RESUMO
Planejamento estratégico é uma ferramenta hábil e prática, facilitadora na busca e alcance de objetivos, definido por estratégias inseridas em um plano de ação com um período definido para a sua realização, dentro desse parâmetro as instituições de ensino superior vêm aderindo ao planejamento estratégico como forma de operacionalização do processo. Sendo assim, a presente pesquisa possui como objeto de estudo, o planejamento estratégico, visando conhecer a importância do planejamento estratégico nas Instituições de Ensino Superior. Palavras-chaves: Planejamento Estratégico e Instituições de Ensino Superior.
ABSTRACT
Strategic planning is a clever and practical tool, facilitating the pursuit and achievement of objectives defined by inserted strategies in an action plan with a definite period for its implementation, within that parameter higher education institutions are adhering to the strategic planning as a way operationalization of the process. Thus, this research has as object of study, strategic planning, aiming to know the importance of strategic planning in higher education institutions. Keywords: Strategic Planning and Higher Education Institutions.
INTRODUÇÃO
Planejar significa fazer planos e definir objetivos para alcança-los, seja a curto, médio ou longo prazo, entretanto apenas planejar pode tornar-se um ato mínimo em uma instituição de ensino superior, por isso, é necessário que este planejamento possua estratégias que possibilitem a sua execução, a sua produção, pois serão esses métodos que possibilitarão alcançar um objetivo ou resultado específico. Em meados do século XVIII o mundo passou a viver uma nova era, a era da Revolução Industrial, que consistiu na transição em pequena escala (manual), para a produção em grande escala onde máquinas assumiram o papel dos artesãos, junto com esse aumento na produção surgiu o planejamento estratégico, para que essas indústrias contivessem direcionamentos e objetivos a seguir, já no Brasil as primeiras aplicações de planejamentos foram identificadas no inicio do século XX, onde a intenção do mesmo era apresentar alternativas para a superação da crise econômica vivida no país neste século. (Paulo 2010) O Planejamento Estratégico é um processo gerencial adotado nas instituições, por se tratar de um instrumento mais flexível, auxiliando na formulação de objetivos, prevendo o futuro da empresa em longo prazo utilizando os recursos disponíveis de forma eficiente e organizada. Planejar estrategicamente em uma instituição de ensino superior é traçar objetivos estabelecendo metas e prioridades, identificando as oportunidades para alcançar, a visão de futuro, garantindo com isso o sucesso institucional. É a ferramenta mais usada nas instituições de ensino superior. A análise certamente contribuirá para um processo assertivo e que favorecerão para a construção do planejamento estratégico efetivo. São as estratégias das áreas superiores que irão orientar o planejamento estratégico da instituição. No entanto, pode-se evidenciar que o sucesso de uma instituição depende de como ela define e desenvolve seus objetivos e, é com base nessa consideração que se deve estruturar o caminho para desdobrar os objetivos nos vários níveis da organização. A estratégia na dimensão tempo se situa no futuro, pois cria um vínculo entre o ontem e o hoje e sua resposta é o resultado do amanhã. É possível construir a estratégia em uma visão global e macro da organização, na qual está inserida e envolvida com o nível da direção institucional. É vantajoso desenvolver o
planejamento estratégico na instituição, quando esta passa a ser vista como um processo e não apenas como uma ação única e isolada. A relevância da pesquisa foi proporcionar novos conhecimentos a cerca do Planejamento Estratégico nas Instituições de Ensino Superior, que servirão de subsídio para profissionais e acadêmicos. Portanto o estudo sobre planejamento estratégico despertou interesse pela pesquisa norteada pelo questionamento: qual a importância do Planejamento Estratégico nas Instituições de Ensino Superior? Com isso, este estudo teve como objetivo conhecer o Planejamento Estratégico buscando especificamente, quais os métodos utilizados no Planejamento Estratégico; identificar como acontece o processo de planejamento e detectar de que forma o Planejamento Estratégico está sendo executado nessas instituições.
