O presente artigo tem por objetivo geral a introdução do pensamento epistemológico de Feyerabend, por meio de uma crítica ao cientificismo.

INTRODUÇÃO

            O presente artigo é parte das demandas do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas e tem por objetivo geral a introdução do pensamento epistemológico de Feyerabend, por meio de uma crítica ao cientificismo. pragmatismo dentro de uma perspectiva de cunho filosófica, dentro da discussão da epistemologia. Para tanto, inicialmente, será objetivo específico tratar do conceito de epistemologia, com base nas obras de Japiassu (1934), Châtelet (1973) e Abbagnano (2007). A seguir, também será objetivo específico desenvolver sobre as bases filosóficas de Paul Feyerabend, com base em sua obra Contra o método, onde se estabelece uma crítica ao modelo de ciência hodierno.

         A epistemologia pode ser entendida como um campo filosófico interessado em chegar ao conhecimento mais verdadeiro possível, sendo, pois, também fundamental para a construção da Ciência. O ato de se debruçar diante de determinado objeto cognoscível, demonstra não apenas o interesse por compreender as questões mais estruturais, mas aponta para um método propriamente filosófico de isolamento e esquadrinhamento do conhecimento, na tentativa de chegar a seu estado mais profundo (ABBAGNANO, 2007).

         Em Platão, por meio da leitura de Franklin (2004), a distinção entre doxa e episteme se justifica na tentativa de superação do conhecimento comum para o conhecimento filosófico. De acordo com a autora, ambas as expressões gregas adquirem significados diferentes no decorrer da construção da obra platônica. Em seus primeiros diálogos doxa aparece como sinônimo de simples opinião, no sentido de um juízo de valor subjetivo e momentâneo. No mesmo contexto, episteme é relacionada com o conceito de techné, ou seja, relativo à habilidade de fazer algo, por meio de um conhecimento específico. Em outro momento, ao retomar ambos os termos, Platão mantém o mesmo sentido em doxa, todavia, ao se referir à ideia de episteme, apresenta-a no sentido de um conhecimento verdadeiro, pleno de certeza e, como tal, oposto à doxa

         Neste diapasão, Japiassu (1934) constitui importante base para a compreensão do termo epistemologia. De acordo com o autor, tradicionalmente, a epistemologia é considerada como uma disciplina especial no interior da filosofia. Eram os filósofos que faziam as pesquisas em epistemologia. Esta era para a ciência ou sobre a ciência, mas não era obra dos próprios cientistas. Todas as filosofias desenvolveram espontaneamente uma teoria do conhecimento e uma filosofia das ciências, tendo por objetivo evidenciar os meios do conhecimento científico, elucidar os objetos aos quais tal conhecimento se aplica, ou ainda, fundar a validade deste conhecimento.

Colocando a questão nestes termos, podemos confinar a epistemologia, desde o início, nos limites do discurso filosófico, fazendo dela uma parte deste discurso. Foi assim que fizeram todas as epistemologias tradicionais, chamadas de filosofia das ciências ou de teoria do conhecimento. Todavia, colocando de outra forma a questão, caracterizaremos a epistemologia como um discurso sobre o qual o discurso primeiro da ciência deveria ser refletido. Assim, o estatuto do discurso epistemológico, como duplo, é ambíguo: discurso sistemático que encontraria na filosofia seus princípios e na ciência seu objeto. Seria um discurso dividido entre duas formas de discurso racional. Por esta dupla pertença ou filiação, a epistemologia teria por função resolver o problema geral das relações entre filosofia e ciências. Trata-se de saber se tal problema é verdadeiro, ou se a epistemologia não deve ir procurar suas funções, seus métodos e seu conteúdo fora da perspectiva filosófica (JAPIASSU, 1934, p. 25).

