Síndrome de Narciso
Resumo
O presente artigo sobre a nova síndrome de Narciso é uma observação sobre os fenômenos que ocorrem na sociedade cujo pessoas sentem a necessidade de estar sempre como são vistas nas redes sociais. Devido a isso é possível acompanhar diversos tipos de pessoas que estão sempre belas e felizes, mas na maioria dos casos não passa de filtro nas imagens feitos através de tecnologias que estão cada vez mais acessíveis e de fácil utilização. Isso causa a necessidade no indivíduo de querer estar como o filtro da imagem publicada, então quando se olha no espelho e não vê o que gostaria de ver desperta o distúrbio descontrolado por procedimentos estéticos. Em alguns casos são efetuados tantos procedimentos que a pessoa deixa de ser ela mesma e em seguida quer reverter o processo o que é muito difícil ou praticamente impossível o retorno ao “status quo”.
Palavras chave: Criminologia. Fenômeno. Síndrome. Narciso. Vitimologia
1 Introdução
O artigo visa apresentar uma nova síndrome que partiu de observações nos costumes da sociedade. É muito comum que as pessoas queiram ser iguais a outras pessoas ou as imagens publicadas com filtros nas redes sociais. Este tipo de artifício deixa as pessoas como elas gostariam de ser perfeitas a seus próprios olhos e em busca da aprovação dos olhos de outras pessoas.
O objetivo deste artigo é mostrar à população de que este comportamento se trata de uma síndrome que é o conjunto de sintomas que definem um determinado estado clínico associado a problemas de saúde que nem sempre tem causas descobertas.
As limitações encontradas é que para as pessoas condicionadas a síndrome é que elas não entendem que isso é um problema e que pode trazer vários infortúnios futuros como por exemplo exagerar nos procedimentos estéticos sem motivo algum e com isso trazer vários prejuízos para sua saúde física e mental.
O referencial teórico utilizado foi a observação nos costumes da sociedade.
2 Criminologia e o estudo do fenômeno comportamental da síndrome de Narciso
A criminologia é o estudo científico do crime, da criminalidade, dos criminosos e do comportamento criminal. Ela busca entender as causas, padrões e efeitos do crime na sociedade, bem como desenvolver teorias e estratégias para prevenir, controlar e lidar com o crime de maneira eficaz.
A criminologia também envolve uma variedade de disciplinas, incluindo a sociologia, a psicologia, a ciência política, direito e antropologia, e utiliza métodos de pesquisas quantitativos e qualitativos para examinar questões relacionadas ao crime e a justiça criminal. Seu objetivo principal é fornecer uma compreensão mais profunda do fenômeno criminal para informar políticas públicas, práticas policiais, sistema de justiça criminal e intervenções sociais.
Como sabe-se a criminologia também estuda circunstâncias sociais de um fenômeno. Conforme defendido por um grande doutrinador.
Etimologicamente, o termo criminologia deriva do latim “crimino” (crime) e do grego “logos” (estudo), isto é estudo do crime.
Entretanto, a criminologia não estuda apenas o crime, mas também as circunstâncias sociais, a vítima, o criminoso, o prognóstico delitivo, etc. (FILHO, 10ª ed, 2020, p21)
A criminologia não se traduz em pretensões de segurança e certeza inabalável, já que não se trata de uma ciência exata. Assim, o conhecimento da criminologia, por integrar o campo das ciências humanas, é parcial, fragmentado, provisório, fluido, adaptável à realidade e evoluções históricas e sociais (SHECAIRA, 2018, p.41).
Neste sentido pode-se observar que a sociedade em que os indivíduos estão inseridos vivem em uma cultura obcecada pela beleza e pela juventude, onde os padrões idealizados são promovidos e perpetrados pelas redes sociais. Essa cultura da beleza cria pressões sociais significativas sobre as pessoas para se conformarem a esses padrões, o que pode levar a comportamento de risco, como já dito, pela busca desenfreada por procedimentos estéticos. A abordagem da criminologia em relação aos estudos do fenômeno oferece uma perspectiva única sobre a interseção entre a busca pela perfeição estética, a cultura contemporânea e o comportamento desviante.
