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Brasil colônia - O início de tudo

A história do trabalho no Brasil é pré-escravidão, as primeiras relações comerciais entre os nativos e os portugueses que aqui chegaram no século XVI.

  1.  Brasil colônia - o início de tudo

A história do trabalho no Brasil é pré-escravidão, as primeiras relações comerciais entre os nativos e os portugueses que aqui chegaram no século XVI

A exploração do pau Brasil foi à primeira atividade de trabalho no Brasil é claro que os próprios nativos já realizavam seus trabalhos, como por exemplo, a agricultura, pesca, caça entre outros.

Havia uma relação comercial, pois os que exploravam eram representantes de particulares, ou seja, eram organizações privadas e quando falamos de relações comerciais não existe exagero, pois para os nativos receber uma espada ou uma faca fazia a diferença nas lutas internas.

Havia a antropofagia, quando uma tribo inimiga era derrotada os sobreviventes eram comidos pelos vencedores existia a crença de que se teria a força do inimigo.

  1. Escravidão e trabalho africano no Brasil

      A história colonial do Brasil ocorreu entre os séculos XVI e XIX. Em 1534, quando o rei de Portugal, D. João III, dividiu o território em 14 capitanias hereditárias, a colonização efetivamente se iniciou.
   No início do século XVI, a economia do Brasil baseou-se na extração de pau-brasil, na produção de açúcar, de tabaco e de algodão. O Brasil tornou-se o maior produtor mundial de açúcar da época. No final do século XVII, com o declínio das exportações de açúcar, a economia extrativista da colônia adentrou no ciclo do ouro, sempre sob a administração colonial portuguesa. 

Duas cidades irão se destacar:

São Vicente e Recife

2.1 O nordeste e cana de açúcar

No nordeste brasileiro a produção da cana de açúcar se confunde com a mão de obra escrava e assim começa a produção de grande escala.

Alguns fatos seriam fundamentais, como por exemplo, o fator climático e menor distancia entre a Europa.

Havia também o trabalho livre que estava ligado a questões administrativas e na própria produção da agricultura de subsistência

2.1.1 Pater famílias

O pai detinha o poder de decisão dentro da família e não podia ser contestados pelos demais membros da entidade familiar, tampouco pelo Estado. Assim, os dependentes praticamente não tinham seus desejos próprios atendidos.

Outra característica importante era relacionada ao patrimônio, o qual era colocado como prioridade, tendo em vista que os interesses econômicos influenciavam as uniões matrimoniais, vistas como uma forma de se garantir a futura transmissão de bens aos herdeiros.

O sistema de pater famílias vai além, o donatário era responsável pela suposta lei que havia dentro das capitanias inclusive sobre a vida e morte dos homens livre A sociedade da região açucareira dos séculos XVI e XVII era composta, basicamente, por dois grupos. O dos proprietários de escravos e de terras compreendia os senhores de engenho e os plantadores independentes de cana. Estes não possuíam recursos para montar um engenho para moer a sua cana e, para tal, usavam os dos senhores de engenho. O outro grupo era formado pelos escravos, numericamente muito maior, porém quase sem direito algum. Entre esses dois grupo existia uma faixa intermediária: pessoas que serviam aos interesses dos senhores como os trabalhadores assalariados (feitores, mestres-de-açúcar, artesãos) e os agregados (moradores do engenho que prestavam serviços em troca de proteção e auxílio).

Ao lado desses colonos e colonizados situavam-se os colonizadores: religiosos, funcionários e comerciantes.

A sociedade açucareira era patriarcal. A maior parte dos poderes se concentrava nas mãos do senhor de engenho. Com autoridade absoluta, submetia todos ao seu poder: mulher, filhos, agregados e qualquer um que habitasse seus domínios. Cabia-lhe dar proteção à família, recebendo, em troca, lealdade e deferência. Essa família podia incluir parentes distantes, de status social inferior, filhos adotivos e filhos ilegítimos reconhecidos. Seu poder extrapolava os limites de suas terras, expandindo-se pelas vilas, dominando as Câmaras Municipais e a vida colonial. A casa grande foi o símbolo desse tipo de organização familiar implantado na sociedade colonial. Para o núcleo doméstico convergia a vida econômica, social e política das épocas

  1.  Sociedade mineradora

A partir do século XVII vai existir um novo modelo de sociedade e consequentemente um novo modelo de trabalho a exploração dos minérios para isso nos teremos escravos vindos de outros locais da África e também uma grande quantidade de trabalhadores livres outra coisa é vai existir uma grande disputa de exploração entre paulistas e emboabas

  1.  Guerra dos emboabas

A Guerra dos Emboabas foi um confronto travado de 1707 a 1709 pelo direito de exploração das recém-descobertas jazidas de ouro na região do atual estado de Minas Gerais, no Brasil. O conflito contrapôs os desbravadores vicentinos e os forasteiros que vieram depois da descoberta das minas.

3.2 A produção de alimentos para as Minas Gerais

A partir do fato da descoberta do ouro nas Minas Gerais era necessário a produção de alimentos para os trabalhadores das minas tanto para alimentar aqueles que eram escravizados quanto para os trabalhadores livres os estados do Mato Grosso e Goiás, devido a localização geográfica e as condições climáticas foram escolhidas para essa produção e o trabalho também era livre e escravo

  1. O direito dos escravos

A principal característica do direito do trabalho no Brasil colônia era a falta de direitos é claro que os senhores tinham alguma forma de responsabilidades com os escravos como alimentação e roupas, por exemplo

4.1 O direito dos trabalhadores livres

Também não existia uma regulamentação formal entre os trabalhadores livres no Brasil colonial apenas alguns acertos verbais

A primeira vez que se ouve falar sobre alguma regulamentação oficial foi na constituição de 1824 sancionada por Dom Pedro I

  1.  Conclusão

No Brasil colonial a vida do trabalhador não era fácil, além de nenhum direito a vida das pessoas estava ligada a vontade dos senhores e a essas condições estavam submetidos todos, tanto os escravizados quanto os homens livres

Outra coisa era que o trabalho manual era uma coisa quase humilhante, sendo assim, não era aceito para as elites brasileiras

  1.  Fontes bibliográficas

http://www.tst.jus.br/memoriaviva/-/asset_publisher/LGQDwoJD0LV2/content/ev-jt-80-02

https://direitofamiliar.jusbrasil.com.br/artigos/818119294/breve-historico-da-familia-no-brasil

http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/soc_acucareira.html

https://jus.com.br/artigos/historia-do-direito-do-trabalho

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