            A epistemologia, em princípio, pode ser compreendida como o estudo das coisas puras, de alcance do conhecimento não construído pela experiência por único meio do exercício da reflexão, de modo que seria impossível dissociá-la da filosofia. Inclusive, poderia se dizer que por este método, na busca pelo estado primordial e genuíno, a filosofia, enquanto caminho das incertezas e dos questionamentos infindáveis, encontra, talvez, sua vereda mais pragmática, uma vez que o filósofo sai do discurso unicamente teórico e se volta para a prática e os dilemas e os problemas da experiência. É neste sentido que Châtelet (1973) relembra o sentido etimológico, a asseverar que a expressão deriva da composição entre ἐπιστήμη, onde se lê episteme, relativo à ideia de ciência, conhecimento; e λόγος, onde se lê logos, a significar estudo. O que, reiteradamente, reforma o pensamento de que a epistemologia está ligada à ideia de um estudo ou método filosófico do conhecimento – ressaltando, mais uma vez, que não se trata de um conhecimento, mas de o conhecimento. A questão que se coloca, obviamente retomando a antiguidade é, se de fato, seria possível ao homem, por meio de sua razão, cognição, sentido e percepção, lapidar determinado conhecimento e tal grau de pureza?

         Neste diapasão, Abbagnano (2007), ao relacionar Epistemologia com a Teoria do Conhecimento, afirma que o termo Gnoseologia é mais utilizado. Em italiano, o termo mais usado é gnoseología. Em alemão, o termo Gnoséologie, cunhado pelo wolffiano Baumgarten, teve pouco sucesso, ao passo que o termo Erkenntnistheorie, empregado pelo kantiano Reinhold, Versuch einer neuen Theorie des menschlichen Vorstellungsvermôgens, 1789, foi comumente aceito. Em inglês, o termo Epistemology foi introduzido por J. F. Ferrier, Institutes of Metaphysics, 1854, e é o único empregado comumente, sendo Gnoseology bem raro. Todos esses nomes têm o mesmo significado, não indicando, como muitas vezes se crê ingenuamente, uma disciplina filosófica geral, como a lógica, a ética ou a estética, mas um modo de tratar um problema nascido de um pressuposto filosófico específico, no âmbito de determinada corrente filosófica, o idealismo. O problema cujo tratamento é tema específico da Teoria do Conhecimento é a realidade das coisas ou, em geral, do mundo externo.

DESENVOLVIMENTO

            Com base neste afirmação, pode-se dizer que outrora se acreditava na existência de uma verdade superior, pura, mais que existia apenas na consciência do homem, ou seja, não poderia ser testada, observada ou descoberta por meio da experimentação, a única possibilidade de se alcançar este conhecimento seria por meio da reflexão. Era, então, por meio da endogenia que seria possível se alcançar esta sabedoria. Todavia, a ilusão de que as respostas para os dilemas universais estão perdidos na própria consciência humana – como se, por obra do próprio criacionismo, a única verdade tivesse sido criada juntamente com a humanidade –, deu lugar ao movimento empirista. O conhecimento e a verdade não poderiam mais ser alcançados pela mera autopsia, começou-se a perceber que as respostas estariam no exterior, e somente poderiam ser compreendidas por meio da experiência. Sobre a relação entre teoria e experiência na busca pela verdade, analisa Feyerabend (1977), na obra Contra o Método, que é a experiência ou são os fatos ou são os resultados experimentais que medem  êxito de nossas teorias, a regra segundo a qual uma concordância entre teoria e os dados favorece a teoria – ou não modifica a situação –, ao passo que uma discordância ameaça a teoria e nos força, por vezes, a eliminá-la. Essa regra é elemento importante de todas as teorias da confirmação e da corroboração. É a essência do empirismo .

         A experiência, é tida na ciência tradicional, e na própria filosofia pragmática, como a única possibilidade de se chegar à episteme, ou seja, ao ideal de verdade inquestionavelmente e pura. Por meio da experiência, ou pelos fatos, como lembra o autor, que o cientista testa sua teoria. Ao haver, naquele contexto experimental, ocorrência do resultado, por meio do êxito do método, a teoria pode ser considerada verdadeira, chegando-se, pois, as respostas. Utilizando-se da Física como exemplo, por meio da experiência se chegou a conclusão de que, ao ser aquecido, o metal dilata. Não foi necessário que se aquecesse todos os fragmentos metálicos existente na Terra para se produzir esta conhecimento. Foi por meio da análise de determinada amostra que em algum momento um físico pode observar que o fenômeno era comum a todos os tipos de mais estudados. Atingiu-se, então, a verdade, e se chegou a uma unanimidade. Todavia, será que a verdade, no sentido epistemológico, se resumo a unanimidade de opinião?

