CAVALCANTE, Elton Emanuel Brito (UNIR, 2017)
Introdução
O acesso à informação e ao conhecimento é considerado fonte de poder e de desenvolvimento político-econômico. Informação e conhecimento, todavia, não são sinônimos. O conceito de informação pode ser entendido como os dados e os elementos simbolicamente significantes, organizados e catalogados de forma que possam ser decodificados sempre que os usuários necessitem. Esse processo de utilização das informações geraria o conhecimento.
Na busca pelo saber, instituições foram criadas com o intuito de gerar, processar, armazenar e transformar informações em conhecimento, e, dentre tais instituições, as universidades foram as que mais se destacaram. Contemporaneamente, a elas se atribui o dever de difundir conhecimento. Para tanto, necessitam de mecanismos que garantam a inclusão cultural, econômica, política e tecnológica dos seus usuários.
No entanto, surgiram nas últimas décadas questionamentos sobre a qualidade dos serviços oferecidos pelas universidades públicas federais, tanto em relação ao ensino e à pesquisa quanto à capacidade que elas têm de interagir com uma sociedade globalizada e cibercultural. Para alguns, neste momento de revolução comunicacional, a universidade pública não estaria conseguindo responder satisfatoriamente à quantidade de informações que seus alunos possuem, pois permaneceria preocupada com a geração de um saber que, muitas vezes, encontrar-se-ia na contramão do novo paradigma social, o qual seria marcado, principalmente, pelo surgimento de ferramentas como a internet, as múltiplas redes sociais e as TICs.
A universidade estaria tratando essas informações como indignas de interesse acadêmico. Ao desconsiderar esses saberes, a universidade ensinaria o que ela considera como verdades e não aquilo que seus estudantes necessitam de fato para ascenderem economicamente. Como consequência, a maioria das universidades não conseguiria angariar investimentos como o fazem as particulares estadunidenses, consideradas modelos de desenvolvimento tecnológico.
Os teóricos dessa corrente creem que isso ocorre porque as universidades brasileiras estariam muito atreladas a uma ideologia anticapitalista, logo, contra a participação do capital privado no financiamento de suas atividades, além de uma forte reação aos meios de comunicação de massa, considerados como ferramenta de dominação capitalista. Assim, mais além dos problemas estruturais, haveria uma questão ideológica que impediria a universidade de massificar o uso das TICs, principalmente a internet, como forma de geração contínua de saber.
Há também os que opinam que a universidade pública, apesar dos pesares, estaria adaptando-se às novas exigências, representando um oásis de reflexão sobre uma sociedade que não consegue encontrar-se a si mesma. Ela seria uma das poucas instituições que teriam autonomia frente a um avanço de informações superficiais e acríticas.
Esses debates são mais contundentes no que diz respeito às universidades federais consideradas periféricas, ou seja, as que possuem menos poder político e verbas destinadas para as suas atividades, e que, por vezes, estiveram seriamente ameaçadas de privatização.
O conceito de informação
O conceito de informação está diretamente vinculado ao de conhecimento, embora ambos não sejam sinônimos. Para Burke (2002), informação seria uma noção interdisciplinar vinculada a todos os campos do saber humano e inerente à realidade em si mesma. Ela, em estado bruto, estaria à disposição de todos, no entanto, para transformá-la em conhecimento, seria imprescindível que o indivíduo possuísse necessidade e capacidade para tanto. Assim, se uma pessoa tem um problema e sente desejo em resolvê-lo, necessitaria também possuir as técnicas corretas para coletar os dados extraídos da realidade, analisá-los, transformá-los em informação, armazená-los e, por fim, gerar conhecimento. Este seria a informação lapidada, isto é, racionalizada a ponto de fornecer soluções viáveis aos problemas levantados.
