4. A CONTABILIDADE ENSANGUENTADA

Como mencionado no título anterior, a Família Imperial Romanov foram as primeiras vítimas oficiais do comunismo como forma de governo em 1918. Os números podem chegar a meros 100 milhões[17] de mortos ou mais até os dias atuais onde essa doutrina é usada como forma de governo.

De acordo com o “Livro Negro do Comunismo – Crimes, Terror e Repressão”, os números totais de mortes nos Estados que de declaram Comunista/Socialista é incrivelmente surpreendente. Uma ideologia em comum em diversas etnias, culturas, religião e idiomas[18], números estimados até o ano de publicação da obra em 1999:

- URSS, 20 milhões de mortos, - China, 65 milhões de mortos, - Vietnã, 1 milhão de mortos, - Coreia do Norte, 2 milhões de mortos, - Camboja, 2 milhões de mortos - Leste Europeu, 1 milhão de mortos, - América Latina, 150.000 mortos, - África, 1,7 milhão de mortos, - Afeganistão, 1,5 milhão de mortos. (Grifo Nosso)

Depois de fazer um comparativo de dos regimes fascistas, nazistas e comunistas, pode chegar a uma conclusão segundo os autores da obra supracitada:

Nosso propósito aqui não é o de estabelecer uma macabra aritmética comparativa qualquer, uma contabilidade duplicada do horror, uma hierarquia da crueldade. Entretanto, os fatos são tenazes e mostram que os regimes comunistas cometeram crimes concernentes a aproximadamente 100 milhões de pessoas, contra 25 milhões de pessoas atingidas pelo nazismo[19].

O Nazismo foi condenado e proibido como partido e culto aos líderes justamente por ter perdido a guerra, os responsáveis terem sido julgados e expostos e a divulgação e propagação das imagens atingiu o mundo todo, “foi com legitimidade que os vencedores em 1945 situaram o crime - e em particular o genocídio dos judeus - no centro de sua condenação ao nazismo” [20], enquanto nos regimes comunistas foram localizados e restritos aos países afetados, por isso vemos até hoje partidos comunistas usando a foice e martelo como o PC do B e demais “associados” às ideias leninistas-marxistas quando deveriam ser proibidos também.

A Gazeta do Povo[21] online enumerou 17 crimes mais conhecidos que foram cometidos pelos comunistas:

O Terror Vermelho (antecedido pela Guerra Civil, somam ao menos 100 mil mortos); Perseguição aos Kulaks e Cossacos (até 5 milhões e por volta de 300 mil pessoas mortas respectivamente); A fome de Tartaristão (entre 2 a 5 milhões de mortos); Holomodor (pode chegar a 12 milhões de mortos); Gulags (14 milhões de prisioneiros incluindo os mortos); Yezhovshchina (600 mil presos e/ou mortos); A Intervenção na Mongólia (entre 25 e 30 mil mortos); Invasão à Polônia (estima-se cerca de 150 mil mortos); Massacre de Katyn (mais de 20 mil pessoas mortas); Massacre de Teodósia (150 soldados feridos mortos); Massacre de Grischino (596 prisioneiros de guerra e civis executados); O Estupro de Berlim (estima-se por volta de 100 mil mortos); A Esquizofrenia Progressiva (números incertos); Deportações Internas (cerca de 250 mil deportados com muitos mortos); Repressão à Revolução Húngara (3 mil húngaros mortos); Intervenção na Primavera de Praga (137 mortos); Janeiro Negro (centenas de pessoas). (Grifo Nosso)

Os números são estimativas pesquisadas pelo autor da matéria Maurício Brum, em 2017, e as descrições dos acontecimentos demonstram, fora o período da Segunda Guerra, que os ataques aos Direitos Humanos e Individuais ocorreram para manter o comunismo no poder contando as mortes, exílios, deportações, desaparecimentos sistemáticos, censura e demais violações de Direitos tanto de prisioneiros de guerra e enfermos que tinha respaldo da legislação internacional, como a Convenção de Genebra, que dava certa proteção e dignidade a estas pessoas[22]:

Assim como os nazistas, os comunistas são tão culpados quanto os primeiros, e deveriam ter sido proibidos de expandir esses ideais leninistas-marxistas, assim como os ideais de Adolf Hitler, cujos crimes não chegam perto dos crimes socialistas.