Unanimidade de opinião pode ser adequada para a igreja, para as vítimas temerosas ou ambiciosas de algum mito – antigo ou moderno – ou para os fracos e conformados seguidores de algum tirano. A variedade de opiniões é necessária para o conhecimento objetivo. E um método que estimule a variedade é o único método compatível com a concepção humanitarista. Na medida em que a condição de coerência restringe a variedade, ela encerra um elemento teológico, elemento que se traduz na adoração dos fatos, que é um traço característico de quase todo empirismo (FEYERABEND, 1977, p. 57).

            É possível, cientificamente, dissociar opinião de resultados? Em outras palavras, como é possível pensar em uma metodologia científica que se desvincule de uma resultados comuns? Em primeiro lugar, deve-se estabelecer como opinião, no contexto científico, o juízo de valor crítico, a análise metodológico e conclusiva da experiência. Sendo assim, a opinião não necessita estar vinculada aos resultados, inclusive, é importante para a construção do conhecimento científico que, mesmo diante de resultados precisos, ao cientista é necessário ter consciência da falibilidade de sua metodologia, visto que os instrumentos a disposição da ciência são construções humanas e invariavelmente apresentam falhas e imprecisões. Ademais, além da impossibilidade da perfeição instrução, o homem também conta com a impossibilidade de efetiva análise do método e dos resultados, na medida em que suas capacidades cognitivas, por meio da sensação e percepção são reduzidas.

Hoje percebemos um pouco melhor por que o apelo direto à visão através do telescópio estava fadada a conduzir ao desapontamento, especialmente nos estágios iniciais. A principal razão, já antevista por Aristóteles, era a de que os sentidos usados em condições anormais são suscetíveis de fornecer uma resposta anormal. Alguns historiadores mais antigos vislumbraram o que ocorria, mas falam em termos negativos, tentando explicar a ausência de relatos observacionais satisfatórios ou a pobreza do que é visto pelo telescópio (FEYERABEND, 1977, p. 193).

            Neste sentido prossegue o autor afirmando que o material de que o cientista realmente dispõe – as leis, os resultados experimentais, as técnicas matemáticas, os preconceitos epistemológicos, a atitude frente às absurdas consequências das teorias que aceita – é, sob muitos aspectos, indeterminado, ambíguo e jamais se acha totalmente desvinculado de sua história. Esse material, segundo Feyerabend (1977), sempre se acha contaminado por princípios que o cientista não conhece e que, se conhecidos, dificilmente seriam passíveis de testes. Discutíveis concepções acerca da cognição – como a de que os sentidos, usados em circunstâncias normais, fornecem fidedignidade informações acerca do mundo – invadem a própria linguagem da observação, passando a constituir termos observacionais, bem como servir de base para a distinção entre aparência ilusória e aparência verdadeira.

            Partindo da afirmação de que, pelas próprias limitações metodológicas e cognitivas, os resultados científicos e conclusões se tornam questionáveis, a ciência, então, se resume a conjecturas. Esta afirmação, sem embargo, não inviabiliza o conhecimento científica, pelo contrário, o que se afirma é que a Ciência deve ser construída por meio da dúvida e não da certeza. A certeza é dogmática de mais e o próprio desenvolvimento racional já apontou que a verdade não é etérea, os conceitos, as teorias e as leis se tornam obsoletas e se aprimoram com o tempo. Em suma, o que se pretende com esta introdução é reafirmar a importância da construção do conhecimento por meio da crítica e da admissão que qualquer conhecimento só faz sentido se for contextualizado. Por este motivo a Ciência não pode ser entendida como uma forma atemporal. Neste diapasão, Feyerabend (1977) critica o procedimento tacanho da ciência tradicional:

Esse procedimento só se reveste de sentido se pudermos admitir que os elementos do conheicmento – as teorias, as observações os princípios de nossas argumentação – são entidades atemporais que partilham do mesmo grau de perfeição, são igualmente acessíveis e se relacionam entre si independentemente dos eventos que os produzem. Trata-se de um pressuposto muito comum. É acolhido, sem discussão, por todos os lógicos; está subjacente à usual distinção que se faz entre um contexto de descoberta e um contexto de justificação; e expressa-se, com frequência, através d afirmação de que a ciência lida com proposições e não com enunciados ou sentenças. Sem embargo, esse procedimento esquece que a ciência é um processo histórico, heterogêneo e complexo (FEYERABEND, 1977, p. 230).

            O argumento de que a ciência se fundamenta em um processo histórico se explica pelo fato de que a verdade está sempre jugada a um determinado contexto. A teoria indivisível do átomo foi verdade e permaneceu incontestável enquanto os instrumentos metodológicos a sustentavam, a partir do momento em que novas tecnologias surgiram, foi possível que se descobrisse novos elementos ao átomo. A teoria indivisível se tornou obsoleta e deu lugar a um novo modelo de pensamento. Possivelmente no futuro esta teoria também se torne obsoleta e dê lugar a uma nova. Na mesma baila Feyerabend (1977) cita o exemplo da teoria copérnica, ao afirmar que a teoria copernicana e outras concepções só existem hoje por que, em seu passado, a razão, em alguma ocasião, foi posta em segundo plano. A recíproca também é verdadeira: a feitiçaria e outras concepções irracionais só deixaram de exercer influência porque, em seu passado, a razão, em algumas ocasiões, foi posta em segundo plano.

            Porém, isto não significa que a teoria atual ou as anteriores devam ser descartadas, o conhecimento é fluxo contínuo e sua análise depende de sua contextualização. A complexidade do conhecimento, como mencionado anteriormente, se explica pelo fato de que ele depende de inúmeros fatores, o que muitas vezes impossibilita seu entendimento. A divisibilidade do átomo era um tema bastante complexo e impossível de ser compreendido no passado, assim como futuramente os cientistas olharam as teorias que dominam as academias hodiernas com os mesmo olhos que se julga a ingenuidade dos precursores. Feyerabend (1977) alarga a argumentação asseverando que “as leis científicas são suscetíveis de revisão e, com frequência, notamos não apenas que elas apresentam aspectos incorretos, mas que são inteiramente falsas, fazendo asserções acerca de entidades que jamais existiram” (p. 292).

            Todas as teorias do saber científico decorrem da pergunta, menciona Feyerabend (1977): que é conhecimento e como pode ele ser conseguido? A resposta tradicional encerra uma definição de conhecimento potencial – um critério de demarcação – e uma enumeração dos passos por meio dos quais o conhecimento pode ser separado do não conhecimento. A resposta tradicional é geralmente olhada como definitiva. De qualquer modo, raramente se ensina como ela pode ser revista. As revisões que ocorrem são sub-reptícias, desacompanhadas de argumentos e frequentemente modificam o modo de alcançar conhecimento, sem modificar a Epistemologia que o acompanha. Em consequência, o contato entre Ciência e Epistemologia torna-se mais tênue e, finalmente, desaparece por completo. Destarte, pode-se dizer que a dicotomia entre o conhecimento científico a Epistemologia afasta a crítica e a possibilidade de qualquer discussão, negando a própria função filosófica.

Dessa forma, a Ciência aproxima-se do mito, muito mais do que uma filosofia científica se inclinaria a admitir. A ciência é uma das muitas formas de pensamento desenvolvido pelo homem e não necessariamente a melhor.(...) A ideia de que a ciência pode e deve ser elaborada com obediência a regras fixas e universais é, a um tempo, quimérica e perniciosa. É quimérica pois implica a visão demasiada simplista das capacidades do homem e das circunstâncias que lhe estimulam ou provocam o desenvolvimento. E é perniciosa porque a tentativa de emprestar vigência às regras conduz a acentuar nossas qualificações profissionais em detrimento de nossas humanidade (FEYERABEND, 1977, p. 448-449).

