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Introdução

 

Empresas e reguladores tentam impedir o “insider trading” para garantir a integridade dos mercados e manter reputações. No entanto, nem todo o “insider trading” é ilegal. Os diretores, funcionários e administradores de uma empresa podem comprar ou vender as ações da empresa com conhecimento especial, desde que divulguem essas transações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM); esses negócios são então divulgados ao público.

O “insider trading” é considerado ilegal quando funcionários ou representantes de uma empresa dão informações materiais não públicas a seus amigos, familiares ou gestores de fundos. Outra maneira de ocorrer o “insider trading” é se funcionários não-empresas — como os de reguladores governamentais ou escritórios de contabilidade, escritórios de advocacia ou corretoras — obtenham informações não públicas materiais de seus clientes e usem essas informações para seu ganho pessoal.

O governo tenta prevenir e detectar “insider trading” monitorando a atividade comercial no mercado. A CVM monitora a atividade de negociação, especialmente em torno de eventos importantes, como anúncios de lucros, aquisições e outros eventos materiais para o valor de uma empresa que pode mover significativamente seus preços de ações. Essa vigilância pode descobrir grandes e irregulares negociações em torno desses eventos materiais e levar a investigações sobre se os negócios eram legítimos ou o resultado de informações privilegiadas sendo fornecidas àqueles que instituíram os negócios.

Outro ponto é Reclamações de comerciantes que perdem quantias substanciais em grandes negociações são outra maneira que os reguladores impedem e iniciam investigações de “insider trading”. Como os comerciantes de dentro muitas vezes tentam explorar suas informações privilegiadas na medida do possível, eles muitas vezes recorrem aos mercados de opções, onde eles podem efetivamente alavancar suas negociações e amplificar seus retornos.

Se um “trader” tem conhecimento especial de que uma empresa está sendo adquirida, então esse “trader” pode comprar um grande número de opções de chamada na ação; da mesma forma, se um “trader” sabe antes de qualquer anúncio que uma empresa vai relatar ganhos bem abaixo das estimativas de Wall Street, então esse “trader” pode tomar uma grande posição em opções de colocação. Tais negociações antes de grandes eventos podem sinalizar aos reguladores que alguém está negociando informações privilegiadas; as grandes perdas tomadas pelos investidores sem informações não públicas materiais sobre o outro lado dessas negociações também fazem com que esses investidores se apresentem e reportem os retornos incomuns.

Os reguladores também trabalham para prevenir e detectar informações privilegiadas através de “insiders” com conhecimento de negociações sobre informações não públicas materiais. A CVM recebe dicas de denunciantes que se apresentam com o conhecimento de que as pessoas estão negociando essas informações. Os denunciantes podem ser funcionários da empresa em questão, ou podem ser funcionários de fornecedores, clientes ou empresas de serviços da empresa. Os denunciantes têm incentivos para se apresentarem sob a lei, recebendo de 10% a 30% das multas cobradas de processos bem-sucedidos de “insider trading”.

A mídia ou agências de autor regulação, como a Autoridade Reguladora do Setor Financeiro (FINRA), também podem ser as fontes iniciais para a CVM quando iniciar uma investigação de negociação de informações privilegiadas.

Para impedir o “insider tranding”, as empresas podem adotar algumas ações, tais como: períodos de apagão; determinar a limpeza da compra e venda de títulos por parte dos membros diretores a partir de seu departamento jurídico, e; implantação de programas educacionais, de Compliance, nos quais os funcionários são treinados sobre como evitar participar de “insider trading” ou compartilhar informações não públicas de materiais. Por exemplo, os funcionários podem aprender o que é considerado material e o que é considerado não público, além de aprender a não divulgar informações relacionadas a ganhos, aquisições, ofertas de segurança ou litígios para pessoas de fora.

Nesse sentido, a pesquisa se justifica pelas regulamentações em constante evolução que exigem maior agilidade. Dado o grau de importância do assunto, é premente sensibilizar funcionários e outros “insiders” sobre as normas e práticas de liderança em intervalos regulares, estabelecendo controles internos apropriados e adequados para garantir a conformidade, fazendo com que a tecnologia digital cumpra o regulamento alterado obrigatório: banco de dados digital de pessoa/entidades com quem as informações são compartilhadas. Adicionalmente, deve-se reconhecer que fiduciários e intermediários agora são necessários para formular códigos de conduta e implementar um sistema adequado de controles internos para garantir conformidade.

