Este artigo aborda a discussão acerca da inclusão digital e o papel que a mesma desempenha na inserção social dos indivíduos na sociedade como um todo, de forma a diminuir as desigualdades sociais, mediante o desenvolvimento e aplicação de projetos.

A INCLUSÃO DIGITAL E SEU PAPEL DE INCLUSÃO/INSERÇÃO SOCIAL

RAFAEL TAVARES GOMES

Pedagogo pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB

Bacharel em Direito pela Faculdade do Sul da Bahia - FASB

Advogado.

RESUMO

Este artigo, resultado de uma experiência de estágio supervisionado, aborda a discussão acerca da inclusão digital e o papel que a mesma desempenha na inserção social dos indivíduos na sociedade como um todo, de forma a diminuir as desigualdades sociais, mediante o desenvolvimento e aplicação de projetos que possibilitem o acesso a pessoas menos favorecidas aos meios de informatização bem como a atuação efetiva da máquina pública nessa questão. O mesmo intenciona analisar até que ponto a inclusão digital tem sido democratizada e qual o nosso papel diante dessa nova problemática. Qual o nosso papel enquanto educadores conscientes? Enfatiza-se aqui a questão dos projetos acadêmicos voltados para tal necessidade emergentes bem como sua aceitabilidade pelos publico-alvos em que são aplicados.

PALAVRAS–CHAVE:

 

 INCLUSÃO DIGITAL - DESIGUALDES SOCIAIS - PROJETOS - INSERÇÃO SOCIAL -POLÍTICAS PÚBLICAS - PÚBLICO ALVO

INTRODUÇÃO

 

No âmbito da inclusão social, o “analfabetismo digital” está mais presente até mais do que imaginamos. Exemplo disso é ver pessoas perdendo muito tempo em filas de bancos para sacar dinheiro ou pagar contas ao passo em que poderiam fazê-lo nos caixas eletrônicos. Em tese isso significa que essas pessoas não estão “preparadas” para essas inovações tecnológicas. Ir ao caixa eletrônico não é só passar o cartão na máquina, mas ter assimilado o raciocínio de quem criou aquela máquina, Voltar, anular, entrar. Expressões comuns para quem “navega” na internet tornam-se vocabulário grego para “analfabetos digitais”. Na verdade, procurar entender a essa nova demanda perpassa por um breve histórico que demarca o aparecimento dessa nova técnica de trabalho/educação. Em virtude disso e de outros motivos peculiares relacionados desenvolveu-se projeto de intervenção de forma a minimizar a distância entre populações menos favorecidas e a as novas tecnologias. Tentou-se familiarizar essas populações com a máquina a fim de proporcionar uma possibilidade de integração e, conseqüentemente de inclusão social.

 

SINTESE HISTÓRICO-EVOLUTIVO

 

 No ano de 1957 foi posto em órbita o satélite Sputnik, sendo que após uma dezena de anos o ser humano desvencilhou-se da força da gravidade da terra e chegou a lua. Na metade do século XIX foi inventado o telégrafo por Samuel Morse; no ano de 1876 foi criado o telefone pelo escocês Alexander Graham Bell; os irmãos Lumière, em 1895, são responsáveis pela primeira reprodução pública de imagens em movimento, que deu origem ao cinema. Ato contínuo, no ano de 1935, deu-se a primeira transmissão de imagem pela televisão e a construção de computadores e de microprocessadores de dados.1

Dos acontecimentos históricos que influenciaram de forma relevante a evolução da espécie humana, cabe dar ênfase aos últimos eventos supra mencionados, que abriram grandes possibilidades a quase instantânea divulgação de informações, sendo uma das mais importantes, senão a mais importante, das conseqüências evolutiva histórica do ponto de vista social.

 

DEFINIÇÃO DE INCLUSÃO DIGITAL?

O desenvolvimento tecnológico avança em velocidade tamanha, principalmente nos últimos tempos, que é impossível o ser humano acompanhá-lo, ou seja, a capacidade de invenção do ser humano jamais vai chegar a acompanhar a capacidade de desenvolvimento tecnológico, sendo que eles nunca andaram juntos.

