O que você sente ao interagir com o outro?
Vamos pensar sobre isso?
Como acontece o processo de interação? E por quê? O processo de interação se dá pelo simples fato de sermos seres humanos e, enquanto pessoas necessitamos nos relacionar com outras, a partir dessa interação as relações sociais acontecem.
Dentro do processo das relações sociais tem um fator indispensável para a interação e a formação da personalidade que se manifesta no comportamento e na expressão, chamado afetividade.
A afetividade resgata a sensibilidade para lidarmos com relações de conflitos em várias situações:
No trabalho, com nossos colegas;
Em casa, com nossa família;
Nas relações de amizades, em fim.
Por quê? Porque somos humanos, e como tais, somos dotados de sentimentos, sentimos afetos pelas pessoas e com isso, estamos sempre em busca de relações interativas que nos dê razão para continuar vivendo e acreditando nas pessoas.
Portanto, para que as relações saudáveis ocorram nas nossas vidas, temos que encontrar o nosso ponto de equilíbrio, que se chama estado lúdico, fica entre a sensibilidade e a racionalidade (SCHILLER[2], 2013). Não é tarefa fácil encontrar este equilíbrio, mas é possível!
Porém, observa-se no mundo atual que as pessoas estão mais preocupadas com as questões materiais, profissionais, com a aparência, do que com o outro. O que se vê são intrigas, competições dentro do trabalho, em casa e nas amizades. Em que se perpetua a lei do mais forte, do mais sagaz.
Parece um duelo entre animais, e ainda, para justificar os maus hábitos, os maus costumes, os maus comportamentos, suas ações ignóbeis, é de praxe proferirem: é tudo pela sobrevivência.
Desta forma, como vamos desenvolver qualquer tipo de afeto pelo outro sem sermos mal interpretados dentro das relações que estamos inseridos?
Vamos refletir mais um pouco?
Temos uma sociedade conservadora e preconceituosa. Partindo deste ponto, a afetividade cresce nos ambientes que propiciam as relações brotarem de forma natural e as interações sociais acontecem quando conseguimos manifestar:
A nossa sensibilidade;
O nosso lado humano;
A nossa solidariedade, etc.
Qual seria o primeiro passo para interagir com o outro? Seria através do diálogo ou da troca de experiências ou pela via do afeto?
George Pascal diz que, o coração tem razões que a própria razão desconhece. Nesta perspectiva, o autor retrata a afetividade com um grau de impacto na vida das pessoas que, na maioria das vezes, ouvimos a voz do coração ao tomar as nossas decisões.
Quem já decidiu alguma coisa ouvindo a voz do coração?
Pois é, mas o que se observa são as pessoas agindo mecanicamente em diferentes situações, como se não fossem dotadas de sentimentos, como se não fossem humanas.
Quem sabe, isto explica o caos que estamos vivendo, a intolerância, a violência em todas as suas formas em que presenciamos e sofremos diariamente. Podemos observar o seu agravamento, ainda mais, com a pandemia da Covid-19.
Na era da globalização, isto é resultado da falta de:
Atenção;
Amor;
Afeto;
Companheirismo;
Solidariedade ...
Que produz:
Insegurança;
Ódio:
Indiferença;
Anonimato;
Fracasso nas relações sociais (família e amizade) ...
A afetividade é a arma fundamental para que haja uma abertura para o desenvolvimento de laços na família e na amizade. A ideia é simples e sensata, através do diálogo.
Vamos pensar juntos?
Para você se sentir mais seguro para pensar, aprender e também interagir, não seria mais propício se houvesse uma convivência social mais afetiva e saudável para isso?
A falta de relacionamento empobrece todo o ambiente e acaba afetando as pessoas enquanto fatores cruciais e relevantes para uma boa convivência social.
Vamos refletir mais um pouco?
Como está o seu relacionamento com sua família, com seus amigos e no seu trabalho?
Faça uma autoavaliação de como está o seu lado afetivo e emocional e veja como é simples melhorar como ser humano, através do bom relacionamento com o outro, expondo o seu lado humano e solidário.
Logo, verás que pensar com o coração, numa sociedade racionalista como a nossa, é uma técnica necessária para ajudar nas interações sociais, no enriquecimento do nosso lado afetivo, na sensibilidade para entendermos os nossos problemas e podermos mediar e resolvê-los, assim como nos colocarmos no lugar do outro, algumas vezes, para não sermos injustos ou desumanos.
Haja de forma que sua convivência com outro seja harmoniosa na sua plenitude e faça o bem sempre!
Seja feliz!!!!
Referência
[2] SCHILLER, Friedrich. A educação estética do homem: numa série de cartas. São Paulo: Iluminuras, 2013.