Desta feita, o objetivo desta pesquisa é propor um projeto de treinamento em Compliance na prevenção de “insider trading”, apresentando um modelo de Compliance, no qual estejam descritos os controles internos que objetivam atender a Instrução CVM nº. 558.

 

Material e Métodos

 

Enquanto as pesquisas básicas têm por objetivo criar generalizações teóricas desvinculadas de utilizações práticas imediatas, abstendo-se de limitações temporais, movidas apenas pela necessidade de criação de conhecimento científico passível ou não de empregabilidade prática, as pesquisas aplicadas objetivam solucionar as intempéries e exceções do cotidiano produtivo, desencadeando no descobrimento empírico de fundamentos científicos que promovem o desenvolvimento cultural e epistemológico em diversos setores.

Independentemente da impossibilidade situacional de aplicar efetivamente a proposta na empresa objeto deste estudo, de se caracterizar como uma ideia altamente praticável e estagnada na posição de teoricamente aplicável, a proposta apresentada possui elementos de natureza aplicada, pois busca criar soluções práticas de aplicação imediata, baseada em uma ampla gama de conhecimentos científicos adquiridos no decorrer do estudo.

Pelo fato do presente instrumento apresentar fatores mais subjetivos como julgamento de informações e intuições relativas à interpretação de dados encontrados nos documentos disponíveis, e em detrimento de métodos de previsão tendo como base séries de dados históricos onde se busca analisar e identificar comportamentos padronizados com o objetivo de criar previsões e tendências para o futuro é correto afirmar que esta pesquisa tem forma qualitativa, devido a análise subjetiva da efetividade do novo modelo proposto.

Os métodos de pesquisa qualitativos são usados antes da pesquisa quantitativa. São usados para gerar hipóteses, definir um problema, identificar determinantes e desenvolver meios de pesquisa quantitativa (Freitas & Mascarola, 2002). É qualitativa, tendo em vista que, conforme coloca Minayo (1999), nas ciências sociais, concentra-se no nível de realidade que não pode ser quantificado. Em outras palavras, trabalha com o universo de significados, motivos, desejos, crenças, valores e atitudes, que correspondem a um espaço mais profundo de relações, processos e fenômenos que não podem ser reduzidos à operabilidade de variáveis.

Minayo (1999) aponta, ainda, que neste método de pesquisa, a preocupação dos autores é de compreender e explicar as relações sociais, trabalhando com base na experiência, de maneira contínua e uma compreensão da estrutura e sistema produzidos por ações humanas objetivas.

Quanto aos objetivos, as pesquisas podem ser classificadas em exploratória, descritiva e/ou explicativa.

Considera-se exploratória como sendo a primeira fase de uma pesquisa científica. Geralmente é nessa fase que se estuda e considera o desenvolvimento de um estudo sobre um determinado tema. Objetiva informar e prover conhecimentos e informações relevantes sobre o tema, definindo as metas da pesquisa e formulando as teorias e hipóteses que guiarão o desenvolvimento da pesquisa.

Gil (1991) afirma que toda e qualquer classificação é baseada em certos critérios. Quanto à pesquisa, geralmente é classificada com base em seus objetivos gerais. Portanto, a pesquisa pode ser dividida em três categorias: exploratória, descritiva e explicativa.

Ainda no que remete a Gil (1991), a pesquisa exploratória busca tornar explícito o problema ou construir hipóteses, proporcionando para isso maior familiaridade com o assunto. É uma pesquisa bastante flexível que tem como objetivos primordiais aprimorar ideias e descobrir intuições. Tal forma de pesquisa geralmente engloba a pesquisa bibliográfica.

A pesquisa descritiva é explicada por Castilho (2011) como aquelas que promovem estudo, análise, registro e interpretação dos fatos do mundo físico, sem a interferência do pesquisador. Geralmente os dados são coletados pela aplicação de entrevista, questionário e observação.