A criminologia examina as alterações na sociedade e desempenha um papel importante relacionada a síndrome de Narciso, o que inclui a compreensão das causas também relacionadas ao comportamento social. Essa abordagem holística permite uma compreensão mais completa das complexas interações das pessoas que desenvolvem a síndrome.
3 A Vitimologia para compreensão do comportamento das vítimas em relação ao fenômeno da síndrome de Narciso.
A Vitimologia é o estudo das vítimas de crimes, incluindo suas experiências, reações e necessidades. Ela examina o impacto físico, psicológico e social do crime sobre as vítimas, bem como os fatores que contribuem para a vitimização, como o contexto social, econômico e cultural. A Vitimologia também investiga as respostas das vítimas ao crime, incluindo os processos de recuperação, adaptação e busca por justiça. Seu objetivo é entender melhor as experiências das vítimas, bem como prevenir a ocorrência dos crimes.
A Vitimologia para Mendelsohn, é a ciência que se ocupa da vítima e da vitimização, cujo objeto é a existência de menos vítimas na sociedade, quando esta tiver real interesse nisso. (MENDELSOHN apud PENTEADO FILHO, 010, p67).
Conforme Moreira Filho, Mendesolsohn classificou as vítimas da seguinte forma:
Vítima completamente inocente ou vítima ideal: É a vítima completamente estranha a ação do criminoso não provoca e nem colabora de forma alguma para a realização do delito [...].
Vítima de culpabilidade maior ou por ignorância: É quando existe um impulso não voluntário ao delito, mas ainda assim existe um grau de culpa por parte da vítima[...].
Vítima voluntária ou tão culpada quanto o infrator: Aqui neste caso ambos é o criminoso ou a vítima [...].
Vítimas mais culpada que o infrator: Neste caso são as vítimas provocadoras[...].
Vítima como unicamente culpada: Dentro desta modalidade existem mais 3, a vítima infratora que é a pessoa que comente o delito e por fim torna-se a vítima como no caso do homicídio em legítima defesa, vítima simuladora que é quando ocorre uma premeditação ao acusar outra pessoa de um delito o que gera um erro judiciário e a vítima imaginária que tratasse de uma pessoa com problemas mentais e em decorrência do distúrbio leva o judiciário ao erro [...].
Na Vitimologia, a vítima da síndrome de Narciso na sociedade é alguém que pode enfrentar uma série de desafios e traumas resultantes da interação com outros indivíduos, devido a síndrome a vítima relacionada de acordo com a classificação de Mendelsohn é a vítima voluntária ou tão culpada quanto o infrator pois ela é vítima dela mesmo por se render à imposição da sociedade.
A vítima de si mesma dentro do conceito estético nas redes sociais é uma expressão peculiar de como as mídias sociais podem influenciar a percepção da própria imagem e a autoestima. Neste sentido, a pressão para alcançar padrões de beleza idealizados muitas vezes resulta em uma busca incessante por validação externa e uma comparação constante com outros, o que leva a uma relação complexa entre a pessoa e a própria imagem.
As redes sociais fornecem um espaço para autoapresentação seletiva, onde as pessoas podem escolher cuidadosamente as fotos e os vídeos que compartilham para projetar uma imagem idealizada de si mesmas. No entanto, essa apresentação muitas vezes não reflete a realidade, mas sim uma versão filtrada e editada da própria identidade, o que cria uma dicotomia entre a imagem online e a vida real.
Nesse cenário, a vítima de si mesma pode experimentar uma série de desafios emocionais e psicológicos. A constante preocupação com a própria aparência e a busca por validação através de curtidas, comentários e seguidores podem levar a uma sensação de inadequação e insatisfação constantes. A comparação com outros indivíduos e a exposição a padrões de beleza inalcançáveis pode destruir a autoestima gerar ansiedade em relação a própria imagem o que faz com que a pessoa busque procedimentos para realização do padrão idealizado.
É importante reconhecer que a vítima dentro deste conceito não está apenas sujeita a pressões externas da sociedade, mas também desempenha um papel ativo na construção e manutenção dessa dinâmica o que gera um ciclo interminável. A conscientização sobre os efeitos da vítima da síndrome que busca a validação dos outros e a promoção de uma cultura de aceitação são passos importantes para mitigação dos danos causados por essa armadilha da autoimagem nas redes sociais.