Diante de tamanha evolução, se faz necessário em caráter urgente tomar-se medidas no sentido de dar oportunidade e tempo para que pessoas excluídas do mundo da informação possam se qualificar.

Vivemos em uma época em que o ser com capacidade de raciocinar que ignora ou indispõe de possibilidades para o uso de um micro-computador, estará fadado a total exclusão digital e conseqüentemente, em um futuro próximo, sofrerá a exclusão social.

Com o quadro que se apresenta na atualidade, qual seja, a evolução frenética da tecnologia, com enfoque maior na área dos computadores, vem se falando cada vez mais em inclusão digital. Qual o significado deste termo? Para que serve? Isto diminuirá ou aumentará o índice de pessoas excluídas do avanço tecnológico?

Primeiramente é bom esclarecer que a inclusão digital está intimamente ligada a inclusão social, pelo fato de haver uma democratização do acesso à informação disponibilizando tecnologia à população. Cabe ressaltar que o principal objetivo não é disponibilizar a tecnologia em si, mas a integração perfeita do indivíduo excluído digitalmente na sociedade.

Diante do exposto, quando se terá um resultado para reverter a situação do analfabetismo digital? Simples: A exclusão digital acabará quando o “usuário aprende que o computador é um meio de acesso à educação, ao trabalho, ao contato e troca com a sua comunidade, ao pensamento crítico e ao exercício pleno de sua cidadania”.2

Pelo exposto acima, é indubitável a necessidade da inclusão digital de grande parte da população excluída deste universo tecnológico. Precisam ser tomadas medidas de urgência por estarmos à beira de um colapso revolucionário social, diante do elevando número de cidadãos desconhecedores de informações vitais, que dão condições de trabalho e sobrevivência no mudo capitalista em que vivemos.

Falando em números, podemos citar algumas estatísticas3 para comprovar que grande parte da população brasileira é digitalmente excluída. Se não vejamos: 18,5 milhões de pessoas com mais de 16 anos, aproximadamente 10% , acessa a Internet de qualquer local – casa, trabalho ou escola. Quando focalizamos na questão renda, a exclusão fica mais explícita: 80% da população das classes A e B têm acesso à Internet. Já na classe C, este percentual cai para 23%, enquanto nas classes D e E, temos ínfimos 6%.

A INCLUSÃO DIGITAL E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

O capitalismo, modelo econômico adotado por vários países, inclusive o Brasil, já fez muitas vítimas. Para que ocorra a exclusão, no mercado cada vez mas competitivo, esse modelo econômico se utiliza de vários artifícios para fazer suas “vitimas”.

É importante observar também que o modelo econômico vigente utiliza-se de vários artifícios para fazer suas vítimas, e nesse contexto, a informatização, é utilizada, genericamente, como fortíssimo meio de exclusão. Desta forma, a inclusão digital torna-se ferramenta, também, de inclusão social. Neste cenário, o computador deve ser visto como um amigo e não somente como um desafio que não será enfrentado. (WEIDEN, 2005)

Neste instante é que se faz necessária uma intervenção por parte do Estado. Proporcionar acesso a essas novas tecnologias uma vez que dispomos hoje de uma infinidade de informações possibilitadas pelos avanços tecnológicos. Entretanto, tais avanços não são acessíveis a toda população, pois somente uma minoria dispõe de recursos financeiros para adquiri-los, levando a uma exclusão digital. Tal fato pode ser facilmente constatado considerando-se o baixo número de pessoas que possuem computador em sua residência e ainda, verificando-se, que dentre essas pessoas, um número mais reduzido ainda tem acesso à internet.

A exclusão digital tem sua raiz na exclusão socio-econômica, uma vez que, para usufruir dos recursos tecnológicos, é necessário que haja um investimento considerável, o que, para a maioria dos brasileiros, é algo extremamente delicado.

A inclusão digital deve ser uma prioridade nas políticas públicas, dada a sua importância para o desenvolvimento igualitário da sociedade. Para tanto, é necessário que ações voltadas para a concretização dessa igualdade de oportunidades sejam efetivadas. Nesse sentido, a atenção do poder público para a temática, bem como a formação de parceiras com as diversas instituições (empresas privadas, escolas, universidades etc.) tornam-se importantes ferramentas nesse processo de inclusão digital.