A pesquisa descritiva tem como objetivo realizar uma analisar e descrever como se dá os fenômenos sociais ou como as pessoas estabelece relações entre as mais diversas variáveis, determinando a natureza dessas relações, estreitando-se da pesquisa explicativa.

A pesquisa descritiva se iguala à pesquisa exploratória no que tange à busca pela atuação prática. Utiliza em todos os processos instrumentos, tais como observação sistemática, entrevista e questionários, tipo de pesquisa que é reconhecida pela abordagem especulativa direta das pessoas com o intuito de criar conhecimento a partir do comportamento reconhecido como de maior reincidência.

No que remete a Mattar (1996) a pesquisa descritiva é caracterizada por objetivos claros, procedimentos formais e estrutura razoável. Tem como objetivo resolver problemas ou avaliar planos de ação.

Já as pesquisas explicativas são consideradas as mais completas e dinâmicas por armazenar, avaliar, decifrar os fatos e identificar as suas causas. A grande maioria das pesquisas explicativas é experimental, por manipular e controlar as variáveis.

A pesquisa explicativa se interessa em identificar fatores e variáveis que contribuem e corroboram para que determinados fenômenos aconteçam. É o tipo de pesquisa que explica os porquês das coisas, por essa razão é considerado o tipo que mais entrelaça e relaciona o conhecimento da realidade e é também o mais complexo.

O objetivo do presente trabalho é explicativo, pois pretende a partir de análise de planilhas e contextos questionar a realidade do controle da produção da empresa objeto do estudo e oferecer uma proposta de melhoria exaltando fatos e relatos que comprovem e argumentem a eficiência do novo modelo.

Para a realização de uma pesquisa científica há necessidade de levantamento dos dados e coleta por meio das técnicas de pesquisa.

Quanto aos procedimentos técnicos, a primeira parte consistiu na observação direta intensiva de diferentes fenômenos e realidades dentro da empresa, objeto de estudo deste projeto com a intenção de identificar potenciais abordagens passíveis de uma proposta de remodelação visando aumento de efetividade no que tange ao controle mais eficaz da produção.

Após definido o projeto, a segunda parte caracterizou-se na busca de fontes primárias (documentais), que segundo Fachin (2001), inclui a recolha, classificação, seleção descentralizada e utilização de várias informações, bem como tecnologias e métodos que facilitem a sua procura e identificação, e, segundo Castilho (2011) é a pesquisa que se baseia na coleta de dados, de documentos escritos ou não, através das fontes primárias, realizadas em bibliotecas, institutos e centros de pesquisa, museus, acervos particulares (igrejas, escolas, bancos, postos de saúde, cartórios, hospitais) e públicos (documentos de órgãos oficiais como ofícios, leis, escrituras) e outros como fontes estatísticas, fontes do direito, livros de apuração ICMS, balancetes contábeis e financeiros e comunicações realizadas pelos meios de comunicação orais e audiovisuais (rádio, televisão, filmes, mapas).

A pesquisa bibliográfica é muito semelhante à pesquisa bibliográfica. A diferença entre os dois tipos está na natureza da fonte. A pesquisa bibliográfica utiliza principalmente as contribuições de autores individuais sobre um determinado tema, enquanto a pesquisa documental utiliza materiais que não foram analisados ou processados, ou materiais que ainda podem ser reprocessados de acordo com o objeto de pesquisa (Gil, 1991).

Importante ressaltar também que Gil (1991) coloca que a pesquisa documental possui vantagens e desvantagens. Suas vantagens consistem em ser uma fonte rica de dados e suas desvantagens são devido a não representatividade e a subjetividade do documento, além da possibilidade de o documento ser de “segunda mão”, ou seja, aqueles que já possuem alguma análise.

Para então passar a recorrer às fontes secundárias (bibliográficas) que segundo Castilho (2011), baseia-se na consulta de recursos auxiliares relacionados a todos os temas selecionados para o trabalho. Abrange todas as bibliografias de domínio público, tais como: livros, revistas, monografias, teses e artigos da Internet.