REFERENCIAL TEÓRICO
O ensino superior é o nível de ensino consecutivo à conclusão do ensino médio, é um período no qual o estudante (acadêmico) passa a ser visto como um pesquisador, as instituições de ensino superior se dividem em universidades, centros universitários ou faculdades, podem ser públicas (vinculadas aos governos federal, estadual ou municipal) ou privadas. Para Trindade (2000), em uma retrospectiva da instituição universitária, é possível identificar quatro períodos:
1. Do século XII até o Renascimento, caracterizado como “período da invenção da universidade em plena Idade Média em que se constituiu o modelo da universidade tradicional, a partir das experiências precursoras de Paris e Bolonha, da sua implantação em todo território europeu sob a proteção da Igreja.” 2. No século XV, época em que a universidade renascentista recebe o impacto das transformações comerciais do capitalismo e do humanismo literário e artístico, mas sofre também os efeitos da Reforma e da Contra-Reforma. 3. A partir do século XVII, período marcado por descobertas científicas em vários campos do saber, e do Iluminismo do XVIII, a universidade começou a institucionalizar a ciência. 4. No século XIX, implantou-se a universidade estatal moderna, e essa etapa, que se desdobra até os nossos dias, introduz uma nova relação entre Estado e universidade.
No Brasil a história do ensino superior começou em 1908 quando a corte se transferiu para Portugal. “As primeiras Instituições de ensino superior foram criadas apenas em 1808 e as primeiras universidades são ainda mais recentes, datando da década de 1930” (Durham, 2005). No governo de Fernando Henrique Cardoso destaca-se a aprovação da LDB que trouxe reformulações para IES e a criação do ENEM como alternativa de egresso no ensino superior. No governo Lula os principais marcos foram a aprovação da LEI 10.861 de criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) criada para analisar as Instituições de Ensino Superior, o desempenho dos alunos e os cursos ofertados em cada instituição. Em 14 de Abril de 2004 foi sancionada a Lei 10.861 que Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, esse sistema foi criado para que houvesse a avaliação das instituições de ensino superior, a avaliação dos cursos e do desempenho dos estudantes. Avalia o ensino, a pesquisa, a extensão, bem como todos os outros aspectos pedagógicos e estruturais de tais instituições. Como confirma o Art. 2º da Lei regulamentar o SINAES, ao promover a avaliação de instituições, de cursos e de desempenho dos estudantes, deverá assegurar:
I – avaliação institucional, interna e externa, contemplando a análise global e integrada das dimensões, estruturas, relações, compromisso social, atividades, finalidades e responsabilidades sociais das instituições de educação superior e de seus cursos; II – o caráter público de todos os procedimentos, dados e resultados dos processos avaliativos; III – o respeito à identidade e à diversidade de instituições e de cursos; IV – a participação do corpo discente, docente e técnico-administrativo das instituições de educação superior, e da sociedade civil, por meio de suas representações. (BRASÍLIA, 14 de abr. de 2004)
Portanto entende-se que o SINAES veio para normatizar a avaliação interna e externa, quantitativa e qualitativa, somativo e formativo, isso tudo uniformemente contando com a participação e articulação de todos. Apresentou o Projeto de Lei que instituía a política de reserva de vagas para egressos de escolas públicas, negros e indígenas nas instituições públicas de ensino superior e criou o Programa Universidade Para Todos (Prouni).
A educação superior no Brasil esta baseada nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a LDB 9.394/96 explicitado nos seus Artigos 43 a 57, onde estão definidas as características e obrigações das instituições de ensino superior às quais tem por objetivo maior formar o conhecimento científico e reflexivo de seus alunos. Como está descrito no Artigo 43 que define os objetivos da educação superior:
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II - formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração; VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII - promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. VIII - atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a capacitação de profissionais, a realização de pesquisas pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão que aproximem os dois níveis escolares. (Incluído pela Lei nº 13.174, de 2015)
Assim, conhecendo um pouco de sua história e seus objetivos é possível notar que este nível de ensino vem a cada dia ampliando seus horizontes e introduzindo mais brasileiros no âmbito da pesquisa e da extensão, com isso muitas instituições estão aderindo ao planejamento estratégico como ferramenta principal para planejar suas ações, principalmente por terem que atender aos aspectos regulatórios exigidos pelo SINAES em seu plano de desenvolvimento institucional (PDI), ou seja, essas IES precisam criar ações de melhorias que se pretende alcançar em um determinado tempo, dessa forma são escolhidas as estratégias que levarão ao cumprimento dos objetivos que norteiam esse planejamento, mas para
sua elaboração é necessário que se enxergue essa instituição por todos os ângulos em todos os momentos para que não se perca o foco das atividades, isto é, o monitoramento e controle das ações.
