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Policiais de folga devem reagir a assaltos?

Policiais de folga devem reagir a assaltos?

O autor, delegado de polícia há mais de vinte anos, faz uma análise sobre as prerrogativas do policial de folga, bem como sobre a obrigatoriedade de intervenção diante de um crime ou contravenção.

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Comentários

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    Arlyvan Probst

    Luiz Fernando Pegorer -> voce está vivendo num outro mundo. Leia com mais atenção as noticias a respeito do fato e delas faça a junção com o brilhante texto acima. Coloque-se no lugar de uma das pessoas que estavam no local do evento. Coloque-se no lugar da policial que atuou bravamente em defesa da sociedade. Certamente voce poderá mudar seu entendimento. O Péricles esclareceu abaixo qualquer dúvida.

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    Pericles Freitas

    "A questão que tem sido comentada é se ela não poderia ter dado ordem de prisão já que o assaltante estava com arma de brinquedo". Primeiro: a arma não era de brinquedo; segundo: ainda que fosse, policial não tem obrigacao de identificar de relance artefatos feitos para serem confundidos com armas. Em dúvida, tendo o policial dever de se proteger e proteger terceiros a seu redor, atire. Isso tem nome no Direito: legítima defesa putativa. Simples assim.

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    Luiz Fernando Pegorer

    A questão que tem sido comentada é se ela não poderia ter dado ordem de prisão já que o assaltante estava com arma de brinquedo o que não é difícil de perceber por policiais. Não é porque está assaltando que o cidadão deverá ser executado sumariamente. Neste caso em especial o local e a condição de pais acompanhados de crianças certamente influenciou a tensão da policial com vistas ao risco em potencial. Devemos nos lembrar que pelos dados oficiais do IBGE somos 27 milhões de desempregados, deduz-se que mais da metade da população brasileira está com seus provedores desempregados, em decorrência do Tesouro estar sendo desfalcado em centenas de bilhões que seriam destinados a saúde, educação e programas assistenciais que se mostraram positivos em um passado recente, para - irresponsavelmente - cooptar votos de parlamentares em interesses da pessoa do presidente, como reprovar impeachment e bancar publicidade mais pronunciamentos -em rede nacional - da mesma pessoa que é reprovada por mais de 90% dos brasileiros, é imoral e só não é ilegal no Brasil. Considerando as impossibilidades de abastecer a mesa de filhos pela crise provocada por Temer e Cunha, acho a tentativa desesperada de angariar dinheiro em assaltos (com arma de mentira) é menos grave do que a do cidadão que mata a mulher grávida a facadas e mães que parem e colocam o bebê na lixeira, ou jogam por cima do muro. Também acho que o sistema de registro de armas de fogo para proteção de famílias com pesquisa de antecedentes, como se fazia na ditadura, era suficientemente seguro, mas que deixar armas de guerra nas mãos de bandidos por falta de eficácia na proteção das fronteiras, mais o Estado de exceção imposto é sim absurdo.

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    Arlyvan Probst

    Excelente artigo Dr. Valendo enfatizar que o policial de uma forma geral, acaso não intervenha numa situação criminosa que presencie, estará sujeito ao ato de omissão. Tem o dever pelos dois lados = agir e não se omitir. Por isso, à par dessa determinação, é que a função deveria ser muito bem remunerada, muito melhor que dos políticos desgraçadamente eleitos neste país. Honre, admire e respeite o policial - ele é a sua segurança e da sua família.

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    DORIVAL ARAUJO JUNIOR

    Artigo, explicado com exatidão, o policial tem o DEVER de agir em pro da sociedade ou de sua própria integridade, sem discussão. Em São Paulo, como bem frisou o policial deve andar armado, 24 horas.

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