Localização das Drogas: Problema ou Solução?

Drogas depressoras, estimulantes e perturbadoras.

30/01/2023 às 16:28

Resumo:


  • O estudo analisa a atual política de drogas em Caracol, Piauí, Brasil e no mundo, destacando a falta de eficácia das políticas antidrogas.

  • Após pesquisas de campo e observações em cadeias públicas, foi constatado que o narcotráfico mantém um poder organizado e econômico considerável em todo o mundo.

  • Opiniões da população indicam que a maioria acredita que as drogas estão ligadas à violência e criminalidade, e que a política antidrogas atual não é eficaz, sugerindo investimentos em educação e segurança.

Resumo criado por JUSTICIA, o assistente de inteligência artificial do Jus.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura – 1 Bebidas alcoólicas................................................................................. 11

Figura – 2 Solventes ou inalantes........................................................................... 14

Figura – 3 Tranquilizantes ou ansiolíticos: benzodiazepínicos............................... 15

Figura – 4 Calmantes e sedativos: barbitúricos...................................................... 16

Figura – 5 Ópio e morfina: papoula do oriente, opiáceos, opióides....................... 16

Figura – 6 Xaropes e gotas para tosse: com codeína............................................ 17

Figura – 7 Anfetaminas: balinhas, rebites............................................................... 18

Figura – 8 Cocaínas pasta de coca crack merla..................................................... 19

Figura – 9 Cânhamos: THC (Tetraidrocanabinol) hashishi, bangh, ganja, diamba.20

Figura – 10 Perturbadores sintéticos alucinógenos LSD-25 (ácido)...................... 22

Figura – 11 Êxtases (MDMA).................................................................................. 23

Figura – 12 Esteróides anabolizantes..................................................................... 25

LISTA DE CIGLAS

Caps. - Centro de Atenção Psicossocial

CEBRID - Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas

CONAD - Conselho Nacional Antidrogas

LSD - Dietilamina do ácido lisérgico

MDMA - Metilenodioximetanfetamina

OMS - Organização Mundial de Saúde

ONU – Organizações das Nações Unidas

SENAD - Secretaria Nacional Antidrogas

SISNAD – Sistema Nacional de Política Pública sobre Drogas

THC - Tetraidrocanabinol

RESUMO

Esse estudo tem como objetivo refletir sobre a atual política das drogas na cidade de Caracol, no Estado do Piauí, no Brasil e no Mundo, enfocando o contexto histórico da droga, no processo de criminalização e a análise empírica da conjuntura atual. Através de leituras, sondagens (pesquisa de campo) e observações em cadeias públicas do sul do Piauí e no CAPs – Centro de Atenção Psicossocial – ficou claro que as políticas antidrogas têm fracassado. O narcotráfico, na atualidade, concentra um grande poder que, em todo mundo, é até mais forte e organizado do que o poder oficial constituído, mantendo uma economia gigantesca. O tráfico de drogas é um dos negócios do século. Mostram o economista que tal negócio movimenta no mundo inteiro bilhões de dólares por ano, ganhando de todos os demais mercados, com margens de lucros extraordinárias. Com esta problemática estudada, onde aparece claramente a falta do controle do comércio ilegal das drogas consideradas ilícitas no mundo inteiro, portanto, propõe fortalecimento desta política, implantado no currículo escolar, conscientização das causas e efeito das drogas. Sondagem de opiniões a respeito da ligação das drogas com a violência e a criminalidade 95,83%, respondeu “sim”, e 4,17% não opinaram. Política de repressão ao tráfico ilícito das drogas 91,70% não acreditam, e 8,30% acreditam. Sobre a liberação das drogas, 87,50% está totalmente contra, porque às drogas tem ligação direta e indireta com a violência e a criminalidade. Apesar da Lei 11.343/2006, Artigo 28, prescreve quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Penas: I – advertência sobre os efeitos das drogas; II – prestação de serviços à comunidade; III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

Palavras-Chave: Política Antidrogas. Brasil. Violência. Repressão.

ABSTRACT

This study aims to reflect on the current drug policy in the city of Caracol in the State of

Piauí, in Brazil and the world, focusing on the historical context of the drug in the process of criminalization and empirical analysis of the current situation. Through lectures, surveys (field research) and comments on public television in southern Piauí and PACs - Psychosocial Care Center - it was clear that anti-drug policies have failed. The drug, currently concentrates a great power that, throughout the world, is even stronger and more organized than the official power up, maintaining a huge economy. Drug trafficking is a business of the century. They show that such a business economist movement around the world billions of dollars a year, beating all other markets, with outstanding profit margins. With this issue under study, which is clearly the lack of control of illegal trade of drugs considered illegal in the world, therefore, proposes strengthening the policy, implemented in the school curriculum, awareness of the causes and effects of drugs. Survey of opinions regarding the connection of drugs with violence and criminality 95.83% answered "yes", and 4.17% no opinion. Policy of the illegal drugs 91.70% do not believe, and 8.30% believe. About the release of drugs, 87.50% are totally against it because the drug has direct and indirect connection with the violence and crime. Despite the Law 11343/2006, Article 28. prescribes, who acquire, store, has in deposit, transports or carries himself, for personal consumption, drugs without authorization or in violation of the law or regulation. Sentencing: I - warning about the effects of drugs; II - to provide services to the community; III - an educational measure of a program or educational course.

