A quem interessa a Guerra

11/06/2026 às 00:57

Resumo:


  • A história da humanidade é marcada por guerras e conflitos armados, onde vidas são ceifadas em nome de interesses econômicos, sociais e territoriais.

  • Desde conflitos bíblicos até as grandes guerras do século XX, as motivações por trás dos conflitos nem sempre são justas, muitas vezes visando enriquecimento pessoal ou de empresas fabricantes de armamentos.

  • No século XXI, a guerra continua sendo motivada por interesses econômicos, onde empresas lucram com a fabricação e venda de armamentos, enquanto vidas humanas são sacrificadas em nome de conquistas territoriais e riquezas.

Resumo criado por JUSTICIA, o assistente de inteligência artificial do Jus.

A guerra sempre existiu desde os primórdios da humanidade. Todas as vezes em que um grupo social encontrou limites a sua pretensão, legítima ou não, o meio encontrado para a resolução da questão foi o conflito armado, pouco se preocupando com as vidas que seriam ceifadas.

A Bíblia que é o livro da cristandade narra não apenas um, mas diversos episódicos onde um grupo social esteve em conflito com o outro em nome da Terra, ou mesmo em nome da existência daquele grupo social ou mesmo de interesses econômicos.

Quando David enfrentou Golias existia um conflito, uma guerra, que acabou resultando na vitória de Israel, e que teve várias consequências naquele momento para os grupos envolvidos naquele conflito, tanto no aspecto econômico como no aspecto social.

A história, e a história medieval, é feita de conflitos, mortes, perdas, sofrimentos, que moldaram aquelas nações que buscavam a qualquer custo se imporem pelo domínio para que pudessem continuar existindo como Nação, mesmo que uma outra Nação tivesse que deixar de existir.

Os vikings não pensaram duas vezes quando resolveram conquistar a Europa a qualquer custo, em busca de terras e também de riquezas, para que pudessem continuar existindo, mesmo que isso significasse a morte de várias pessoas, muitas dessas pessoas inocentes, que nem mesmo sabiam por qual motivo estavam morrendo.

Durante a idade média e mesmo no início da idade moderna, a humanidade pouco se preocupou se suas guerras iriam resultar em mortes, e quais seriam as suas consequências para as pessoas, que teriam que enfrentar as consequências do conflito, ao qual não deram causa.

Os reis que se mantinham no poder em nome de Deus, direito divino, apenas se preocupavam em enriquecer cada vez mais, mesmo que tivessem que sacrificar o próprio povo, afinal os camponeses foram feitos para serem mortos, uma vez que eram mera massa de manobra a disposição dos soberanos.

As guerras muitas vezes não têm nenhum sentido. Os conflitos servem para enriquecer alguns, em especial aqueles que criam armamentos ou mesmo aqueles que terão ganhos com a derrota do inimigo.

No decorrer da evolução da humanidade, seja na idade medieval ou mesmo na idade moderna, o que se observa não é a preocupação com as vidas humanas, essa praticamente, não existe. A preocupação sempre foi com os ganhos e continua sendo a mesma preocupação nos dias atuais.

As pessoas são enganadas e levadas ao erro, como aconteceu nas Cruzadas. As bandeiras do conflito são eleitas, mas não passam de mera especulação que atende a interesses diversos do que são levados ao conhecimento da população.

Em nome de Deus foi feita uma cruzada, ou melhor, várias cruzadas. Os inimigos foram eleitos, mas tudo não passava de interesses da Igreja e de outros setores do estamento medieval. Várias vidas foram perdidas, mas as pessoas não conseguiram ver o que estava acontecendo porque acreditavam que a guerra era o caminho para a estarem próximos de Deus, o que não passou de uma especulação.

O mesmo ocorreu quando Napoleão chamou a França para enfrentar os inimigos da Europa. Tudo não passava de interesse pessoal de um General que não se preocupava com o povo ou mesmo com os seus soldados, e que levou a perda de várias vidas, em nome da ambição pessoal.

A invasão a Rússia levou a morte não de um, dois, três, quatro, ou cinco militares, mas a morte de todo um exército, que foi dizimado para atender aos interesses de um homem frustrado que queria dizer ao mundo que seria grande, quando na verdade não passava de um líder limitado, ambíguo.

