persuasão que o elocutor pretende seja incutida ao leitor ou ouvinte.

    O divulgador das mensagens, hackeadas, entre o juiz e o procurador, lançadas na mídia gota a gota, na tentativa vã de imprimir tortura psicológica a seus alvos, forçou uma interpretação falaciosa, tendenciosa, manipuladora e persuasiva dos textos, qualificando-os falsamente como “parcialidades” e “aconselhamentos” – o que, em verdade, são diálogos triviais, usuais, corriqueiros, praticados naturalmente entre procuradores, promotores, advogados e partes, dentro da legalidade. Se hackeadas forem as insinuações e oportunistas, são ilicitudes pro reo, para anular os processos, nulas para investigar os sujeitos processuais. Segundo Jorge Pontes foi uma "celeuma causada pelo vazamento criminoso desses diálogos, absolutamente corriqueiros e que não encerram nenhuma irregularidade", como forçam e querem incutir os que recorreram à Intercept para armar esse besteirol. Grande espalhafato: Se houve viés tendencioso do conteúdo trivial divulgado por site com argumentação idêntica à dos advogados de defesa e nítida persuasão ideológica resulta em “rien de tout”, notadamente se retiradas do devido contexto sem identificação temporal. Obviamente, juízes conversam com advogados e policiais no sentido de orientar, de dirigir a atuação ministerial. Os últimos informes são textuais, sem áudio e ninguém pode garantir a autenticidade visto que a edição é perfeitamente possível e até provável e facílimo de se efetuar... O Intercept até o momento não apresentou as provas na íntegra. Somente trechos dos textos, portanto fora do contexto. Ademais os diálogos foram procedimentais e não sobre antecipações de julgamentos de mérito. Não demonstram quebra de imparcialidade, dizem respeito apenas a questões processuais e procedimentais quanto ao trâmite de processos, como de praxe, comuns em fase inicial do feito e nunca durante a audiência com o réu e no exame do mérito. Não havia qualquer espécie de combinação, conluio ou convergência entre Ministério Público e juízes e magistrados. Ao que parece, se trata de um trabalho feito por profissionais, à custa de muito dinheiro… Os supostos ou editados diálogos publicados visam sensacionalizar comprometimentos, por sinal inexistentes, entre juízes e procuradores envolvidos em decisões desfavoráveis aos acusados da Lava Jato. As mensagens com policiais, investigadores e peritos, bem como as decisões favoráveis aos acusados não constam do vazamento e não comprometem ninguém da oposição. O que denota um direcionamento ideológico, uma detração orquestrada junto a publicação do material com interpretações sensacionalistas e inconsistentes que não correspondem minimamente aos textos hackeados, para persuadir mentes frágeis ou incautas. Quem sabe até subordinados à conhecida dissonância ou imunização cognitiva. Como parecem estar alguns alarmistas da mídia manipuladora e certos políticos...

  • comentou em Governo de gabinete no Brasil:

    Sexta, 11 de agosto de 2017, 13h27min

    Seria ideal e econômico para todos a implantação do sistema parlamentarista de governo junto ao de voto distrital em vez de incrementar o fundo partidário com medidas abusivas, entre tantas outras, praticadas recentemente com o mau uso do erário público.Os bilhões pretendidos para financiar campanhas eleitorais representam mais uma prova do usual e vicioso abuso do dinheiro público arrecadado dos contribuintes em lugar de retorná-lo com benefícios socioeconômicos para o cidadão-eleitor, como deveriam.

  • comentou em A possibilidade de reversão da adoção à brasileira frente ao princípio da socioafetividade