Keywords: Drug Policy. Brazil. Violence. Repression.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.........................................................................................................10

CAPÍTULO I: DROGAS DEPRESSORAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL.11

1.1 Bebidas alcoólicas..................................................................................11

1.2 Solventes ou inalantes............................................................................13

1.3 Tranquilizantes ou ansiolíticos: benzodiazepínicos................................14

1.4 Calmantes e sedativos: barbitúricos.......................................................15

1.5 Ópio e morfina: papoula do oriente, opiáceos, opióides.........................15

1.6 Xaropes e gotas para tosse: com codeína..............................................16

CAPÍTULO II: DROGASESTIMULANTES.............................................................17

2.1 Anfetaminas: balinhas, rebites................................................................17

2.2 Cocaínas pasta de coca Crack Merla.....................................................18

CAPÍTULO III: DROGAS PERTURBADORAS.......................................................19

3.1 Cânhamos: THC (Tetraidrocanabinol) hashishi, bangh, ganja, diamba.19

3.2 Perturbadores sintéticos alucinógenos LSD-25 (ácido)..........................21

3.3 Êxtases (MDMA).....................................................................................22

3.4 Esteróides anabolizantes........................................................................24

CAPÍTULO IV: FORMAS DE COMBATES E QUESTIONAMENTOS....................26

4.1 Lei nº 11.343, dia 23 de agosto de 2006................................................26

CAPÍTULO V: PESQUISAS DE CAMPO.....................................................32

5.1 Reportagens sobre vítimas do tráfico de drogas....................................35 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................36

BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................38

ANEXOS..................................................................................................................39

INTRODUÇÃO

Nestes tempos em que muitos são iludidos, principalmente jovens e crianças de nosso país e do mundo, será de grande valia tal esclarecimento, Às drogas “são quaisquer substâncias químicas, sólidas, líquidas ou gasosas que, ao ser usado pelo indivíduo, alteram seu estado de consciência”. O resultado da droga se apresenta no cérebro do usuário, produz uma intoxicação, um estado mental alterado e, supostamente “agradável”. Os danos fatais, bem como as repercussões sociais causadas, estão diretamente relacionados ao uso indevido das drogas tais como consta na estrutura composta das partes:

Capítulo I drogas depressoras do sistema nervoso central:

  • Bebidas alcoólicas: efeitos e atuação no sistema nervoso central,

  • Solventes ou inalantes: fases, estágios e suas consequências,

  • Tranquilizantes ou ansiolíticos: efeitos e usos,

  • Calmantes e sedativos: descoberta e atuação no cérebro,

  • Ópio e morfina: (papoula do Oriente, Opiáceos, Opióides), definição e atuação no sistema nervoso central,

  • Xaropes e gotas para tosse a base de codeína: efeitos.

Capítulo II drogas estimulantes do sistema nervoso central:

  • Anfetaminas: (balinha, rebites), uso, consequências e fabricação,

  • Cocaína: localização exclusiva.

Capítulo III drogas depressoras do sistema nervoso central:

  • Cânhamo (maconha) efeitos: físicos e psíquicos,

  • LSD-25: fabricação e efeitos tóxicos.

  • Êxtase: efeitos físicos e psíquicos, surgimento e período de introdução no Brasil. Capítulo IV formas de combates e questionamentos:

Lei nº 11.343 dia 23 de agosto de 2006.

Capítulo V pesquisa de campo realizada no município de Caracol – PI, nos dias 12 de junho a 12 outubro do ano 2009.

A Secretaria Nacional Antidrogas – SENAD relata que o uso indevido de drogas é uma questão preocupante para o país, educadores, profissionais de saúde e a sociedade em geral.

Uma das dificuldades encontradas para enfrentar o problema é a falta de informações confiáveis sobre o assunto. Muitas vezes, os dados são divulgados fora de um contexto, sem fundamento na realidade ou de forma distorcida, contribuindo para uma visão preconceituosa. Com o objetivo de oferecer à população um material cientificamente fundamentado, que apresente os conceitos de forma clara, objetiva e livre de preconceitos, a SENAD, está edificando, em parceria com o CEBRID, material informativo, cuja distribuição pretende sociabilizar e democratizar conhecimentos sobre o assunto. E funciona no departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo-SP.

CAPÍTULO I: DROGAS DEPRESSORAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL.

1.1 Bebidas alcoólicas.

Figura 1

Bebidas alcoólicas, registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6.000 anos a.C., sendo, portanto, um consumo extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do habito de beber, ao longo do tempo.

Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como por exemplo, o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram em sua forma destilada. Nessa época, esse tipo de bebida passou a ser considerada um remédio para todas as doenças, pois “dissipavam as preocupações mais rapidamente que o vinho e a cerveja, além de produzirem um aliviam mais eficiente da dor”, surgindo então, a palavra uísque (do gálico usquebaugh, que significa “água da vida”).

A partir da Revolução Industrial, registrou-se grande aumento na oferta desse tipo de bebida, contribuindo para um maior consumo e, conseguintemente, gerando aumento do uso excessivo de álcool.

Apesar de desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervosocentral, provocando mudanças no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependências.

O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelos quis ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.

Apesar da sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool em longo prazo, dependendo da dose, frequências e circunstâncias, pode ter um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para a sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.

Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade de falar), com o passar do tempo, começam a surgir os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.

O efeito do álcool varia de acordo com a intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com outra que não está acostumada a beber. Outro exemplo está relacionado à estrutura física: a pessoa com estrutura física de grande porte terá maior resistência aos efeitos do álcool.

O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubecimento da face, dor de cabeça e mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, têm maior probabilidade de sentir esses efeitos.

1.2 Solventes ou inalantes.

Figura - 2

Solvente é uma substância capaz de dissolver coisas, e inalanteé toda substância que pode ser inalada, isto é, introduzida no organismo através da inspiração pelo nariz ou pela boca. Onde muitos deles, mas não todos são inflamáveis, pega fogo facilmente.

Vários produtos comerciais, como esmaltes, colas, tintas, tíneres, propelentes, gasolina, removedores, vernizes etc., contém esses solventes e pode ser inalados involuntariamente.

Todos esses solventes pertencem ao grupo químico chamados de hidrocarbonetos.

Um produto muito conhecido no Brasil é o “cheirinho” ou “loló”, trata-se de um preparo clandestino, e fabricado a base de clorofórmio mais éter, utilizados somente para fins de abuso. Esses produtos provocam efeitos no cérebro bastante rápido sendo de segundos a minutos e desaparecem entre 15 a 40 minutos, tais efeitos vão de estimulação inicial até depressão, podendo também surgir alucinações. De acordo com o aparecimento desses efeitos, após inalação de solventes, foram classificados em quatro fases:

  • Primeira fase: a chamada fase de excitação, que é a desejada, pois a pessoa fica eufórica, excitada, sentido tonturas e perturbações auditivas e visuais. Podendo apresentar náuseas, espirros, tosse, muita salivação e as faces podem ficar avermelhadas.

  • Segunda fase: a depressãodo cérebro começa a predominar, ficando a pessoa confusa, desorientada, com a voz meio pastosa visão embaçada, perda do autocontrole, dor de cabeça, palidez; ela começa a ver e ouvir coisas.