As duas grandes guerras do século XX são um outro exemplo de que a guerra atendeu a interesses particulares nada tendo a ver com os interesses de uma nação, ou mesmo de defesa de um ataque injustificado.

Enquanto as pessoas morriam, as empresas que fabricavam armamentos ficavam ricas. Assim, foi com a IBM, a Ford, a Hugo Boss, entre outras empresas, que faturam e muito com a Guerra.

No século XXI, vemos novamente a guerra a bater a porta. A guerra não é para a Defesa, a guerra é em razão de interesses econômicos, na realidade grandes interesses econômicos, que não tem nenhuma preocupação com as pessoas, mas apenas e tão somente com os lucros.

Os mísseis que são disparados são fabricados por uma empresa, que lucra com cada míssil disparado. Cada drone que é colocado em ação tem uma fabricante que lucra com a sua utilização, e por aí segue, cada armamento que existe uma empresa lucrando que não se preocupa se o conflito é justo ou injusto.

Os soldados que morrem são contabilizados como baixas, mas a preocupação é com a questão de natureza econômica, a conquista do território, e o que é possível conseguir com aquele novo território, riquezas econômicas, minerais, terras raras, entre outras.

A humanidade está perdida em seus conceitos nesse começo de século, não sabendo mais diferenciar o certo do errado. A crença na guerra justa ainda existe, quando na verdade tudo não passa de interesses econômicos. A preocupação é apenas e tão somente com recursos e não com as pessoas.

Se houvesse um melhor entendimento a respeito da realidade ninguém morreria em nome de governo tiranos que não estão preocupados com o povo, mas apenas e tão somente com interesses pessoais e econômicos.

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O papa Leâo XIV expressou bem o que está acontecendo com a humanidade neste momento. Existe uma preocupação muito grande com as questões de natureza material, enquanto outros princípios estão sendo deixados de lado, em especial os princípios cristãos por aquelas nações que dizem que seguem os ensinamentos de Cristo.

A busca pela riqueza é uma realidade que se impõe a todo momento nos diversos setores profissionais e sociais. Os senhores das armas querem cada vez mais lucros e para isso é preciso que cada vez mais existam mais guerras, mais conflitos sob qualquer pretexto. Afinal, sem guerras não existe a venda de armamentos, não existem lucros.

As mortes em nome de um conflito não são poucas, o que o diga o Líbano, ou mesmo a Palestina, onde centenas de pessoas estão sendo mortas em nome de justificativas que não passam de interesses econômicos e pessoais. As pessoas são rifadas, e esse é o termo, como se fosse meras peças de uma engrenagem.

O século XXI está apenas somente começando, mas já está marcado por várias mortes, onde o sangue está nas mãos de muitos que se preocupam apenas com o lucro a qualquer custo, sendo que as guerras não passam de interesses e servem apenas aos senhores das armas que lucram cada vez mais, e também aos grandes conglomerados e grupos sociais que estão preocupados apenas com o enriquecimento, e não com as populações vítimas dos conflitos.

PAULO TADEU RODRIGUES ROSA, Professor Universitário de Direito Administrativo e Direito Penal. Especialista em Direito Administrativo e Administração Pública Municipal pela UNIP. Especializado em Segurança Pública. Mestre em Direito das Obrigações pela UNESP, Júlio de Mesquita Filho. Doutor e PHD Livre em Teologia e Doutor Honoris Causa em Filosofia.

Sobre o autor
Paulo Tadeu Rodrigues Rosa

PAULO TADEU RODRIGUES ROSA é Juiz de Direito. Professor Universitário de Direito Administrativo e Direito Penal. Especialista em Direito Administrativo e Administração Pública Municipal pela UNIP. Mestre em Direito das Obrigações pela UNESP, Júlio de Mesquita Filho. Doutor e PHD Livre em Teologia e Doutor Honoris Causa em Filosofia. Autor do Livro Código Penal Militar Comentado Artigo por Artigo. 4ª ed. Editora Líder, Belo Horizonte, 2014, e Direito Administrativo Militar Teoria e Prática, Editora Líder Belo Horizonte.

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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