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A devastação soviética

A devastação soviética

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A partir de fatos e dados históricos, vamos refletir sobre a ideia de que o comunismo soviético e suas estirpes cometeram mais crimes contra os direitos humanos na história do que outros tipos de ideologias como o fascismo e o nazismo.

1. O SURGIMENTO DA FOICE

A ideia de socialismo surgiu no século XIX, através dos pensamentos de Karl Marx, cujas obras tentam expor as vantagens de um sistema justo em face do injusto, socialismo e capitalismo, respectivamente. De acordo com a teoria socialista, todos os bens produzidos pela população deveriam ser consumidos pelos próprios trabalhadores, o que gera uma ideia de igualdade de produção e consumo, o contrário do capitalismo, onde o proletariado faz parte da força de trabalho que produz para a burguesia, não usufruindo do trabalho prestado materialmente.

Como conceito de socialismo, pode-se dizer que:

O Socialismo é um sistema político-econômico ou uma linha de pensamento criado no século XIX para confrontar o liberalismo e o capitalismo (...) propõe a extinção da propriedade privada dos meios de produção e a tomada do poder por parte do proletariado e controle do Estado e divisão igualitária da renda. [1]

Muitos dizem que o socialismo é o caminho para o comunismo, este último nada mais é do que :

uma doutrina social segundo a qual se pode e deve restabelecer o que se chama "estado natural", em que todas as pessoas teriam o mesmo direito a tudo, mediante a abolição da propriedade privada. Nos séculos XIX e XX o termo foi usado para qualificar um movimento político.[2] (Grifo Nosso)

O capitalismo propõe uma economia liberal, valorização da propriedade privada, livre produção e consumo, enquanto o socialismo prega economia planificada (controlada pelo estado), socialização dos meios de produção, extinção de classes sociais. Em outras palavras, no Capitalismo há menos Estado, por outro lado, no Socialismo há mais Estado, um governo controlado pelo proletariado.

A ideia de socialismo surgiu no século XIX, com os seguintes principais pensadores:

- Friedrich Engels nasceu aos 28 de novembro de 1820, na cidade de Barmem, sua formação era baseada na filosofia. Apesar de ser filho de um rico industrial, desde muito jovem já se preocupava com a realidade de miséria em que os trabalhadores das indústrias viviam, quando estudante já possuía ideias esquerdistas.[3]

- Karl Marx (1818–1883) foi um filósofo e revolucionário socialista alemão. Criou as bases da doutrina comunista, onde criticou o capitalismo. Sua filosofia exerceu influência em várias áreas do conhecimento, tais como Sociologia, Política, Direito e Economia.[4]

O socialismo como conhecemos hoje tomou forma no início do século XX, antes da revolução russa que estourou em 1918, no final da primeira guerra mundial. O Símbolo que representa o comunismo é um martelo e uma foice cruzados em um fundo vermelho. A foice seria a representação da força dos camponeses enquanto o martelo seria a força dos trabalhadores industriais. O fundo vermelho representa o sangue dos trabalhadores e o ideal da revolução comunista.[5]

O Socialismo / Comunismo marxista são associados com a falta de liberdade individual, assim como manifestou Lenin de que “as pessoas não necessitam de liberdade (...) a liberdade é uma das formas da ditadura burguesa. Num Estado digno desse nome não existe liberdade. As pessoas anseiam pelo poder, mas o que diabos fariam se o tivessem?”[6].

Assim é verdade que nos anos 2000, os países considerados comunistas, como a Venezuela, Cuba, Coréia do Norte e China a liberdade individual e privada não é respeitada, não pode haver manifestação, há o controle total das redes de informações e internet e  manipulação dos materiais didáticos.

Com relação à manipulação de materiais didáticos, Orley José da Silva assim descreveu a situação no Brasil[7]:

 busca-se alinhar e aparelhar ideologicamente universidades e escolas públicas, principalmente, com seus aproximados 56 milhões de estudantes. Isto com o objetivo de instrumentalizar essas mentes para a sustentação de um governo socialista que seja consensual e duradouro a ser implantado no país. Está em curso, pois, em nosso sistema de ensino público o plantio da semente revolucionária socialista inspirada em Gramsci para uma revolução que se pretende pacífica, caso não haja acidente de percurso. Para o cumprimento deste objetivo, trabalha-se na sociedade a construção hegemônica do ideal comunista por meio de estratégias discursivas que possibilitem a subjetivação dos sujeitos. 