A aquisição de conhecimento é um processo complexo, por isso, ao longo da História, fez-se imprescindível sua organização estrutural, desde o acesso aos documentos em bibliotecas até a catalogação de todos os ramos do saber humano. Na Antiguidade, instituições foram criadas para produzir, armazenar e difundir as informações sobre o mundo físico ou metafísico. A biblioteca de Alexandria é exemplo disso.
Entretanto, conforme Santos (2005), a instituição, por excelência, criada para esse fim seria a universidade. Para o autor, esta possui dificuldade em interagir com a sociedade justamente por causa de sua origem histórica. Ela fora instituída na Idade Media por bula papal como entidade auxiliar na consolidação do poder político-religioso da Igreja Católica. A meta da universidade era capacitar os clérigos para combater as ideias estranhas ao cristianismo. Dessa forma, ela utilizara-se das informações armazenados nas bibliotecas dos mosteiros para aplicar um conhecimento com fulcro em princípios religiosos e não científicos.
Portanto, informação útil, nesses primórdios, seria aquela que gerasse um conhecimento abstrato que servisse de argumento para a manutenção dos dogmas religiosos e políticos. O conhecimento que visasse compreender os fenômenos físicos, que servissem de apoio para um desenvolvimento econômico, ou para a formação de uma população com senso crítico, seria imediatamente rechaçado. Infere-se que a universidade não era uma instituição democrática ou preocupada com problemas sociais, tais como levar instrução para toda a população, pois sua origem estava atrelada a um contexto de debates limitados aos interesses de uma instituição maior e mais poderosa.
No entanto, Russel (1967) aponta que a ascensão econômica da burguesia no século XVI e a difusão do ideal renascentista trouxeram gradativa alteração na geração e objetivos do conhecimento. Para ele, o ressurgimento de ideias antropocêntricas foi o nascedouro de outro tipo de universidade, que rivalizaria com as tradicionais católicas ao permitir um contato maior com as ideias renascentistas. Assim, pode-se dizer que havia dois grandes grupos de universidades em meados do século XVI, um afiliado à Reforma Luterana; e o outro, à Contrarreforma. Weber (2002) demonstra que tanto católicos quanto protestantes investiram em instituições educativas proporcionando um ambiente de disputa intelectual, cujo objetivo era a defesa de suas respectivas ideias religiosas a um maior número de pessoas.
Por esse ângulo, as universidades ligadas ao protestantismo inculcariam que as ações humanas são predestinadas, portanto o homem não deveria perder tempo com questões metafisicas e sim com o encontrar soluções práticas para melhorar sua vida terrenal. Entretanto, embora mais liberais economicamente, tais universidades nem sempre se diferenciavam, em termos estruturais, das universidades católicas, afinal a intenção de ambas seria a defesa de um credo religioso e não a valoração dos avanços científicos. Elas até possuiriam um inimigo em comum: o avanço das ideias científicas que discordassem dos preceitos contidos nos Evangelhos. Conclui-se, pois, que a universidade ainda seria uma instituição fechada a muitas ideias oriundas da sociedade.
Entretanto, o Renascimento proporcionou também o surgimento de instituições alternativas de saber que discordavam das universidades tradicionais. Burke (2003) considera como instituições os cafés, os bares, a maçonaria, as academias de Letras e Filosofia, os colóquios etc., ou seja, toda organização ou evento que permitissem surgir o conceito de intelectual, de homem que refletia sobre si mesmo, sobre a sociedade ou sobre os fenômenos da natureza.
Para o autor, essas novas instituições enfrentavam as ideias já massificadas pelas universidades, questionando os métodos e técnicas destas e buscando enquadrar-se às ideias vinculadas à ciência experimental. Tais instituições tinham rotineiramente suas ideias rejeitadas pelas universidades, as quais consideravam como inválida as informações que não surgissem delas mesmas. Dessa forma, as universidades continuavam distanciadas da sociedade e pouco reconhecendo o conhecimento que provinha desta.
