Importância da metodologia

17/10/2023 às 15:21

Resumo:


  • A metodologia é um dos elementos mais complexos do Projeto de Pesquisa, envolvendo a descrição das ações para concluir o trabalho.

  • Deve estabelecer os delineamentos, abordagens adotadas e objetivos propostos para confirmar hipóteses.

  • É necessário definir o delineamento da pesquisa, técnicas de coleta de dados e contribuições de diversos autores.

Resumo criado por JUSTICIA, o assistente de inteligência artificial do Jus.

METODOLOGIA

A metodologia é um dos elementos mais complexos do Projeto de Pesquisa, neste momento o pesquisador deverá descrever todas as ações tomadas para que o trabalho seja concluído.

Deve estabelecer desde os delineamentos quanto à motivação do estudo, se pretende aprofundar um conhecimento a fim de se especializar, ou se há um problema concreto o qual deseja propor uma solução.

Quais as abordagens que adotará para confirmar suas hipóteses, caso opte por pesquisa qualitativa no caso de pretender compreender determinado fenômeno a partir da visão de um indivíduo ou grupo de indivíduos. Caso queira analisar dados quantitativos que comprovem suas suposições, a pesquisa será quantitativa. E no caso de empregar variáveis quantitativas e qualitativas, empregando os métodos como complementares entre si, a pesquisa será quali-quantitativa.

Quanto aos objetivos propostos, a pesquisa será:

A pesquisa é exploratória quando o objetivo envolve temas inovadores, os quais ainda não possuem fronteiras delimitadas e apresenta muitas lacunas para serem preenchidas, não há o emprego de métodos rigorosos de pesquisa, o principal método empregado é a revisão de literatura, pesquisa documental e/ou outros métodos que sejam flexíveis.

A pesquisa descritiva ocorre quando os objetivos da pesquisa é descrever as qualidades do objeto de estudo, relacionando os elementos e as variáveis, adotando técnicas de pesquisa como o questionário e técnicas de observação.

A pesquisa explicativa é caracterizada quando os objetivos da pesquisa tem a intenção de esclarecer fatores que levam a ocorrência de um fenômeno (objeto de estudo).

Para a melhor compreensão do estudo, é necessário estabelecer o delineamento da pesquisa, como será estruturada a análise, se é o estudo de um único caso será estudo de caso. Caso se embase em uma revisão bibliográfica, será uma pesquisa bibliográfica. Em caso do pesquisador se envolver com o estudo a fim de mudar uma dada realidade, a pesquisa será denominada de Pesquisa Ação.

Por fim, há de se identificar quais as técnicas a serem empregadas na coleta de dados, por exemplo: levantamento bibliográfico, aplicação de questionário com questões abertas, entrevista estruturada.

No quadro 1 há algumas contribuições para o desenvolvimento da metodologia, contudo, não são estanques. Há diversos autores que poderão contribuir para o delineamento do elemento Metodologia, obrigatório no Projeto de Pesquisa (2020) e também no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC 2021).

REFERÊNCIAS

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo, Atlas, 2002. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

POLIT, Denise F.; BECK, Cheryl Tatano; HUNGLER, Bernadette P. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização. Trad. Ana Thorell. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

BITTAR, B.E. C. Metodologia da pesquisa jurídica: teoria e prática da monografia para concursos de direito. 14. Ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2015. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788547204143/. Acesso em: 17 Maio 2020.

APOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. 2. Ed. São Paulo: Grupo GEN, 2011. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522466153/. Acesso em: 17 Maio 2020.

Quadro 1 – Classificações possíveis para a pesquisa científica.

CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA quanto à motivação

Pesquisa Básica, Pura ou Fundamental

Pesquisa Aplicada

Aquela que procura a ampliação dos conhecimentos teóricos, sem a preocupação de sua utilização na prática.

Caracteriza-se pelo interesse prático, importa que os resultados sejam aplicados ou utilizados de imediato, geralmente visa a solução de um problema que ocorre na realidade do tema estudado.

CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA quanto à abordagem

Qualitativa Quantitativa Quali-Quantitativa, Mista ou Combinada

Opiniões e sentimentos, nasce da necessidade de compreender o outro.