A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza, há pesquisar desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. Boa parte dos estudos exploratórios pode ser definida como pesquisas bibliográficas. As pesquisas sobre ideologias, bem como aquelas que se propõem – análise das diversas posições a cerca de um problema, também costumam ser desenvolvidas quase exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. (Gil, 1991).

Nesta esteira, corroboram Lakatos e Marconi (1985), que destaca que a tecnologia de pesquisa bibliográfica é a investigação de todas as bibliografias que foram publicadas na forma de livros, revistas, publicações individuais e impressões escritas. Sua finalidade é dar ao pesquisador acesso direto a todo o conteúdo que foi escrito sobre um determinado tema, para que o cientista possa fortalecer a análise de sua pesquisa ou manipular paralelamente suas informações

Em relação aos métodos, considerando o conceito de Gil (1999) como sendo conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos, que podem ser dedutivos, indutivos, hipotético-dedutivos, fenomenológicos ou dialéticos, é certo dizer que esta pesquisa é indutiva.

Pois parte do princípio da experimentação e da observação para fazer ponderações e sugestões de uma nova proposta de acompanhamento e controle da produção baseada em fontes primárias e secundárias, com delineamento flexível, isto é, observa-se o fenômeno o objeto de pesquisa para criar relações explicativas do mesmo, ou seja, parte do particular (realidade observada da empresa) para o geral (técnicas de controle da produção e importância do controle efetivo nas organizações em geral).

Como resultados esperados, a pesquisa pretende estabelecer as principais diretrizes éticas, operacionais e regulamentares que norteiam o funcionamento das atividades conforme a Instrução CVM nº. 558, ao invés de esgotar exaustivamente todas as leis, regulamentos e políticas aplicáveis à sua atividade. A propositura do manual e outras políticas do gestor têm o objetivo de promover diretrizes e controles internos compatíveis com a natureza, complexidade e risco do investimento realizado pelos gestores bem como definir os limites para seu corpo funcional quanto ao tratamento das informações as quais têm acesso.

 

Resultados e Discussão

 

O título da seção Resultados e Discussão deve ser alinhado à esquerda, grafado em negrito com as primeiras letras das palavras em letras maiúsculas. É permitido que a seção seja dividida em subtópicos com formatação de acordo com a descrição no item 1.1 Formato e margens, apresentados na mesma ordem da seção Material e Métodos.

 

Introdução e Objetivo

 

A palavra “Compliance” vem do verbo inglês "cumprir", que significa "cumprir regras, normas e procedimentos".

Diante disso, a "Gestora" adotou atividades de "controle interno" ou "conformidade" em sua estrutura. O “Diretor de Compliance” ("Compliance Officer") tem como objetivo garantir o cumprimento das leis e regulamentos emitidos pela autoridade competente que se aplicam à atividade do gestor, bem como das políticas e manuais do gestor, bem como das obrigações de confiança e lealdade para com investidores. Investidores) para prevenir a ocorrência de violações, detectar violações e punir ou corrigir tais violações.

Este manual de controle interno ("Manual de Conformidade") foi escrito para atender à natureza, complexidade e risco inerentes a Gestora, especificamente para atender às atividades por ela desempenhadas nessa data e para cumprir as obrigações de inspeção e atualização regulares conforme preconiza o item 2.

Este Manual de Conformidade se aplica a todos os sócios, diretores, funcionários e estagiários da Gestora (coletivamente chamados de "colaboradores", individual e indistintamente, “colaborador”).

Este Manual de Conformidade deve ser lido em conjunto com o Código de Ética da Gestora, que também contém regras elaboradas para atingir os objetivos aqui descritos

 

Procedimentos

 

Designação de um Diretor Responsável

 

A área de “Compliance” da Gestora é composta apenas pelo Diretor de Compliance formalmente nomeado no contrato social da Gestora.

O “Compliance Officer” exerce suas funções de forma totalmente independente, não desempenhando funções que possam afetar sua independência, seja dentro ou fora da Gestora. Da mesma forma, a área de “Compliance” não sofre interferência da equipe de gestão.