4 A observação do fenômeno da síndrome de Narciso
É o surgimento de um fenômeno estudado com base no comportamento da sociedade. No presente artigo observa-se um novo fenômeno no processo de transformação tecnológica e psíquica que pode causar diversos transtornos no indivíduo e por sua vez atingir toda a coletividade.
A síndrome foi observada pela ótica da criminologia que é uma ciência e tem por base a observação de fenômenos ocorridos na transformação de uma sociedade e seus costumes, Filho ainda define a criminologia em outros conceitos como pode-se observar.
Pode-se conceituar criminologia como a ciência empírica (baseada na observação e na experiência) e interdisciplinar que tem por objeto a análise o crime, a personalidade do autor do comportamento delitivo e da vítima, e o controle social das condutas criminosas.
A criminologia é uma ciência do “ser”, empírica, na medida em que seu objeto (crime, criminoso, vítima e controle social) é visível no mundo real e não no mundo dos valores, como ocorre com o direito, que é uma ciência do “dever ser”, portanto, normativa e valorativa.
A interdisciplinaridade da criminologia decorre de sua própria consolidação histórica como ciência dotada de autonomia, considerando a influência profunda de diversas outras ciências, tais como a sociologia, a psicologia, o direito, a medicina legal etc. (FILHO, 10ª ed., 2020, p21).
O fenômeno de observação da síndrome define como nomenclatura Narciso pois este é considerado um mito da mitologia Grega, Narciso ficou conhecido por ser apaixonado pela sua própria imagem. Em sua percepção não existia ninguém melhor e mais bonito do que ele, ninguém era suficiente para ele, não existia pretendente à sua altura. A sua vaidade e beleza bastava até que um dia morreu afogado ao se aproximar e tentar tocar a sua imagem refletida em um rio. As pessoas querem sempre estar melhores, mais bonitas, mais felizes que outras, o que remete ao mito Narciso.
A síndrome de Narciso, como um termo contemporâneo, pode ser interpretada por uma condição psicossocial que surge da interpretação entre a cultura contemporânea, a tecnologia e as expectativas sociais. Entretanto a mitologia grega descreve Narciso como um jovem obcecado por sua própria imagem refletida na água, na era digital, a ênfase recai sobre a autoimagem construída e validada nas redes sociais.
A síndrome também pode ser caracterizada por uma preocupação excessiva com a própria imagem, uma necessidade constante de validação externa e uma tendência a buscar aprovação através de métricas como curtidas, seguidores, e comentários nas redes sociais. Este fenômeno é alimentado pela cultura do culto a imagem, onde a beleza e a perfeição são promovidas como ideias aspiracionais, muitas vezes amplificadas por celebridades e influenciadores digitais.
Os procedimentos estéticos desempenham um papel significativo nessa dinâmica. Com a tecnologia avançada e a disponibilidade crescente de tratamentos e cosméticos, as pessoas tem acesso a uma variedade de opções para alterar a sua aparência física. Desde procedimentos não invasivos, como preenchimentos faciais e tratamentos a laser entre outros, a indústria da estética oferece soluções para uma ampla gama de preocupações estéticas.
No entanto a busca por procedimentos estéticos muitas vezes, não é apenas sobre melhorar a aparência física, mas também sobre obter validação social e aceitação nas redes sociais. As plataformas de mídias sociais oferecem um espaço onde as pessoas podem exibir suas vidas e aparências de maneira seletiva, criando uma competição virtual pela atenção e aprovação dos outros. Neste contexto, os procedimentos estéticos podem ser vistos como uma forma de otimizar a autoimagem para se adequar aos padrões de beleza percebidos como ideais. Deste modo começa a busca incessante e interminável por procedimentos estéticos que de tantos procedimentos podem levar a deformidades e arrependimentos. Sendo assim essa busca por aprovação pode ter consequências negativas também para a saúde física e mental do indivíduo. A constante comparação com os outros e a preocupação com a própria imagem, relacionada ao que os outros irão pensar, podem levar a insatisfação corporal, ansiedade e baixa autoestima. Além disso a dependência da validação externa pode criar uma sensação de vazio e inadequação quando as expectativas não são atendidas.