Relações (naturalista) Variáveis não mensuráveis

Relação matemática Positivista Reducionista Segundo Gil (2019), quando a pesquisa se dedica a compreender seu objeto por múltiplas abordagens pode ser classificada como pesquisa de métodos mistos. Minayo e Sanches (1993, p. 247) utilizam a denominação pesquisa quali-quantitativa, afirmando que embora as abordagens qualitativas e quantitativas sejam distintas, não há rupturas, mas complementaridades.

CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA quanto aos objetivos

Exploratório

Explicativa

Descritiva

Levanta aspectos, delimitando campos de estudo. Consiste a 1. Etapa de investigação mais ampla.

Exemplos são levantamento bibliográfico e documental, entrevistas não padronizadas e estudo de caso. (GIL,

2002, p. 41)

Identifica os fatores que contribuem para a ocorrência de determinado fenômeno, é o tipo que mais aprofunda no conhecimento da realidade, busca a razão, o porquê das coisas, mais complexa. Geralmente é decorrente de

uma descritiva. (GIL, 2002, p. 42)

Descreve as características de determinada população ou fenômeno, são inúmeros os estudos que podem ser

caracterizados como descritivos.(GIL, 2002, p. 42)

MÉTODOS DE PESQUISA maneiras de se construir a pesquisa

Pesquisa Etnográfica

Pesquisa Participante

Pesquisa Ação

Estudo de caso

Análise de conteúdo

Pesquisa Bibliográfica

Pesquisa Documental

Pesquisa Experimental

Pesquisa de Campo:

concentra-se na cultura de um grupo de pessoas.[...] O alvo de um etnógrafo é aprender (mais do que estudar) a partir de um grupo cultural” Busca revelar o conhecimento tácito e para isso desenvolvem trabalho de campo extensivo. Buscam 3 tipos de informação: o comportamento cultural, artefato cultural e fala cultural. Utiliza várias técnicas de coleta de dados. (POLIT;BECK; HUNGLER, 2004, p.206).

Pesquisa Participante: Viés empírico, a crítica diz que os recursos empregados são altos para obtenção de conhecimento não distante do senso comum. (GIL, 1999, p.46). É a pesquisa onde o pesquisador e os pesquisados estão próximos, envolvidos em forma de cooperação ou colaboração. (THIOLLENT, 1985,a apud GIL, 1999, p.46)

Pesquisa Ação: Também de viés empírico, sofre as mesmas críticas, porém a diferença é a participação ativa dos pesquisados, de forma a transformar a realidade encontrada no início da pesquisa, como forma de estimular a autoconfiança dos grupos. (BORBA, 1983, apud GIL, 1999, p. 47).

Estudo de caso: Segundo Gil (1999, p. 72) estudo de caso é um estudo aprofundado buscando a exaustão de informações sobre um (ou mais de um) objeto de pesquisa. Quando os objetos de pesquisa são dois ou mais, chama- se estudo de caso múltiplos. Também recebe críticas da comunidade científica, mas tem sido muito usado. (GIL,

1999, 73).

Análise de conteúdo: “Essa técnica permite analisar o conteúdo de livros, revistas, jornais, discursos, películas cinematográficas, propaganda de rádio e televisão, slogans, etc.” (MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 117). Na área da saúde a análise de conteúdo é constantemente aplicada ao discurso coletado com os participantes de pesquisas.

Pesquisa Bibliográfica: Também chamada pesquisa de fontes secundárias, busca resgatar toda a bibliografia existente sobre o objeto do estudo. Abrange jornais, revistas, livros, monografias, teses, dissertações e materiais audiovisuais como filmes, etc. Sua proposta é possibilitar o pesquisador a compreender o tema em sua totalidade.

Pesquisa Documental: Assemelha-se à pesquisa bibliográfica sendo que a diferença entre elas é o tipo de documento, na bibliográfica são utilizados livros, artigos de periódicos, onde a contribuição é feita por outros autores, sendo que a documental os documentos são inéditos, não sofreram análise de nenhuma outra pessoa.

