Este texto visa alertar sobre a necessidade de implementação de políticas públicas, eficientes, eficazes e efetivas, com uma atuação estratégica na prevenção e combate ao suicídio no Brasil.

Vivemos em tempos difíceis, principalmente, em razão da crise financeira instaurada no país, com forte impacto negativo para nossa população, atingindo todas as classes sociais, desencadeando situações imprevistas. 

Diante os problemas que precisam ser enfrentados, está o alto número de casos de suicídio no Brasil.

Cumpre salientar que, faz-se necessário um esforço conjunto do poder público e de toda a sociedade, a fim de que juntos possamos mudar esta situação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo, sendo que, foram registrados mais de 800 mil suicídios em 2015, com uma taxa 75% nos países de média e baixa renda.

Nos dias atuais, o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior incidência de suicídios, ultrapassando 12 mil casos por ano.

Nesse sentido, urge a necessidade de implementação de políticas públicas, eficientes, eficazes e efetivas, com uma atuação estratégica na prevenção e combate deste grave problema.

Em novembro de 2016, a Comissão de Direitos Humanos – CDH, realizou audiência pública, reunindo especialistas e autoridades, para discutirem as políticas necessárias, objetivando a prevenção do suicídio, já sendo considerada uma “epidemia silenciosa” e com tendência de crescimento entre adolescentes e jovens brasileiros.

Nos últimos 10 anos, a taxa de suicídio cresceu mais de 40% entre os cidadãos com idade entre 15 a 29 anos.

Contudo, conclui-se que, o suicídio deve ser tratado como uma questão de saúde pública, cabendo ao poder público, ações e campanhas educativas e preventivas, bem como a qualificação constante de profissionais da área da saúde, especialmente, às equipes dos Centros de Atenção Psicossociais – CAPS, sendo esta uma iniciativa da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, que visa reduzir os suicídios e tentativas e os danos associados a estes casos.

Onde buscar ajuda:

Centro de Valorização da Vida – CVV: Atuando 53 anos na prevenção do suicídio, com atendimento pelo Disque 141, 24 horas por dia, 7 dias por semana. (www.cvv.org.br).

O suicídio não é a solução. Tenha fé no Criador e o sol da Justiça nascerá em sua vida. Ele tem o poder para reverter qualquer situação.

Acredite e Confie!


Autor

  • Roberta Lídice

    Advogada atuante nas áreas do Direito Empresarial e Penal (Preventivo/Consultivo). Consultora em Business Intelligence, com MBA em Gestão Pública: Políticas e Gestão Governamental e Especialização em Direito Empresarial.

    Diretora LATIN-IURIS/BRASIL - Instituto Latinoamericano de Investigación y Capacitación Jurídica (LATIN IURIS).

    Ouvidora, certificada pela Ouvidoria-Geral da União (OGU) e Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), para atuação em Ouvidoria e Participação Social. (PROFOCO).

    Miembro del Comité Editorial de Ediciones Olejnik - Editorial Jurídica Chilena.

    Autora dos Livros "O Contrato de Adesão Como Instrumento Regulatório nas Relações Consumeristas e Empresariais" e "El Contrato de Adhesión" - Latinoamérica (En prensa).

    Coautora do Livro "Ouvidorias de Justiça, Transparência e Lei de Acesso à Informação - Direito de Todos" - Ouvidoria do Conselho Nacional de Justiça - CNJ.

    Autora/Colaboradora da Revista SÍNTESE - Publicações Jurídicas.

    Membro Efetivo da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

    Autora e coautora de obras e artigos jurídicos e sociais.

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