Geraldo Alckmin, José Serra e a imprensa são responsáveis pela falta de água em São Paulo.

Esta fala do filme Lawrence da Arábia, repetida no filme Prometeus, pode servir para entender as duas últimas gestões de Geraldo Alckimin e José Serra no Estado de São Paulo. Desde 2003 eles sabiam que alguma coisa precisava ser feita para evitar o que está ocorrendohttp://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u10308.shtml e se limitaram a aplaudir a distribuição de lucros da Sabesp na Bolsa de New York. Portanto, podemos concluir que, ao contrário do que diz o interlocutor de Lawrence, ambos precisavam de nada ou no mínimo queriam transformar São Paulo num deserto.

Sem água não há vida, nem atividade econômica. A desolação do deserto está até mesmo no seu nome. Mas as sutilezas da Língua Portuguesa parece não interessar aos arrogantes políticos tucanos, que falam desta seca como se a água não estivesse acabando. Ambos agiram como se a água não tivesse que ser armazenada para poder ser distribuída, como se a natureza ou São Pedro fossem encarregados de reparar rapidamente adutoras rompidas para evitar desperdícios.

Daqui a algum tempo, bem pouco tempo na verdade, não haverá nem água, nem vida, nem economia na grande São Paulo. O que Geraldo Alckmin e José Serra lucrarão com o nada que produziram com ajuda da imprensa? Eles compraram as empresas de transporte que evacuarão a maior metrópole da América Latina ou cobrarão estadia nos Campos de Refugiados da seca que terão que ser construídos no interior para abrigar 10 milhões de pessoas.

Alckmin e Serra não são os únicos criminosos nesta história.  Tudo o que eles fizeram a São Paulo foi feito com ajuda dos jornalistas. A imprensa tem sua parcela de culpa e a mesma deve ser cobrada. Nas últimas duas décadas, ao invés de fazer jornalismo sério, as empresas de comunicação se limitaram a tecer loas sobre as virtudes da Sabesp privatizada e sobre os choques de gestão e modernização dos governadores tucanos em  São Paulo. O Estado era, aliás, comparado à Suíça como se lá também faltasse água nos reservatórios públicos.

Em 1944 os líderes nazistas ainda diziam que com propaganda o III Reich derrotaria seus inimigos. Como Hitler e Goebbels, Geraldo Alckmin e José Serra parecem ter acreditato que a propaganda lhes garantiria a derrota da crise hídrica produzida pela Sabesp e pela ausência de planejamento governamental. A seca é uma realidade natural no semi-árido. Em São Paulo ela é uma arma de destruição em massa construída e utilizada por governadores irresponsáveis e malvados, que colocam o lucro dos acionistas da Sabesp acima do interesse público da população a ser governada e abastecida com água.

Com ajuda de propaganda remunerada e gratuita, o PSDB transformou São Paulo num deserto para poder distribuir lucros da Sabesp na bolsa de New York. Os tucanos colocaram as vidas de milhões de paulistas em risco. Somente Dilma Rousseff poderá nos resgatar da calamidade e enterrar os abutres que devoram há décadas as vísceras econômicas do Estado. 



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