    Sábado, 04 de junho de 2016, 20h31min

    Ademais: Não há direito à herança com base em adoção falsa: Quando o pleito da parte Autora no sentido de tornar sem efeito a partilha inventariada por um tio se fundar em documentos de conteúdo não verdadeiro, cujo sentido foi o de, única e exclusivamente, ocultar o estado de “mãe solteira” da genitora, com motivos comprovados nos autos e pelas provas oral e escrita, corroboradas pelas partes, confirmados em audiência pela própria Autora: 1. Não houve filiação adotiva nem família substituta (art. 28 e ss. da LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990): A filiação se deu exclusivamente com a mãe biológica desde o nascimento da Autora, conforme art. 25,026 e 27 da LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. 2. Não houve desligamento da Autora com a família de origem, ou seja, o vínculo com a mãe de sangue permaneceu sempre pleno. 3. Não houve estágio ou período algum de convivência filial da Autora com outrem, a não ser permanentemente com a própria mãe de sangue. 4. Jamais houve agregação da Autora à outra família, nem seu afastamento da genitora. 5. A mãe biológica, desde que a Autora nasceu, até a maioridade, exerceu plenamente e exclusivamente o pátrio poder ou poder familiar sobre a Autora, segundo artigos ... do Código Civil e art. 22 do ECA, bem como permaneceu intacto o convívio sob o mesmo teto com a Autora após a maioridade e o casamento da Autora. 6. A adoção, por ter conteúdo escritural não verdadeiro, não se fundou em motivos legítimos em desrespeito ao artigo 43 do ECA e em dispositivos da legislação anterior, sendo, portanto, plenamente falsa. 7. Ademais, “a busca da verdade real está na consideração da verdadeira relação existente entre os sujeitos, devendo ser observado os elementos fundantes e formadores do relacionamento para que possam definir a relação como sendo de filiação ou não”. (VERDADE real e paternidade. 2010. Disponível em: . Acesso em: 5 jul. 2013. 8. Quem não são pais, nem afetivos nem biológicos, não são pais. Desarrazoado que, em nome da intangibilidade da coisa julgada, seja criado ou mantido vínculo de paternidade inexistente, encobrindo-se de forma injustificada a verdade real (DIAS. Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011., p. 398). Assim sendo, não tem cabimento a pretensão da parte Autora em participar da herança do casal de tios com base em uma simulação absoluta.

  • comentou em OBSTÁCULOS À INVESTIGAÇÃO

    Terça, 01 de março de 2016, 15h34min

    A OAS e a Odebrecht, entre outras, também estão envolvidas em reformas nos citados triplex e sítio. Entretanto, merecem ainda maior acuidade de investigação, entre muitas outras falcatruas, as aplicações trilhardárias feitas no exterior (Venezuela, África, Cuba etc.) à custa do BNDES, garantidas pelo erário, sem o referendum do congresso, em obras que deveriam ser prioritariamente realizadas no Brasil, tais como: 1) Porto de Mariel (Cuba) US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES). Odebrecht; 2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador) US$ 243 milhões. Odebrecht. 3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador) US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru). US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá). US$ 1 bilhão. Odebrecht. 6) Autopista Madden-Colón (Panamá). US$ 152,8 milhões. Odebrecht. 7) Aqueduto de Chaco (Argentina). US$ 180 milhões do BNDES – OAS. 8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina). US$ 1,5 bilhões. Odebrecht. 9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela). US$ 732 milhões – Odebrecht. 10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela). US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 11) Barragem de Moamba Major (Moçambique) US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES) – Andrade Gutierrez. 12) Aeroporto de Nacala (Moçambique). Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 13) BRT da capita Maputo (Moçambique): US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 14) Hidrelétrica Tumarím (Nicarágua): US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões). – Queiroz Galvão. 15) Projeto Hacia El Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia): US$ 199 milhões. – Queiroz Galvão. 16) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru): Valor não conhecido – Andrade Gutierrez. 17) Usina Siderúrgica Nacional (Venezuela) US$ 865,42 milhões. Andrade Gutierrez. 18) Termelétrica a carvão (República Dominicana). Odebrecht. 19) Estaleiro para manutenção de embarcações (Venezuela) US$ 637,89 milhões. Andrade Gutierrez. 20) Malha de gasodutos (Argentina) US$ 636,88 milhões (diretos p/ Argentina). 21) Foram destinados pelo BNDES US$ 436,39 milhões para a ampliação da capacidade de transporte da rede de gasodutos troncais de TGS e TGN, na Argentina. 22) O BNDES também repassou US$ 527,84 milhões para a construção da linha II do metro de Los Teques, na Venezuela, com 12 km de extensão e 6 estações em seu percurso. 23) O banco financiou US$ 293,86 milhões da construção da planta de tratamento e do sistema de distribuição de água de Paraná de Las palmas, na Argentina. Existem mais 3000 (três mil) empréstimos concedidos via BNDES apenas no período entre 2009 e 2014, porém nem o BNDES, nem o Governo Federal fornecem valores.

    As desculpas e aplausos dos defensores de tais obras são de que foram “investimentos” “vantajosos e estratégicos” para o Brasil, com emprego de mão-de-obra, de engenheiros e de técnicos brasileiros. Ora, se realizadas aqui mesmo – aí sim, seriam de inegável e imenso valor para os brasileiros, pois não só durante as construções, mas principalmente após, teriam gerado efeito multiplicador tanto de trabalho e emprego para o nosso sofrido povo, como de desfrute da população usuária, das hidrelétricas, das estradas, portos, aeroportos, metrôs etc., gerando renda diária para o setor público e privado a bem do desenvolvimento nacional. Com isso, em vez da atual crise, teríamos a almejada prosperidade.