  • Terceira fase: a depressão aprofunda-secom a redução acentuada do estado de alerta, incoordenação ocular e motora, fala enrolada, reflexo deprimido, podendo ocorrer processos alucinatórios evidentes.

  • Quarta fase: depressão tardia, que pode ser chamada à inconsciência, queda da pressão, sonhos estranhos, podendo dar convulsões “ataques”.

1.3 Tranquilizantes ou ansiolíticos: benzodiazepínicos.

Figura - 3

Essas drogas foram chamadas de tranquilizantes, ou seja, destroem a ansiedade, era uma droga chamada de meprobamato que praticamente desapareceram das farmácias com a descoberta do grupo de substâncias Benzodiazepínica. De fato esses medicamentos estão entre os mais utilizados do mundo. Para ter uma ideia, existe mais de cem remédios em nosso país a base de benzodiazepínicos. Exemplo: diazepam, bromazepam, clobazam, clorazepam, estazolam, flurazepam, lorazepam, nitrazepam etc.

Todos os benzodiapínicos são capazes de estimular o mecanismo do cérebro que normalmente combatem estados de tensão e ansiedade.

1.4 Calmantes e sedativos: barbitúricos.

Figura - 4

Sedativos é o nome que se dá aos medicamentos capazes de diminuir a atividade dom cérebro, principalmente quando este está em estado de excitação acima do normal. O termo sedativo é sinônimo de calmante ou sedante.

Quando um sedativo é capaz de diminuir a dor, recebe o nome de analgésico. E quando e capaz de produzir sono, é chamado de hipnótico ou sonífero.Essas drogas foram descobertas no começo do século XX, e diz à história que o químico europeu fez a síntese de uma delas pela primeira vez – grande descoberta, e foi comemora em um bar, conheceu uma linda garçonete que se chamava Bárbara. Em um acesso de entusiasmo, nosso cientista resolveu dar ao composto recém-descoberto o nome de barbitúrico.

Os barbitúricos são capazes de deprimir várias áreas do cérebro, as pessoas podem ficar mais sonolentas, sentindo-se menos tensas, com sensação de calma e relaxamento.

1.5 Ópio e morfina: papoula do oriente, opiáceos, opióides.

Figura - 5

Opióides.

Muitas substâncias com grande atividade farmacológica podem ser extraídas de uma planta chamada papável somniferum, conhecida popularmente com o nome de “papoula do Oriente”. Ao se fazer cortes na cápsula de papoula, quando ainda verde, obtêm-se um suco leitoso, o ópio (a palavra ópio em grego quer dizer “suco”).

Quando seco, esse suco passa a se chamar pó de ópio. Nele existem várias substâncias com grande atividade. A mais conhecida é a morfina, palavra que vem do deus da mitologia grega Morfeu,o deus dos sonhos.

As ações do ópio e da morfina no homem: são depressores do sistema nervoso central, isto é, faz o cérebro funcionar mais devagar.

1.6 Xaropes e gotas para tosse: com codeína.

Figura - 6

Os xaropes são formulações farmacêuticas que contém grande quantidade de açucares, fazendo com que o líquido “viscoso”, “meio grosso” (“xaroposo”). Nesse veiculo, ou líquido, coloca-se, a substância medicamentosa que vai trazer o efeito benéfico desejado pelo médico que a receitou. Assim, existe xaropes para tosse em que o medicamento ativo é a codeína.

CAPÍTULO II: DROGAS ESTIMULANTES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL.

2.1 Anfetaminas: balinhas, rebites.

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Figura - 7

As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervosocentral,isto é, fazem o cérebro trabalhar depressa, deixando as pessoas mais “acesas”,

“ligadas”, com “menos sono”, “elétrica” etc.

São chamados “rebites” principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante vários haras seguidos sem descanso, a fim de cumprir prazos predeterminados. Também são conhecidos como “bala” por estudantes que noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico.

As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao das anfetaminas, e como cada uma delas pode ser usada em forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes comerciais, conforme dados comerciais do Dicionário de Especialidades Farmacêutica – DEF – 2002 1u:

Anfetamina

Produto (nome comerciais) vendido em farmácias

Dietilpropiona ou Anfepramona

Dualid S; Hipofagin S; Inebex S; Moderine

Fenproporex

Desobesil- M;

Mazindoll

Fagolipo; Absten-Plus

Metanferamina

Pervitin

Metilfenidato

Ritilina

Retirado do mercado brasileiro, mas encontrados no Brasil graças a importação ilegal de outros paises sul-americanos. Nos Estados Unidos é cada vez mais usado sob o nome de “ICE” (gelo).

2.2 Cocaína pasta de coca crack merla.

Figura – 8

A cocaína é uma substâncias natural, extraída das folhas de uma planta encontrada exclusivamente na América do Sul, a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadu,este último nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína ode chega até o consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína,o “pó”, “farinha”, “neve” ou

“branquinha”, que é solúvel em água e serve para ser aspirada (“cafungado”) ou dissolvido em água para uso intravenoso (“pelos canos”, baque”), ou sobre a forma de base, o crack,que é ouço solúvel em água, mas que se volatilizada quando aquecida e, portanto, é fumada em “cachimbo”.

Também sob a forma base, a merla(merla, mel ou melado), um produto ainda sem refino e muito contaminado com as substâncias utilizadas na extração, é preparada de forma diferente do crack, ganhou popularidade em São Paulo, Brasília foram as cidades vítimas da merla. De fato pesquisas mostram que mais de 50% dos usuários de drogas da Capital Federal fazem uso de merla, e apenas 2% de crack. Tanto o crack como a merla são cocaína; portanto todos efeitos no cérebro pela cocaína também ocorrem como o crack e a merla.

CAPÍTULO III: DROGAS DEPRESSORAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL.

3.1 CÂNHAMO: hashishi, bangh, ganja, diamba, marijuana, marihiana.

Figura - 9

bangh, ganja, diamba, marijuana, marihiana.

