Borotba e o Direito as Armas:

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Um dos fenômenos que ocorrem dentro de eventos catastróficos são o uso de armas muitas vezes por parte dos civis para se defenderem diante de uma eventual ameaça a sua integridade física ou daqueles que são importantes para suas vidas como suas famílias.

Todavia, as armas nem sempre são vistas positivamente por uma parcela da população, principalmente no Ocidente, onde argumentos falaciosos surgem na sociedade para que sua proibição seja ocasionada em algum momento. Foi o que aconteceu em países como no Brasil, onde o porte de arma é regido pela Lei 10.826 de dezembro de 2003, conhecida como Estatuto do desarmamento, onde no artigo 6 contém tal fragmento:

Art. 6o É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para:

I – os integrantes das Forças Armadas;

II - os integrantes de órgãos referidos nos incisos I, II, III, IV e V do caput do art. 144 da Constituição Federal e os da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP); (Redação dada pela Lei nº 13.500, de 2017)

III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei;(Vide ADIN 5538)(Vide ADIN 5948)(Vide ADC 38)

IV - os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50.000 (cinqüenta mil) e menos de 500.000 (quinhentos mil) habitantes, quando em serviço; (Redação dada pela Lei nº 10.867, de 2004)(Vide ADIN 5538)(Vide ADIN 5948)(Vide ADC 38)

V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;(Vide Decreto nº 9.685, de 2019)

VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. 51, IV, e no art. 52, XIII, da Constituição Federal;

VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais, os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias;

VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas, nos termos desta Lei;

IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas, cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo, na forma do regulamento desta Lei, observando-se, no que couber, a legislação ambiental.

X - integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário.(Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007)

XI - os tribunais do Poder Judiciário descritos no art. 92 da Constituição Federal e os Ministérios Públicos da União e dos Estados, para uso exclusivo de servidores de seus quadros pessoais que efetivamente estejam no exercício de funções de segurança, na forma de regulamento a ser emitido pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ e pelo Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP.

§ 1o As pessoas previstas nos incisos I, II, III, V e VI do caput deste artigo terão direito de portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, nos termos do regulamento desta Lei, com validade em âmbito nacional para aquelas constantes dos incisos I, II, V e VI.(Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008)

§ 1º-B. Os integrantes do quadro efetivo de agentes e guardas prisionais poderão portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação ou instituição, mesmo fora de serviço, desde que estejam: (Incluído pela Lei nº 12.993, de 2014)

I - submetidos a regime de dedicação exclusiva; (Incluído pela Lei nº 12.993, de 2014)

II - sujeitos à formação funcional, nos termos do regulamento; e (Incluído pela Lei nº 12.993, de 2014)

III - subordinados a mecanismos de fiscalização e de controle interno. (Incluído pela Lei nº 12.993, de 2014)

§ 2o A autorização para o porte de arma de fogo aos integrantes das instituições descritas nos incisos V, VI, VII e X do caput deste artigo está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do caput do art. 4o desta Lei nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008)

§ 3o A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial, à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno, nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei, observada a supervisão do Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei nº 10.884, de 2004)

§ 4o Os integrantes das Forças Armadas, das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal, bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal, ao exercerem o direito descrito no art. 4o, ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I, II e III do mesmo artigo, na forma do regulamento desta Lei.

§ 5o Aos residentes em áreas rurais, maiores de 25 (vinte e cinco) anos que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar será concedido pela Polícia Federal o porte de arma de fogo, na categoria caçador para subsistência, de uma arma de uso permitido, de tiro simples, com 1 (um) ou 2 (dois) canos, de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16 (dezesseis), desde que o interessado comprove a efetiva necessidade em requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes documentos: (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008)

I - documento de identificação pessoal;(Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)

II - comprovante de residência em área rural; e (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)

III - atestado de bons antecedentes.(Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)

§ 6o O caçador para subsistência que der outro uso à sua arma de fogo, independentemente de outras tipificações penais, responderá, conforme o caso, por porte ilegal ou por disparo de arma de fogo de uso permitido. (Redação dada pela Lei nº 11.706, de 2008)

§ 7o Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo, quando em serviço. (Incluído pela Lei nº 11.706, de 2008)

Notamos que durante os anos de 2003 onde o Estatuto do Desarmamento até o ano atual(2022), tiveram emendas e flexibilidades para certos casos e justificativas para o seu porte, por exemplo.

