Desarmamento: um mal para as mulheres

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Há milhares de anos, o ser humano vivia na base do medo. A ansiedade, que nós temos hoje, é fruto de um passado cheio de adversidades que nossos ancestrais enfrentavam diariamente. O exemplo mais claro era a fuga de grandes predadores.

Como forma de se esconder do perigo diário e sair de locais abertos cheios de predadores, nós descobrimos as cavernas. No entanto, o local era escuro, o que atraía outros animais para abrigo e descanso. Dessa forma, o homem daquela época tinha uma questão a resolver: ou disputava aquela caverna ou descobria um meio pelo qual espantaria aqueles animais perigosos.

A solução

O fogo. Algo simples que o homem tinha descoberto para assar a carne caçada, resolveria a sua segurança e de seu clã. E, de fato, resolveu. Grandes predadores do reino animal ainda hoje temem o fogo. As fogueiras feitas naquela época, além de assarem a carne e de trazerem mais segurança, fizeram com acontecessem a formação de ciclos sociais. E esses ciclos foram se tornando maiores, obviamente. E daí começaram a surgir crenças, uma linguagem mais complexa e tranquilidade para procurar entender as causas do ser humano.

Mas outro problema surge

Nesse contexto todo, provavelmente alguém entendeu que era mais forte fisicamente. Sabendo disso, esse sujeito iria controlar todo clã na base do medo e do enfrentamento físico, caso alguém não se submetesse às suas ordens, e é exatamente isso que acontece no reino animal. Então, esse humano mais forte mandava em todos e todos o obedecia. Muitos deles eram bons, mas muitos eram assassinos e maus. E como se defendia dos maus?

A diferença entre nós e os animais selvagens

Há uma diferença entre nós, humanos, e, por exemplo, o leão, que é um grande predador. O leão já nasce com presas. Estudiosos dizem que as 5 unhas da pata do leão é como se fossem 5 facões bem afiados. Ora, isso dariam dez facões só na parte dianteira do felino. Não teríamos a menor chance com nossas unhas quebradiças. No entanto, e é aqui que nos diferem dos animais como um todo, somos seres que adquirimos técnicas, ou seja, aprendemos coisas que jamais qualquer animal aprenderá.

A técnica e o surgimento da arma para proteção

Provavelmente um ser humano mais frágil entendeu que um pedaço de pau tinha mais eficácia que uma luta corporal com um líder mau. Sabendo disso, ele aprendeu a confeccionar uma arma que lhe daria vantagem frente a um humano que dependia só do físico. E foi assim que surgiu a primeira arma: como forma de proteger os oprimidos do opressor.

A proteção da mulher nos dias de hoje

Trazendo para os dias de hoje, podemos dizer que a mulheres são seres fisicamente vulneráveis. Se são fisicamente vulneráveis, então seria razoável ao menos propor algo para sua proteção individual. A arma de fogo, por ser portátil e por ser um equipamento que coloca medo nas pessoas, deveria ser liberada, principalmente, para as mulheres. Muitos acham, por haver uma mídia descomprometida com a verdade dos fatos, que arma só serve para matar. No entanto, a arma serve mais como forma de dissuadir, ou seja, convencer alguém a não cometer algo criminoso.

Conclusão

Por isso, quem defende o desarmamento, na verdade, presta um desserviço aos mais vulneráveis como as mulheres. Se você defende o desarmamento, saiba que você defende a não defesa do oprimido.

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Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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