Certamente o Brasil dispõe de elementos que podem possibilitar a toda população o acesso às informações e às tecnologias. Contudo, é preciso que haja um compromisso político-social por parte daqueles que detêm os meios de propiciar a ruptura com os entraves existentes. Somente a partir desse real envolvimento com o processo é que a inclusão digital será, de fato, efetivada.

Nesse contexto, cabe ressaltar que o simples fato de se investir para o término da exclusão digital não seria suficiente para por um fim a exclusão digital que, além do fator financeiro tem origem em outros fatores preponderantes tais como, falta de investimento em educação, acesso as informações, falta de estrutura básica, etc.

PROJETO CLICK INCLUSÃO: O USO DO COMPUTADOR COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO SOCIAL

O projeto CLICK INCLUSÃO, foi pensado inicialmente para a população carcerária de Teixeira de Freitas. O fato é que por problemas com espaço físico, maquinário e a burocracia impediu que o mesmo fosse realizado.  Mudou-se então o local de execução, a segunda alternativa foi então posta em prática – executar o projeto no CEPROG.

Intencionou-se previamente, oferecer o curso a alunos que não tinham nenhum contato com a informática. O fato de a escola possuir laboratório de informática facilitou muito a execução do projeto.  Para muitos daqueles alunos essa era uma das poucas, pra não dizer a única alternativa de se inserir no grupo das pessoas que possuem conhecimento na área da informática.

É lamentável o descaso com que é tratado o laboratório de informática da escola. Durante a execução do estágio vários dos equipamentos de informática tiveram que passar por manutenções pelo fato de que o uso indiscriminado e sem critérios do laboratório ocasionava esse tipo de problema.

Percebe-se ainda que escola não possui ou não apresentou um planejamento para a inclusão digital dos alunos bem como não possui pessoal gabaritado para a manutenção dos equipamentos que por fim, acabam perdendo sua condição de uso sem contudo, proporcionar aos alunos uma aprender pedagógico a respeito do uso do mesmo além de uma gama de outras possibilidades.

Apesar disso, o projeto alcançou seus objetivos que eram, em suma, proporcionar o primeiro contato com a informática e de modo ainda que tímido, autonomia por parte dos alunos quando da utilização da máquina.

O ANALFABETISMO NO BRASIL

Necessário se faz um breve comentário sobre a atual situação que atravessa o Brasil com relação ao analfabetismo para podermos traçar um paralelo entre a inclusão digital e a possibilidade de inclusão da população considerada analfabeta. Segundo pesquisas mais recentes, o índice de analfabetismo no Brasil alcança a cifra de 12,4%.4

O caminho da inclusão digital passa por empecilhos governamentais, bem como pela própria condição educacional precária em nosso país. Verbas públicas são hoje destinadas para programas específicos com objetivo de acabar com a fome de milhões de brasileiros, que estão abaixo da linha da pobreza. Aliado a isso, o analfabetismo no Brasil em grande escala é entrave para o acesso irrestrito das pessoas no mundo da informática. O administrador público se vê rodeado então de duas prioridades que nos dias atuais não pode deixar de dar atenção, quais sejam, o combate à fome no Brasil, e o analfabetismo.

Estes dois pontos cruciais inibidores do desenvolvimento econômico-social de qualquer país, também afetam, por óbvio, as políticas públicas e privadas que visam à inclusão digital de nossa população. Os recursos públicos destinados a este tema, objetivando disponibilizar computadores à população de baixa renda, vão primeiramente passar por importantes ações governamentais de combate à exclusão social em nosso país. Deste modo, os recursos para a aquisição dos mecanismos necessários a inclusão digital serão mínimos se comparáveis a atual demanda.

Não podemos concordar como defendem alguns especialistas na matéria, que a inclusão digital favorecerá a diminuição do analfabetismo no Brasil. Os processos pedagógicos atuais que visam dotar o indivíduo das duas condicionantes elementares para o exercício mínimo de sua cidadania: ler e escrever, não foram suplantados pelo uso da informática. A informática, por sua vez, neste diapasão, ocupa lugar de destaque após este processo, ou seja, na alfabetização digital dos já alfabetizados nos processos educacionais tradicionais.