  • comentou em Lava Jato e a “tempestade da destruição criadora” (Schumpeter)

    Quinta, 25 de fevereiro de 2016, 20h17min

    A “Lava Jato”, os barões ladrões, a cleptocracia e os prejuízos:

    Merecem ainda maior acuidade de investigação, entre muitas outras falcatruas, as aplicações trilhardárias feitas no exterior (Venezuela, África, Cuba etc.) à custa do BNDES, garantidas pelo erário, sem o referendum do congresso, em obras que deveriam ser prioritariamente realizadas no Brasil, tais como: 1) Porto de Mariel (Cuba) US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES). Odebrecht; 2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador) US$ 243 milhões. Odebrecht. 3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador) US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru). US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá). US$ 1 bilhão. Odebrecht. 6) Autopista Madden-Colón (Panamá). US$ 152,8 milhões. Odebrecht. 7) Aqueduto de Chaco (Argentina). US$ 180 milhões do BNDES – OAS. 8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina). US$ 1,5 bilhões. Odebrecht. 9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela). US$ 732 milhões – Odebrecht. 10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela). US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 11) Barragem de Moamba Major (Moçambique) US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES) – Andrade Gutierrez. 12) Aeroporto de Nacala (Moçambique). Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 13) BRT da capita Maputo (Moçambique): US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES). Odebrecht. 14) Hidrelétrica Tumarím (Nicarágua): US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões). – Queiroz Galvão. 15) Projeto Hacia El Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia): US$ 199 milhões. – Queiroz Galvão. 16) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru): Valor não conhecido – Andrade Gutierrez. 17) Usina Siderúrgica Nacional (Venezuela) US$ 865,42 milhões. Andrade Gutierrez. 18) Termelétrica a carvão (República Dominicana). Odebrecht. 19) Estaleiro para manutenção de embarcações (Venezuela) US$ 637,89 milhões. Andrade Gutierrez. 20) Malha de gasodutos (Argentina) US$ 636,88 milhões (diretos p/ Argentina). 21) Foram destinados pelo BNDES US$ 436,39 milhões para a ampliação da capacidade de transporte da rede de gasodutos troncais de TGS e TGN, na Argentina. 22) O BNDES também repassou US$ 527,84 milhões para a construção da linha II do metro de Los Teques, na Venezuela, com 12 km de extensão e 6 estações em seu percurso. 23) O banco financiou US$ 293,86 milhões da construção da planta de tratamento e do sistema de distribuição de água de Paraná de Las palmas, na Argentina. Existem mais 3000 (três mil) empréstimos concedidos via BNDES apenas no período entre 2009 e 2014, porém nem o BNDES, nem o Governo Federal fornecem valores. As desculpas e aplausos dos defensores de tais obras são de que foram “investimentos” “vantajosos e estratégicos” para o Brasil, com emprego de mão-de-obra, de engenheiros e de técnicos brasileiros. Ora, se realizadas aqui mesmo – aí sim, seriam de inegável e imenso valor para os brasileiros, pois não só durante as construções, mas principalmente após, teriam gerado efeito multiplicador tanto de trabalho e emprego para o nosso sofrido povo, como de desfrute da população usuária, das hidrelétricas, das estradas, portos, aeroportos, metrôs etc., gerando renda diária para o setor público e privado a bem do desenvolvimento nacional. Com isso, em vez da atual crise, teríamos o almejado progresso. As apurações de responsabilidade e o retorno ou recuperação, ao menos em parte, desses prejuízos, bem como dos danos paralelos causados pelo “propinoduto”, mereceriam ser efetivadas com as inovações construtivas advindas da nobre atuação da PF, do MPF, da Justiça Federal, notadamente do Juiz Moro, a partir da operação “Lava Jato”... Em geral, os maus gerentes governamentais tendem a jogar a culpa de seu próprio insucesso, incompetência, prodigalidade e improbidade em países mais desenvolvidos. Incentivam o confronto do “nós versus eles”, Usam também de argumentos, dirigidos aos menos favorecidos pela sorte, de que a culpa seria dos cidadãos “privilegiados”, com pretensões malévolas de jogar uns contra os outros, com frases de efeito, inverdades para persuasão dos tolos como “vocês não sabem o prazer que eu sinto em ver pobre andando de avião. Eu sei que tem gente que reclama, diz que pobre tem que andar de ônibus [...]. Eles [os pobres] não sabem nem como sentar, não sabem nem qual botão apertar, mas estão lá” – para tirar disso proveito político-demagógico com o fito de se perpetuar no poder. Do povo brasileiro quem realmente trabalha o faz de forma adequada e por vezes tem demonstrado ser superior em qualidade e criatividade ante o trabalhador de outros países. Mas isso é embotado pela deficiência de qualidade dos meios de gestão da coisa pública, – a par disso, os mecanismos políticos e administrativos de combate à corrupção e aos desvios ilegais do erário são burocraticamente engessados de tal forma que acabam funcionando como instrumentos dificultadores da proteção, defesa e recuperação que o bem público merece ter.