(GIL, 1999, p.66)

Pesquisa Experimental, envolve experimentos, indicados para testar causa e efeito. Requer manipulação, controle e randomização (diferente da quase- experimental, que pode não apresentar o grupo de controle e a randomização) Indivíduos que participam do experimento componham 2 grupos: o experimental (estímulo) e controle (condições normais).(GIL, 1999)

Pesquisa de Campo: O objeto da pesquisa é estudado onde ocorre, a coleta de dados é efetuada no próprio ambiente em que o objeto se encontra, sem intervenção ou manuseio por parte do pesquisador. (SEVERINO, 2007, p.123)

Para sua realização é necessário a realização de uma pesquisa bibliográfica de embasamento. (MARCONI;

LAKATOS, 2010)

TÉCNICAS DE PESQUISA ferramentas para a coleta de dados

Levantamento bibliográfico:

Em livros, artigos, teses, dissertações.

Pesquisa Documental:

Em arquivos, boletins de ocorrência, processos, jurisprudências

Entrevista:

-Estruturada

-Não estruturada

História de vida

Observação

Questionário:

- questões abertas

-questões fechadas

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Fonte: Pupim (2020).

A pesquisa etnográfica

[...] concentra-se na cultura de um grupo de pessoas. Os pesquisadores etnográficos podem estudar tanto as culturas amplamente definidas (por exemplo, a cultura de uma vila na Samoa), no que é algumas vezes denominado macroetnografia, quanto às culturas mais delimitadas (por exemplo, cultura dos abrigos para os sem-teto) em uma microetnografia [...]O alvo de um etnógrafo é aprender (mais do que estudar) a partir de um grupo cultural. (POLIT;BECK; HUNGLER, 2004, p.206).

Busca revelar o conhecimento tácito e para isso desenvolve trabalho de campo extensivo. Busca 3 tipos de informação: o comportamento cultural, artefato cultural e fala cultural, com uso de várias técnicas de coleta de dados. (POLIT;BECK; HUNGLER, 2004, p.206).

Para Gil (1999, p.46), a pesquisa participante possui um viés empírico, a crítica diz que os recursos empregados são altos para obtenção de conhecimento não distante do senso comum. É a pesquisa onde o pesquisador e os pesquisados estão próximos, envolvidos em forma de cooperação ou colaboração. (THIOLLENT, 1985,a apud GIL, 1999, p.46)

Já a pesquisa ação também apresenta viés empírico, sofre as mesmas críticas, porém a diferença é a participação ativa dos pesquisados, de forma a transformar a realidade encontrada no início da pesquisa, como forma de estimular a autoconfiança dos grupos. (BORBA, 1983, apud GIL, 1999, p. 47).

O estudo de caso conforme Gil (1999, p. 72), é um estudo aprofundado buscando a exaustão de informações sobre um (ou mais de um) objeto de pesquisa. Quando os objetos de pesquisa são dois ou mais, chama-se estudo de casos múltiplos. Embora receba críticas da comunidade científica, tem sido muito útil. (GIL, 1999, 73).

O método de análise de conteúdo “[...] permite analisar o conteúdo de livros, revistas, jornais, discursos, películas cinematográficas, propaganda de rádio e televisão, slogans, etc.” (MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 117). Na área da saúde a análise de conteúdo é constantemente aplicada ao discurso coletado com os participantes de pesquisas.

A pesquisa bibliográfica, também chamada pesquisa de fontes secundárias, busca resgatar toda a bibliografia existente sobre o objeto do estudo. Abrange jornais, revistas, livros, teses, dissertações e audiovisuais como filmes. Sua proposta é permitir o pesquisador a compreender o tema em sua totalidade.

A pesquisa documental assemelha-se à pesquisa bibliográfica sendo que a diferença entre elas é o tipo de documento, na bibliográfica são utilizados livros, artigos de periódicos, sendo que na documental os documentos são inéditos, não sofreram análise de nenhuma outra pessoa. (GIL, 1999, p.66)

Como o próprio nome já informa, a pesquisa experimental, envolve experimentos, indicado para testar causa e efeito. Requer manipulação, controle e randomização (diferente da quase-experimental, que pode não apresentar o grupo de controle e a randomização). Indivíduos que participam do experimento comporão 2 grupos: o experimental (estímulo) e controle (condições normais).(GIL, 1999)

Na pesquisa de campo o objeto da pesquisa é estudado onde ocorre, a coleta de dados é efetuada no próprio ambiente em que o objeto se encontra, sem intervenção ou manuseio por parte do pesquisador (SEVERINO, 2007, p.123). Para sua realização é necessário a pesquisa bibliográfica (MARCONI; LAKATOS, 2010).

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