            Com base nesta afirmação, pode-se dizer que o conceito de Ciência tradicionalmente aceito, qual seja, daquele conjunto de conhecimento capazes de ser testado e comprovado, cujos resultados encontram homogeneidade e a refletem em verdades universais, está preso a um paradigma positivista e pouco produtivo. Tomar como verdade esta concepção é diminuir as possibilidades de uma análise crítica na realidade, uma vez que os próprios métodos de análise e testagens científicos são parciais e falhos. A evolução do conhecimento tem demonstrado isto ao longo dos séculos, exemplos como os modelos atômicos e as teorias das dinâmicas planetárias – como apontado pelo próprio Feyerabend (1977) – foram tidas como verdadeiras em sua época, porém, bastou a utilização de outros novos meios de experimentação para demonstrar que as teorias outrora defendidas estavam erradas.

            E o que dizer das famigeradas Ciências Humanas em relação ao conceito positivo de Ciência em anterior discutido? Fala-se em famigeradas pois a crítica proposta por Feyerabend (1977) trata sobretudo das Ciências da Natureza, ou seja, a Química, a Física, a Biologia, ciências estas passíveis de serem dissecadas e analisadas por meio de instrumentos laboratoriais. Como já mencionado, mesmo diante deste tipo de conhecimento, seu método de análise é questionável. Porém, se por lado a crítica feyerabendiana fragiliza o método tradicional das Ciências Naturais, de outra banda, as Ciências Humanas já em seu nascedouro se apresentam frágeis. Historicamente relacionadas à Filosofia, a subjetividade humana só passou a ser campo de estudo da racionalidade científica com o advento do Positivismo, o qual se utilizou do mesmo método empirista próprios do estudo da natureza para doravante se conhecer o subjetivismo. O psiquismo humano, as dinâmicas sociais, as relações de poder entraram, então, na Ciência e se posicionaram epistemologicamente em equidade às reações químicas, aos movimentos físicos e aos processos orgânicos.

            Seguindo este argumento, se é possível encontrar uma apontar uma fraqueza ao método científico em relação ao estudo da natureza, mais fácil será discorrer sobre a inconsistência dos resultados de uma pesquisa que a priori seriam inacessíveis ao instrumentário laboratorial. O homem enquanto objetivo de estudo dele próprio, dada sua demasiada complexidade e as ocultas forças por detrás de seus comportamentos – forças estas advindas de gerador ainda pouco compreendido. O estudo do homem enquanto espírito, e não corpo, requereria um método mais requintado de análise e, de antemão, consciente de sua imprecisão e falhabilidade. Assim, quando se critica o método tradicional de estudo da subjetividade não se está, em absoluto, a tornar inócua as construções epistemólogicas desenvolvidas até então, ou seja, não se defende sobre a inutilidade dos conhecimentos desenvolvidos pelo paradigma da ciência tradicional, tendo em vista que sua construção foi importante para se chegar às atuais críticas. Contudo, importa salientar a importância de se observar a complexidade que envolvem as dinâmicas subjetivas e a necessidade atual de um discurso que transcenda o tradicionalismo cientificista. Para tanto, o pensamento pragmático se mostra como possibilidade pertinente ao debate epistemológico hodierno.

CONCLUSÃO

REFERÊNCIA

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

CHÂTELET, François. História da Filosofia: A filosofia pagã. Volume 1. Rio de Janeiro: Zahar, 1973.

FEYERABEND, Paul. Contra o Método. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.

FRANKLIN, Karen. Os conceitos de Doxa e Episteme como determinação ética em Platão. In Educar, 2004

JAPIASSU, Hilton. Introdução ao pensamento epistemológico. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, 1934.


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