É importante reconhecer que a verdadeira autoestima e autoaceitação vêm de dentro, não de validações externas. Embora os procedimentos estéticos possam ser uma escolha pessoal legítima para algumas pessoas, é fundamental abordar as motivações implícitas e cultivar uma imagem corporal positiva e saudável, independentemente das pressões sociais e das normas de beleza impostas pelas redes sociais e pela mídia em geral.
5 Causas do fenômeno da síndrome de Narciso
Nos dias atuais com o amplo acesso as redes sociais o mundo está amplamente conectado e competitivo. Com o acesso a tecnologias cada vez mais capazes de melhorar a autoimagem das pessoas, como o uso de filtros, todos estão sempre perfeitos, sem rugas, sem linhas de expressões, sem gorduras localizadas com o rosto sempre uniforme entre outros padrões de beleza impostos pela sociedade. Algumas pessoas, apesar de serem perfeitas, olham-se no espelho e não enxergam o que gostaria, estão sempre em busca da perfeição, querem ser o filtro da imagem publicada nas redes sociais o que as fazem estar sempre na busca incessante por cirurgias plásticas, harmonizações faciais, entre outros tipos procedimentos estéticos encontrados no mercado.
O problema é que é impossível a pessoa ficar igual ao filtro da imagem postada, mesmo com todo o procedimento estético disponível no mercado, o que causa a síndrome na maioria dos indivíduos. Fazem inúmeros procedimentos estéticos e depois arrepende-se, pois pode até causar deformações em sua aparência. Como consequência disso, depois querem retroceder ao “status quo” o que é praticamente impossível seu retorno natural.
Devido a síndrome de Narciso ser um conjunto de características e comportamentos associados a uma obsessão extrema consigo mesmo, impulsionada pela era digital e pelas redes sociais, as pessoas são afetadas por uma necessidade constante de validação e atenção online, buscando incessantemente a aprovação dos outros em busca de gratificação pessoal.
A síndrome de Narciso pode manifestar-se através de comportamentos como:
Obsessão com a própria imagem, um indivíduo com essa síndrome pode passar longos períodos cuidando da sua aparência física, tirando e compartilhando “selfies” incessantemente, buscando validação através de “likes” e comentários nas redes sociais;
Falta de empatia: Pode haver falta de consideração pelos sentimentos e necessidades dos outros, com foco exclusivo em si mesmo e na obtenção de reconhecimento pessoal;
Superestimação do próprio valor: Uma crença inflada na própria importância e superioridade em relação aos outros, o que leva a uma necessidade constante de estar no centro das atenções e ser admirado;
Dependência na aprovação externa: uma necessidade constante de validação e aprovação externa, com a autoestima dependendo em grande parte da resposta positiva dos outros nas redes sociais;
Dificuldade em manter relacionamentos saudáveis: Pode ser difícil para uma pessoa com essa síndrome estabelecer relacionamentos genuínos e significativos, já que suas interações são muitas vezes superficiais e voltadas a busca de gratificação pessoal.
Essa síndrome cria a necessidade da busca pela aceitação alheia o que transforma os indivíduos em pessoas insatisfeitas, fazendo tanto pelo corpo e buscando cada vez mais, até a autodestruição física e mental.
Observa-se que o indivíduo se torna vítima dele mesmo por uma dissociação da sua imagem ao olhar-se no espelho e não encontrar o que espera, a imagem com filtro. Este ponto já é explicado pela Vitimologia que conforme explica sua finalidade é o estudo da personalidade da vítima, tanto vítima de delinquente como vítima de suas inclinações subconsciente (MOREIRA FILHO, 2006, p. 76).
Convém destacar que a vitimização no caso da síndrome de Narciso ocorre porque a pessoa sente-se que deve seguir o padrão encontrado nas redes sociais e imposto por esse público que acaba atingindo toda a população mundial já que a internet é ilimitada e disponível. Todos neste ambiente são sempre belos, frequentam lugares deslumbrantes e isso acaba criando uma ideia imaginária distorcida da realidade.
Dentre todas as vítimas destacada por Mendelsohn a vítima da síndrome pode ser classificada como vítima voluntária ou tão culpada quanto o infrator, pois ela oferece-se para o procedimento estético com o intuito de melhorar e os procedimentos nunca são o suficiente para si próprio pois o grau maior de satisfação nunca é atingido.