Ainda nos fundamentos da Escola Sem Partido[8], expressão usada para manifestar oposição ao ensino ideológico imposto na forma de lavagem cerebral (técnicas usadas pelos socialistas para uma revolução pacifista), a supressão da religião cristã e do modelo familiar tradicional é um dos alvos dos socialistas para se firmarem e criarem ativistas conforme teorias de Gramsci e Lenin:

Outra temática controversa é a insistência governamental na desconstrução dos conceitos de família tradicional e de heteronormatividade no material didático. Em abril de 2011, o MEC quis enviar recursos didáticos voltados à afirmação homossexual para 6.000 escolas de ensino médio. Tratava-se de um estojo composto de três vídeos contando histórias fictícias de relacionamento afetivo entre masculinos e femininos, acompanhados de um guia para orientação do professor. Apelidado na época de “kit gay”, o material foi elaborado pela organização não governamental Ecos – Comunicação em Sexualidade, em parceria com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Em tese, serviria para combater o preconceito contra a pessoa homossexual na escola, mas foi entendido pelos seus opositores como indutor para a escolha de conduta sexual.

Essa forma de desconstrução e apoio revolucionário no íntimo das pessoas tem como base alguns dos itens do Decálogo de Lenin, supostamente escrito em 1913. O Decálogo de Lenin nada mais é do que alguns passos a serem tomados para a tomada do poder[9]:

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual; 2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa; 3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais; 4. Destrua a confiança do povo em seus líderes; 5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo; 6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população; 7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País; 8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam; 9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa; 10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

Hoje, os militantes do socialismo/comunismo defendem a honra de Lenin, Mao, Stalin e Gramsci (no Brasil o Lula, Marighela, Prestes, Olga, Lacerda e Che), buscam uma forma de sempre propagar a ideia “gloriosa” do socialismo e a utopia de que este sistema dá a população o senso de igualdade social e a divisão igualitária de bens. O líder comunista vira um Deus na terra, idolatrado e defendido, como exemplo o líder chinês Mao Tsé-Tung que hoje é cultuado e lembrado como “Grande Avô) na China.

Quem for oposto a este sistema será hostilizado e de certa forma estigmatizado, atitudes estas que podem levar a um conflito civil em busca da legítima defesa. Os socialistas sempre se vitimizam perante os conflitos, esbravejando e acusando os opositores de diversas formas como se estes últimos fossem os reais inimigos de uma nação verdadeiramente democrática.


2. A REVOLUÇÃO RUSSA

A Rússia era um grande império que era administrado pelo Imperador (Czar) Nicolau II, do ramo Romanof.  Nessa época o Império Russo era uma Monarquia Absolutista, o Imperador mantinha o controle e as principais decisões do governo e, mesmo sendo um Estado enorme geograficamente e com grande influência política na Europa, a Rússia era um país pobre comparada a outras monarquias europeias.

Um dos motivos para o início das desavenças entre a Monarquia e o proletariado é que, mesmo diante de tamanha deficiência de recursos que a população Russa vivia, a Monarquia sempre demonstrava riqueza e recursos, o que gerou um ar de insatisfação popular. Assim como no início da revolução industrial, muitas fábricas começaram a surgir na Rússia procurando mão de obra e expansão dos negócios. Neste diapasão, como de praxe em toda a Europa absolutista, o europeu trabalhava muito e ganhava pouco causando mais incômodo na população que já sofria com a pobreza.