Do ano de 2018 no governo do presidente Bolsonaro, tiveram algumas flexibilizações para o porte de arma, mas nada comparado a real necessidade que nós brasileiros precisamos de fato, diante de uma polícia que serve somente aos interesses da elite burguesa e a criminalidade em ascensão em nosso país.

Notável que a Esquerda Sócio-Democrata está imbuída pelo slogan: nos opomos à guerra, a toda guerra em geral, e a demanda pelo desarmamento é uma expressão definitivamente clara e sem ambiguidade desse ponto de vista.

Este slogan não passa de uma mera falácia lógica, conhecida como “Espantalho”, que se trata em criar ideias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta, que na mente dos transmissores desta ideia faz parecer que precisamos abolir todas as armas, pois elas seriam as causadoras de todo o mal e assim naturalmente conquistaríamos a “paz verdadeira”, criando uma demonização sobre o conceito de armas, mas que não passam de meras falácias sem qualquer fundamento lógico, que na realidade se contrapõe ao que o socialismo científico busca.

Vladímir Ilitch Uliánov “Lênin” já provou que tal argumento se mostra falacioso nos panfletos de Junius1 onde na edição do dia 15 de Julho de 1916, publicou nos jornais o artigo Pacifismo e Social-Democracia, defendendo o pacifismo kautskista.

Os Kautskistas imbuídos pelo espírito desarmamentista e da abolição da diplomacia secreta, a Junius se ergueu contra tal fantasia ignorante, da maneira mais resoluta. A Internacional então foi compreendida de duas correntes: uma revolucionária e outra oscilando para o lado do kautskismo.

Kautskimo é uma ideologia política que diferentemente das vertentes marxistas, manifesta-se contrária à ditadura do proletariado e nega a inevitabilidade da revolução proletária. Criada pelo economista, historiador e social-democrata alemão Karl Kautsky, sendo um dos alunos diretos de Frederich Engels que após a sua morte, Kautsky foi considerado a princípio, foi considerado como o mais fiel intérprete da doutrina marxista, destacando-se dos teóricos mais eminentes da Segunda Internacional.

No início da guerra imperialista em 1914, ele teve uma visão hesitante e acabou aderindo firmemente ao reformismo, virando completamente as costas a todas as suas reivindicações revolucionárias anteriores.

Lutou contra a insurreição revolucionária do proletariado no Império Russo e contra o poder da União Soviética, criando calúnias sobre os revolucionários russos, e de um modo que os seus mais serenos amigos mencheviques não aceitavam como maneira de polemizar.

Kautsky foi de Marxista para o criador de uma das correntes do oportunismo mais perigosas para o movimento operário: O centrismo (kautskismo).

Ainda dentro da edição do dia 15 de Julho de 1916 do panfleto da Juno, onde publicou umas das posições erradas concretizada na 5ª tese do grupo “A Internacional”:

Na época (era) deste imperialismo desenfreado já não pode haver guerras nacionais. Os interesses nacionais são apenas um instrumento de mistificação, com o fim de colocar as massas trabalhadoras ao serviço do seu inimigo mortal: o imperialismo.

O início da 5ª tese, que termina com esta afirmação, é dedicado à caracterização da Primeira Guerra Mundial como guerra imperialista, Junius tem toda a razão em sublinhar a influência decisiva da “atmosfera imperialista” na guerra atual, dizendo que a Rússia está por trás da Sérvia e “o imperialismo russo está por trás do nacionalismo sérvio”, por exemplo o envolvimento dos Países Baixos na guerra também seria imperialista, porque em primeiro lugar defenderá as suas colônias e, em segundo lugar, será aliado de uma das alianças imperialistas. Isso é indiscutível no que diz respeito à Primeira Guerra Mundial.

O erro pode ser encontrado no exagero desta verdade, evitar as exigências da concretização do marxismo, amplia a avaliação da Primeira Guerra para todas as guerras possíveis sob o domínio imperialista e esquecer o movimento nacional contra o imperialismo.

Claro que seria uma pena se a “esquerda” fosse indiferente à teoria do marxismo quando a criação da Terceira Internacional só era possível com base no marxismo vergonhoso. Mas no plano político prático, esse erro também é muito prejudicial: deduzem dele a propaganda absurda do “desarmamento”, porque dizem que não há outra guerra que não a guerra reacionária, a indiferença reacionária.

