É interessante, quando entramos na Universidade para cursar Direito, que sempre ouvimos a famosa piadinha: "Vê se estuda direito menino". Será que essa é uma daquelas piadinhas, da qual, devemos levar muito a sério? Vamos pensar juntos!

Sou estudante de Direito, turma C, primeiro semestre na UMC (Universidade de Mogi das Cruzes). O interessante nisso? Sou aluno há pouco mais de duas semanas e já estou aqui, escrevendo meu primeiro artigo relacionado ao curso.

Muitos de vocês, nobres e renomados Doutores, devem estar pensando: "é muita ousadia, mal começou à estudar e já acha que sabe alguma coisa". Na verdade, venho aqui justamente para dizer que não sei nada, nadinha mesmo, mas então, por que "raios" estaria eu escrevendo essas palavras? Vou explicar!

Acredito que, muitos que lerão esta matéria sejam professores universitários e, a maioria é claro, de alguma disciplina do curso de Direito. Estes, entenderão perfeitamente a mensagem.

Vamos pensar da seguinte forma: Eu estudo Direito, direito! Fica um pouco estranho dito desta maneira mas, quem está nos dias de hoje dentro de uma sala de aula, sabe bem que, nem todos ali presente estão estudando direito, apenas Direito.

Cursar Direito é, obviamente, aprender sobre as leis do nosso país, como representar nosso cliente no futuro, escrever uma petição convincente ou, até mesmo, ter uma formação que permita ao aluno prestar algum concurso no ramo do Direito. Então, o que é estudar "direito"?

Ao leitor deste artigo, honrado professor ou professora pergunto: saberia nos dizer quanto de seus alunos estudam direito? Quando me refiro a este com letra minúscula, me refiro justamente ao ato de estudar, dedicar-se à matéria, prestar atenção ao tema da disciplina, acredito que hão de concordar comigo quando digo que, menos de 50% realmente estudam DIreito! Os demais, apenas frequentam o curso.

O que me levou à escrever sobre isso? Uma situação decorrente da última aula, onde alguns alunos questionavam a professora sobre qual seria, verdadeiramente, o tema de sua matéria, alegando que não sabiam o que deveriam estudar para a prova que está por vir. Esta, com toda paciência do mundo, repassou todo o planejamento de aula. Claro que isso não era preciso, já que, ao observar os questionadores, notei se tratar da famosa turminha de frequentadores.

Essa turminha em questão são aqueles alunos que, ao invés de prestar atenção na aula, chegar no horário, participar ativamente, ficam sempre de conversa, planejando a próxima "balada", reclamando que sua vida não é boa, que preferia ter ficado na porta da faculdade na bebedeira, ou até mesmo nos famos "barzinhos" que rodeam a universidade.

Há também os calados, estes já não falam nada, não atrapalham a aula, pois estão demasiado ocupados em suas redes sociais, falando por mensagens de textos em aplicativos, olhando postagens, etc...estes são os frequentadores!

Utilizando palavras da paciente professora, durante sua explicação: "Há alunos que entram para a Universidade em busca de novos horizontes, porém, há quem venha apenas pela prova"!

Então, isso me leva a entender o verdadeiro conceito de estudar Direito "direito", já que eis aqui, a possibilidade de novas descobertas, novos rumos à seguir.

Aproveito para deixar meu agradecimento à todos os mestres, que com sua enorme paciência, supera situações como as citadas acima para mostrar "Novos Horizontes" aos seus alunos. Não desitam de nós, ainda tem os que valem a pena!

Quanto aos alunos, apenas recomendo que aproveitem este breve momento, sim, breve, pois cinco anos passam mais rápido que se imagina, e tudo isso, irá repercurtir para o resto de sua vida. Respeite seu professor enquanto explica a matéria, até mesmo durante uma simples chamada, SILÊNCIO, é só isso que os professores esperam, no mínimo, de vocês.


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Apesar de parecer um tanto "bobo", esta publicação é um pouco de desabafo, agradecimento e aconselhamento. Algo simples, mas que com certeza convém a leitura.

Este texto foi publicado diretamente pelo autor. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi.

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