Planejamento Estratégico Entende-se que planejar significa fazer planos, pensar no futuro, ou seja, é necessário que primeiro se crie planos, para que depois se pense em seus objetivos e na melhor maneira de concretizá-los. Através desses planos a instituição consegue viabilizar e aplicar recursos para o alcance de seus objetivos possibilita que os membros destaquem atividades ajustadas com os objetivos e os métodos escolhidos e que o caminho percorrido para o alcance dos objetivos seja acompanhado e medido, possibilitando assim uma medida corretiva caso os passos percorridos não forem satisfatório. A expansão do Planejamento Estratégico deu-se nas décadas de 60 e 70 quando as escolas de administração e as empresas começaram a aceitar a teoria do planejar. O planejamento estratégico centra-se no conceito de sistema aberto, onde enfatiza o que se pode chamar de ambiente externo e interno. Portanto, ROJO (2001) afirma que o planejamento estratégico torna-se importante para uma instituição de ensino superior. Com ele, a instituição poderá buscar a racionalidade, reunindo condições de adaptação do seu quadro habitual de operações às mudanças impostas pelas pressões ambientais. Este tipo de plano é de suma importância porque objetiva nortear o crescimento das instituições, pois existe todo tipo de variáveis, as quantitativas e as qualitativas que são de difícil tangibilidade. Stoner retrata cinco características básicas do Planejamento Estratégico:
O planejamento estratégico lida com questões fundamentais ou básicas. Dá resposta a perguntas como, por exemplo: “Em que ramo estamos e em que ramo deveríamos estar?" e "Quem são nossos clientes e quem deveriam ser eles?” O planejamento estabelece um quadro de referência para o planejamento mais detalhado e para as decisões administrativas do dia a dia. Diante destas decisões, o administrador pode indagar: "Qual dos caminhos possíveis será mais compatível com nossa estratégia?" O planejamento estratégico envolve um prazo maior que outros tipos de planejamento. O planejamento estratégico dá um sentido de coerência e força aos atos e decisões da organização no tempo. O planejamento estratégico é uma atividade de nível superior no sentido de que a direção tem que ter uma participação ativa nele. Isto ocorre porque, em primeiro lugar, só a direção tem acesso às informações necessárias para se levar
em consideração todos os aspectos da organização; e, em segundo lugar, porque o compromisso da direção é necessário a fim de se conseguir o compromisso dos níveis mais baixos.
Assim, o planejamento estratégico pode ser visto como um processo continuo e adaptativo, as estratégias são formalmente criadas antes de serem implementadas. Os gestores fazem estratégia em ato contínuo, formulando estratégias baseadas no conhecimento adquirido em suas rotinas de trabalho, é o processo através do qual a empresa se mobiliza para atingir o sucesso e construir seu futuro, estabelecendo métodos necessários para assegurar a execução das políticas e dos programas estratégicos, levando a dissolução dos principais aspetos relacionados à estratégia empresarial.
