A manipulação genética a sociedade precisa ser esclarecida e ouvida, a fim de que, se optar-se pela regulamentação, que esta venha realmente atender os interesses da coletividade.

A preocupação com a manipulação genética Diante das novas técnicas de engenharia genética, percebe-se que os paradigmas vigentes já não conseguem resolver os problemas sociais, sendo necessário repensar o próprio modo de entender a sociedade.

A análise crítica do desenvolvimento das manipulações genéticas tendo como objetivo principal a dignidade humana entre Direito e Bioética na observação dos princípios orientadores para preservação da vida e o respeito do homem como pessoa. Os preceitos dos códigos de éticas profissionais devem ser postos em evidência. Não olvidar a legislação e o princípio constitucional da dignidade humana, pilar fundamental do Estado Democrático e de Direito. A exegese da positivação jurídica em referência à Bioética necessita ser intensa, constante e atualizada. Ocorre que a democracia recentemente experimentada por nós propiciou a progressiva consciência da população sobre seus direitos, o que teve pronto reflexo na relação médico-paciente. O paciente percebeu que não é mero objeto, mas sim sujeito principal do processo de sustentação da vida exercido pelo médico.Todavia, se optarmos em seguir em frente, dar um passo a favor das inovações científicas, devemos estar conscientes que nem sempre os resultados serão favoráveis ou lícitos.

Por fim, independente da escolha que se faça, é um dever de todos mantermos uma luta constante em favor do respeito à dignidade humana, aos princípios e valores fundamentais previstos em nossa Carta Magna, sem acomodações e com coragem, para que haja efetividade dos direitos humanos, aproveitando-se da bioética e do biodireito, pois estes são instrumentos valiosos para a recuperação e garantia desses direitos.



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