No entanto, ainda com Burke, essas instituições alternativas carregavam em si as mais contundentes ideias iluministas e contribuíram grandemente para que a universidade mudasse aos poucos sua forma de entender o mundo, principalmente depois do advento de fenômenos sociais como a expansão da Revolução Industrial, a queda do regime absoluto e a laicização educacional. Wells (1972) diz que Revolução Industrial intensificou os conflitos entres as classes obreiras e as empresariais, proporcionando o surgimento de instituições como os sindicatos e os grêmios estudantis, que contestavam o sistema dominante e o distanciamento das Universidades dos problemas concretos da sociedade. Como consequência, em 1871, as universidades inglesas Cambridge e Oxford começaram a preocupar-se com os clamores sociais, passando a interagir com a sociedade através de “atividades concebidas como uma espécie de movimento social voltado para os bolsões de pobreza [...].” (De Paula 2009, p. 77).
Durante o século XX, essa nova mentalidade universitária expandiu-se para a América. Nos Estados Unidos, por exemplo, a nova missão da universidade era o “enfrentamento de questões referentes à vida econômica no sentido da transferência de tecnologia, da maior aproximação da universidade com o setor empresarial” (De Paula, p. 06, 2010). A universidade principiava por interagir com as informações originadas na sociedade. Essa aproximação contribuiu para a delimitação das três funções basilares da universidade: a pesquisa para geração de novos conhecimentos; a transferência desses conhecimentos aos estudantes; e a extensão desse saber à sociedade em geral.
Santos (2002), entretanto, vê nessa tríplice função a causa de uma crise de identidade da universidade atual, pois a maioria delas ainda manteria resquícios medievais, principalmente aquelas subvencionadas pelo Estado ou por entidades religiosas.
Castro (2007) afirma que as universidades, colleges e centros tecnológicos norte-americanos não passariam por essa crise, pois interagiriam diretamente com os interesses da sociedade e investiriam maciçamente na produção e uso das TIC’S, por isso estariam plenamente adaptadas à cibercultura.
Ao contrário, boa parte das universidades da América Latina vivenciaria maior dificuldade de interação com as inovações tecnológicas por causa de questões ideológicas, pois teriam em seus quadros uma forte tendência ao marxismo e à ideia de que muito dos meios de comunicação de massa trabalham em prol da burguesia e que as informações oriundas deles são superficiais e ineptas para geração de senso crítico.
Essa inadaptação fora percebida muito antes por Certeau (1982), quem, analisando os protestos 68 na França, questionava o sistema educacional francês. Ele percebera que os professores estariam sendo trasladados do centro da geração e divulgação do conhecimento para a periferia cultural, e isso graças à potencialização das tecnológicas voltadas para a comunicação. O autor, numa perspectiva marxista, questionava-se quais seriam as instituições responsáveis à época pela reprodução e divulgação do saber e quais os objetivos delas, pois, para ele, no processo de geração do conhecimento o pesquisador deveria considerar que a História consistiria em apenas um discurso sobre o real e não o real em si mesmo. Por isso, para ele, seria fundamental analisar a instituição que emite tal discurso, pois este nem sempre seria imparcial, logo poderia defender interesses ideológicos implícitos, afinal o discurso histórico produzir-se-ia a partir pesquisa, e esta, por vezes, seria financiada por distintos grupos de interesses. Então, concluiu que a solução para o problema educacional seria um maior diálogo entre a cultura erudita, representada pelo Estado e pela universidade, com a cultura popular.