O “Compliance Officer” é o responsável pela implementação geral dos procedimentos especificados neste Manual de “Compliance”, sendo que em caso de ausência prolongada, a pessoa deve ser substituída ou nomeado um responsável temporário para o desempenho das suas funções. Durante essa ausência. Caso não seja feita a nomeação, dependerá dos sócios da Gestora dar sequência.

A principal responsabilidade do Diretor de Conformidade é apoiar todas as áreas da Gestora no esclarecimento de todos os controles e regulamentos internos (conformidade) e supervisionar se as operações e atividades do gestor estão em conformidade com os padrões regulamentares (internos e externos). Formular planos de ação com eficácia e supervisionar o cumprimento dos prazos e do nível de excelência dos trabalhos executados, garantindo que eventuais desvios encontrados possam ser corrigidos (“enforcement”) a tempo.

As responsabilidades do diretor de conformidade também abrangem:

  • Implementar o conceito de controle interno por meio de uma cultura de “Compliance”, visando aprimorar o controle;
  • Proporcionar amplo conhecimento e respeitar os valores éticos na aplicação do comportamento de todos os colaboradores;
  • Analisar todas as situações acerca do não-cumprimento dos procedimentos ou valores éticos estabelecidos neste Manual de “Compliance”, ou no “Código de Ética”, assim como avaliar as demais situações que não foram previstas nas políticas internas da Gestora;
  • Determinar estratégias e políticas para o processo de desenvolvimento para identificar, medir, monitorar e controlar emergências;
  • Garantir a confidencialidade dos potenciais denunciantes do crime, mesmo que não o exijam, a menos que se trate de depoimentos judiciais;
  • Exigir que as medidas cabíveis sejam tomadas em situações que caracterizem conflito de interesses;
  • Reconhecer as novas situações não planejadas no dia-a-dia da gestão do departamento ou da Gestora, de ambiência interna e analisando essas situações;
  • Propor pesquisas sobre possíveis mudanças estruturais para permitir a implementação ou para garantir o cumprimento do conceito de separação das atividades desempenhadas pela Gestora;
  • Verificar todos os problemas de forma confidencial e preservar a imagem da Gestora e das pessoas envolvidas no caso.

 

Reformulação Periódica e Confecção de Relatório

 

O Diretor de Conformidade deve revisar este Manual de Conformidade pelo menos uma vez por ano para verificar a adequação e eficácia das políticas e procedimentos aqui fornecidos. Entre outros fatores, essa revisão periódica deve levar em consideração as violações ocorridas no período anterior e quaisquer outras atualizações decorrentes de mudanças nas atividades desempenhadas pelo administrador.

O Diretor de Conformidade deve encaminhar o relatório do ano civil imediatamente anterior à data de entrega aos sócios e diretores, inclusive os responsáveis pela gestão de recursos de terceiros, até o último dia de janeiro de cada ano, incluindo a) a conclusão da fiscalização realizada; b) sugestões sobre possíveis deficiências e formular planos de saneamento quando apropriado; c) declarações sobre medidas de verificação e planejamento anteriores adotadas de acordo com um cronograma específico ou efetivamente adotado, ou declarações de que medidas corretivas eficazes devem ser adotadas, a declaração O formato especificado no Anexo I ("Relatório Anual de Conformidade") deve ser seguido.

O relatório de que trata o parágrafo anterior deverá ser encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na matriz da Gestora.

 

Treinamento

 

Os gestores têm um processo de formação inicial e um procedimento para reciclar continuamente o conhecimento sobre as políticas internas, incluindo este manual de “compliance”, que se aplica a todos os colaboradores, especialmente aqueles que têm o direito de obter informações confidenciais e/ou participar no processo de tomada de decisões.

O Diretor de “Compliance” deve fornecer treinamento regular aos funcionários de uma maneira considerada adequada para permitir que os funcionários entendam e cumpram as disposições deste manual, e deve fornecer frequentemente o manual para responder a perguntas relacionadas a esta cláusula de conformidade: conformidade e conformidade Quaisquer regras relacionadas a conformidade.

 

O período mínimo do processo de recuperação contínua é uma vez por ano.

 

Materiais, carga de trabalho e cronograma serão definidos pelo diretor de conformidade.