Logo notamos que Lênin, notou as incoerências materiais sobre a propaganda feita pelo centrismo kautskista, diante de uma propaganda incoerente sobre a Primeira Guerra Mundial e o Propaganda do Desarmamento.

O Desarmamento é o ideal do Socialismo, não haverão mais guerras quando as nações forem socialista, mas esperar que o socialismo não seja alcançado sem uma revolução social e ditadura do proletariado não é um socialista, exatamente foi isso que Vladimir Lênin disse na edição “Sbornik Sotsial-Demokrata No. 2, Dezembro 1916.”

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Nesta mesma edição, ainda falou: Colocar “desarmamento” no programa equivale amplamente a fazer uma declaração como: nos opomos ao uso de armas. Há tão pouco marxismo nisso quanto teria em dizer: somos contra a violência!

Ditadura é um estado de poder baseado diretamente na violência, a violência não remete ao punho ou porrete, mas às tropas. Colocar o desarmamento, como os kautskistas queriam, era criar um revisionismo e seguir uma corrente oportunista da pior espécie possível, pois isso é contra tudo que o Socialista verdadeiramente acredita e ao longo deste texto, notaremos diversos contextos que se reafirma o uso do armamento, para alcançar a revolução e como na Ucrânia, o Borotba de forma castrado pelo Estado burguês ucraniano, deixou de formar uma vanguarda revolucionária, que poderia ter impedido o golpe da Euromaidan e ascensão do Imperialismo Ocidental na Ucrânia nos anos de 2014-2021 e a presença do imperialismo Russo em Donbass que ameaça o território Ucraniano.

O argumento que era usado pelos kautskistas para defender o “desarmamento” era que: “É destinada aos atuais governos das grandes potências imperialistas, é do mais vulgar oportunismo, é pacifismo burguês, que na verdade – a despeito das “boas intenções” dos sentimentais kautskistas – serve para distrair os trabalhadores da luta revolucionária.”2

Essa defesa imbuída de falácias lógicas, procurava atingir os operários com o ideal de que os governos burgueses imperialistas não são conectados uns aos outros por milhares de fios do capital financeiro, por dezenas ou centenas de tratados secretos correspondentes(Que abre caminho para uma guerra imperialista).

Este é o mesmo ideal que ilude de forma total a esquerda ocidental atual, mesmo sendo um argumento defendido pelo centrismo europeu alemão do início do Século XX e já tendo sido desmascarado por Vladimir Lênin, tal defesa ainda se mostra evidente nos dias de hoje, com o objetivo de castrar as ferramentas do proletariado, com a falsa ilusão de que não haverá uma guerra imperialista, algo que se mostrou ao longo do século XX e XXI, uma pura mentira, com conflitos como o da atual Ucrânia.

Lênin rebate essa defesa dizendo:

Uma classe oprimida que não se empenha em aprender a usar armas, a adquirir armas, merece apenas ser tratada apenas como escrava. Não podemos, a menos que tenhamos nos tornado pacifistas ou oportunistas burgueses, esquecer que estamos vivendo numa sociedade de classes da qual não há saída, nem pode haver, salvo pela luta de classes e destruição do poder da classe dominante.

Ou seja, o instrumento dos oprimidos deve ser principalmente as armas, pois o seu opressor contará com tropas e armas extremamente avançadas, como notamos nas atuais guerras, com DRONES Bombas que podem no futuro tornar os blindados como um equipamento obsoleto e as Guerras Cibernéticas que são usadas principalmente pela Rússia, EUA e Irsael, e demonstrou ser extremamente eficaz.

Logo, se a classe oprimida não aprender a usar armas e ter elas em mãos para suas defesas pessoais, por meio de uma desculpa pacifista pregada por oportunistas, negaremos que vivemos em uma sociedade de classes de qual não existe uma saída, se não à revolução e a luta de classes.

Os “revolucionários” sócio-democratas, insistem em exigir o desarmamento, isso é equivalente ao completo abandono da perspectiva da luta de classes, à renúncia de todo pensamento revolucionário, por estes motivos, a Sócio-Democracia se trata de uma ideologia pseudorevolucionária, oportunista e revisionista, que tem por objetivo a deturpação e abandono da luta de classes e do socialismo científico, não esquecer que a sociedade capitalista é e sempre foi terror sem fim.

A Guerra Reacionária, não por muito deve ser temida, pois cair em desespero pelo seu lema de “Um fim Terrível” é o objetivo das nações imperialistas, por isso que o “desarmamento” deve ser fortemente combatido, pois ele mostra nada mais que o desespero, pois a própria burguesia está pavimentando o caminho para a única guerra legítima e revolucionária, a guerra civil contra o seu imperialismo.

