RÉPTEIS (Classe)
Segundo o Green Peace:
“O Cerrado abriga as nascentes de 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras e responde por um terço da biodiversidade do Brasil, com 44% de endemismo de plantas, mas está ameaçado, tendo perdido cerca de 50% de sua área original;
- Se mantido o padrão de destruição do Cerrado observado entre 2003 e 2013, até 2050 serão extintas 480 espécies de plantas e mais de 31 a 34% do Cerrado poderá ser perdido;
- As emissões de gases de efeito estufa decorrentes desse processo impedirão o Brasil de cumprir com seus compromissos no Acordo de Paris;
- A redução do bioma pode alterar o regime de chuvas na região, impactando a produtividade da própria atividade agropecuária;
- O governo brasileiro se comprometeu a disponibilizar os dados oficiais do desmatamento do Cerrado anualmente. Um dos argumentos trazidos por parte do setor privado para justificar a falta de monitoramento de suas cadeias produtivas era a ausência do Prodes do Cerrado”.
O pampa é área de importância histórica e geográfica.
Segundo pesquisa inédita do Ministério do Meio Ambiente, até 2008 o desmatamento já havia consumido 54% do bioma. Se for levado em conta apenas a vegetação nativa, os números são ainda mais assustadores. Apenas 36% do pampa se manteve e os 10% restantes são de corpos d'água.
O levantamento do ministério registra uma devastação, de 2002 a 2008, de 2.183 quilômetros quadrados. O município de Alegrete desponta como campeão de áreas desmatadas, com 176 quilômetros quadrados no período de seis anos. Em seguida, surgem Dom Pedrito, com 120 quilômetros quadrados, e Encruzilhada do Sul, com 87 quilômetros quadrados.
IX - CAATINGA
A caatinga é uma formação vegetal que podemos encontrar na região do semi-árido nordestino. Está presente também nas regiões extremo norte de Minas Gerais e sul dos estados do Maranhão e Piauí.
Caatinga (do tupi: ka'a [mata] + tinga [branca] = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. Este nome decorre da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação durante o período seco: a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos. A caatinga ocupa uma área de cerca de 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão,Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia (região Nordeste do Brasil) e parte do norte de Minas Gerais (região Sudeste do Brasil).
Ocupando cerca de 850 mil km² (aproximadamente 10% do território nacional), é o mais fragilizado dos biomas brasileiros. O uso insustentável de seus solos e recursos naturais ao longo de centenas de anos de ocupação, associado à imagem de local pobre e seco, fazem com que a caatinga esteja bastante degradada. Entretanto, pesquisas recentes vêm revelando a riqueza particular do bioma em termos de biodiversidade e fenômenos característicos.
Do ponto de vista da vegetação, a região da caatinga é classificada como savana estépica. Entretanto, a paisagem é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, fertilidade e tipos de solo e relevo. Uma primeira divisão que pode ser feita é entre o agreste e o sertão. O agreste é uma faixa de transição entre o interior seco e a Mata Atlântica, característica da Zona da Mata. Já o sertão apresenta vegetação mais rústica. Estas regiões são usualmente conhecidas como Seridó, Curimataú, Caatinga e Carrasco.
Segundo esta distinção, a caatinga seridó é uma transição entre campo e a caatinga arbórea. Cariri é o nome da caatinga com vegetação menos rústica. Já o Carrasco corresponde a savana muito densa, seca, que ocorre no topo de chapadas.
caracterizada pelo predomínio de plantas caducifólias lenhosas, arbustivas, muito ramificadas e densamente emaranhadas por trepadeiras. Ocorre, sobretudo, na Bacia do Meio Norte e Chapada do Araripe.
A vegetação da caatinga é adaptada às condições de aridez (xerófila). Foram registradas até o momento cerca de 1000 espécies, estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas.
A caatinga apresenta vegetação típica de regiões semiáridas com perda de folhagem pela vegetação durante a estação seca..
Arbustos: aroeira, angico e juazeiro.
- Bromélias: caroá.- Cactos: mandacaru, xique-xique e xique-xique do sertão.
Em função da criação de gado extensivo na região, pesquisadores estão alertando para a diminuição deste tipo de formação vegetação. Em alguns locais do semiárido já são encontradas regiões com características de deserto.
A caatinga é típica de regiões com baixo índice de chuvas (presença de solo seco).
Em função da criação de gado extensivo na região, pesquisadores estão alertando para a diminuição deste tipo de formação vegetação. Em alguns locais do semiárido já são encontradas regiões com características de deserto.
As principais características da caatinga são:
- forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas;
- presença de cactos e bromélias;
- os arbustos costumam perder, quase que totalmente, as folhas em épocas de seca (propriedade usada para evitar a perda de água por evaporação);
- as folhas deste tipo de vegetação são de tamanho pequeno;
- o solo da caatinga apresenta baixa fertilidade, além de ser pedregoso.