 Com essa insatisfação popular e as ideias prévias de Marx e Engels, a utopia do socialismo tomou forma, uma fantasia criada pelo proletariado e definitivamente moldada por Vladimir Lenin que sonhava em liderar uma revolução ‘prezando’ a igualdade social, extinguindo as classes sociais (burguesia e proletariado). Com esses acontecimentos, surgiu o Partido Operário Social-Democrata Russo fundado por Vladimir Lenin. Este partido foi logo proibido e considerado ilegal pelo Czar. Com essa proibição, Lenin fugiu para a Europa Ocidental passando a estudar e se organizar para elaborar estratégias para a ascendência a qualquer custo do socialismo e com isso o partido de Lenin foi dividido em duas categorias[10]:

Bolcheviques: sob a liderança de Vladimir Lenin, acreditavam que o governo deveria ser diretamente controlado pelos trabalhadores. Com isso, a revolução proletária seria a responsável direta pelas transformações que modernizariam a economia Russa e daria fim aos contrates sociais que marcavam o país.

Mencheviques: designava a facção que realizava uma interpretação ortodoxa dos conteúdos do pensamento marxista. Liderados por Georgy Plekanov e Yuly Martov, os mencheviques acreditavam que a burguesia deveria liderar a nova república a ser constituída após a queda do Czar Nicolau II. Dessa forma, as forças produtivas seriam devidamente ampliadas para que uma revolução socialista acontecesse décadas mais tarde.

Desta maneira, pode-se dizer que os Bolcheviques eram os radicais, desejavam a ditadura do proletariado para ascender mais rápido ao poder inclusive com o uso da violência.

Após a guerra Russo – Japonesa, que foi considerada uma derrota para a Rússia, a população foi manifestar em São Petersburgo com diversos temas de manifestação, como forma de sufocar essa manifestação, a guarda imperial (que não foi mandada pelo Czar), abriu fogo contra as pessoas, onde centenas foram mortas. Essa mágoa perpetrada pela guarda marcou o início da revolução de 1905, praticamente um ensaio para 1917. A pressão gerada por este conflito levou o Czar a abandonar a forma absolutista de Monarquia para uma Monarquia Constitucional, com a criação do parlamento (DUMA) e gerando mais democracia no Império.

Com a liberação de partidos políticos na Rússia, Lênin retorna a Rússia e juntamente com Josef Stallin cometem crimes como roubo a banco[11] para poder financiar o partido leninista. Com isso Lenin fugiu novamente para a Europa para evitar uma prisão.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o Czar Nicolau decidiu entrar no conflito por apoiar a Sérvia politicamente, foi um dos erros que levou a ascendência total dos comunistas na Rússia[12]:

Embora a Rússia tenha entrado na guerra, sua situação interna não era das mais favoráveis: constantes crises de fome, superexploração dos trabalhadores (urbanos e rurais), assim como movimentos que contestavam o poder do czar. Nos campos de batalha a situação dos combatentes russos não era melhor, pois os soldados eram obrigados a racionar munição e sofriam com a superioridade bélica dos inimigos – a Rússia não tinha condições financeiras para manter seus soldados na guerra (...). A entrada da Rússia na guerra serviu para acirrar os ânimos entre os opositores do regime czarista. Em 1917 estoura a chamada Revolução Russa e, em outubro deste mesmo ano, após a subida dos bolcheviques ao poder, a Rússia finalmente deixa a guerra.

Como resultado parcial da guerra, a inflação subiu, os trabalhadores ganhavam menos ainda e o pouco que tinham era somado para o esforço de guerra. Outra manifestação foi criada em 1917 e desta vez a guarda imperial se alinhou com os manifestantes e em março de 1917 Nicolau II renunciou ao trono, que logo foi substituído pelo governo provisório da DUMA, o parlamento russo.

Após um período de tranquilidade para o governo provisório, Lenin e Trotsky retornaram para Rússia e seus discursos inflamados foi o estopim para o Outubro Vermelho, uma revolução orquestrada com o intuito de impor, finalmente, o comunismo bolchevique no poder russo.

Como forma de política social de distribuição de riquezas, Lenin logo ordenou que fazendas fossem obrigatoriamente divididas (pois não existe propriedade privada no socialismo) em diversos pedaços de terras para que a população urbana fosse logo enviada para lá e produzir alimentos. Porém, as pessoas que moravam na cidade não tinham experiência no campo e com isso a produção de alimentos caiu drasticamente.