Em suma, para que meios de inclusão digital sejam oferecidos de forma maciça pelos órgãos públicos e privados e, que estes elementos disponíveis possuam eficácia garantida em seu público alvo, é necessário o combate irrestrito e permanente à fome, a pobreza e ao analfabetismo em nosso país, com a disposição de recursos vultosos para estes fins e por último o engajamento da sociedade civil organizada fiscalizando as ações de governo, como também atuando em parceria com os órgãos públicos.

 

A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DOS EDUCADORES

 

Permeados de situações adversas, o educador desempenha papel significativo na construção de um cenário favorável à diminuição das barreiras entre as novas tecnologias e os educandos. A ele caberia o papel de mediador, um canal de ligação entre os educandos, os recursos advindos do estado e/ou das empresas privadas e a universidade.

Pelo fato de ter a oportunidade, em seus estágios e em outras ocasiões de construir projetos que funcionem como uma ponte para fazer a ligação supra citada, é que observa-se a importância do papel do educador.

Não basta estar na frente de uma tela, munido de todas as interfaces amigáveis que se possa pensar, para superar uma situação de inferioridade. É preciso antes de mais nada estar em condições de participar ativamente dos processos de inteligência coletiva que representam o principal interesse do ciberespaço. (LÉVY,2001)

Não são poucos os projetos executados com o intuito de proporcionar um contato entre a população e os meios de comunicações. Pode-se citar aqui o projeto CLICK INCLUSÂO: O uso do computador como ferramenta de inclusão social. Tal projeto, além de proporcionar contato entre a população escolar e as novas tecnologias, tratou também, a questão da inclusão social, apresentando alternativas capazes de amenizar a distância a que estão acometidos.

O projeto supra citado, foi possível em virtude da disponibilidade de recursos advindos do Estado. O Centro Educacional Rômulo Galvão – CEPROG, possui espaço físico de ótima qualidade bem como maquinário em bom estado de conservação para utilização.5

Entretanto, é trágica a situação em que se encontra tal laboratório, a não existência de professores capacitados para ministrar as aulas, bem como a falta de controle e de critérios de utilização do laboratório prejudica o melhor aproveitamento dos recursos. É nesse momento que se faz necessária a parceria entre universidade e Estado.

Nota-se extremo contentamento (foto anexa), sobretudo por parte de pessoas que não tiveram nenhum contato com a máquina em estarem tendo esse primeiro contato e, sobretudo por ser uma coisa acessível.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

 

Embora existam entraves ao incremento da inclusão digital em nosso país, é necessária a adoção de políticas públicas voltadas a este objetivo, sob pena de criarmos em pouco tempo um abismo quase intransponível entre a população brasileira, ou seja, os alfabetizados digitalmente e os excluídos digitais o que consequentemente criaria, também um grupo ainda maior de excluídos sociais.

Não se trata aqui de políticas “faz-de-conta” que circundam o meio em que vivemos, e sim de medidas efetivas que disponibilizem e capacitem pessoas para sua inserção no mundo digital e aos serviços dele decorrentes, básicos para o exercício de sua cidadania. Aqui, cabe ainda a participação da sociedade organizada, preenchendo lacunas deixadas pelos órgãos estatais, como também, participando efetivamente deste processo com a adoção de medidas que façam com que a população seja informada a importância deste tema para o seu crescimento individual, bem como para a evolução social, educacional, cultural e econômica do Brasil como um todo. Nesse contexto é que se aborda a importância da interferência das entidades de classe, universidades, empresas privadas.

Fazendo a relação entre a inclusão digital e o analfabetismo, chega-se à conclusão de que na realidade existem duas espécies principais de exclusão digital que devem ser analisadas. A exclusão das pessoas alfabetizadas e a exclusão dos analfabetos.

Procura-se destacar essas duas espécies de indivíduos, justamente por haver um tratamento diferenciado no que toca a inclusão digital. Para pessoas que sabem ler e escrever, sem sombra de dúvida será mais viável e atrativo o uso, interesse e incentivo ao computador. Tratando-se das pessoas analfabetas, a passagem pelo processo educacional tradicional é condição sine qua non para vislumbrar sua inclusão futura no mundo digital.