Lênin dentro desta edição ainda diz: Os defensores do desarmamento desaprovam a cláusula sobre a “nação armada” no programa porque, também, ela facilmente leva, alegam, as concessões ao oportunismo.

O oportunismo reconhecido se opõe abertamente à revolução e aos movimentos revolucionários novos e emergentes. Tem alianças diretas com o governo, por mais diversas que sejam essas alianças, desde a aceitação de cargos em vários ministérios até a participação em conselhos militares-industriais. Ou seja, os kautskistas, são muito mais nocivos e perigosos para o movimento operário, porque escondem sua defesa da aliança com os oportunistas abertos sob o verniz do falso marxismo, com plausíveis clichês e slogans pacifistas.

Logo, a sócio-democracia, que segue um ideal perverso como o kautskista deve ser fortemente combatido, pois o seu avanço ao movimento operário, é perigoso, com slogans pomposos, falaciosos e pacifistas, que pregam o falso ideal do marxismo e torna a luta de classe, impossível dentro de uma sociedade, tornando a classe oprimida escrava dos opressores.

Justicia, a inteligência artificial do Jus Faça uma pergunta sobre este conteúdo:

Pois bem, fique claro que a Sócio-Democracia é uma farpa no dedo da Classe Operária que deve ser imediatamente retirada e que seus slogans são desesperadores e perigosos, além de falaciosos, mas uma “Fake News” que surgiu ao longo da história e é propagada pela boca dos pseudosintelectuais é de que o Socialismo proíbe o desarmamento para impedir que sua população se revolte contra um sistema “ditatorial e opressor”, citando principalmente a China como exemplo.

Claro que só os argumentos apresentados até agora, mostraram ser somente uma falácia lógica explanada pelos pseudosintelectuais, Presidente Mao Tsé Tung disse em uma de suas frases mais célebres:“Sem um exército popular, o povo não tem nada.” A Calúnia feita contra a China Popular Revolucionária, será desmascarada, para reforçar também a ideia de que a vanguarda revolucionária desarmada da Ucrânia foi decisiva para expansão do imperialismo russo e ocidental.

Duas das citações mais usadas por aqueles que dizem que qualquer um que apoie o controle de armas com argumentos racionais (embora incorretos) é retratado como comunista, se nota pela organização Western Missouri Shooters Alliance que citou no jornal La Raza:

“A China estabeleceu o controle de armas em 1935. De 1948 a 1952, 20 milhões de dissidentes políticos, incapazes de se defender, foram exterminados por seu próprio governo.”3

E “Onde o controle de armas leva”, Hal Lindsay, WorldNetDaily:

“Depois da tomada comunista, de 1948 a 1952, 20 milhões de chineses, incapazes de se defender, foram assassinados.”4

Essas “afirmações” são repetidas diariamente pelos defensores do armamento anticomunistas, mas suas fontes não são fornecidas. Elas são citações baseadas em nada. “Pessoas supostamente morreram de fome”, se as pessoas tivessem armas ou não, não faria diferença, as armas não fariam comida aparecer de repente.

No entanto, o propagador originário destes dados de que a China revolucionária proibiu a posse de armas, é da organização “Judeus Para a Preservação da Propriedade da Arma de Fogo” que em 2002 publico: “Carta de Genocídio” listando todas as pessoas que supostamente foram mortas por falta de armas.5

Primeira coisa que pode ser notada pela “lista” é que ela se refere a três períodos diferentes da era revolucionária. Então magicamente aparece o número dos “perseguidos e mortos”(20 a 35 milhões de chineses) pela ausência de armas.

A organização então listou duas leis apresentadas pelo governo revolucionário chinês: Lei de 20 de fevereiro de 1951, Lei de 22 de outubro de 1957. Em local algum você consegue encontrar algo sobre elas. Logo se presume a procedência destas tais leis.

Se estes atos fossem verossímeis, que ultrapassam o nível de vítimas do holocausto multiplicado por cinco, haveriam menções, citações e fontes inesgotáveis para dar embasamento as informações defendidas pela organização, não há, literalmente, uma única menção desses Atos é em referência a esta lista, nem mesmo em grupos anticomunistas.