  • comentou em Um caso a investigar

    Segunda, 08 de fevereiro de 2016, 15h04min

    Um outro caso que merece ser investigado e não merece ser esquecido é a autorização governamental de investimentos em obras públicas destinadas a outros países. Nada custa continuar apurando a quem realmente cabe a responsabilidade pela opção de investir em grandes obras no exterior em lugar de realizar tais aplicações no próprio Brasil - o que geraria, após conclusão de tais obras, um efeito multiplicador interno de emprego aos brasileiros. Como já havia antes comentado, penso que o Congresso Nacional teria de ser sempre e antecipadamente consultado e a população brasileira informada, notadamente se os investimentos em obras públicas for garantido pelo erário com recursos oriundos de bancos públicos. Ao que tudo indica, houve grave desvio de conduta do governo pelo fato de o público brasileiro não ter sido adequadamente informado e tampouco o Congresso consultado a respeito dos repasses do BNDES, entre outros, feitos desde 2009 como consta a a seguir: 1)Porto Mariel US$ 957 milhões (US$ 682 milhões do BNDES) Odebrecht; 2)Hidrelétrica San Francisco (Equador) US$ 243 milhões, Odebrecht. 3)Hidrelétrica Manduriacu (Equador) US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões do BNDES) Odebrecht. 4)Hidroelétrica de Chaglla (Peru) US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões do BNDES) Odebrecht. 5)Metrô Cidade do Panamá. US$ 1 bilhão – Odebrecht. 6)Autopista Madden-Colón (Panamá). US$ 152,8 milhões –Odebrecht.7)Aqueduto de Chaco (Argentina) US$ 180 milhões do BNDES – OAS. 8)Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina) US$ 1,5 bilhões do BNDES, Odebrecht.9)Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas US$ 732 milhões, Odebrecht. 10) Barragem de Moamba Major (Moçambique) Valor da obra – US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES). Empresa responsável – Andrade Gutierrez. etc... Seria mera coincidência que a maioria das citadas obras foram também de autoria da Odebrecht?

  • comentou em O impeachment não é golpe

    Quarta, 02 de dezembro de 2015, 14h04min

    "Pedaladas fiscais" provém, como causa primeira, da má gestão dos recursos públicos e não, como querem enganar, das medidas administrativas para manter programas sociais.Afinal, os impostos, taxas e contribuições que indistintamente todos pagam, deveriam ter o retorno (que não tem) a favor do bem estar de todos. Em princípio, recursos públicos deveriam ser primordialmente destinados para o bem social e não para financiamentos secretos e investimentos de obras em outros países, com sacrifício da já depauperada economia popular, obras e investimentos dos quais o povo brasileiro muito necessita, pois abre oportunidades de trabalho e emprego, dentro do país, para o seu sustento e o de sua família, bem como estariam destinados diretamente ao desenvolvimento social e econômico nacional. Razões mais que suficientes para que tais aplicações fossem realizadas aqui mesmo no Brasil a bem dos brasileiros e dos que aqui escolheram como sua pátria.

    Em verdade, importa aos cidadãos de bem, eleitores e contribuintes, combater de imediato e com reto rigor os desvios de conduta e de verbas do erário público (isto é, dinheiro do povo), quer sejam via "propinoduto" e/ou mediante realização de aplicações secretas no exterior que deveriam ser – por extrema necessidade – realizadas no Brasil, prioritariamente, a bem dos cidadãos brasileiros que delas muito carecem.

  • comentou em A prisão do Senador

    Quarta, 02 de dezembro de 2015, 13h01min

    Efetivamente, uma trama gravada não se configura concretamente em crime, mas apenas numa suspeita ou suposta intenção que pode ser abandonada ou circunstancialmente alterada pelos seus autores. Mas pode e deve gerar certa cautela, segundo o ditado “é melhor prevenir que remediar”. Talvez o STF, dentre as alternativas acautelatórias tivesse julgado ser melhor a prisão preventiva do senador no sentido de evitar que o problema pudesse acontecer, do que ter que resolvê-lo posteriormente com dificuldades semelhantes a do retorno do Henrique Pizzolato ao Brasil. Sem entrar no mérito da escolha, o que mais importa nisso tudo é que a operação “lava jato” logre o êxito esperado pelas maiores vítimas dos superfaturamentos e desvios secretos de verbas do erário público com pagamento de propinas. Não devemos tirar proveito de assuntos polêmicos ou de prováveis êrros decisórios para fugir desse assunto. Afinal, todos nós (inclusive os envolvidos) estamos sendo fortemente lesados com os prejuízos causados ao País pela má gestão aliada à corrrupção sistêmica.

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