Desenvolvido por Claus Roxin o princípio da alteridade diz que ninguém pode ser punido por causar mal apenas a si mesmo. Desta forma não existe punição cabível em tal situação.
6 Discussão crítica referente a síndrome de Narciso
A relação entre a síndrome de Narciso, os procedimentos estéticos e a busca por aprovação nas redes sociais apresentam uma interseção complexa entre a cultura contemporânea, os padrões de beleza idealizados e a tecnologia digital. Nesta discussão crítica, é importante examinar tanto os aspectos positivos quanto os negativos dessa dinâmica.
Por um lado, os procedimentos estéticos podem proporcionar benefícios tangíveis para aqueles que buscam melhorar sua autoestima e confiança pessoal. Para muitas pessoas, a capacidade de modificar certos aspectos físicos através de procedimentos como preenchimentos faciais ou outros tratamentos pode ser uma forma legítima de autoexpressão ou autodesenvolvimento. Em alguns casos, esses procedimentos podem até ajudar a aliviar a angústia emocional associada a preocupações com a aparência.
No entanto, quando os procedimentos estéticos são motivados principalmente pela busca incessante por aprovação externa, especialmente nas redes sociais, isso pode indicar uma manifestação da síndrome de Narciso. A necessidade de validação constante e busca pela imagem perfeita podem criar uma cultura de obsessão pela aparência, onde a autoestima e o valor pessoal estão intrinsecamente ligados à quantidade de curtidas, seguidores e comentários recebidos.
Além disso, a natureza seletiva e muitas vezes irreal das representações de si mesmo nas redes sociais pode levar a uma distorção da autoimagem e à criação de expectativas inatingíveis. As pessoas podem sentir a pressão de corresponder aos padrões de beleza inatingíveis promovidos pelas mídias sociais e levar a uma insatisfação corporal e a uma sensação de inadequação.
A dependência excessiva de aprovação nas redes sociais também pode ter consequências negativas para a saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e baixa autoestima. A constante comparação com os outros e a preocupação com a própria imagem, podem criar um ciclo de autojulgamento e autoexigência, prejudicando o bem-estar emocional e psicológico.
Portanto, enquanto os procedimentos estéticos e o engajamento nas redes sociais podem oferecer oportunidades para expressão pessoal e conexão social, é fundamental abordar criticamente as motivações por trás dessas escolhas. É importante cultivar uma imagem corporal positiva e saudável, baseada na autoaceitação e na valoração de qualidades intrínsecas, em vez de buscar validação externa e conformidades com padrões de beleza irreais. Isso requer uma reflexão consciente sobre o papel que as redes sociais desempenham em nossas vidas e uma abordagem equilibrada em relação aos procedimentos estéticos, baseada em metas realistas e um senso de autenticidade pessoal.
7 Considerações Finais
O presente artigo buscou investigar a complexa interação dos indivíduos com a sua imagem relacionados ao novo fenômeno estudado que levou o nome de síndrome de Narciso.
Ao longo da análise, ficou evidente que a síndrome de Narciso descreve o comportamento significativo de pessoas influenciadas em uma dinâmica social pela busca da perfeição, aprovação e exibição nas redes sociais. Por meio dessa análise, ressalta-se uma abordagem holística e interdisciplinar para entender o fenômeno da síndrome de Narciso na sociedade. A criminologia e a vitimologia desempenham papéis essenciais na identificação de padrões comportamentais, na análise de fatores de risco e na implementação de estratégias de prevenção e intervenção que visam mitigar o impacto a síndrome na vitimização.
No entanto, o estudo reconhece que ainda há lacunas no processo de entendimento sobre a síndrome de Narciso e suas ramificações na sociedade. Em última análise espera-se que o artigo estimule uma reflexão crítica sobre a síndrome de Narciso e seu impacto na sociedade contemporânea a incentivar esforços colaborativos para enfrentar este fenômeno complexo.
REFERÊNCIAS
FILHO, Guaracy Moreira. Criminologia & Vitimologia Aplicada. São Paulo: Editora Jurídica Brasileira, 2006
FILHO, Nestor Sampaio Penteado. Manual esquemático de criminologia. 10ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2020.
SHECAIRA, Sérgio Salomão. Criminologia. 7ª. ed. rev. e atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2018.