Um artigo escrito por Huan Zhu na Universidade do Kansas, sobre Política de Controle de Armas nos Estados Unidos e na China diz:

“Após o estabelecimento da República Popular da China, houve três leis ou regulamentos especiais emitidos sobre o controle de armas de fogo, que são Medidas Temporárias de Controle de Armas de Fogo (1952), Medidas da República Popular da China para o Controle de Armas de Fogo ( 1981), e Lei da República Popular da China sobre Controle de Armas (1996) (doravante referida como Lei sobre Controle de Armas).”

Está é literalmente a única fonte acadêmica que cita as tais “leis” e uma extra. Porém, na tentativa de criticar a China Popular Revolucionária, apenas serviu de defesa, pois apenas uma delas realmente ocorreu durante o período revolucionário. Os outros dois foram transformados em lei quando a restauração do capitalismo começou.

Ou seja, a alegação de que o presidente Mao Tsé Tung ou o comunismo tirou as armas das pessoas é inventada, não há nenhum vestígio material de controle de armas no período revolucionário, no entanto, há um controle muito estrito sob o capitalismo.

No contexto de quando os chineses estavam combatendo o domínio japonês, os comunistas deram armas às pessoas para se defenderem e atacarem aqueles que lhes faziam mal. Na era revolucionária as pessoas estavam armadas, as pessoas levavam suas armas para o trabalho, para finalizar, deixarei outra frase célebre do presidente Mao: “O poder político nasce do cano de uma arma.”

Concluímos então que é ilógico o argumento defendido pelos sócio-democratas sobre o “Desarmamento” e o mito de que o Socialismo é contra o desarmamento, então podemos analisar o contexto da Ucrânia.

A Ucrânia desde que se separou da União Soviética Capitalista nos anos 90, tomou medidas imprudentes e uma delas foi o seu desarmamento, pois em uma sociedade capitalista burguesa, diferente do que os sócio-democratas pregam, eles controlarão as massas oprimidas para não poderem se defender e notamos isso quando vemos os crimes que a extrema-direita neonazista fez com as minorias na Ucrânia em Donbass.

Para os socialistas um dos principais motivos para serem a favor do armamento é a luta contra a extrema-direita.6 O que aconteceu com a Ucrânia pós o golpe da Euromaidan, foi exatamente o que muitos socialistas advertiram ao longo da história, milícias de direita se armarem contra os comunistas, fundado suas CCC’s(Comando de Caça aos Comunistas), que se notou quando o Borotba se posicionou contra as ações que foram tomadas na Euromaidan, eles foram atacados pela extrema-direita ucraniana.7

Não só isso, toda organização socialista revolucionária necessita da massa popular para que possa existir então uma vanguarda revolucionária contra a opressão da burguesia e de grupos de extrema direita. Porém, em 22 de fevereiro de 2014 é que os nacionalistas de extrema direita receberam muito poder e controle sobre importantes ministérios e agências, incluindo defesa, anticorrupção e segurança nacional, educação, agricultura e meio ambiente, bem como o gabinete do Procurador-Geral da Ucrânia.8 Logo o Estado reacionário burguês da Ucrânia, se aproveitou da ausência da vanguarda popular revolucionária, para fortalecer a extrema-direita e garantir sua estabilidade política diante de uma revolução socialista, que o Borotba havia pedido em fevereiro daquele mesmo ano.9

Notamos então que a Ucrânia sendo um dos países que mais proibiu não só o direito a arma, como também seu porte, sendo necessário uma justificativa (como prática de esporte de tiro ou ameaça comprovada) a armas longas e para armas curtas, elas são proibidas com exceções ou proibida na prática(Poucos portes são emitidos).

Armas de mão são ilegais, exceto para tiro ao alvo, aqueles que possuem licenças de porte ocultas e armas de mão concedidas por serviço.10 Licenças de porte oculto estão disponíveis, mas normalmente não são emitidas a menos que uma ameaça à vida esteja presente e possa ser comprovada.11

Logo, notamos que seu controle é no mesmo nível do Brasil para pior, sendo o 88º país mais armado do mundo per capita, nós somos o número 97 de cerca de 230 países. Se levarmos a consideração a nível mundial, não parece ser uma “péssima” posição, porém quando notamos a nível continental, a Ucrânia é um dos países com menos armamento per capita da Europa, com países como Bulgária, Bielorrússia, Irlanda e etc.