Essas medidas de estatização das indústrias, controle do campo e na produção e, ainda, distribuição dos alimentos gerou uma onde de fome na Rússia, onde 05 milhões de pessoas morreram e foram afetadas outras 30 milhões de pessoas[13].


3. AS PRIMEIRAS VÍTIMAS “OFICIAIS” DO COMUNISMO

Após um breve intervalo de paz, a Guerra Civil Russa tomou lugar. Um dos acontecimentos que marcou o início da revolução comunista foi a chacina da Família Imperial Russa, os “Romanov”, em 17 de julho de 1918. A queda da Monarquia na Russia não teve participação popular (assim como no Brasil) e sim uma disputa de poderes entre bolcheviques e mencheviques, que terminou com a conquista dos primeiros ao poder da Rússia e logo trataram de prender a Família Imperial para evitar um possível resgate. Depois dos assassinatos, a Imperador Russo e sua família foram enterrados em uma cova não identificada na floresta em Yekaterinburg.

Como toda política socialista, os tribunais de julgamento são imparciais e julgam “acusados” de acordo com a conveniência do momento e opositores eram presos ou deportados (assim como foi no Brasil), mas decidiram executar todos, conforme julgamento manifestado por Yakov Yurovsky[14]:

Nikolai Alexandrovich, diante do fato que seus parentes continuam seu ataque contra a Rússia Soviética, o Comitê Executivo de Ural decidiu executá-lo"

E ainda, na matéria consultada em “Aventuras na História” no canal UOL, o autor ainda completou acerca da execução:

 (...) imediatamente, o pelotão começou a atirar. Cada um tinha um nome de quem seria seu alvo, inclusive as crianças, mas a coisa logo descendeu ao caos porque a fumaça das armas tornou impossível ver qualquer coisa. A porta foi aberta e, quando a fumaça baixou, perceberam que os cinco filhos - a mais velha, Olga, com 22, o mais jovem, Alexei, com 13 - ainda estavam vivos. A ordem foi então matá-los com baionetas e o cabo dos fuzis. Quando isso não funcionou, mais tiros foram disparados.

A crueldade das execuções, claro, foi negado pelo regime soviético. Não há registros de que na época do apogeu comunista na Rússia, o regime soviético tenha reconhecido esta barbárie:

Durante o regime socialista na URSS, ninguém se atreveu a investigar a morte dos Romanov. Ou melhor, quase ninguém. Em 1979, dois curiosos russos – os amigos Alexander Avdonin e Gueli Riabov – encontraram sinais de uma cova suspeita nos arredores da Casa Ipatiev. Escavaram o local e retiraram de lá cinco ossadas que pareciam ser de integrantes da família real. Temerosos de que a descoberta fizesse a ira do Estado soviético cair sobre suas cabeças, eles recolocaram os ossos no lugar. Com o fim da URSS, em 1989, as ossadas foram novamente exumadas e submetidas a testes de DNA, que comprovaram: aqueles eram mesmo os restos mortais do czar Nicolau II, da imperatriz Alexandra e das filhas Olga, Tatiana e Anastásia.

No sítio eletrônico do History Channel[15], uma matéria mais detalhada respalda esses acontecimentos e que indiretamente, a trágica morte da Família Imperial Russa foi um assassinato pelo bem dos interesses partidários, e que feririam os Direitos Humanos, se caso a declaração de1948 existisse naquele tempo:

Em Yekaterinburg, na Rússia, o czar Nicolau II e a sua família foram executados em um dia como este, no ano de 1918, pelos bolcheviques - assim chamados os integrantes da facção do Partido Operário Social-Democrata Russo liderada por Vladimir Lênin -, fato que deu fim a três séculos de governo da Dinastia Romanov (...) os radicais socialistas bolcheviques, liderados por Lênin, tomaram o poder na Rússia e formaram um governo provisório (...)  As autoridades locais receberam ordens para evitar um resgate dos Romanov, e, depois de uma reunião secreta, uma sentença de morte foi passada para a família imperial.