Abrangência do Planejamento
Existe uma classificação do planejamento, neste sentido, existem três classes diferentes de planejamento: o estratégico, o tático e o operacional. Planejamento Estratégico como já vimos, é o planejamento mais amplo, tendo como principal característica a sua projeção em longo prazo, o que estende seus efeitos e consequências por vários anos, envolve a empresa como uma totalidade, compreende todos os recursos e áreas de atividade, e atenta em atingir os objetivos ao nível organizacional, é elaborado por uma ampla comissão e corresponde ao plano principal, do qual todos os demais estão subordinados. Planejamento Tático esse planejamento é feito em nível departamental caracterizado para médio prazo, geralmente para o exercício anual, envolve, mobiliza cada departamento, preocupando-se em atingir seus objetivos departamentais, utilizando recursos específicos. Planejamento Operacional é o feito para cada tarefa ou atividade, planejado para curto prazo, para o imediato, abrange cada tarefa ou atividade individualmente e preocupa-se com a efetivação de metas específicas, é definido no modo operacional. O planejamento pode ser executado seguindo três diretrizes distintas: satisfação, otimização e adaptação. Na filosofia da satisfação o processo do planejamento pode ser efetivado em menor tempo, com um custo menor e exigindo menor capacitação técnica, os planos tenderão a serem conservadores. Na otimização os objetivos são formulados em termos quantitativos, ou seja, os vários objetivos existentes são reduzidos a uma medida comum e combinados em uma medida geral e ampla de desempenho, a grande vantagem desse modo de planejamento é a automatização do processo decisório, porém não será capaz de cumprir objetivos qualitativos. A filosofia da adaptação consiste na procura do equilíbrio tanto externo como interno a instituição, e é responsável pelo direcionamento da atenção para os recursos humanos e para o processo de aprendizagem, respondendo assim as mudanças externas, sendo essas as principais responsáveis pelos problemas internos. O planejamento estratégico esta dividido em quatro etapas principais, sendo a primeira compreendida como a missão e visão, na segunda etapa estão à análise do ambiente externo e interno, a terceira etapa formulam-se as estratégias e o plano de ação e a etapa final é o monitoramento e controle das ações.
1ª Etapa missão e visão
Quando se fala de missão deve-se pensar em qual seu objetivo, pois se trata da finalidade central da instituição, devendo ser detalhada de forma clara e objetiva é essencial que se procure clarificar, definir, expressar formalmente qual é a missão da empresa, ou seja, delimitar a função (ou funções) que a empresa deve desempenhar as necessidades que deve atender, buscando justificar a sua razão de existência. (Lobato 2006), ou seja, a missão é motivadora, é quem direciona a empresa, é a identificação do negócio, sua carta de apresentação. Dessa forma, Drucker, relata que.
Uma empresa não se define pelo seu nome, estatuto ou produto que faz; ela se define pela sua missão. Somente uma definição clara da missão é razão de existir da organização e torna possíveis, claros e realistas os objetivos da empresa (DRUCKER, 2003)
É indicado que para a elaboração da missão se responda as seguintes perguntas: 1. Qual a razão da nossa existência? 2. Que diferença terá nosso negócio daqui a 3 ou 5 anos? 3. Quem são, ou deveriam ser, nossos principais clientes? 4. Quais nossos principais produtos? 5. Quais são nossos valores? Assim segundo HENRIQUES:
A definição de missão que responda a estas questões tem as seguintes vantagens: estabelece os limites que servem de orientação na formulação da estratégia, estabelece padrões para o desempenho da organização em múltiplas dimensões, e, sugere padrões para o comportamento ético dos indivíduos. (2009)
Portanto a missão pode ser compreendida como a base estruturante da instituição, busca sempre alcançar os objetivos, busca inovações e acompanha todas as variáveis existentes. A visão trata do futuro, onde se pretende chegar e quais princípios básicos devem ser preservados, além de ser precisa e audaciosa, pois necessita demonstrar que a empresa será bem melhor do que é atualmente. Para PORRA E COLLINS,
Os grandes navegadores sempre sabem onde fica o norte. Sabem aonde querem ir e o que fazer para chegar a seu destino. Com as grandes empresas acontece a mesma coisa: elas têm visão. É isso que lhes permite administrar a continuidade e a mudança simultaneamente. (1998)
Uma instituição com visão possui direcionamentos, planeja seu futuro com eficácia, faz escolhas sensatas e valoriza o trabalho em grupo. A visão pode ser definida dentro de dois parâmetros centrais: a ideologia central e a visão do futuro. Dentro do conceito de ideologia central estão definidos os valores permanentes da instituição, os quais não sofrem modificações, é uma ideia central na qual a empresa ou instituição vai se firmar, vai basear-se, sobrevivendo à mudança de mercado, mudança de lideres, servindo como orientação e inspiração. Como podemos refletir com BARRET
Em uma organização os valores ‘dizem’ e os comportamentos ‘fazem’. Portanto, os valores organizacionais podem ser definidos como princípios que guiam a vida da organização, tendo um papel tanto de atender aos objetivos organizacionais quanto de atender às necessidades dos indivíduos (2000)
Não existe um modelo pré-moldado de valores básicos para que uma organização possa seguir, pelo contrário esses valores devem ser definidos individualmente por cada organização existente, pois cada uma tem os requisitos que lhe são verdadeiros e que serão defendidos sempre ultrapassando qualquer obstáculo, ainda que esse obstáculo seja financeiro ou até mesmo o tempo. Quando se fala no parâmetro visão do futuro, trata-se do potencial de imaginar o que ainda não vivenciamos, pois grandes metas são definidas para serem alcançadas em longo prazo e não podem ser metas surreais precisam apresentar ao menos 50% de certeza de sucesso, diferente do valor básico da organização que jamais pode ser modificado, as metas são condições estipuladas pelo tempo de sua execução ao cumprir-se com uma meta ambiciosa e visionária surgirão várias outras em seu lugar.
