1 INTRODUÇÃO
As cidades representam, desde a Antiguidade, um local onde o comercio é realizado, onde há descanso, onde há trabalho, etc. Onde o homem encontrou as condições necessárias para abandonar a nomadismo e se fixar em um local, porém, com a evolução das cidades, elas pararam de representar paraísos e se tornaram locais de violência, aglomeração descontrolada e exclusão, não sendo mais atrativos e gerando uma nova onda de migração para os centros menos povoados.
- INÍCIO DAS CIDADES
- Evolução
2.1.1 Nômades
Há cerca de 20.000 atrás a humanidade não se estabelecia em lugares fixos, sempre estava em constante movimento, sendo denominada de nômades, que se deslocavam em busca de água e alimentos. Não havendo uma troca de mercadorias, nem venda e compra (comercio).
- Vilas
Entre 13 e 10 mil anos atrás, várias civilizações começaram a dominar a agricultura e pecuária, criando centros mais densamente povoados, que se tornaram os primeiros centros de comercio e defesa, assim surgiram as primeiras vilas, localizadas próximas aos grandes rios (Egípcia, em torno do Rio Nilo. Mesopotâmica, em torno dos rios Tigres e Eufrates) dado a necessidade de irrigação.
- Grandes Civilizações
As primeiras cidades surgiram na mesopotâmia, na forma de cidades-estados, com o surgimento da propriedade privada. Essas cidades eram controladas por governos totalitários, já que a cidadania não era uma ideia defendida. As Grandes Civilizações possuíam uma estrutura mais complexa que as vilas, como possui templos religiosos. A população também era focada em outros trabalhos, não só a agricultura e pecuária, mas sim no artesanato e comercio.
- Administração e Política.
As cidades-estados eram centros autônomos, a estrutura de governo da cidade-estado foi muito utilizada na antiguidade, onde a população humana sedentária ainda era reduzida, e a noção de governo e composição para a formação de um estado ainda eram noções bastante abstratas. Assim, a maioria das cidades possuía seu próprio monarca, sua própria religião e uma classe própria de governantes. Sendo que o Monarca possuía o poder executivo, legislativo e judiciário.
- Tocantins
O Tocantins também serve de exemplo, quanto a origem das cidades, já que a grande maioria dos municípios nasceu em torno dos Rio Tocantins e Araguaia, já que a irrigação é primordial a agricultura realizada, e onde também povos indígenas se concentravam para retirar dos rios seu alimento.
- FEUDALISMO
O feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei lhes dava. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a uma gleba de terra para morar, além da proteção contra ataques bárbaros. Quando os servos iam para o manso senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal.
- Administração e Política
O senhor feudal representava a classe nobiliárquica detentora de terras. Divididos por diferentes títulos, os nobres poderiam ser responsáveis desde a administração de um feudo até a cobrança de taxas ou a proteção militar de uma determinada propriedade. A autoridade exercida pelo senhor feudal, na prática, era superior à dos reis, que não tinham poder de interferência direta sobre as regras e imposições de um senhor feudal no interior de suas propriedades. Portanto, assinalamos o feudalismo como um modelo promotor de um poder político descentralizado.
Ao mesmo tempo em que a economia e as relações sociopolíticas transformavam-se nesse período, não podemos nos esquecer da importância do papel da Igreja nesse contexto. O clero entrou em acordo com os reis e a nobreza com o intuito de expandir o ideário cristão. A conversão da classe nobiliárquica deu margens para que os clérigos interferissem nas questões políticas. Muitas vezes um rei ou um senhor feudal doava terras para a Igreja em sinal de sua devoção religiosa. Dessa forma, a Igreja também se tornou uma grande “senhora feudal”.
- Renascimento comercial e urbano e a derrocada do feudalismo
No século X, o feudalismo atingiu o seu auge, tornando-se uma forma de organização vigente em boa parte do continente europeu. A partir do século seguinte, o aprimoramento das técnicas de produção agrícola e o crescimento populacional proporcionaram melhores condições para o reavivamento das atividades comerciais. Os centros urbanos voltaram a florescer e as populações saíram da estrutura hermética que marcou boa parte da Idade Média, marcando assim o seu fim, e o início da Idade Moderna.
- MODERNA
4.1. Preocupações com as Políticas Públicas
Foi um período árduo, pois envolvia mudanças, o começo da revolução industrial onde as pessoas migravam para a cidade em busca de uma vida melhor e acabavam se deparando com uma realidade diferente, o grande fluxo de pessoas para a cidade onde começou as periferias, onde as, mas qualidades de vida começaram a surgir. Aconteceram várias formas de protesto como: o carlismo, o lusismo, os trabalhadores apenas requisitavam formas em que melhorassem as condições de trabalho. O Estado não dava conta de lidar com os problemas da população.
4.1.1. Perspectiva de vida
A expectativa de vida diminuiu muito nessa época, as más condições de serviços, a poluição, o trabalho em excesso contribuiu com tudo isso. O sistema fabril transformou o trabalhador livre em virtual escravo, reduziu o seu padrão de vida ao mínimo de sobrevivência, abarrotando as fábricas com mulheres e crianças, destruiu a vida familiar e solapou as fundações da sociedade, da moralidade e da saúde pública.