 

Apresentar o "Manual de Conformidade" e suas emendas

 

O responsável pela conformidade deve entregar a todos os funcionários uma cópia deste manual de conformidade e todas as políticas internas do gestor, incluindo o "Código de Ética", "Política de Investimento Pessoal" e "Política de Gestão de Risco" ("Políticas Internas") na ocasião do ingresso na Gestora e sempre que esses documentos forem alterados. Após o recebimento deste “Manual de Compliance”, os colaboradores deverão assinar as cláusulas adesivas, que deverão seguir o formato especificado no Anexo II, para comprovar que leram, compreenderam e cumprem os termos deste “Manual de Compliance” e “Políticas Internas”. O termo").

 

Atividades Realizadas fora da Gestora

 

Os funcionários devem obter aprovação por escrito do diretor de conformidade antes de se envolverem em negócios fora do gerente. "Atividades externas" incluem diretores, diretores ou sócios (representem ou não gerentes) que sejam funcionários ou consultores da empresa ou de qualquer entidade ou organização. Os funcionários que desejam participar ou se envolver em tais atividades externas devem obter a aprovação prévia por escrito do Diretor de Conformidade por meio do Anexo III "Requisitos para a Implementação de Atividades Externas".

Não é necessária autorização prévia do Diretor de Conformidade para atividades externas relacionadas a instituições de caridade, organizações sem fins lucrativos, clubes ou organizações civis.

 

Acompanhamento e Incumbências

 

Qualquer funcionário pode estar ciente de todas as violações das obrigações de conformidade ou questões relacionadas, deve ser relatado ao diretor de conformidade imediatamente, o diretor de conformidade deve investigar todas as possíveis violações das regras ou procedimentos de conformidade e determinar as sanções aplicáveis. O responsável pela conformidade pode concordar em não cumprir certas regras com base nas circunstâncias do caso e a seu critério razoável.

 

Penalidades

 

As sanções decorrentes do não cumprimento das regras estabelecidas neste Manual de Conformidade e/ou Políticas Internas serão determinadas e aplicadas pelo Diretor de Compliance de acordo com seu critério razoável, e aos funcionários isso será garantido, pelo amplo direito de defesa. De acordo com a legislação aplicável, advertências, suspensão, rescisão ou exoneração podem ser aplicadas somente nas circunstâncias cabíveis e por motivos legítimos, sem afetar as penalidades da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) e os direitos da Gestora, incluindo reivindicar indenização por possíveis perdas, perdas e danos e/ou lucros cessantes por meio dos procedimentos legais aplicáveis.

 

Confidencialidade e Análise das Informações

 

De acordo com a Instrução CVM nº 558, de 26 de março de 2015, em especial o artigo 24, III e o artigo 25, II, a Gestora adota procedimentos e códigos de conduta para preservar as informações sigilosas e permitir a identificação das pessoas com acesso às informações.

As informações obtidas nas atividades profissionais desenvolvidas por cada funcionário da chefia são consideradas informações confidenciais e não podem ser transmitidas a terceiros não empregados ou não autorizados de qualquer forma.

 

Segurança da Informação Confidencial

 

Em nenhuma circunstância deve qualquer informação confidencial ser divulgada a pessoas dentro ou fora da Gestora que não necessitem ou não devam ter acesso a tais informações para o desempenho de suas atividades profissionais.

Qualquer informação sobre a Gestoras, ou de qualquer natureza relacionada com a atividade do gestor, qualquer informação relativa aos seus sócios e clientes, obtida em decorrência das atividades normais dos funcionários na Gestora, só pode ser prestada ao público, à mídia ou outras instituições, se autorizado por escrito pelo responsável pela conformidade.

Os funcionários estão estritamente proibidos de copiar ou imprimir arquivos que são usados, gerados ou disponíveis na rede do centro de gerenciamento e usar esses arquivos para distribuir fora do centro de gerenciamento, porque tais arquivos contêm informações que são consideradas informações confidenciais.

Quando a cópia ou impressão de documentos for para a execução e desenvolvimento do negócio e benefício dos administradores e seus clientes, as proibições acima não se aplicarão. Nestes casos, os colaboradores que detêm e guardam cópias de informações confidenciais ou impressão de documentos serão os responsáveis diretos pela correta preservação, integridade e manutenção da sua confidencialidade.

