METODOLOGIA
A metodologia é um dos elementos mais complexos do Projeto de Pesquisa, neste momento o pesquisador deverá descrever todas as ações tomadas para que o trabalho seja concluído.
Deve estabelecer desde os delineamentos quanto à motivação do estudo, se pretende aprofundar um conhecimento a fim de se especializar, ou se há um problema concreto o qual deseja propor uma solução.
Quais as abordagens que adotará para confirmar suas hipóteses, caso opte por pesquisa qualitativa no caso de pretender compreender determinado fenômeno a partir da visão de um indivíduo ou grupo de indivíduos. Caso queira analisar dados quantitativos que comprovem suas suposições, a pesquisa será quantitativa. E no caso de empregar variáveis quantitativas e qualitativas, empregando os métodos como complementares entre si, a pesquisa será quali-quantitativa.
Quanto aos objetivos propostos, a pesquisa será:
A pesquisa é exploratória quando o objetivo envolve temas inovadores, os quais ainda não possuem fronteiras delimitadas e apresenta muitas lacunas para serem preenchidas, não há o emprego de métodos rigorosos de pesquisa, o principal método empregado é a revisão de literatura, pesquisa documental e/ou outros métodos que sejam flexíveis.
A pesquisa descritiva ocorre quando os objetivos da pesquisa é descrever as qualidades do objeto de estudo, relacionando os elementos e as variáveis, adotando técnicas de pesquisa como o questionário e técnicas de observação.
A pesquisa explicativa é caracterizada quando os objetivos da pesquisa tem a intenção de esclarecer fatores que levam a ocorrência de um fenômeno (objeto de estudo).
Para a melhor compreensão do estudo, é necessário estabelecer o delineamento da pesquisa, como será estruturada a análise, se é o estudo de um único caso será estudo de caso. Caso se embase em uma revisão bibliográfica, será uma pesquisa bibliográfica. Em caso do pesquisador se envolver com o estudo a fim de mudar uma dada realidade, a pesquisa será denominada de Pesquisa Ação.
Por fim, há de se identificar quais as técnicas a serem empregadas na coleta de dados, por exemplo: levantamento bibliográfico, aplicação de questionário com questões abertas, entrevista estruturada.
No quadro 1 há algumas contribuições para o desenvolvimento da metodologia, contudo, não são estanques. Há diversos autores que poderão contribuir para o delineamento do elemento Metodologia, obrigatório no Projeto de Pesquisa (2020) e também no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC 2021).
REFERÊNCIAS
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo, Atlas, 2002. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
POLIT, Denise F.; BECK, Cheryl Tatano; HUNGLER, Bernadette P. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização. Trad. Ana Thorell. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.
BITTAR, B.E. C. Metodologia da pesquisa jurídica: teoria e prática da monografia para concursos de direito. 14. Ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2015. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788547204143/. Acesso em: 17 Maio 2020.
APOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. 2. Ed. São Paulo: Grupo GEN, 2011. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522466153/. Acesso em: 17 Maio 2020.
Quadro 1 – Classificações possíveis para a pesquisa científica.
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| Qualitativa | Quantitativa | Quali-Quantitativa, Mista ou Combinada |
Relações (naturalista) Variáveis não mensuráveis |
Relação matemática Positivista Reducionista | Segundo Gil (2019), quando a pesquisa se dedica a compreender seu objeto por múltiplas abordagens pode ser classificada como pesquisa de métodos mistos. Minayo e Sanches (1993, p. 247) utilizam a denominação pesquisa quali-quantitativa, afirmando que embora as abordagens qualitativas e quantitativas sejam distintas, não há rupturas, mas complementaridades. |
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Fonte: Pupim (2020).
A pesquisa etnográfica
[...] concentra-se na cultura de um grupo de pessoas. Os pesquisadores etnográficos podem estudar tanto as culturas amplamente definidas (por exemplo, a cultura de uma vila na Samoa), no que é algumas vezes denominado macroetnografia, quanto às culturas mais delimitadas (por exemplo, cultura dos abrigos para os sem-teto) em uma microetnografia [...]O alvo de um etnógrafo é aprender (mais do que estudar) a partir de um grupo cultural. (POLIT;BECK; HUNGLER, 2004, p.206).
Busca revelar o conhecimento tácito e para isso desenvolve trabalho de campo extensivo. Busca 3 tipos de informação: o comportamento cultural, artefato cultural e fala cultural, com uso de várias técnicas de coleta de dados. (POLIT;BECK; HUNGLER, 2004, p.206).
Para Gil (1999, p.46), a pesquisa participante possui um viés empírico, a crítica diz que os recursos empregados são altos para obtenção de conhecimento não distante do senso comum. É a pesquisa onde o pesquisador e os pesquisados estão próximos, envolvidos em forma de cooperação ou colaboração. (THIOLLENT, 1985,a apud GIL, 1999, p.46)
Já a pesquisa ação também apresenta viés empírico, sofre as mesmas críticas, porém a diferença é a participação ativa dos pesquisados, de forma a transformar a realidade encontrada no início da pesquisa, como forma de estimular a autoconfiança dos grupos. (BORBA, 1983, apud GIL, 1999, p. 47).
O estudo de caso conforme Gil (1999, p. 72), é um estudo aprofundado buscando a exaustão de informações sobre um (ou mais de um) objeto de pesquisa. Quando os objetos de pesquisa são dois ou mais, chama-se estudo de casos múltiplos. Embora receba críticas da comunidade científica, tem sido muito útil. (GIL, 1999, 73).
O método de análise de conteúdo “[...] permite analisar o conteúdo de livros, revistas, jornais, discursos, películas cinematográficas, propaganda de rádio e televisão, slogans, etc.” (MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 117). Na área da saúde a análise de conteúdo é constantemente aplicada ao discurso coletado com os participantes de pesquisas.
A pesquisa bibliográfica, também chamada pesquisa de fontes secundárias, busca resgatar toda a bibliografia existente sobre o objeto do estudo. Abrange jornais, revistas, livros, teses, dissertações e audiovisuais como filmes. Sua proposta é permitir o pesquisador a compreender o tema em sua totalidade.
A pesquisa documental assemelha-se à pesquisa bibliográfica sendo que a diferença entre elas é o tipo de documento, na bibliográfica são utilizados livros, artigos de periódicos, sendo que na documental os documentos são inéditos, não sofreram análise de nenhuma outra pessoa. (GIL, 1999, p.66)
Como o próprio nome já informa, a pesquisa experimental, envolve experimentos, indicado para testar causa e efeito. Requer manipulação, controle e randomização (diferente da quase-experimental, que pode não apresentar o grupo de controle e a randomização). Indivíduos que participam do experimento comporão 2 grupos: o experimental (estímulo) e controle (condições normais).(GIL, 1999)
Na pesquisa de campo o objeto da pesquisa é estudado onde ocorre, a coleta de dados é efetuada no próprio ambiente em que o objeto se encontra, sem intervenção ou manuseio por parte do pesquisador (SEVERINO, 2007, p.123). Para sua realização é necessário a pesquisa bibliográfica (MARCONI; LAKATOS, 2010).