A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis sativa. Em outros paises, ela recebe diferentes nomes, como: THC (Tetraidrocanabinol) Hashishi, Bangh, Ganja, Diamba, Marijuana e Marihiana. Já era conhecida há pelo menos 5.000 anos sendo utilizada quer para fins medicinais, quer para “produzir riscos”. Talvez a primeira menção da maconha em nossa língua tenha sido em um escrito de 1548 no qual está dito no português daquela época.

Até o início do século XX, a maconha era considerada em vários paises, inclusive no Brasil, um medicamento útil para vários males. Mas também já eram utilizadas também para fins não-médicos por pessoas desejosas de sentir “coisas diferentes”, ou mesmo que a utilizavam abusivamente. Em consequência desse abuso, e de certo exagero sobre seus efeitos maléficos, nos últimos 50 e 60 anos. Mas, atualmente, graças a pesquisas recentes, a maconha (ou as substâncias extraída) é reconhecida como medicamento e pelo menos duas condições clínicas: reduz ou abole náuseas e vômito produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeitos benéficos em casos de epilepsia

(doença que se caracteriza por convulsões ou “ataques”). Entretanto, é bom lembrar que a maconha (ou as substâncias extraída da planta) tem também efeitos indesejáveis que podem ser prejudiciais.

Os efeitos que a maconha produz sobre o homem. Físicos (ação sobre o próprio corpo ou parte dele) e psíquicos (sobre a mente). Esses efeitos sofrerão mudanças de acordo com o tempo de uso que se considera, ou seja, os efeitos são agudos (isto é, quando decorrem apenas algumas horas após fumar) e crônicos (sequências que aparecem após o uso continuado por semanas, ou meses ou mesmo ano).

Os efeitos agudos são muito poucos: os olhos ficam avermelhados, a boca seca e o coração disparam de 60 a 80 batimentos por minutos 120 a 140 ou até mesmo mais (taquicardia). Para algumas pessoas os efeitos são uma sensação de bem-está acompanhada de calma e relaxamento, sente-se menos fatigado, vontade de rir. Para outras pessoas, os efeitos são mais do lado desagradável: sentem angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controle mental, trêmulas, suadas, com o tempo pode ter alterações (delírios e alucinações)

Os feitos físicos crônicos da maconha já são maiores de idade gravidade. De fato, com o uso continuado, vários órgãos do corpo são afetados. Os pulmões são um exemplo disso. Não é difícil imaginar como ficarão esses órgãos quando passam a receber cronicamente uma fumaça que é muito irritante, dado ser proveniente de vegetal que nem chega a ser tratado como o tabaco comum. Essa irritação constante leva problemas respiratórios (bronquites), aliás, como ocorre também com o cigarro comum. Mas o pior é que na fumaça de maconha contém alto teor de alcatrão e nele existe uma substância chamada benzopireno, conhecido agente cancerígeno.

Outro efeito físico adverso do uso da maconha refere-se à testosterona. Esta é o hormônio masculino, confere ao homem maior quantidade de músculos, voz mais grossa, barba, e, também a responsável pela fabricação de espermatozóide pelos testículos. Já existem provas de que a maconha diminui em até 50 a 60% a quantidade de testosterona, que faz diminuir o espermatozóide, assim o homem terá mais dificuldade de gerar filhos. Esse é um efeito que desaparece quando a pessoa deixa de fumar a planta. È também importante dizer que o homem não fica impotente ou perde o desejo sexual, mas apresenta esterilidade, isto é fica incapacitado de engravidar sua companheira. Há ainda a considerar os efeitos psíquicos crônicosproduzidos pela maconha. Sabe-se que seu uso continuado interfere na capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir a um estado de amotivação, isto é, não sentir vontade de fazer mais nada, pois tudo fica sem graça e sem importância. Esse efeito crônico da maconha é chamado de síndrome amotivacional. Além disso, a maconha pode levar algumas pessoas a um estado de dependência, isto é elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar seu vício, e tudo o mais perde sue real valor.

Finalmente há prova cientifica de que se o indivíduo tem uma doença psíquica qualquer, mas que ainda não está controlada (a pessoa consegue “se controlar”) ou a doença já apareceu, mas está controlada com medicamentos adequados, a maconha piora o quadro. Ou faz surgir à doença, isto, é a pessoa n ao consegue mais “se controlar”, ou neutraliza o efeito do medicamento e ela passa a apresentar novamente os sintomas da enfermidade. Esse fato tem sido descrito com frequência na doença mental chamada esquizofrenia. Em um levantamento feito entre estudantes do ensino fundamental e do ensino médio das dez maiores cidades do país, em 1997, 7,6% declararam que já havia experimentado maconha e 1,7% fazer uso dela pelo menos seis vezes por mês.

3.2 Perturbadores sintéticos Alucinógenos LSD-25 (ácido).

Figura - 10

Alucinógenos LSD-25 (ácido).

Perturbadores ou alucinógenos sintéticos são substâncias fabricadas (sintetizadas) em laboratório, não sendo, portanto, de origem natural, e que são capazes de provocar alucinações no ser humano.

O LSD-25 (abreviatura de dietilamina do ácido lisérgico) é, talvez, a mais potente droga alucinógena existente. É utilizado habitualmente por via oral, embora possa ser misturado ocasionalmente com tabaco e fumado. Alguns microgramas (micrograma é um milésimo de miligrama que, por sua vez, é o milésimo de um grama) são suficientes para produzir alucinações no ser humano, o efeito do LSD-25 foi descoberto em 1943 pelo cientista suíço Hoffman, por acaso, ao aspirar pequeníssima quantidade de pó por descuido em seu laboratório. Foi bastante pesquisado nas décadas de 1950 e 1960.

Efeitos no cérebro, o LSD-25 atua produzindo uma série de distorções no funcionamento do cérebro, trazendo como consequência uma variada gama de alterações psíquicas e é capaz produzir distorções na percepção do ambiente – cores, formas e contornos alterados, além de sinestesias, ou seja, estímulos olfativos e táteis parecem visíveis as cores. Outros aspectos caracterizados pela ação do LSD-25 no cérebro referem se aos delírios “falsos juízos da realidade”, mas a pessoa não é capaz de avaliar corretamente.