2ª Etapa análise do ambiente externo e interno
A análise do ambiente se torna necessária acerca dos fatores ambientais que possibilitam uma melhor adequação do rumo e das ações da instituição, levando a uma analise dividida em duas partes: análise ambiental interna e análise ambiental externa. A análise ambiental interna visa colocar em evidência as deficiências e qualidades da instituição, levando em conta os pontos fortes e os pontos fracos. Alguns aspectos internos a serem considerados são: estrutura física da instituição, o sistema adotado, o direcionamento da instituição, o foco principal, a análise de recursos que a empresa possui para as suas operações atuais ou futuras, análise da estrutura organizacional, avaliação do desempenho, deve-se também verificar se existe um organograma ou se está adequado. As oportunidades e ameaças são os componentes do ambiente externos com isso deve-se buscar conhecer os fatores controláveis e os incontroláveis para identificar os pontos a serem corrigidos para
enfrentar as influencias ambiental do meio incontrolável que é o ambiente externo, envolve a análise das características atuais, tendências futuras, oportunidades e perspectivas, concorrência ou competição, conjuntura econômica, tendências políticas, sociais, culturais, legais, que afetam a sociedade e a empresa. O ambiente externo passa por constantes mudanças, que influenciam direta e indiretamente os planos e estratégias da instituição. Assim destaca o pensamento de Zun Tsu
Se conhecermos o inimigo (ambiente externo) e a nós mesmos (ambiente interno), não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos, nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas. (2009)
Deste modo Chiavenato (2000, p.181) confirma que a análise interna da empresa permite uma avaliação dos principais pontos fortes e fracos que a organização possui e que a análise do ambiente externo trata das condições externas que rodeiam a empresa, e que lhe impõem desafios e oportunidades.
3ª Etapa estratégias e o plano de ação
As estratégias e o plano de ação são a terceira etapa do planejamento, tratase da fase concreta do planejamento onde se formularão as ações mais adequadas para alcançar o comprimento de sua missão institucional e o alcance de sua visão de futuro que serão descritos, materializados em um documento chamado plano de ação podendo conter planos táticos e operacionais. A elaboração das estratégias deve está baseada nos resultados da análise do ambiente, tanto internos, quanto externos, pois ambos são essenciais, entendendose que é crucial que se avalie a priori os quantitativos externos porque eles esclarecerão o que é necessário ser feito e os resultados internos dirão o que você gostaria de fazer. Para Toffler a estratégia é crucial na hora de planejar:
Uma empresa sem Estratégia é como um avião voando em plena tempestade, jogando para cima e para baixo, açoitado pelo vento, perdido entre relâmpagos. Se os relâmpagos ou os ventos não o destruírem,
simplesmente ficará sem combustível.
