Princípios de Yogyakarta sobre orientação sexual

23/02/2024 às 12:07

Resumo:


  • Os Princípios de Yogyakarta são um documento sobre direitos humanos nas áreas de orientação sexual e identidade de gênero.

  • São um conjunto de 29 Princípios que abordam a questão da orientação sexual e identidade de gênero, sendo diretrizes e recomendações para os Estados membros adotarem em suas legislações e políticas públicas.

  • Promovem a igualdade, combatem a discriminação por orientação sexual e defendem que todos os indivíduos devem ser tratados com respeito e dignidade, independentemente de sua orientação sexual.

Resumo criado por JUSTICIA, o assistente de inteligência artificial do Jus.

Os Princípios de Yogyakarta são um documento sobre direitos humanos nas áreas de orientação sexual e identidade de gênero, publicado em novembro de 2006 como resultado de uma reunião internacional de grupos de direitos humanos na cidade de Joguejacarta (em indonésio: Yogyakarta), na Indonésia.

Eles são um conjunto de 29 Princípios que abordam a questão da orientação sexual e identidade de gênero. Não se trata de leis propriamente ditas, mas sim de soft law, ou seja, diretrizes e recomendações para os Estados membros adotarem em suas legislações e políticas públicas.

Um dos pontos principais dos Princípios de Yogyakarta é a promoção da igualdade e combate à discriminação por orientação sexual. Eles defendem que todos os indivíduos devem ser tratados com respeito e dignidade, independentemente de sua orientação sexual.
Esses Princípios também enfatizam a importância de garantir que os direitos humanos de todas as pessoas sejam respeitados, protegidos e realizados, sem discriminação de qualquer tipo. Eles abordam questões como o direito à privacidade, à não discriminação, à liberdade de expressão e de associação, entre outros.

É importante que os Estados membros adotem e promovam os Princípios de Yogyakarta como parte de seus compromissos em garantir a igualdade de direitos para todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. A luta contra a discriminação e a promoção da dignidade dos indivíduos deve ser uma prioridade em todas as esferas da sociedade.

Em um mundo cada vez mais diverso e inclusivo, os Princípios de Yogyakarta se tornam mais relevantes do que nunca. É fundamental que todos, sem exceção, sejam tratados com respeito e dignidade, independentemente de quem são ou quem amam. Juntos, podemos construir um mundo mais justo e igualitário para todos.

Notas e Referências:

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 22 de fev. 2024.

ONU. Brasil. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: <https://www.ohchr.org/EN/UDHR/Pages/Language.aspx?LangID=por>. Acesso em: 22 de fev. 2024.

Sobre o autor
Benigno Núñez Novo

É advogado, professor e pesquisador com atuação nas áreas de direito público, educação e controle da administração pública. Possui pós-doutorado em Direitos Humanos, Sociais e Difusos pela Universidade de Salamanca (Espanha). É doutor em Direito Internacional pela Universidade Autónoma de Asunción, com título reconhecido no Brasil pela Universidade de Marília (SP). Também é mestre em Ciências da Educação pela mesma instituição. No campo da formação complementar, é especialista em Educação pela Faculdade Piauiense, além de possuir especializações em Direitos Humanos, Tutoria em Educação à Distância, Auditoria Governamental e Controle da Administração Pública pelo EDUCAMUNDO. É ainda especialista em Gestão e Auditoria em Saúde pelo Instituto de Pesquisa e Determinação Social da Saúde. Graduou-se em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba. Atualmente, exerce a função de assessor de gabinete de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Piauí, estando também lotado na Escola de Gestão e Controle da mesma instituição, onde contribui com atividades de capacitação. Paralelamente, leciona em cursos de pós-graduação, consolidando sua atuação no ensino superior. https://orcid.org/0000-0002-1343-7127 Currículo Lattes: https://lattes.cnpq.br/6452878036558472

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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