Efeitos no corpo, o LSD-25 tem poucos efeitos sobre outras partes do corpo. Logo de início 10 a 20 minutos após torná-lo, o pulso pode ficar rápido, as pupilas podem ficar dilatadas, além de ocorrer transpiração excessiva, e a pessoa pode sentir-se com certa excitação, muito recente tem sido descrito casos de convulsões. Mesmo doses muito altas de LSD não chegam a intoxicar seriamente uma pessoa, do ponto de vista físico.

Efeitos tóxicos, o perigo do LSD -25 não estão tanto em sua toxidade para o organismo, mas sim no fato de que, perturbação psíquica, há perda da habilidade de perceber e avaliar situações comuns de perigo. Isso ocorre, por exemplo, quando uma pessoa com delírio de grandiosidade se julga com capacidade ou força extraordinárias, sendo capaz de, por exemplo, voar, atirando-se de janelas; com força mental suficiente para parar um carro em uma estrada, ficando na sua frente; andar sobre as águas, avançando mar adentro. Há descrição de casos violentos, onde a pessoa ataca os amigos por julgar que os mesmo estão contra ele, este tipo de droga no Brasil geralmente são usadas pelas classes mais favorecidas.

3.3 ÊXTASE (MDMA)

Figura - 11

A MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) foi sintetizada em 1912 e patenteada em 1914 na Alemanha pela empresa farmacêutica Merck. O propósito desta síntese era o de desenvolver um medicamento para diminuir o apetite, no entanto, em função de sua baixa utilidade clínica, os estudos com essa substância foram abandonados.

Ao final da década de 1970, a utilidade clínica da MDMA voltou a ser discutida, agora como um possível auxilio do processo psicoterapêutico. Algumas psiquiatras e psicólogos acreditavam que a substância deixava a pessoa mais solta, promovendo assim uma melhor comunicação e vinculo terapeutapaciente.

Plenamente começou a crescer nos Estados Unidos o uso recreativo da droga, chamada agora de êxtase, principalmente entre jovens universitários. Temendo o surgimento de uma nova “era psicodélica” no país, os Estados Unidos decidiram, em 1985, incluir a MDMA na lista das substâncias proibidas. Essa medida foi logo seguida pala OMS (Organização Mundial de Saúde), a qual passou a considerar a MDMA como drogas de restrição industrial.

No fim dos anos 80, surgiu em Ibiza, na Espanha a cena musical e cultural que deu origem à cultura clubber ou dance. Associado a esse novo conceito musical, o êxtase começou a ser difundido na Europa, crescendo ao longo da década de 1990, com a popularização da música eletrônica e da cultura dance.

No Brasil, no início dos anos 90, começaram a chegar às primeiras remessas consideráveis de êxtase vindo da Europa. A partir daí, tem crescido o número de usuários, bem como a importância dada pelos meios de comunicação ao assunto.

Efeitos físicos e psíquicos efeitos agudos. A droga apresenta efeitos semelhantes aos estimulantes do sistema nervoso central(agitação), bem como efeitos perturbadores (mudança da percepção da realidade). Seus efeitos mais marcantes são a sensação de melhora nas relações entre as pessoas, o desejo de se comunicar, melhora na percepção musical e aumento da percepção das cores. À semelhança de outras drogas psicotrópicas, os efeitos do êxtase dependem do local e do que acontece no momento do uso. O ambiente mais comum para o consumo é o de clubes noturnos, bares e locais congêneres, cujo cenário é enriquecido com jogos de luzes e música eletrônica. Além disso, a MDMA faz com que as pessoas consigam se perceber melhor e a gostar mais de se mesmas.

O êxtase causa, também, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, aceleração do batimento cardíaco, aumento da temperatura do corpo (hipertermia), rangido de dentes e aumento na secreção do hormônio antidiurético.

O consumo no Brasil embora ainda tenha sido realizado poucos estudos sobre a situação brasileira, existem indícios de uma popularização do uso recreativo da droga em alguns seguimentos da população, especialmente em algumas capitais brasileiras.

No entanto, o consumo de êxtase parece estar principalmente associado a musica eletrônica e a um contexto de festa e dança, e mais restrito aos jovens de classes sociais privilegiadas (alta e médio-alta).

Com aumento do consumo, tem crescido também o número de apreensões de drogas pala polícia, bem como o registro de mortes associadas ao consumo de êxtase no Brasil.

3.4 Esteróides anabolizantes

Figura - 12

Os esteróides anabolizantes mais conhecidos com o nome de anabolizantes são substitutos sintéticos do hormônio masculino testosterona fabricada pelos testículos. Levam ao crescimento da musculatura (efeito anabólico); daí também o nome de esteróides anabolizantes androgênicos. Possui vários usos clínicos, nos quais sua função principal é a reposição da testosterona nos casos em que, por algum motivo de doença, tenha ocorrido um déficit. A mesma tem a função de aumentar os músculos, isso tem feito com que atletas ou pessoas que queiram melhorar o desempenho e a aparência física utilizem anabolizantes sem necessidade médica. Portanto é ilegal e ainda acarreta problemas de saúde.

No Brasil, não se tem estimativa desse uso ilícito, mas sabe-se que o consumidor preferencial está entre 18 e 34 anos de idade e, em geral é do sexo masculino.

Portanto o uso abusivo dos esteróides anabolizantes é: nervosismo, irritação, agressividade, problemas hepáticos, acne grave (em geral ocorre nas costas e no peito, ocasionando um problema estético sério), diminuição da imunidade. Além disso, aqueles que se injetam ainda correm o risco de compartilhar seringas e contaminar-se o vírus da AIDS ou de hepatite.

CAPÍTULO IV: FORMAS DE COMBATES E QUESTIONAMENTOS

4.1 (Vade mecum). Lei nº 11.343 dia 23 de agosto de 2006.