No canal “TV Imperial” localizado no Streaming Youtube, há a exposição de 10 fatos sobre covarde assassinato[16] cometido pela ditadura soviética:

Autorização: A ordem para a chacina dos Romanov foi dada pelos Sovietes locais, não há provas de que Lenin e líderes em Moscou tivessem interesse em assassinar a Família Imperial. Porem, sovietes locais receberam um telegrama da capital ordenando a execução do monarca mas não da família inteira.

O Motivo Oficial: o extermínio era necessário, pois regimentos do “exército branco” que era a favor do Império se aproximavam e o governo mencionou uma conspiração contrarrevolucionária com o intuito de liberar o Monarca, mas não foi identificado nenhum sinal dessa conspiração que seria uma tentativa de libertar o Monarca.

Outra Bandeira: Após saírem da Sibéria, de onde estavam após serem transferidos pelo governo russo, e após o levante bolchevique foram levados para Yekaterinburg. Essa viagem foi feita usando uma bandeira japonesa, da missão japonesa da Cruz Vermelha para evitar linchamento de revolucionários comunistas.

Dois Enterros: Ao porão da casa Ipatiev, a Família foi alinhada de frente ao pelotão de fuzilamento, os membros que sobreviveram foram mortos por baionetas e foram escondidos em uma mina, depois foram atirados em uma vala, onde jogaram ácido e atearam fogo para diminuírem as chances de identificação.

O Destino: Inicialmente, os soviéticos relataram apenas a morte do Imperador e que os demais membros da Família teriam fugido. Em 1920, os assassinos relataram os detalhes da execução.

Sem Comoção: Infelizmente, o público Russo não se comoveu com a execução do Czar, o único que manifestou oposição ao ato cometido foi o líder da Igreja Ortodoxa (mas vale lembrar que qualquer manifestação em favor dos Romanov eram duramente reprimidos).

A Investigação: A pedido da Igreja Ortodoxa, a processo de investigação foi reaberto em 2015 que queria confirmar a identidade dos restos mortais da Família, pois desde 2009 os Romanov foram canonizados pela Igreja local. Os restos mortais foram localizados em 1991.

O Sangue Real: Como uma forma de comparar o DNA, foi preciso usar o sangue do marido da Sua Alteza Real Elizabeth II, pois ele era parente da Czarina Alexandra.

Ainda não Descansam: Os restos foram transferidos para a Fortaleza de Pedro e Paulo, em 1998, e como processo de identificação, os restos de Alexei e Maria ainda não estão enterrados (até a data de 19 de julho de 2018), estando desrespeitosamentre no arquivo estatal da Rússia.

 Portadores da Paixão: A casa onde ocorreu a chacina foi demolida e no lugar foi construída a Igreja do Sangue.


4. A CONTABILIDADE ENSANGUENTADA

Como mencionado no título anterior, a Família Imperial Romanov foram as primeiras vítimas oficiais do comunismo como forma de governo em 1918. Os números podem chegar a meros 100 milhões[17] de mortos ou mais até os dias atuais onde essa doutrina é usada como forma de governo.

De acordo com o “Livro Negro do Comunismo – Crimes, Terror e Repressão”, os números totais de mortes nos Estados que de declaram Comunista/Socialista é incrivelmente surpreendente. Uma ideologia em comum em diversas etnias, culturas, religião e idiomas[18], números estimados até o ano de publicação da obra em 1999:

- URSS, 20 milhões de mortos, - China, 65 milhões de mortos, - Vietnã, 1 milhão de mortos, - Coreia do Norte, 2 milhões de mortos, - Camboja, 2 milhões de mortos - Leste Europeu, 1 milhão de mortos, - América Latina, 150.000 mortos, - África, 1,7 milhão de mortos, - Afeganistão, 1,5 milhão de mortos. (Grifo Nosso)

Depois de fazer um comparativo de dos regimes fascistas, nazistas e comunistas, pode chegar a uma conclusão segundo os autores da obra supracitada:

Nosso propósito aqui não é o de estabelecer uma macabra aritmética comparativa qualquer, uma contabilidade duplicada do horror, uma hierarquia da crueldade. Entretanto, os fatos são tenazes e mostram que os regimes comunistas cometeram crimes concernentes a aproximadamente 100 milhões de pessoas, contra 25 milhões de pessoas atingidas pelo nazismo[19].

