Muitos empresários, dos mais variados seguimentos, questionam os motivos que levam uma empresa contar com uma assessoria ou, no mínimo, uma consultoria jurídica. Inicialmente, cabe destacar que uma empresa não precisa de advogados.
O raciocínio é bem simples. Uma criança não precisa de um pediatra. Um aluno não precisa de um professor etc.
Muitas gerações de crianças se desenvolveram ao longo dos anos, nas regiões mais remotas do nosso país, sem ter nenhuma assistência médica. Você deve conhecer alguém que, com certo orgulho, narra que passou a infância sem visitar um profissional da área da saúde sequer. Igualmente, há alguns raros casos de pessoas extremamente inteligentes que adquiriram muito conhecimento de forma solitária. Algumas dessas personalidades são, por exemplo, Abraham Lincoln, o músico Jimi Hendrix, os escritores Machado de Assis e José Saramago entre outros.
Não obstante a desnecessidade formal de ter um médico ou um professor questione-se: Você deixaria o seu filho(a) sem assistência médica? Se lançaria em um curso profissionalizante ou de ensino superior sem a guia de um bom professor? Bom, se as respostas dos questionamentos anteriores forem negativas, cabe outra pergunta: Por que deixa sua empresa sem uma assessoria jurídica?
Uma empresa sólida, com planos de expansão e desenvolvimento sérios precisa, inequivocamente, de uma assessoria jurídica rápida, ágil e segura. Em um país como o Brasil, uma pessoa jurídica desempenhar suas atividades sem a orientação de um advogado é uma atitude quase suicida. É infinita a quantidade de regras imposta às empresas e aos empresários. As alterações legislativas, de igual forma, ocorrem de forma absurdamente frenética e é humanamente impossível que um empresário, por mais competente que seja, desenvolva suas atividades e, ainda, acompanhe todas as demandas jurídicas do seu negócio. É exatamente por este motivo que atualmente mostra-se indispensável às empresas uma assessoria jurídica séria, empenhada e contínua.
Em suma, a constituição de um advogado não é obrigatória para o desempenho da atividade empresarial, seja qual for a área. Todavia, é de substancial importância para um crescimento econômico verdadeiro. Sem uma orientação jurídica de qualidade a empresa poderá cometer erros que geram, na esfera tributária, por exemplo, multas e encargos substanciais que podem inviabilizar a continuidade da atividade empresarial.