Dos princípios e dos objetivos do sistema nacional de políticas públicas sobre drogas Artigo 4ºsão princípios do SISNAD:

  1. – o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade;

  2. – o respeito à diversidade e às especificidades populacionais existentes;

  3. – a promoção dos valores éticos, culturais e de cidadania do povo brasileiro, reconhecendo-os como fatores de proteção para o uso indevido de drogas e outros comportamentos correlacionados;

  4. – a promoção de consensos nacionais, de ampla participação social, para o estabelecimento dos fundamentos e estratégias do SISNAD;

  5. – a promoção da responsabilidade compartilhada entre Estado e Sociedade, reconhecendo a importância da participação social nas atividades do SISNAD; VI – o reconhecimento da intersetorialidade dos fatores correlacionados com o uso indevido de drogas, com a sua produção não autorizada e o seu tráfico ilícito;

  1. – a integração das estratégias nacionais e internacionais de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito;

  2. – a articulação com os órgãos do Ministério Público e dos Poderes Legislativo e

Judiciário visando à cooperação mútua nas atividades do SISNAD;

  1. – a adoção de abordagem multidisciplinar que reconheça a interdependência e a natureza complementar das atividades de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas, repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas;

  2. – a observância do equilíbrio entre as atividades de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas e de repressão à sua produção não autorizada e ao seu tráfico ilícito, visando a garantir a estabilidade e o bem-estar social; XI – a observância às orientações e normas emanadas do Conselho Nacional Antidrogas – CONAD.

Dos crimes e das penas:

Artigo 27. As penas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo, ouvidos o Ministério Público e o defensor.

Artigo. 28.Quem adquirir guardar tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

  1. – advertência sobre os efeitos das drogas;

  2. – prestação de serviços à comunidade;

  3. – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

§ 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.

§ 2º Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente.

§ 3º As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses.

§ 4º Em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.

§ 5º A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas.

§ 6º Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput, nos incisos I, II e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a:

I – admoestação verbal; II – multa.

§ 7º O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado.

Artigo 29.Na imposição da medida educativa a que se refere o inciso II do § 6º do Artigo 28, o juiz, atendendo à reprovabilidade da conduta, fixará o número de dias-multa, em quantidade nunca inferior a 40 (quarenta) nem superior a 100 (cem), atribuindo depois a cada um, segundo a capacidade econômica do agente, o valor de um trinta avos até 3 (três) vezes o valor do maior salário mínimo.

Parágrafo único. Os valores decorrentes da imposição da multa a que se refere o § 6º do art. 28 serão creditados à conta do Fundas Nacionais Antidrogas.

Artigo 30.Prescrevem em 02 (dois) anos a imposição e a execução das penas, observado, no tocante à interrupção do prazo, o disposto nos arts. 107 e seguintes do Código Penal

Dos crimes

Artigo 33.Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consegue guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – reclusão de 05 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.

§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:

  1. – importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matériaprima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas;

  2. – semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas;

  3. – utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.

§ 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga:

Pena – detenção, de 01 (um) a 03 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) diasmulta.

§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem:

Pena – detenção, de 06 (seis) meses a 01 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no Artigo 28.

§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.

Artigo 34.Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente, maquinário, aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – reclusão, de 03 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a

2.000 (dois mil) dias-multa.

Artigo 35.Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos Artigos. 33 capute § 1º, e 34 desta Lei:

Pena – reclusão, de 03 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas do caput deste artigo incorre quem se associa para a prática reiterada do crime definido no Artigo 36 desta Lei.

Art. 36. Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos Artigo 33, caput e § 1º, e 34 desta Lei:

Pena – reclusão, de 08 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 (quatro mil) dias-multa.

Art. 37. Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos Artigos 33, caput. e § 1º, e 34 desta Lei:

Pena – reclusão, de 02 (dois) a 06 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa.

Artigo 38. Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – detenção, de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) dias-multa.

Parágrafo único. O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente.

Artigo 39. Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem:

Pena – detenção, de 06 (seis) meses a 03 (três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) diasmulta.

Parágrafo único. As penas de prisão e multa, aplicadas cumulativamente com as demais, serão de 04 (quatro) a 06 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) diasmulta, se o veículo referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros.

Artigo 40. As penas previstas nos Artigos 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços, se:

  1. – a natureza, a procedência da substância ou do produto apreendido e as circunstâncias do fato evidenciarem a transnacionalidade do delito;

  2. – o agente praticar o crime prevalecendo-se de função pública ou no desempenho de missão de educação, poder familiar, guarda ou vigilância;

  3. – a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais, de ensino ou hospitalares, de sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas, esportivas, ou beneficentes, de locais de trabalho coletivo, de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza, de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social, de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos;

  4. – o crime tiver sido praticado com violência, grave ameaça emprego de arma de fogo, ou qualquer processo de intimidação difusa ou coletiva;

  5. – caracterizado o tráfico entre Estados da Federação ou entre estes e o Distrito Federal; VI – sua prática envolver ou visar a atingir criança ou adolescente ou a quem tenha, por qualquer motivo, diminuída ou suprimida a capacidade de entendimento e determinação; VII – o agente financiar ou custear a prática do crime.

Artigo 41. O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação policial e o processo criminal na identificação dos demais co-autores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação, terá pena reduzida de um terço a dois terços.

Artigo 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no Artigo 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.

Artigo 43. Na fixação da multa a que se referem os Artigos 33 a 39 desta Lei, o juiz, atendendo ao que dispõe o Artigo 42 desta Lei.

CAPÍTULO V: PESQUISAS DE CAMPO

Pesquisa de campo, onde foram entrevistadas 48 pessoas, entre os dias 12 de junho a 12 de outubro do ano de 2009, neste município de Caracol-PI.

Gráfico 01

  1. – Você acha que às drogas tem alguma ligação com violência e a criminalidade?

95,83%, a solução está em punir o usuário.

4,17% não opinou.

Gráfico 02

  1. – O que você sugere para o combate ao tráfico de drogas?

Fonte: pesquisa direta 2009

4,20% punir o usuário.

25,00% Investir mais na segurança pública e dá mais emprego.

25,00% Investir mais na educação escolar e familiar.

4,20% Cumprir pena completa na cadeia.

4,20% Palestra e mais assistência por parte do judiciário.

12,50% Pena de morte para os traficantes, internação para os viciado.

4,20% Mais apoio por parte dos governos.

4,20% Mais apoio por parte dos governos e adotar um princípio de polícia em todo bairro.

8,30% Investir na fiscalização das fronteiro para não entrar e nem sair drogas.

4,20% Punição igual para traficante e usuário.

4,20% Cooperação da sociedade.

Gráfico 03

  1. – No tocante à política antidrogas, você acredita na eficácia da atual política?

Fonte: pesquisa direta 2009

91,70% Não, e deve investir mais na educação e na publicidade e na política antidrogas, área da segurança.