Assim Disse Kruchev ao reconhecer em um discurso com seus “camaradas” as atrocidades cometidas pela URSS, porém mais tarde ele enviou tanques de guerra para Budapeste (COURTOIS, 1999, p.17):

“O que faremos com os que foram detidos, assassinados? [...] Sabemos agora que as vítimas das repressões eram inocentes. Temos a prova irrefutável de que, longe de serem inimigos do povo, eram homens e mulheres honestos, devotados ao Partido, à Revolução, à causa leninista da edificação do socialismo e do comunismo. [...] É impossível tudo esconder. Cedo ou tarde, os que estão na prisão, nos campos, sairão e retornarão a suas casas. Eles relatarão então aos seus parentes, seus amigos, seus camaradas o que lhes aconteceu. [...] É por isso que somos obrigados a confessar aos delegados tudo a respeito do modo como o Partido foi dirigido naqueles anos. [...] Como pretender nada saber do que acontecia? [...] Sabemos que reinava a repressão e a arbitrariedade no Partido, e devemos dizer ao Congresso o que sabemos. [...] Na vida de todos os que cometeram um crime, vem o momento em que a confissão assegura a indulgência, e mesmo a absolvição”


CONCLUSÃO

A aparência de paz e prosperidade da URSS sob o comando de Stalin à frente de um partido único, o comunista, foi conquistada graças à máquina de propaganda que, assim como as propagandas nazistas, passavam uma ideia de que o comunismo era a única solução para resolver os problemas sociais e trabalhistas, discursos que até hoje são usados pelos partidos vermelhos ao redor do mundo.

A Convenção de Genebra visava a proteção dos feridos e prisioneiros de guerras e determinava uma série de regras para uma guerra “limpa”, sem o uso de atrocidades contra civis, extermínio em massa, genocídio e dominação de territórios. O Julgamento de Nuremberg abafou as atrocidades e os crimes cometidos pelos comunistas, pois a URSS estava no grupo aliado e sentava à mesa juntamente com a Inglaterra, Estados Unidos e França. A propaganda comunista não perdeu tempo em aproveitar essa oportunidade e fazer o engrandecimento estatal e se aproveitou do patriotismo surgido com a vitória em Berlim em 1945.

Nas escolas americanas, o “discurso” é mostrado como algo importante: há concursos de speech e fazer um speech é considerado um papel de honra. Os comunistas sabem usar o discurso de uma forma sedutora, cujas palavras conquistam as pessoas que se encontram em estado de necessidade, desvantagem profissional ou pessoas abertas e receptivas para qualquer forma de ideias. Os socialistas-comunistas se vitimizam, demonstram interesse em ajudar, publicam fotos juntos com trabalhadores e com IPI’s (como capacetes de obras) e em um local carente de recursos, para seduzir essa massa de pessoas que aceita abraçar essa revolução. Pois tudo que vem de mão beijada, contínuas propostas e promessas de governos socialistas, é melhor, é bom, é cômodo, porém, a conta vai chegar e quem vai pagar será toda a sociedade.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BOVARD, James. Don't celebrate Karl Marx. His Communism has a death count in the millions. Disponível em: https://www.usatoday.com/story/opinion /2018/05/05/karl-marx-communism-death-column/578000002/>. Acesso em 12/02/2019.

BRUM, Maurício. 17 crimes contra a humanidade cometidos pela União Soviética. Disponível em <https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/17-crimes-contra-a-humanidade-cometidos-pela-uniao-sovietica-72k8knzyrinebrvkcngrxya1u/>. Acesso em 13/02/2019.

CAWTHORNE, Nigel. A Vida Sexual dos Ditadores. São Paulo, Ed. Ediouro, 2003, p.66.

COURTOIS, Stéphane e Outros. O Livro Negro do Comunismo – Crimes, Terror e Repressão. Rio de Janeiro, RJ: Editora Bertrand do Brasil, 1999.

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FRAZÃO, Diva. Karl Marx: Filósofo e Revolucionário Alemão. Disponível em <https://www.ebiografia.com /karl_marx/>. Acesso em 04/02/2019.

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Autor

  • Eloi Henrique Ghidetti Duarte

    Bacharel em Direito; Pós graduado em Direito Internacional; Fluência em inglês e experiência em ministrar aulas para jovens e adultos, agindo na elaboração de conteúdo, aplicação de avaliações e uso da tecnologia para o aprendizado. Serviço de intérprete e apoio de visitantes estrangeiros com dialeto inglês. Habilidade em analisar e revisar contratos comerciais para empresas, e, na elaboração de relatórios jurídicos no acompanhamento de processos. Monarquista e estudioso sobre o Império do Brasil registrado ao Círculo Monárquico Brasileiro e à Casa Imperial do Brasil.

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