Entende-se assim que as estratégias estão diretamente ligadas com o sucesso da organização possuindo como características principais na sua formulação a analises dos ambientes, criação de vantagem competitiva, serem viáveis e compatíveis com os recursos, ser coerentes entre si, buscar o compromisso das pessoas envolvidas, ter o grau de risco limitado pela empresa, ser fundamentadas nos princípios da empresa, ser criativas e inovadoras. Conhecendo as características relevantes da estratégia, passa-se então para a etapa da definição dos temas relevantes para sua elaboração, subdivididos em cinco eixos principais: mercado (segmentação, distribuição, qualidade, agilidade, etc.); finanças (custos, receitas, estoque, etc.); recursos humanos (capacitação, motivação, qualidade, etc.); produção/operação (parcerias, transporte, logística, etc.); outras (automação, informatização, otimização do processo, etc.). Para melhor alcance dos objetivos por intermédio das estratégias, cabe ainda utilizar alguns instrumentos como a combinação das oportunidades e forças, onde se cruzam as oportunidades acentuadas, com as forças mais impactantes nos objetivos. Combinar ameaças e forças, levando em consideração as ameaças proeminentes e as forças impactantes e combinar forças e fraquezas que causam maior impacto nos objetivos. Assim consegue-se então checar a consistência das estratégias identificando se são polivalentes, servindo para mais de um objetivo, se são de alta relevância para a empresa, se aproveita as oportunidades, torna mínima as ameaças, torna mais eficazes as forças e paralisa as fraquezas.
4ª Etapa monitoramento e controle das ações
O planejar é a intenção, e implantar o planejamento é a ação, portanto o monitoramento e controle das ações consiste no acompanhamento da implementação dos dados e informações, que deve ser avaliado a partir das ações analisando-se os prazos, a destinação de recursos, o resultado esperado quanto ao impacto nos objetivos, monitorar a utilização das estratégias, a obediência aos princípios, avaliar se a missão está sendo cumprida e utilizada. O monitoramento
deve antecipar-se aos fatos identificando com antecedência quando uma estratégia ou objetivo não poderá ser cumprido e aplicar uma ação corretiva, ou seja, pode ser alterados durante todo o processo de implantação do plano estratégico. As instituições de ensino superior estão sendo atingidas por diversas transformações ocorridas no mundo, e estão sendo cobradas a satisfazer a essas mudanças de exigência de mercado, anseio social, desafios propostos, para continuar ativa, competitiva, tornando-se indispensável adquirir uma visão holística acompanhada por uma atuação sistêmica nas ações diárias e nos seus processos. Por isso o Planejamento Estratégico é uma importante ferramenta de gestão para as instituições de ensino superior na atualidade, pois é por meio dele que o gestor e sua equipe estabelecem os parâmetros que vão direcionar a organização da instituição, a condução da liderança, bem como o controle das atividades. O objetivo do planejamento é fornir aos gestores e suas equipes uma ferramenta que forneça informações para a tomada de decisões, ajudando-os a atuar de forma flexível, antecipando-se às mudanças que ocorrem no mercado em que atuam. Propicia a tomada de decisões estabelecendo alternativas que propiciem o aproveitamento das oportunidades que o contexto oferecer, a elaboração de posições defensivas mais fortes, frente a ameaças ou pontos fortes, planejar os fará perseguir mudanças significativas para o crescimento, ter segurança naquilo que querem e buscam de melhor para atuação, ou seja, uma atitude proativa na condução dos destinos da instituição. É preciso ter e vista que a elaboração do planejamento estratégico é uma tarefa dinâmica e participativa, em função dos novos conhecimentos, das tendências, os ambientes externos e internos devem ser avaliados continuamente, tudo deve ser revisado, modificado e examinado continuamente. Dentro dos modelos existentes de planejamento estratégico destacaram-se quatro entendidos como mais apropriados a aplicar-se em instituições de ensino os quais estão apresentados no quadro abaixo:
Bryson 1995 e 1996
Tachizawa e Andrade 2001
Braga e Monteiro 2005
Fernandes 2006
Acordo inicial Coleta de dados e informações
Acordo inicial Visão estratégica (definição da Missão e das Metas)
Atribuições organizacionais
Análise de informações
Diagnóstico estratégico (análise do ambiente interno e externo)