8,30% acreditam.

Gráfico 04

  1. – Contra ou a favor da liberação das drogas?

Fonte: pesquisa direta 2009

8,30% Não opinou.

87,50% Contra, pois aumenta a criminalidade, o país não está preparado, seria da sentença de morte para muitos.

4,20% A favor, pois tornando legal não tem tanto valor e acaba com o traficante.

Gráfico 05

  1. – Você acredita que uma pessoa pode abandonar o mundo das drogas (tráfico) e o usuário?

Fonte: pesquisa direta 2009

20,80% Sim, tratamento clinico e força de vontade e fé em Deus, apoio da família. 79,20% Muito difícil para o traficante, porque da muito dinheiro e mais fácil para o usuário se for iniciante.

Gráfico 06

  1. – No seu ponto de vista, por que algumas pessoas usam drogas?

Fonte: pesquisa direta 2009.

8,30% Para mudar seu comportamento.

58,30% Influenciado pelos amigos e outro porque pretendem fazer coisas erradas, fácil acesso.

4,30% Por curiosidade, falta de emprego.

4,30% Por questões financeiras e para encontra refugio dos problemas.

4,20% Em busca de liberdade e enganado pelo maligno.

8,30% Fugir dos problemas e por revolta dos pais.

8,30% Falta de conhecimento e fraqueza mental.

2,10% Porque quer.

4,20% Falta de ocupação e informação.

5.1 Reportagem sobre vítimas do tráfico de drogas.

Reportagem sobre vítimas do tráfico de drogas com o professor Michel Misse.

A Organização das Nações Unidas divulgou um relatório que aponta o tráfico de drogas com o principal responsável por quase 30 mil mortes por ano no Brasil. E o mais grave: às vítimas frequentes são crianças e jovens.

Ataques a cede do Rio de Janeiro. A prefeitura carioca metralhada. Rebeliões, ao mesmo tempo, em varias prédios de São Paulo. Comércio fechado por ordem de bandidos. O desafio dos traficantes às autoridades em algumas cidades brasileiras é um dos destaques do relatório da Organização das Nações Unidas sobre drogas.

O estado divulgou hoje no mundo inteiro, foi apresentado no Palácio do planalto em Brasília. O representante da ONU desse que a preocupação é combater os grandes traficantes.

“O tráfico sofisticado, como lavagem de dinheiro, as grandes organizações”, disse Giovanni Quaglia, representante da ONU. No capítulo do Brasil, o relatório da ONU aponta duas características principais do tráfico de drogas. Primeiro a juventude dos envolvidos; depois a grande mortandade da guerra do tráfico.

Segundo o relatório, as drogas estão ligadas à maior parte dos 30 mil homicídios registrados por ano no País. O documento diz que os bandidos recrutam jovens cada vez mais novos. Inclusive crianças que morrem em troca de tiros e ao participar de assalto.

Há uma correlação entre juventude e criminalidade (tráfico em qualquer país). O que é especifico do Brasil é essa enorme quantidade de mortes associada ao tráfico e, portanto, essa enorme quantidade de morte de jovens, explica Michel Misse, pesquisador.

A advogada Valdicea Paschol conta que o filho se envolveu com drogas aos 14 anos, depois entrou para uma quadrilha e chegou a assaltar casa de um ministro do

Supremo Tribunal da Justiça, no ano de 2003 e aos 19 anos num conflito com a polícia.

“Ele conversava muito comigo e ele falava comigo e dizia mãe eu vou sair, eu quero sair, mas é difícil, é muito difícil. É muito oferecimento”. (htte://jornalnacional.

globo.com/semana. jsp 03/03/2004).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Depois de realizada uma vasta pesquisa sobre algumas drogas, e com exclusividade sobre o uso indevido das drogas, o tráfico ilícito, efeitos e consequências, ficou evidente que é necessário investir mais na segurança pública, portanto requer mudanças na política de combate às drogas, pois a Lei 11.343 de 23 de agosto de 2006, não está surgindo o efeito esperado, pelo contrário está havendo um crescimento bastante acelerando do número de usuários e consequentemente o tráfico, pois muitos utilizam das vantagens para incentivar que muitas crianças e adolescentes ingresse no mundo das drogas. Com isso, discussões e aprofundamento sobre a temática deve haver.

Vimos que a sociedade clama dizendo “não a liberação das drogas”, conforme pesquisa, pois o país não está preparado para convivência com este gigante malfeitor, que nos últimos anos vem eliminando as famílias, crescendo o mercado do crime, nas últimas décadas, chegou a ultrapassar o mundo dos computadores de forma que tal mercado já passou a garantir o primeiro lugar no mercado mundial, portanto o tráfico ilícito movimenta bilhões de reais por ano.

Relatos comprovam que traficantes em geral possuem um poder superior três vezes mais que as autoridades instituídas por Lei. Portanto é de suma importância que seja reforçado a vigilância nas fronteiras através todas as instituições competentes, e podendo atribuir ao Exército, Marinha e Aeronáutica, dando poder de polícia, mesmo que não seja na amplitude, seja em casos excepcionais. Como já frisado, que o uso ilícito de drogas nos últimos anos tem aumentado num ritmo alarmente e tem ultrapassado todas as fronteiras sociais, econômicas, políticas, e nacionais. Esse aumento pode ser atribuído a vários fatores, entre os quais a falta de informações sobre os perigos a longa e curto prazo do consumo de drogas, ou caráter limitado das atividades preventiva quase inexistente em nosso país. Os problemas do uso indevido de drogas tem sido descrédito como um excesso de consciência nos jovens e uma falta de consciência entre os adultos.

A prevenção do uso indevido de drogas – mediante educação, sensibilização e ação – é fundamental para o combate ao uso indevido e de criminalidade associada à mesma. Quando uma pessoa inicia no uso indevido de drogas, a educação brinda um caminho para uma investigação e um tratamento com êxito, para sensibilizá-la sobre os riscos e perigos do uso indevidos e continuado de drogas, lhe ajuda a deixar o uso.

