As interrelações entre Estado e economia cobrem diversas áreas de interesse e são de uma variedade tal que desafiam os analistas de diversas disciplinas em qualquer país.

Estado Econômico

As interrelações entre Estado e economia cobrem diversas áreas de interesse e são de uma variedade tal que desafiam os analistas de diversas disciplinas em qualquer país.

O Brasil vem há quase duas décadas implementando reformas institucionais de cunho econômico, político, social, jurídico e administrativo, com reflexos inegavelmente positivos na atividade econômica, na área social e no exercício da cidadania.

Nesse período, o país avançou no aprofundamento do regime democrático, reformou instituições e tem conseguido com êxito traçar uma trajetória que separa um modelo de desenvolvimento voltado para dentro, com pouca preocupação com a eficiência e fortemente intervencionista, para outro. Este, mais aberto, onde o papel do Estado é menos o de produtor direto de bens e serviços e mais o de provedor de serviços básicos para a população e regulador da atividade econômica.

O ajuste fiscal realizado no Brasil depois da crise do final da década passada foi baseado no aumento das receitas do governo, tanto de impostos quanto das chamadas contribuições.

As reformas são necessárias para responder e superar o descompasso entre os requisitos do crescimento e do desenvolvimento — sumariamente a oferta de serviços educacionais de boa qualidade, eficientes serviços de saúde críticos para a população mais pobre, construção da infraestrutura física e atividades de proteção da população mais vulnerável econômica e socialmente — e a capacidade do setor público financiar-se para executar essas missões. Todavia, é importante que esse financiamento se faça sem criar distorções ou desestímulo para as atividades privadas, sob o risco de diminuir a eficácia em relação ao crescimento desejado.

Entre as distorções figuram, com destaque: um nível excessivo de gastos de consumo corrente, que gera a necessidade de uma carga tributária muito elevada; um sistema tributário com impostos em cascata e/ou tendentes a distorcer uma alocação mais eficiente de recursos; e uma estrutura de gastos ineficiente, que privilegia atividades com pouca repercussão sobre o que se deseja aperfeiçoar.

Crescimento Do Brasil

O PIB do Brasil teve a maior revisão para baixo entre as projeções de crescimento das 14 maiores economias do mundo feitas pelo FMI.

No novo Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta terça-feira (7), a previsão de crescimento do Brasil em 2014 foi reduzida em um ponto percentual, de 1,3% em julho para 0,3%.

Na segunda-feira (6), economistas de instituições financeiras reduziram a estimativa de expansão do PIB para 0,24%, segundo a pesquisa Focus, realizada pelo do Banco Central. Foi a 19ª semana consecutiva de queda.

A previsão do governo é mais otimista. Em setembro, o Ministério do Planejamento divulgou a estimativa de 0,9% para este ano.

No último Relatório Trimestral de Inflação, feito pelo Banco Central e divulgado no mês passado, a previsão para o crescimento da economia foi reduzida de 1,6% para 0,7%.

O desemprego no Brasil também vai subir, segundo o Fundo, de 5,5% neste ano para 6,1% no ano que vem.

É a quinta vez consecutiva que os economistas do Fundo revisam para baixo o crescimento brasileiro. Para 2015, o Fundo reduziu a estimativa de expansão da economia de 2% para 1,4%.

"Pouco investimento, baixa confiança entre empresários e consumidores, condições financeiras apertadas e fraca competitividade" são as razões apontadas pelo relatório pela contínua desaceleração.

Das 14 maiores economias do mundo, apenas duas terão um desempenho pior que o do Brasil: a Itália (-0,2% em 2014) e a Rússia, com 0,2%.



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