Análise ambiental (interna e externa)
Desenvolvimento da missão e dos valores
Análise ambiental Missão e visão de Futuro
Alternativas estratégicas (deliberadas e emergentes)
Análise do ambiente interno e externo
Análise dos aspectos externos
Posicionamento estratégico
Decisão e implementação da estratégia (programas de ação e orçamentos)
Definição de questões estratégicas
Análise da Estratégia Vigente
Cenários Controle estratégico
Elaboração das estratégias
Análise corporativa da missão versus campo de atuação
Identificação de objetivos e metas
Revisão do plano estratégico
Formação do plano estratégico
Definição das estratégias
Estabelecimento da visão organizacional
Implementação e controle
Construção dos planos táticos
Implementação do processo
Orçamento econômico e
financeiro
Reavaliação da estratégia e do planejamento
Implementação dos planos táticos Auditoria estratégica Reavaliação das estratégias
Figura 1 –Modelos de Planejamento Estratégico Fonte: Elaborado pelos autores a partir de Bryson, J. (1995). Strategic planning for public and nonprofit organizations: a guide to strengthening and sustaining organizational achievement (Revised Ed.). San Francisco: Jossey-Bass Publishers; Bryson, J. & Alston, F. (1996). Creating and Implementing Your Strategic Plan. San Francisco: Jossey-Bass Publishers; Tachizawa, T., Andrade, R. (2001). Gestões de instituições de ensino (2a ed.). Rio de Janeiro: FGV; Braga, R., & Monteiro, C. (2005). Planejamento estratégico sistêmico para instituições de ensino. São Paulo: Summus, 2005; Fernandes, A. (2006). Impacto do planejamento estratégico na eficácia organizacional das instituições portuguesas de ensino superior agrário. Tese de Doutorado, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal.
METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa fundamentada na análise dos referenciais bibliográficos buscou problematizar o objeto de estudo através de materiais existentes com relação ao tema utilizando fichamento e resenhas dos livros, revistas e de todas as fontes documentais encontradas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir dos artigos lidos para a elaboração desse trabalho, conclui-se que o planejamento estratégico é uma ferramenta na gestão das instituições de ensino superiores tanto privadas quanto publicas, e deve ser encarado como um processo permanente, dinâmico e flexível, e não como uma fase estanque cujo produto final seja um relatório ou algo finito. Conceitos relativos a processos sistêmicos na instituição de ensino, dos quais o planejamento estratégico é um processo continuo. Onde a intenção do mesmo é apresentar alternativas para um melhor direcionamento institucional.
As instituições de Ensino Superior incluem-se no contexto de transformações globais que caracterizam a vida humana em sociedade. A universidade constitui-se num organismo legitimamente responsável pela oferta da Educação Superior à sociedade onde se insere. Por isto ela tem sido, desde sua origem, altamente respeitada como uma das mais importantes instituições sociais da vida humana associada. O Planejamento Estratégico dentro das Instituições de Ensino Superior trata-se de um instrumento flexível, que é utilizado na formulação dos objetivos, prevendo o futuro da instituição em longo prazo utilizando os recursos disponíveis de forma eficiente e organizada. O planejamento estratégico nas Instituições de Ensino Superior contribui para a aplicação de um sistema de gestão estratégica, em instituições de ensino superior, levando em consideração os ambientes e suas variáveis atuais, visando melhorar as condições de competitividade, lucro e qualidade nos serviços, buscando colocar em prática de forma efetiva conhecendo suas funções e seus limites. No que se refere ao conteúdo do planejamento estratégico, sua elaboração é feita de forma participativa, conta com apoio de consultorias e geralmente é embasada em planos estratégicos de outras instituições. As instituições precisam adquirir um modelo de desempenho que esteja de acordo com sua missão e visão e precisam de uma ferramenta que lhes permita visualizar informações relevantes para a decisão estratégica. As instituições de ensino superior estão em busca da excelência na prestação de serviços e na qualidade do ensino bem como o reconhecimento pela sociedade de que são instituições eficientes e que cumprem seu papel. Para tanto as vantagens estão em nortear as ações prioritárias da instituição, estabelecer visão e metas para chegar ao