Pai que nao gosta do filho
Tenho um filho de 6 anos o pai nunca teve presente pra nada e vive falando que o menino nao parece com ele e tem vergonha do menino por nao parecer com ele e ter pele morena...agora ele resolveu fazer um dna que aprovei,pois nao aguento mais eles falando que nao parece com ele.A familia nao gosta do menino e nem o pai...gostaria de nao ter contato mais com nenhum deles...apesar dele quase nao vir aqui so quando se encontram casualmente pai e filho posso proibi-lo de ve-lo?
O pessoal aqui nesse fórum fala pra caramba em "direito da criança de ter contato com o genitor"... mas oras! Quantos são os relatos aqui de "genitores" só de nome, que não cuidam, não se importam, não gostam dos filhos! Que raio de direito é esse? Direito não seria algo para o bem? Pois a visita de uma pessoa assim, que vai por ir, talvez até mesmo para maltratar (como parece o caso -e não são poucos assim) ou por obrigação, por medo de alguma punição, causa mais mal do que bem.
De que adianta crescer "acompanhado" por um "pai" (se é que se pode chamar assim) que o é por obrigação? Mais feliz e saudável emocionalmente seria não ter que passar por isso.
Obs. já passei por isso.
Quando meus pais se separaram e meu irmão e eu ficamos com minha mãe, meu pai ficou com muita raiva de nós, indignado e ele mantinha contato conosco à força e muitas vezes demonstrava detestar esse contato. Isso foi muito mais prejudicial para nós do que se não tivéssemos tido contato.
Por isso repito: se era "direito", deve ser algo para o bem da pessoa, no caso, a criança. Não sei porque certos genitores mantem contato com os filhos nessas condições, porém -e e falo por experiência- é péssimo. Fico imaginando esse menino, de apenas 6 anos, ouvir, saber ou sentir que o pai fala mal dele, ter vergonha do menino... eu já tinha 15 anos e foi devastador pra mim, pra uma criança deve abalar a auto-estima de modo que penso que as consequências pro desenvolvimento emocional sejam nada boas.
Vc usa seu direito como e quando quiser. Isso não ME dá o direito de atropelar o SEU direito.
A criança tem o direito de manter contato com o pai. Isso não quer dizer que se pode forçar o pai a ir até a criança. Isso não quer dizer que a genitora pode decidir se a criança vai ou não ter contato com o genitor, não édireito dela para ela decidir.
Por isso o Estado garante a quem não pode ainda se manifestar, entender, escolher,agir, o direito de que ninguém impeça o direito dela, da criança, em receber a visita do pai (SE o pai resolver visitá-la, claro).
Se é pra fazer mal, acho que deveria ser impedido, sim. Se é de prezar pelo bem da criança e pelo seu melhor desenvolvimento emocional, físico e blá, blá, blá, é de se evitar que qualquer pessoa lhe faça mal (de qualquer natureza) ainda que seja o pai ou a mãe.
Eu entendo que essa mãe está prezando pelo bem e pela saúde emocional do seu filho.
Toda história tem duas versões.
A mãe pode nos persuadir que o pai não gosta do filho, que é racista e tal. Mas quem garante que estes não sejam argumentos para afastar o pai do filho em razão da mágoa que ela mesma tem dele??
Todos os dias eu vejo casos de alienação parental e mães que usam seus filhos como escudo da própria frustração.
Acredito sim que existem pais que não são dignos nem da nomenclatura. Mas há casos e casos.
FJBrasil...,
Não sei se minha percepção está errada, se ela falou algo que não captei; se for ao pé da letra que ele tem vergonha do menino e acha que ele não é filho (por isso pediu o DNA) e fala mal da criança e tal...
Infelizmente, não estamos lá na vivência pra ver os dois lados da história.
Só dou minha opinião pessoal, que se é pra ferir emocionalmente a criança, seja pai, mãe, avó ou quem mais for, é melhor nem estar "presente".
Abraço!
E se o pai é nocivo ao filho,há instrumentos para se levantar isso, confirmar que as visitas não fazem bem a criança,e então modificá-las ou mesmo suspendê-las. Há ainda imposição de terapia para que pais e filhos consigam recuperar os laços familiares. Se o pai é doido, está perturbado, angustiado, com problemas com a genitora da criança, há conserto. Só tem de ter boa vontade.