O Nazismo foi condenado e proibido como partido e culto aos líderes justamente por ter perdido a guerra, os responsáveis terem sido julgados e expostos e a divulgação e propagação das imagens atingiu o mundo todo, “foi com legitimidade que os vencedores em 1945 situaram o crime - e em particular o genocídio dos judeus - no centro de sua condenação ao nazismo” [20], enquanto nos regimes comunistas foram localizados e restritos aos países afetados, por isso vemos até hoje partidos comunistas usando a foice e martelo como o PC do B e demais “associados” às ideias leninistas-marxistas quando deveriam ser proibidos também.

A Gazeta do Povo[21] online enumerou 17 crimes mais conhecidos que foram cometidos pelos comunistas:

O Terror Vermelho (antecedido pela Guerra Civil, somam ao menos 100 mil mortos); Perseguição aos Kulaks e Cossacos (até 5 milhões e por volta de 300 mil pessoas mortas respectivamente); A fome de Tartaristão (entre 2 a 5 milhões de mortos); Holomodor (pode chegar a 12 milhões de mortos); Gulags (14 milhões de prisioneiros incluindo os mortos); Yezhovshchina (600 mil presos e/ou mortos); A Intervenção na Mongólia (entre 25 e 30 mil mortos); Invasão à Polônia (estima-se cerca de 150 mil mortos); Massacre de Katyn (mais de 20 mil pessoas mortas); Massacre de Teodósia (150 soldados feridos mortos); Massacre de Grischino (596 prisioneiros de guerra e civis executados); O Estupro de Berlim (estima-se por volta de 100 mil mortos); A Esquizofrenia Progressiva (números incertos); Deportações Internas (cerca de 250 mil deportados com muitos mortos); Repressão à Revolução Húngara (3 mil húngaros mortos); Intervenção na Primavera de Praga (137 mortos); Janeiro Negro (centenas de pessoas). (Grifo Nosso)

Os números são estimativas pesquisadas pelo autor da matéria Maurício Brum, em 2017, e as descrições dos acontecimentos demonstram, fora o período da Segunda Guerra, que os ataques aos Direitos Humanos e Individuais ocorreram para manter o comunismo no poder contando as mortes, exílios, deportações, desaparecimentos sistemáticos, censura e demais violações de Direitos tanto de prisioneiros de guerra e enfermos que tinha respaldo da legislação internacional, como a Convenção de Genebra, que dava certa proteção e dignidade a estas pessoas[22]:

Assim como os nazistas, os comunistas são tão culpados quanto os primeiros, e deveriam ter sido proibidos de expandir esses ideais leninistas-marxistas, assim como os ideais de Adolf Hitler, cujos crimes não chegam perto dos crimes socialistas.

Assim Disse Kruchev ao reconhecer em um discurso com seus “camaradas” as atrocidades cometidas pela URSS, porém mais tarde ele enviou tanques de guerra para Budapeste (COURTOIS, 1999, p.17):

“O que faremos com os que foram detidos, assassinados? [...] Sabemos agora que as vítimas das repressões eram inocentes. Temos a prova irrefutável de que, longe de serem inimigos do povo, eram homens e mulheres honestos, devotados ao Partido, à Revolução, à causa leninista da edificação do socialismo e do comunismo. [...] É impossível tudo esconder. Cedo ou tarde, os que estão na prisão, nos campos, sairão e retornarão a suas casas. Eles relatarão então aos seus parentes, seus amigos, seus camaradas o que lhes aconteceu. [...] É por isso que somos obrigados a confessar aos delegados tudo a respeito do modo como o Partido foi dirigido naqueles anos. [...] Como pretender nada saber do que acontecia? [...] Sabemos que reinava a repressão e a arbitrariedade no Partido, e devemos dizer ao Congresso o que sabemos. [...] Na vida de todos os que cometeram um crime, vem o momento em que a confissão assegura a indulgência, e mesmo a absolvição”


CONCLUSÃO

A aparência de paz e prosperidade da URSS sob o comando de Stalin à frente de um partido único, o comunista, foi conquistada graças à máquina de propaganda que, assim como as propagandas nazistas, passavam uma ideia de que o comunismo era a única solução para resolver os problemas sociais e trabalhistas, discursos que até hoje são usados pelos partidos vermelhos ao redor do mundo.