É público e notório que todas as policias do Brasil devem ser equiparadas de forma igual, com viaturas, armamentos e munição, bem como a remuneração tem que ser igual em todo território nacional, desta forma podem cumprir com a sua obrigação de prestar um serviço de qualidade para a sociedade, portanto é constitucional este direito de igualdade, e é necessário investir na formação dos profissionais, porém através da informação, do saber, do amplo conhecimento, pode haver uma conscientização de que a vida é o maior dom que Deus nos concedeu, deve ser vista com bons olhos e livre de um grandioso monstro chamado droga. Muitos clamam por justiça, devemos caminhar juntos, sociedade com todo o seguimento a procura de um mundo melhor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre drogas Psicotrópicas –

Universidade Federal de São Paulo, 2004 – www.cerid.epm.br.

CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto– São Paulo: Editora Gente, 2001

1ª ed., 2004, revisada e atualizada.

Htte://jornalnacional. globo.com/semana.jsp 03/03/2004.

Içami, TIBA. Anjos caídos - Editora Gente, 6ª edição.

Pesquisa de campo realizada nos 12 de junho a 12 de outubro de 2009, dentro do município de Caracol-PI.

SENADSecretaria Antidrogas, Palácio do Planalto, Anexo II-B Superior Brasília-DF, 2004 - www.senad.gov.br.

VADE MECUM. LEI nº 11.343 de23 de agosto de 2006.Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, SISNAD - Publicada no DOU de 24-8-2006, c Dec. nº

5.912, de 27-9-2006, regulamenta esta Lei.

ANEXOS

Questionário.

1 – Você acha que às drogas tem alguma ligação com violência e a criminalidade?

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________ ___________________________________________________________2 – O que você sugere para o combate ao tráfico de drogas? _______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

___________________________________________________________

3 – No tocante à política antidrogas, você acredita na eficácia da atual política?

_______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

_______________________________________________________ 4 – Contra ou a favor da liberação das drogas? Por quê?

_______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

___________________________________________________________

5 – Você acredita que uma pessoa pode abandonar o mundo das drogas (tráfico) e o usuário?

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________

___________________________________________________________ 6 – No seu ponto de vista, por que algumas pessoas usam drogas?

_______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________

  1. - Do medo – os jovens não se aproximarão das drogas se as temerem. Para se criar o medo, basta mostrar somente o lado negativo das drogas. Pode funcionar para as crianças enquanto elas acreditarem nos adultos.

  2. – Das informações cientificas – quanto mais alguém souber sobre as drogas, mais condição terá para decidir usa-las ou não. Uma informação correta pode influenciar bastante na vida de cada um.

  3. – Da legalidade – não se devem usar drogas porque elas são ilegais. Mais e as drogas legais? E as substâncias adquiridas livremente que podem ser transformadas em drogas? 4 – Do princípio moral – A droga fere os princípios éticos e morais. Esses valores entram em crise exatamente na juventude?

  1. – Do maior controle da vida dos jovens – Mais vigiados pelos pais e professores, os jovens teriam maiores dificuldades em se aproximar das drogas. Só que isso não é totalmente verdadeiro. Mas adianta proteger quem não se defende?

  2. – Do afeto – Quem recebe muito amor não sente necessidade de drogas. Fica aleijado afetivamente quem só recebe amor e não o retribui. Droga usufrui prazer sem ter de devolver nada.

  3. – Da alta estima – Quem tem alta estima não engole qualquer “imundice”. Ocorre que algumas drogas e por alguém não são consideradas “imundice”, mas “adicional” para curtir a vida.

  4. – Do esporte - Quem faz esporte não usa drogas. Não é isso o que a sociedade tem presenciado. Reis do esporte perdem sua majestade devido às drogas.

  5. – Da união dos vários caminhos – São caminhos compostos de vários outros cada qual com sua própria indicação. Cada jovem escolhe o mais correspondente para si.

  6. – Da integração relacional – contribuição para enriquecer o caminho. Neste trajeto, o jovem é uma pessoa integrada consigo mesmo (corpo e psique), com as pessoas, com as quais se relaciona (integração social) e com o ecossistema (ambiente), valorizando a disciplina, a gratidão, a religiosidade, a ética e a cidadania. Anjos caídos, içami Tiba. Editora Gente, 6ª edição.

PEDIDO DE UMA CRIANÇA

  • Não tenha medo de ser firme. Prefiro assim, Isso faz com que eu me sinta mais seguro.

  • Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo que peço. Só estou experimentando vocês.

  • Não deixe que eu adquira maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado.

  • Não me corrija com raiva nem o façam na presença de estranhos. Aprendo muito mais se falarem com calma e em particular.

  • Não me proteja das consequências dos meus erros. Às vezes, eu preciso aprender pelo caminho mais áspero.

  • Não leve muito a sério as minhas dores. Necessito delas para obter a atenção que desejo.

  • Não sejam irritantes ao me corrigir; se assim fizerem, eu provavelmente farei o contrário do que pedem.

  • Não façam promessas que não poderão cumprir, lembre-se de que isso me deixará profundamente desapontado.

  • Não ponha muito a prova a minha honestidade. Sou fácil mente tentado a dizer mentiras.

  • Não me mostrem Deus carrancudo e vingativo, isso me afastará Dele.

  • Não desconversem quando faço perguntas, senão procurarei na rua as respostas que não tive em casa.

  • Não me mostre pessoas perfeitas e infalíveis. Ficarei muito chocado quando descobrir nelas algum erro.

  • Não diga que n ao consegue me controlar. Eu julgarei que sou mais forte que vocês. - Não diga que meus termos são bobos, mas ajudem-me a compreendê-los.

  • Não me tratem como pessoa sem personalidade. Lembre-se que tenho meu próprio jeito de ser.

  • Não me aponte continuamente os defeitos das pessoas que me cercam. Isso criará em mim um espírito intolerante.

  • Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo.

Não queiram me ensinar tudo.

  • Nunca desistam de ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo.

No futuro vocês verão em mim um fruto daquilo que plantaram.

Muito obrigado, papai, mamãe, por tudo o que fizeram por mim.

Sobre o autor
José Josivan de Sousa Loiola

José Josivan de Sousa Loiola, natural de Barão de Grajaú-MA, é advogado e funcionário público. Bacharel em Direito, Teologia, História, Psicopedagogia e atualmente cursando Letras Português na Universidade Federal do Piauí, é alguém que vê nas vertentes da justiça uma forma de desinstalar o caos humano.

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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