Burke (2012), por sua vez, mostra que a inadaptação da universidade às novas tendências sociais se agrava ainda mais com o advento daquilo que se denominou de cibercultura, ou seja, de uma sociedade global e interligada pelas diversas redes sociais graças à maciça expansão da internet, o que produziria acesso a informações de maneira rápida e constante e que produziria um intercâmbio cultura e linguístico único na história. A cibercultura chocar-se-ia com a tradição histórica da universidade, a qual antes era a autoridade principal na geração de informação e na formação do pensamento crítico. O problema da universidade contemporânea não se encontraria apenas em uma questão de conflitos de classes, mas na aceitação de que os usuários dos serviços universitários, principalmente o estudante, possuem quantidade elevada de informações, pois vivenciam diariamente um boom tecnológico e informacional inédito na História, e que, por vezes, se aborrecem com a lentidão com que a universidade processa as informações. Nesse ponto, há concordância com o pensamento de Castro (2007), exposto acima. O mesmo afirma Duran (2017), pois para ela as gerações contemporâneas já não veem na universidade a principal forma de adquirir conhecimento, muitas vezes elas creem que o discurso dos catedráticos é ultrapassado e que a academia nem sempre consegue usar os recursos tecnológicos para facilitar a transmissão de conhecimentos. Almeida (p. 21, 2010) parece criticar a visão apocalíptica atribuída à atual cibercultura, pois discorda da ideia de que esta
No fundo, serviria apenas aos interesses da sociedade de consumo, caracterizando-se como uma falação constante e descartável, tal como se apresenta nas trocas de e-mails, nos chats e nas redes sociais como o Orkut e o Facebook. Outras perspectivas, como, por exemplo, a de Manuel Castells, enxergam nesse diagnóstico um certo senso-comum que faria da Internet um playground de nerds e tarados virtuais, onde as pessoas se ocupariam exclusivamente de fofocas, teorias da conspiração e sexo [...]
Pode-se deduzir com os supracitados autores que a cibercultura, como tudo que é produzido pelo humano, tem sempre algo de positivo e negativo, dependendo de quem a use ou da perspectiva que a analise. É inegável que ela tenha gerado informações, e que estas têm contribuído para uma sociedade mais global ou conhecedora da realidade de outros povos e culturas.
Por outro lado, conforme Duran (2017), os estudantes estariam ingressando às universidades com grau elevado de informações, porém cada vez menos conseguiriam processá-las de maneira coerente, transformando-as em um conhecimento crítico e científico. A autora afirma que eles perdem tempo em intermináveis conversas pelas redes sociais que não contribuem em nada para a aquisição de senso crítico, pois tais informações são adquiridas de forma apressada e sem uma análise das fontes que as divulgam. Assim, estariam trocando a leitura meditativa e profunda por vídeos ligeiros, resenhas e resumos superficiais encontrados, muitas vezes ao acaso, na rede.
Corroborando com essa ideia, Burke (2012) afirma que na sociedade contemporânea até os livros tiveram que se adaptar à velocidade e urgência da população, pois cada vez mais eles são menores, mais objetivos, abordando aspectos cada vez mais superficiais dos fenômenos abordados. No processo de geração do conhecimento, somente informações não bastam para ter-se conhecimento, é necessário que os usuários saibam manejá-la, que sintam a necessidade de resolver um problema e, a partir daí, saber selecionar as informações úteis daquelas irrelevantes, analisá-las, sintetizá-las para geração de um conhecimento útil. Se esses dados forem corretos, pode-se afirmar que as informações vinculadas pela internet muitas vezes terminam por gerar ignorância se não forem bem utilizadas. Portanto, o conhecimento estaria ligado ao grau de senso crítico dos indivíduos para transformar as informações em conhecimento útil e suficiente para resolver um problema, o qual poderia ser desde uma questão científica até mesmo uma dúvida surgida ocasionalmente em um leigo.
Há quem diga que o problema da universidade seria uma espécie de egoísmo por parte de seus membros. Para Bourdieu (2004, p. 35), os acadêmicos estão mais preocupados com aquilo que ele denomina de capital cultural, o qual consiste no poder de influência e prestígio pessoal, “e que repousa quase exclusivamente sobre o reconhecimento, pouco ou mal objetivado e institucionalizado, do conjunto de pares ou da fração mais consagrada dentre eles”. Os acadêmicos querem reconhecimento pelos seus pares, pois sabem que tal reconhecimento lhes dará a autoridade e autonomia para atuar naquilo que lhes interessa. Essa autonomia, contudo, nem sempre é compatível com os interesses da sociedade. Para que essa autonomia ocorra, eles necessitam da máquina administrativa institucional para que lhes financie as atividades. Eles necessitam acumular capital pessoal para conseguir capital científico: “Os eruditos são interessados, têm vontade de chegar primeiro, de serem os melhores, de brilhar” (Bourdieu, 2004, p.30).
