Primeiros contatos dos novos advogados com a profissão, início de jornada... por onde trilhar?

Bom dia queridos colegas!

Recebi minha carteira provisória de advogada recentemente, e assim como vocês estava meio perdida...

Estudei para o Exame da Ordem - passei,

Providenciei a documentação para inscrição principal - foi deferida,

Participei da solenidade - carteira provisória em mãos.

Tá, mas e agora? Onde vou? Já posso peticionar? Cadê os clientes? Onde encontro a resposta para tudo?

Calma, pessoal! Vamos por partes...

O primeiro passo para começar a advogar é se cadastrar nos sistemas eletrônicos:

Juizados Especiais: Compareça até um posto SAC (aqui na Bahia são chamados assim o sistema de atendimento ao cidadão), ou SAJ, para se cadastrar, leve sua carteira provisória e CPF, original e cópia, o cadastro é feito na hora, e o certificado é gratuito.

Justiça Federal: Faça o pré-cadastro pelo site, e depois compareça pessoalmente para ratificar, também de posse dos documentos.

Justiça Comum: 48h úteis depois de receber sua provisória você deve comparecer à OAB para comprar o certificado digital (em média 120 reais), ou pelo site da Certisign (certificado para advogados), mas será necessário depois comparecer a um posto para validação (não esqueça de levar o Token). O Token (em média 30 reais), compra na OAB.

Feito isso você já está habilitado para peticionar eletronicamente!

Escolha um computador para trabalhar, ele será seu fiel escudeiro, e onde estarão armazenados dados dos clientes e dos certificados.

E aí serão algumas horas para de adaptar... Mas não se desespere, nada que a prática não dê jeito.


E as dúvidas?

Como funciona as audiências, como me porto como advogado do réu/autor?

Como guia nesse inicio de carreira, por indicação eu comprei o "MANUAL DO ADVOGADO" de autoria de Valdemar P. Da Luz, mas é só indicação, há outros autores também (João Roberto Parizatto, por exemplo). Eu comprei na Amazon. Com, mas pode ser encontrado em qualquer livraria, indico a Estante Virtual, sempre comprei livros lá, tem preços bons. E é essencial também um Vade Mecum novo! Serão nossos companheiros...

Há outras dúvidas que não encontramos nos livros, e então devemos procurar aqueles colegas mais próximos que já advogam para tirar dúvidas. Não se envergonhe, ninguém sabe de tudo! E a maioria vamos aprender na prática.


Agora é hora de mostrar ao mundo que você é Advogado! Diga aos quatro ventos, e ele espalhará. Como devemos saber, é proibido fazer propaganda... Mas podemos ter cartão de visita e sempre que tiver oportunidade entregar... Se não tiver muita grana para fazer o cartão, você pode ir na gráfica, e eles te ajudam, ou se tiver um pouco mais de dinheiro, contrate um Design, e ele fará ao seu gosto. Pense como um investimento.


E os clientes...

De onde vão chegar?

Acredito que os primeiros chegarão pelas pessoas próximas, ou por indicação.

Onde vou atendê-los?

Bom, hoje em dia é muito comum Home Office. Se você não se sente à vontade, pode marcar num local agradável, como no shopping, um café, ou congênere. Há também escritórios que alugam salas, e inclusive autorizam a colocar como seu endereço profissional, vale pesquisar na cidade.

Quanto vou "cobrar?

Há uma tabela de honorários advocatícios, busque no site da Seccional da OAB. Os valores ali descritos são os mínimos, ou seja, É PROIBIDO COBRAR MENOS DO QUE O VALOR QUE ESTÁ ALI DESCRITO, sob pena de infração - captação de clientes. Como sabem, a advocacia é atividade intelectual, e é vedada a captação de clientela (exemplo: praticar valores abaixo da tabela e advocacia gratuita). Pessoal, cá entre nós, se você pratica valores abaixo dos pisos, você está se desvalorizando, e a toda classe. Seja justo e pondere entre complexidade da causa e condição do cliente.


Por fim, queria dizer que considero importante ter um e-mail específico, e quem puder, também um telefone somente para uso profissional.

Agora é hora de correr pro abraço!

Espero que tenham gostado, e que de alguma forma eu possa ajudar vocês no início dessa caminhada!


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Este texto foi publicado diretamente pela autora. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

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