Acumuladores de Animais ou Defensores da Vida

24/08/2026 às 14:44

Resumo:


  • A proteção e tutela dos animais, tanto domésticos quanto selvagens, são fundamentais para evitar maus tratos e extinção de espécies.

  • Protetores de animais de rua enfrentam desafios diários, como abandono e maus tratos, e merecem respeito e consideração da sociedade e do governo.

  • A construção de uma sociedade justa e fraterna passa pela proteção efetiva dos animais, contribuindo para um meio ambiente mais equilibrado e sustentável.

Resumo criado por JUSTICIA, o assistente de inteligência artificial do Jus.

As relações sociais, que podem ser conflituosas, ou não, tem como base os conceitos que são estabelecidas pela lei prevista na Constituição Federal, e nos instrumentos infraconstitucionais, ou pelos padrões sociais e morais que regem a sociedade em geral.

Na atualidade, muito se fala em defesa do meio ambiente em razão das mudanças climáticas, mas muitas vezes se esquece que os animais precisam ser protegidos e tutelados, para se evitar que fiquem sujeitos a maus tratos, ou em muitos casos, como acontece na natureza selvagem até mesmo a extinção, sendo que nos últimos tempos várias espécies foram extintas devido a ganância do Homem.

Nas cidades, os animais a princípio mais comuns são os chamados animais domésticos, cães, gatos e outros, aqueles que acompanham a humanidade há muitos e muitos anos, até mesmo em período anterior ao Cristianismo, compartilhado o dia-a-dia das pessoas com a sua companhia.

Devido a uma ausência de políticas públicas efetivas, os animais domésticos costumam ficar sujeitos ao abandono, maus tratos, e em razão disto acabam habitando as ruas, sujeito a vários fatores, dentre eles, agressões injustas por parte daqueles que não compreendem que são seres que merecem respeito.

Em uma sociedade marcada pelo consumismo, pela ausência de respeito nas relações sociais, pela busca do sucesso a qualquer preço e custo, existem pessoas que não se conformam com a situação dos animais de rua, e em razão disto passam a protegê-los, sem que recebam qualquer auxílio governamental, ou mesmo o auxílio de outras pessoas.

Diante de uma situação de injustiça, e por não se conformarem com a realidade dos animais abandonados, sendo que muitos acabam sendo abandonados de forma covarde, os protetores levam para a sua proteção um determinado número de animais que se encontram nas ruas abandonados.

As pessoas que não sabem compreender esse gesto de humanidade e proteção, acabam classificando de forma apressada essas pessoas como acumuladores de animais, quando na realidade essas pessoas são benfeitores sociais, que enfrentam todo tipo de preconceito para protegerem os animais de rua.

Enquanto parte da sociedade se preocupa com questões que não demonstram nenhuma consideração pelos seres animais que habitam este planeta, e que são de espécie diversa da chamada espécie humana, os protetores que não são acumuladores, sem qualquer apoio governamental, buscam fazer a sua parte, ajudando os animais que se encontram sozinhos nas ruas, com fome, sede, e sem qualquer abrigo para proteção e sujeitos a intempéries.

O que se percebe é que é muito fácil querer classificar um protetor como acumulador, até mesmo como forma de desmerecer aquele que se propõe a ajudar um animal de rua, em regra com recursos próprios, e muitas vezes com sacrifício de seus limitados recursos.

A sociedade precisa em muitos casos abandonar o discurso de hipocrisia, e perceber que existem pessoas que sacrificam as suas vidas, e os seus parcos recursos para ajudar a causa animal, que necessita de atenção não apenas das pessoas, mas também do governo.

No dia-a-dia, o que se percebe são gastos com questões desnecessárias, e aquelas questões que necessitam de apoio dos órgãos governamentais são deixadas de lado, em nome de um discurso que se encontra divorciado da realidade, e que atende apenas a interesses particulares.

Os protetores que se encontram espalhados pelo Brasil, e que todos os dias de forma silenciosa ajudam os animais de rua, merecem respeito e consideração por parte da sociedade, e também dos órgãos governamentais.

O discurso de defesa do meio ambiente desprovido de prática é um discurso vazio, e que não traz nenhum beneficio para a sociedade, pelo contrário demonstra um afastamento da realidade que está a nossa volta.

A omissão do Estado e a criação de estereótipos para os protetores não ajudará em nada a causa animal. Se houvesse uma participação efetiva da sociedade com certeza os protetores não teriam que abrigar um determinado número de animais, enfrentando diversas dificuldades como a maioria enfrenta.

A construção de uma sociedade justa e fraterna, pautada pelo respeito, passa pela proteção efetiva dos animais, sejam eles animais domésticos, ou os animais que se encontram nas florestas e nos biomas espalhados pelo país.

Na realidade, não é apenas a questão do clima que poderá levar a terra para o caos, como vem sendo observado nos últimos anos, com o aumento de tempestades, tufões, terremotos, maremotos, e todos os tipos de eventos naturais.

A maneira como a sociedade tem tratado os animais e a flora também contribui para o caos, e para os desastres que tem assolado a humanidade, a qual fica perplexa com os eventos, como se não tivesse contribuído para eles.

Desta forma, ao invés de rotular uma pessoa como acumulador pelo fato deste proteger os animais de rua, pense se esta mesma pessoa não está precisando de ajuda, apoio, pois frente a omissão do Estado e de muitos, o suposto acumulador esta ajudando as criaturas que estão sozinhas, e que precisam de apoio e proteção.

PAULO TADEU RODRIGUES ROSA, Professor Universitário de Direito Administrativo e Direito Penal. Especialista em Direito Administrativo e Administração Pública Municipal pela UNIP. Mestre em Direito das Obrigações pela UNESP, Júlio de Mesquita Filho. Doutor e PHD Livre em Teologia e Doutor Honoris Causa em Filosofia.

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Sobre o autor
Paulo Tadeu Rodrigues Rosa

PAULO TADEU RODRIGUES ROSA é Juiz de Direito. Professor Universitário de Direito Administrativo e Direito Penal. Especialista em Direito Administrativo e Administração Pública Municipal pela UNIP. Mestre em Direito das Obrigações pela UNESP, Júlio de Mesquita Filho. Doutor e PHD Livre em Teologia e Doutor Honoris Causa em Filosofia. Autor do Livro Código Penal Militar Comentado Artigo por Artigo. 4ª ed. Editora Líder, Belo Horizonte, 2014, e Direito Administrativo Militar Teoria e Prática, Editora Líder Belo Horizonte.

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