Faoro (1977), por sua vez, crê que a sociedade brasileira se formou nos moldes da portuguesa, e esta tinha em sua formação um sistema patrimonialista, no qual a distinção entre o patrimônio público e o privado era muito tênue, resquícios de um feudalismo caudilhista. O patrimonialismo seria compreendido como a atividade de uma autoridade legalmente constituída utilizando da máquina administrativa para resolver assuntos pessoais. Esse sistema pode ser representado pela sociedade brasileira do período colonial, que girava ao redor da casa-grande, sendo esta como que um microcosmo do Brasil colônia e da sua Metrópole: “a casa-grande, completada pela senzala, representa todo um sistema econômico, social, político: de produção (a monocultura latifundiária); de trabalho (a escravidão); [...] de vida sexual e de família (o patriarcalismo polígamo); [...] de política (o compadrismo)” (Freyre, apud Villa, 2007, p. 01).
E o governante desse microcosmo era o líder da sociedade patrimonialista, pois nesta “o governante trata toda a administração política como seu assunto pessoal, ao mesmo modo como explora a posse do poder político como um predicado útil de sua propriedade privada. Ele confere poderes a seus funcionários, caso a caso, selecionando-os e atribuindo-lhes tarefas específicas” (Bendix apud Rocha Neto, p. 04).
Esse sistema seria a causa do fracasso das universidades brasileiras e perduraria até hoje na administração pública nacional. Não se pode negar as mudanças ao longo das últimas três décadas, a criação de leis fundamentais para combater o patrimonialismo, tais como a LC nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), a 8112/90, a Lei 9784/99, a 8666/93 etc., todas tentando moralizar, eliminar o patrimonialismo. Mesmo assim, ainda não seriam suficientes para o desenvolvimento da universidade pátria.
Nesse sentido, as universidades públicas atualmente podem estar com graves problemas, pois a pressão social parece ser a de que as verbas públicas sejam menores, que haja uma expansão do ensino particular, pois para a população as universidades públicas já não são tão imprescindíveis como antes. Esse é o discurso que a população ouve diretamente ou nas entrelinhas nos meios de comunicação. Os discursos citados afirmam que as universidades públicas são improdutivas e que os investimentos para elas devem ser focados nas pesquisas de ciências exatas, na produção de conhecimento prático, químico, físico e que o entendimento das realidades subjetivas não teria interesse prático.
Considerações finais
Do exposto, pode-se perceber a importância da geração de informação, porém só ela não basta para que os indivíduos possam ascender intelectualmente ou economicamente. O processo de geração de conhecimento fundamenta-se em três elementos: informações coletadas, vontade e capacidade dos usuários. A informação para ser bem empregada depende da vontade e da capacidade que os usuários possuem em manejá-las.
Às universidades lhes são atribuídas o dever de difundir conhecimento à comunidade que lhes rodeia. No entanto, elas vêm sendo criticadas sobre o alcance dos serviços oferecidos, principalmente as públicas, tanto em relação ao ensino e a pesquisa quanto à capacidade que elas têm de se adaptar às novas ideias e tecnologias. Alguns críticos dizem que a universidade pública não sabe lidar com as informações que seus usuários já possuem antes mesmo de ingressar na instituição; que ela não estaria preocupada na geração de um saber relacionado aos meios tecnológicos; por fim, que ela estaria apenas ensinando o que considera como verdade e não aquilo que seus estudantes necessitam de fato para ascenderem.
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