A Convenção de Genebra visava a proteção dos feridos e prisioneiros de guerras e determinava uma série de regras para uma guerra “limpa”, sem o uso de atrocidades contra civis, extermínio em massa, genocídio e dominação de territórios. O Julgamento de Nuremberg abafou as atrocidades e os crimes cometidos pelos comunistas, pois a URSS estava no grupo aliado e sentava à mesa juntamente com a Inglaterra, Estados Unidos e França. A propaganda comunista não perdeu tempo em aproveitar essa oportunidade e fazer o engrandecimento estatal e se aproveitou do patriotismo surgido com a vitória em Berlim em 1945.

Nas escolas americanas, o “discurso” é mostrado como algo importante: há concursos de speech e fazer um speech é considerado um papel de honra. Os comunistas sabem usar o discurso de uma forma sedutora, cujas palavras conquistam as pessoas que se encontram em estado de necessidade, desvantagem profissional ou pessoas abertas e receptivas para qualquer forma de ideias. Os socialistas-comunistas se vitimizam, demonstram interesse em ajudar, publicam fotos juntos com trabalhadores e com IPI’s (como capacetes de obras) e em um local carente de recursos, para seduzir essa massa de pessoas que aceita abraçar essa revolução. Pois tudo que vem de mão beijada, contínuas propostas e promessas de governos socialistas, é melhor, é bom, é cômodo, porém, a conta vai chegar e quem vai pagar será toda a sociedade.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BRUM, Maurício. 17 crimes contra a humanidade cometidos pela União Soviética. Disponível em <https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/17-crimes-contra-a-humanidade-cometidos-pela-uniao-sovietica-72k8knzyrinebrvkcngrxya1u/>. Acesso em 13/02/2019.

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COURTOIS, Stéphane e Outros. O Livro Negro do Comunismo – Crimes, Terror e Repressão. Rio de Janeiro, RJ: Editora Bertrand do Brasil, 1999.

EPIC HISTORY TV. História Épica: A Revolução Russa (13min e 41 seg). Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=cV9G1QUIm7w>. Acesso em 27/02/2019.

FRAZÃO, Diva. Karl Marx: Filósofo e Revolucionário Alemão. Disponível em <https://www.ebiografia.com /karl_marx/>. Acesso em 04/02/2019.

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VALENTINI, Géssica. Universitário se Recusa a Fazer Trabalho Sobre Marx e Escreve Carta. Disponível em <http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/10/universitario-se-recusa-fazer-trabalho-sobre-marx-e-escreve-carta.html>. Acesso em 05/02/2019.


Notas

[1]FREITAS, Eduardo de. O Socialismo. Disponível em < https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/o-socialismo.htm>. Acesso em 04/02/2019.

[2] SIGNIFICADOS. Significado de Comunismo. Disponível em https://www.significados.com.br/comunismo/>. Acesso em 04/02/2019.

[3]FREITAS, Eduardo de. Friedrich Engels. Disponível em <https://brasilescola.uol .com.br/geografia/friedrich-engels.htm>. Acesso em 04/02/2019.

[4] FRAZÃO, Diva. Karl Marx: Filósofo e Revolucionário Alemão. Disponível em <https://www.ebiografia.com /karl_marx/>. Acesso em 04/02/2019.

[5] SIGNIFICADOS. Significado da Foice e Martelo. Disponível em <https://www.significados.com.br/foice-e-o-martelo/>. Acesso em 04/02/2019.

[6] CAWTHORNE, Nigel. A Vida Sexual dos Ditadores. São Paulo, Ed. Ediouro, 2003, p.66.