Legalmente existem cerca de 892.854 armas de fogo registradas na Ucrânia em 31 de julho de 2018, segundo a Polícia Nacional da Ucrânia.12 Porém a sua maioria esmagadora é ilegal, com mais de 3.569.000 armas de fogo, segundo a Small Arms Survey, ou seja, quatro vezes mais que as armas legais.

Notamos que a tentativa de desarmar a população não ocorreu da melhor maneira e a posição, sendo que após a invasão da Rússia na Ucrânia, a lei do desarmamento da Ucrânia sofreu a maior flexibilização já vista, com cidadãos tendo o direito de portar armas fora de suas casas para fins de legítima defesa.13

Essa é a prova cabível de que as leis do Estado Reacionário Burguês só servem como ferramenta das classes dominantes contra as oprimidas, onde ao longo de 2014-2021, financiaram e armaram grupos neonazistas, castraram totalmente a população ucraniana de terem acesso as armas de maneiras legais, levando em consideração que existe hoje mais de 44,13 milhões sendo que dessas, apenas 892 mil pessoas tem acesso a uma arma registrada, entre eles militares, seguranças e etc. Sendo que os civis é a minoria, que optam pelas vias ilegais, provenientes da necessidade básica de defesa, onde não podem confiar em um Estado que age pelos seus próprios interesses e principalmente, diante da Guerra do Leste Ucraniano, onde muitos rebeldes se armaram diante dos neonazistas ucranianos e do Governo Burguês que os financiam.

Agora em 2022, a sua liberação veio com puro objetivo da defesa desesperada do governo Zelensky de garantir a sua posição como chefe do executivo, propagando slogans vitimistas de ser um oprimido do imperialismo russo e que o combate deve ser feito até mesmo por civis, onde deu armas para eles se defenderem.14

Logo vemos a incoerência material, do desarmamento aqui, pois em momentos de desespero da burguesia, usarão os civis que antes eram proibidos de exercerem seus direitos da posse de arma, para defender o estado reacionário diante de um inimigo, possa ele ser o Borotba em 2014 onde o governo financiou e absorveu as milícias neonazistas as suas forças armadas, garantindo armamento de melhor qualidade possível, como no atual conflito, onde civis de todas as idades estão defendendo um Estado protofascista contra a ameaça do imperialismo russo.

Logo, a citação de Lênin sobre a classe oprimida que não se empenha em aprender a usar armas, a adquirir armas, merece apenas ser tratada apenas como escrava, se mostra mais atual do que imaginamos.

Se a resistência popular ucraniana tivesse sido resguardada por este ideal, talvez o golpe da Euromaidan não tivesse acontecido, mas sim uma Revolução Socialista, contra os governos imperialistas que ousam tomar a Ucrânia para seus próprios interesses, destruindo as massas populares oprimidas, tornando-as escravas.


  1. https://www.marxists.org/portugues/lenin/1916/07/junius.htm

  2. https://www.marxists.org/portugues/lenin/1916/10/90.htm#r2

  3. https://www.wmsa.net/news/LaRaza/030623_gun_control_history.htm

  4. https://www.wnd.com/2007/04/41225/

  5. https://maoistrebelnews.files.wordpress.com/2011/10/chinese-gun-control.jpg

  6. http://elcoyote.org/5-razoes-do-porque-a-esquerda-deve-querer-a-liberacao-de-armas/

  7. http://www.liva.com.ua/not-my-war.html

  8. http://truth-out.org/opinion/item/23656-popular-rebellion-deepens-in-eastern-and-southern-ukraine-as-nato-and-rightist-government-in-kiev-step-up-attacks

  9. http://borotba.su/communique_4_of_the_borotba_union_and_centre_of_anti-fascist_resistance1.html

  10. https://zakon.rada.gov.ua/laws/show/z0637-98#Text

  11. http://www.gunpolicy.org/firearms/region/cp/ukraine

  12. https://warsawinstitute.org/ukrainians-getting-armed/

  13. https://www.reuters.com/world/europe/ukraine-mps-vote-give-permission-civilians-carry-firearms-2022-02-23/

  14. https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60529299

Sobre o autor
César Alexandre da Silva Aprile

Sou César Alexandre da Silva Aprile, formado em História Licenciatura pela Universidade Cidade de São Paulo(UNICID) e pós-graduado em Psicopedagogia, pela mesma instituição. Como Historiador, tenho como tema de pesquisa a História Social com ênfase nos Estados Unidos da América, e como Pedagogo, parto da linha de pesquisa do Uso da Gamificação como

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