objetivo. Compreender a estratégia em uma instituição colabora com a escolha da melhor estratégia a ser planejada. Caso o processo de planejamento não leve em consideração a estratégia atual, a instituição perderá todo o esforço e recursos aplicados na sua execução e poderá ocasionar uma descontinuidade na gestão. Para que seja possível sua execução a estratégia requer consenso, conhecimento, informação, motivação e, principalmente, liderança. Deve-se ter em mente que a estratégia é sempre um processo de mudança contínua na instituição. O planejamento estratégico requer que se aprenda com a construção de modelos até chegar à fase de tomada de decisão. Ele exige de todos: inovação,
colaboração, engajamento, foco em competências essenciais, otimização, adaptabilidade, integração organizacional, seleção de funções e de processos. A estratégia serve para múltiplas funções, sendo elas a de dar rumo, permitir a concentração dos esforços e servir como fonte de coerência interna. O processo de planejamento define mudanças e novas regras de gestão. Existem três classes diferentes de planejamento: o estratégico, o tático e o operacional. Planejamento Estratégico é o planejamento mais amplo, tendo como principal característica a sua projeção em longo prazo, o que estende seus efeitos e consequências por vários anos, o Planejamento Tático esse planejamento é feito em nível departamental caracterizado para médio prazo, e o Planejamento Operacional é o feito para cada tarefa ou atividade, planejado para curto prazo. Um processo de planejamento estratégico tem por objetivo gerar um plano composto de uma lista de ações viáveis, considerando um dado período de planejamento. Em geral o processo se apoia numa análise ambiental para a definição dos temas estratégicos, que por sua vez, norteiam as ações a ser executadas. O planejamento estratégico é dividido em quatro etapas, sendo a primeira compreendida como a missão e visão que é a finalidade central da instituição na segunda etapa estão à análise do ambiente externo e interno se torna necessária acerca dos fatores ambientais que possibilitam uma melhor adequação do rumo e das ações da instituição, a terceira etapa formulam-se as estratégias e o plano de ação que se trata da fase concreta do planejamento onde se formularão as ações mais adequadas para alcançar o comprimento de sua missão institucional e o alcance de sua visão de futuro que serão descritos e a etapa final é o monitoramento e controle das ações. O monitoramento pode ser alterado durante todo o processo de implantação do plano estratégico. O planejamento Estratégico certamente pode ser usado em Universidades e constitui em uma alternativa viável para o planejamento participativo. A vantagem da participação do corpo técnico da universidade e do grau de precisão crescente na elaboração do plano permite manter a visão geral do processo tendo em vista seu uso sucesso em universidades. As vantagens do Planejamento Estratégico são: a característica participativa que promove a integração entre os participantes da elaboração do plano, a característica participativa promove o comprometimento com os resultados e cada unidade participante fica planejada, o processo propicia resultados eficientes mais
adeptos a mudanças, o acompanhamento do processo indica pontos críticos da Instituição a sensibilização para o planejamento se dá durante a aplicação do processo, e serve como apoio a tomada de decisão favorecendo a continuidade administrativa. Planejar estrategicamente é formular de modo sistemático os objetivos a serem alcançados, com alternativas de alcance e, com a elaboração de cenários prospectivos de futuro. Podendo objetivar a discussão sobre a Visão e Missão, de forma que ela possa ficar claramente entendida e sirva de rumo para todos envolvidos, deve-se incentivar e convencer as áreas técnicas, em todos os níveis a que utilizem os Objetivos, Estratégias, Ações e Planos de trabalho, estabelecidos no modelo de Planejamento Estratégico, como guia de suas atividades e ações. A instituição deve promover uma avaliação periódica, com base no acompanhamento e controle das ações, de forma que o processo esteja sendo monitorado continuamente e através de todas as suas etapas, seja para atingir eficientemente os objetivos traçados, seja para corrigir ou modificar os novos rumos que a Instituição possa tomar devido a modificações tanto do ambiente organizacional externo quanto do interno.
REFERÊNCIAS
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