[7]SILVA, Orley José da. Livros Didáticos para a Revolução Bolivariana. Disponível em <http:// www.escolasempartido.org/livros-didaticos-categoria/459-livros-didaticos-para-a-revolucao-socialista-bolivariana>. Acesso em 05/02/2019.

[8] OP CIT

[9] VALENTINI, Géssica. Universitário se Recusa a Fazer Trabalho Sobre Marx e Escreve Carta. Disponível em <http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/10/universitario-se-recusa-fazer-trabalho-sobre-marx-e-escreve-carta.html>. Acesso em 05/02/2019.

[10]SOUSA, Rainer Gonçalves. Bolcheviques x Mencheviques. Disponível em <https://mundoeducacao.bol. uol.com.br/historiageral/bolcheviques-x-mencheviques.htm>. Acesso em 04/02/2019.

[11]BANK NOTE OF HISTORY. The Great Bolshevik Bank Heist of 1907: Lenin & Stalin's Tiflis Caper. Disponível em <https://www.educationalcoin.com/media/amfile/files/(1)imageshistoryfoliosbolshevikbnc ard.pdf>.  Acesso em 12/02/2019.

[12] THAIS, Maria. Como se deu a participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial?. Disponível em <https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/historia-russia-e-primeira-guerra-mundial/>. Acesso em 04/02/2019.

[13] MUNDO AO MINUTO. A Fome Russa de 1921 Que Transformou Agricultores Pobres em Canibais. Disponível em <https://www.noticiasaominuto.com/mundo/713714/a-fome-russa-de-1921-que-transformou-agricultores-pobres-em-canibais>. Acesso em 05/04/2019.

[14] AVENTURAS NA HISTÓRIA. Chacina Bolchevique: Execução da Família Romanov. Disponível em <https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/chacina-bolchevique-a-execucao-da-familia-romanov.phtml>. Acesso em 06/02/2019.

[15] HISTORY CHANNEL. Czar Nicolau II e Sua Família São Executados por Bolcheviques. Disponível em <https://seuhistory.com/hoje-na-historia/czar-nicolau-ii-e-sua-familia-sao-executados-por-bolcheviques>. Acesso em 06/02/2019.

[16] IMPERIAL, TV. Assassinato dos Romanov, A Família Imperial da Rússia. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=tl7ytlMcV7g>. Acesso em 15/02/2019.

[17] BOVARD, James. Don't celebrate Karl Marx. His Communism has a death count in the millions. Disponível em: https://www.usatoday.com/story/opinion/2018/05/05/karl-marx-communism-death-column/578000002/>. Acesso em 12/02/2019.

[18] COURTOIS, Stéphane e Outros. O Livro Negro do Comunismo – Crimes, Terror e Repressão. Rio de Janeiro, RJ: Editora Bertrand do Brasil, 1999, Pg.07.

[19]OP CIT, Pg13.

[20] OP CIT, Pg.14.

[21] BRUM, Maurício. 17 crimes contra a humanidade cometidos pela União Soviética. Disponível em <https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/17-crimes-contra-a-humanidade-cometidos-pela-uniao-sovietica-72k8knzyrinebrvkcngrxya1u/>. Acesso em 13/02/2019.

[22] MUNDO ESTRANHO. O Que É a Convenção de Genebra e o Que São Crimes de Guerra. Disponível em https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-a-convencao-de-genebra-e-o-que-sao-crimes-de-guerra/.>.  Acesso em 15/02/2019.


Autor

  • Eloi Henrique Ghidetti Duarte

    Bacharel em Direito; Pós graduado em Direito Internacional; Fluência em inglês e experiência em ministrar aulas para jovens e adultos, agindo na elaboração de conteúdo, aplicação de avaliações e uso da tecnologia para o aprendizado. Serviço de intérprete e apoio de visitantes estrangeiros com dialeto inglês. Habilidade em analisar e revisar contratos comerciais para empresas, e, na elaboração de relatórios jurídicos no acompanhamento de processos. Monarquista e estudioso sobre o Império do Brasil registrado ao Círculo Monárquico Brasileiro e à Casa Imperial do Brasil.

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