Além disso, mesmo no ambiente interno da Gestora, qualquer impressão de documentos deve ser imediatamente excluída da impressora, pois podem conter informações confidenciais restritas.

As informações confidenciais devem ser tratadas em meio digital de forma que não possam ser recuperadas. Todos os arquivos verificados na pasta temporária são excluídos regularmente, portanto, nenhum arquivo deve permanecer lá. A violação desta regra será considerada uma violação, e seu tratamento é semelhante ao comportamento de esquecer de imprimir os materiais da área.

Arquivos físicos contendo informações confidenciais ou suas cópias devem ser descartados imediatamente após o uso para evitar reciclagem.

Além disso, os funcionários devem evitar o uso de discos rígidos, pen drives, disquetes, fitas, discos ópticos ou quaisquer outros métodos que não sejam dedicados à realização de suas atividades na Gestora.

É proibido conectar-se a dispositivos na rede do gerenciador sem autorização da zona de TI e da zona de conformidade.

Cada funcionário é responsável por controlar a segurança das informações armazenadas ou fornecidas nos equipamentos pelos quais é responsável.

Conforme mencionado acima, também é estritamente proibido o envio ou encaminhamento de materiais que contenham conteúdo discriminatório, prejudicial, obsceno, pornográfico ou ofensivo por e-mail, sendo que o envio ou encaminhamento de e-mails com opiniões, comentários ou mensagens pode destruir a imagem e/ou afetar a reputação do gerente.

 

 

 

 

 

Conclusão(ões) ou Considerações Finais

 

O título da seção Conclusão(ões) ou Considerações Finais deve ser alinhado à esquerda e grafado em negrito. Fica a critério do aluno e do orientador a escolha de qual termo melhor se adequa ao trabalho. Esta seção deve conter frases curtas, apresentando as conclusões e inferências elaboradas a partir da discussão dos resultados. É importante que estas frases não sejam meras reproduções dos resultados, respondendo aos objetivos propostos no trabalho. Os autores não devem, em hipótese alguma, mencionar, citar ou reproduzir resultados de outros estudos na(s) conclusão(ões) ou considerações finais do TCC. Por fim, salienta-se que essa seção não deve conter tabelas ou figuras, sendo redigida de forma sucinta.

 

Agradecimento (opcional, 1 parágrafo, bem sucinto)

 

            O título da seção Agradecimentos deve ser alinhado à esquerda e grafado em negrito, primeira letra da palavra grafada em letra maiúscula. Trata-se de seção opcional, de no máximo três linhas, na qual o autor agradece aqueles que contribuíram de maneira relevante para o desenvolvimento do trabalho e elaboração do TCC, mas que não tiveram o envolvimento intelectual necessário à atribuição de coautoria do mesmo, abstendo-se totalmente da menção ou citação de nomes de empresas, instituições ou pessoas que permitiram ou contribuíram com o desenvolvimento do trabalho, a menos que esteja documentalmente autorizado a fazê-lo.

 

Referências

 

Castilho, A. P.; Borges, N.R.M.; Pereira, V.T. 2011. Manual de metodologia científica. ILES –Itumbiara/GO – ULBRA.

 

Fachin, Odília. 2001. Fundamentos de metodologia. 3.ed. São Paulo: Saraiva, 2001.

 

Gil, Antônio Carlos. 1991. Como elaborar projeto de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.

 

Lakatos, E. M.; Marconi, M. A. 1985. Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo: Atlas.

 

Mattar, F. N. 1996. Pesquisa de marketing: edição compacta. São Paulo: Atlas.

 

Minayo, M.C.S. (Org.) 1999. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 13. ed. Petrópolis: Vozes.

 

Apêndice ou Anexo (opcional)

 

            Apêndices são textos e/ou documentos que foram elaborados pelo autor e que são importantes para complementar a argumentação do trabalho. Anexos são textos ou documentos que ilustram, mas que não foram elaborados pelos autores. Apêndices deverão seguir as mesmas normas de formatação do restante do texto, inclusive para figuras e tabelas.

O TCC deverá conter no máxim



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