4.2. Consequências
4.2.1. Exclusão e violência
A partir do momento em que o campo rural deixou de ser “moda” as pessoas passaram a se locomover para a cidade em busca de empregos nas indústrias, chegando à cidade se deparam com uma realidade completamente diferente da que imaginavam e a falta de condições de alguns acabam fazendo com que eles sejam forçados a ir para as periferias onde a descriminação é muito grande, lugar esse onde as condições eram horríveis e pela a falta de oportunidade muitas delas acabaram entrando na criminalidade, dando inicio a uma grande violência. Essa violência está ligada com as políticas públicas de má qualidade onde não dão oportunidade as minorias, e esse estado de violência vieram a piorar cada vez mais.
4.3. Administração e Política
A administração era burocrática e era dividida nas seguintes partes:
» Burocracia: funcionários que cumpriam ordens do rei e desempenhavam as tarefas de administração pública. Estes cargos eram ocupados pela nobreza palaciana e pela alta burguesia.
» Poder militar: incluía todas as forças armadas; marinha, exército e polícia para assegurar a ordem pública na sociedade e o poder do governo.
» União da justiça: a legislação passou a valer em todo o território nacional.
» Sistema tributário: ou seja, sistema de impostos regulares e obrigatórios para manter o governo e a administração pública.
» Idioma oficial: um mesmo idioma falado em todo território do estado, que transmitia as leis, ordens e tradições da nação, além de valorizar seus costumes e cultura. ·.
- A PÓS-MODERNA
A ideia de “pós-modernidade”, teve seu surgimento na década de 1930. As suas características elencam fenômenos e grandes discussões, como; a dominação da mídia eletrônica, a celebração do consumismo, a pluralidade cultural, a colonização: econômica, política, cultural e social. Desencadeando desordens e grandes crises nas cidades; mudanças dos sistemas produtivos, crises: política, econômica, e do trabalho, violência, exclusão, entre outros. Como disse, o Professor Márcio Cavalcante em seu artigo ‘O conceito de pós-modernidade na sociedade atual’, “[...] gerando a ideia de que o mundo está cada vez menor através do avanço tecnológico. ”
- Êxodo Urbano
O efeito contrário ao do século passado, provoca a saída do homem do grande centro urbano para a média cidade. A ideia de melhoria de vida em grandes cidades como em São Paulo, se tornou irreal. Uma edição do jornal norte-americano ‘The New York Times’ diz; “O desemprego nos grandes centros urbanos brasileiros e o crescimento da agricultura e dos investimentos industriais em cidades do interior invertem os fluxos migratórios no Brasil. ” A migração para médias cidades também se deu por motivos como escapatória; da poluição, violência e do estresse dos grandes glomerados urbanos. Tudo isto levou a um esgotamento de um modelo econômico, e resultou em um novo perfil e adaptação.
- Administração e Política
A atitude desinteressada, despolitizada, são características aparentes na política atual. Diferenciando-se do clássico; “esquerda-progressista e direita-conservadora”. Os pós-modernistas descartam a ideia de revolução para uma “nova sociedade”. A ação política se desencanta do tradicional (partidos políticos, sindicatos, etc.) e atual através de ações voluntárias, sociais ou ONGs. “O Estado é retratado como uma ilusão sem soberania e sem capacidade de evitar a dissidência, como se vê na guerra civil movida pela violência urbana”; disse Vinício Carrilho, em seu artigo ‘Estado Pós-moderno; uma escritura política. ’.
- Tecnologia e Urbanização
A aceleração transforma o consumo numa rapidez nunca vivenciada: tudo é descartável. As publicidades manipuladas, notícias e informações ligeiramente espalhadas pelo mundo. O dinheiro eletrônico por cartões magnéticos que aliena o ter e o poder, a automação de tudo e de todos. Estamos vivendo um momento de fenômenos insólitos e irreais, tudo se passa como se o futuro tivesse se tornado um lugar vazio ou até mesmo inexistente.
Cidades são verdadeiros labirintos, ou gigantescos formigueiros; onde prédios “des-combinam” formas, cores e tamanhos. Inúmeros veículos causando extraordinários congestionamento e poluição, e um espetáculo ilusionista de luminosos com propagandas para todos os tipos de gostos.
- CONCLUSÃO
Com os dados apresentados conclui-se que, as cidades sempre foram inerentes aos seres humanos, e principalmente para o comercio e a economia, porem as cidades não conseguiram acompanhar o ritmo de crescimento humano e se tornaram locais hostis e não atrativos, por falta de políticas públicas, entre outros motivos. Sendo dever do Estado melhorar as condições de vida, sem marginalização e com ofertas de trabalho e comercio favoráveis.
REFERÊNCIAS
ABIKO, Alex; ALMEIDA, Marco; BARREIROS, Mário. Urbanismo: História e desenvolvimento: 1995.
Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Feudalismo
Acesso em: 15/03/2017 às 22:47
Disponível em:
http://brasilescola.uol.com.br/historiag/feudalismo.htm
Acesso em: 15/03/2017 às 23:05
Disponível em:
http://www.infoescola.com/historia/feudalismo/
Acesso em: 15/03/2017 às 23:30
Disponível em:
https://www.espacoacademico.com.br/035/35eraylima.htm
Acesso em: 16/03/2017 às 08:45
Disponível em:
http://projeto-exodus.blogspot.com.br/2010/05/exodo-urbano-uma-tendencia-mundial.html
Acesso em: 16/03/2017 às 09:00
Disponível em:
http://www.angelfire.com/sk/holgonsi/cidade.html
Acesso em: 16/03/2017 às 09:15