Acredita-se que os recursos para inclusão digital deverão partir principalmente de entes privados, posto que o Estado deve se preocupar muito mais com outras necessidades básicas da população esquecidas ao longo do tempo. Não que a inclusão digital vá ser colocada em segundo plano, trata-se aqui de questões de prioridade. O Estado não pode se eximir do seu papel, porém as mazelas do Brasil ainda são grandes e deve-se concentrar energias em saná-las. Deve-se primeiro, por exemplo, tratar a questão do analfabetismo. Não trata-se apenas de ensinar a população a decifrar códigos, trata-se sim de se fazer investimentos no mínimo dignos e proporcionais a importância da questão, de se formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel nas comunidades em que estão inseridos.

Muitos dirigentes públicos e empresariais ainda acham que o uso do computador só é importante para a profissionalização da população. Esta visão constitui a cultura do uso limitado da tecnologia e deixa de lado a dimensão da cidadania. Sem dúvida, é urgente e prioritário implantar laboratórios de informática em todas as escolas e conectá-las à rede informacional. Por outro lado, é completamente insuficiente incluir digitalmente apenas a criança e o adolescente escolarizados. E os adultos e demais adolescentes que estão fora da escola? Onde exercerão seu direito à comunicação? O acesso à comunicação em rede é a nova face da liberdade de expressão na era da informação. Todo o cidadão ou cidadã deve ter o direito de acessar a web e utilizar uma caixa postal eletrônica. Todo cidadão deve ter o direito a acessar as informações e serviços governamentais que cada vez mais migram para a Internet. A cidadania na era da informação impõe o direito a se comunicar, armazenar e a processar informações velozmente, independente de condição social, capacidade física, visual, auditiva, gênero, idade, raça, ideologia e religião.

É necessário insistir que o direito a comunicação mediada por computador também é o direito das crianças pobres de utilizarem as tecnologias para exercerem a dimensão lúdica da infância. É o direito das mulheres obterem todos os benefícios da sociedade informacional. É o direito dos deficientes se comunicarem em um mundo cada vez mais conectado. Sem dúvida, a alfabetização ou formação digital básica é uma base essencial para a profissionalização e para a melhoria da qualidade econômica da força de trabalho do conjunto das nações, mas isto é apenas uma das dimensões do uso das tecnologias.

Somos cada vez mais uma sociedade tecno-dependente. O controle da tecnologia torna-se vital e dita as possibilidades de desenvolvimento e de inclusão social. As funções e processos principais da era informacional estão sendo cada vez mais organizados em rede e através da Internet (CASTELLS, 1999).

Deste modo para que possamos futuramente acabar com o analfabetismo digital, precisamos primeiramente erradicar o analfabetismo que assola e predomina no Brasil.

 

NOTAS
 

1 – Dados retirados no site de busca: http://www.google.com.br

2 – Citação retirada do site www.icoletiva.com.br

3 – Dados extraídos do site Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u13725.shtml

4 – Pesquisa nacional por amostra de domicílios 2001: microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2002. 1 CD-ROM.

REFERÊNCIAS
 

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

Folha Online: Disponível em

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u13725.shtml. Acessado em 07/01/2006.

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na Era da informática. Trad. de Carlos Irineu da Costa. 10ª reimp., Rio de Janeiro: Editora 34, 2001.

Pesquisa nacional por amostra de domicílios 2001: microdados. Rio de Janeiro: IBGE, 2002. 1 CD-ROM.

Revista i-Coletiva. Disponível em: http://www.icoletiva.com.br. Acessado em 07/01/2006.

WEIDEN, Fernanda G.: Inclusão Digital: Um problema de gênero na sociedade da informação. Disponível em http://gizmo.rits.org.br/apc-aa-infoinclusao/infoinclusao/busca_results.shtml?x=613 (acessado em outubro/2005)


Autor

  • Rafael Tavares Gomes

    Pedagogo pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB. Bacharel em Direito pela Faculdade do Sul da Bahia - FASB. Membro-fundador da Comissão de Estudos Literários da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Teixeira de Freitas – Bahia. E-mail: adv.rafaeltavares@gmail.com

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