A Fauna da caatinga, ao contrário do que muitos pensam, é muito rica. Existem centenas de espécies vivendo neste bioma. Podemos citar entre as principais:
- Veado-catingueiro
- Preá
- Gambá
- Sapo-cururu
- Cutia
- Tatu-peba
- Ararinha-azul
- Asa-branca
- Sagui-de-tufos-brancos
- Pica-pau-anão-da-caatinga
A fauna possui baixas densidades de indivíduos e poucas espécies endêmicas. Apesar da pequena densidade e do pouco endemismo, já foram identificadas 45 espécies de anfíbios, 95 de répteis, 975 de aves, 148 de mamíferos e 240 de peixes num total de 1225 espécies de animais vertebrados, pouco se conhecendo em relação aos invertebrados. Descrições de novas espécies vêm sendo registradas, indicando um conhecimento botânico e zoológico bastante precário deste ecossistema, que segundo os pesquisadores é considerado o menos conhecido e estudado dos ecossistemas brasileiros.
Na Caatinga vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. O último exemplar da espécie vivendo na natureza não foi mais visto desde o final de 2000. Outros animais da região são o sapo-cururu, asa-branca, cutia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba e o sagui-de-tufos-brancos, entre outros.
De acordo com dados do ano de 2009, a caatinga havia sofrido desmatamento de 46,6% de sua vegetação original. Dos 826.411 km² da área original (vegetação nativa), apenas 441.201 km² (53,4%) havia sido preservado.
- Durante o período de seca, o gado da região alimenta-se do mandacaru (rico em água). Já algumas espécies de bromélias (exemplo: caroá) são aproveitadas para a fabricação de bolsas, cintos, cordas e redes, pois são ricas em fibras vegetais.
Em 2000 foram propostas oito eco regiões no bioma Caatinga:
- Complexo do Campo Maior: localizado quase integralmente no Piauí e sudoeste do Maranhão. Consiste nas regiões que sofrem inundações periódicas nas planícies sedimentares.
- Complexo do Ibiapaba-Araripe, composto pelas Chapadas da Ibiapaba e do Araripe.
- Depressão Sertaneja Setentrional, desde a fronteira norte de Pernambuco, estende-se pela maior parte dos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará e prolonga-se até uma pequena faixa ao norte do Piauí. A principal característica desta ecorregião são as chuvas irregulares ao longo do ano. É a área mais seca da caatinga.
- Planalto da Borborema: abrange partes do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. O relevo movimentado e altitudes superiores delimitam a região.
- Depressão Sertaneja Meridional: corresponde à maior parte do bioma. Representa a paisagem típica do sertão nordestino. Distingue-se da Depressão Sertaneja Setentrional por apresentar maior regularidade de chuvas e maior ocorrência de corpos de água temporários.
- Dunas do São Francisco: localiza-se no centro-oeste do bioma. É caracterizado pelas dunas de areias quartzosas.
- Complexo da Chapada Diamantina: localiza-se no centro-sul do bioma e corresponde à parte mais alta da caatinga. É a região de menor temperatura. Apresenta ilhas de campos rupestres nas partes mais altas, cercadas de caatinga nas regiões mais baixas.
- Raso da Catarina: localiza-se no centro-leste do bioma. Caracteriza-se pela caatinga arbustiva de areia muito densa.
X – O PANTANAL
São símbolos máximos da fauna pantaneira, a onça-pintada, que chega a pesar até 150 kg, pode ser vista no Parque Nacional do Pantanal, assim como a arara-azul-grande, animal que recebeu destaque na sétima arte com a animação “Rio”. Ambos os animais estão em perigo de extinção pela ação do homem. Excepcionalmente lindos e exclusivos da área pantaneira, eles figuram entre os mais procurados pelos turistas.
Outro grande destaque da região são os tuiuiús, aves de beira-rio com longos bicos e pernas. Essa ave é símbolo do Pantana
A flora que forma o habitat das 650 espécies de aves, 1100 borboletas, 80 mamíferos, 263 peixes e uma infinidade de répteis também não deixa a desejar. É casualmente definida como um mosaico de cinco regiões distintas: Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Chaco (paraguaio,argentino e boliviano).
Em altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras. Já em altitudes menores figuram os campos destinados à agropecuária onde predominam as gramíneas.
Em estudo sobre a matéria, Amanda Micheli Mariano de Melo(Desmatamento do pantanal) assim retratou:
“Em um intervalo de sete anos, o Pantanal perdeu 151.313 km² em de vegetação ou seja 2,82% da sua área de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.
A pecuária é o principal vetor do desmatamento no Pantanal, de acordo com o levantamento, seguido pela produção de carvão vegetal. Visto que o Centro-Oeste, é uma das principais regiões de produção agrícola e pecuária do País. A saída dessa situação, segundo o Ministério, seria criar unidades que conservasse a região, esse mecanismo poderia ser o início para conter essa destruição ecológica.
O mais preocupante é que o Pantanal foi a segunda região mais atingida pelo desmatamento quando comparado a outros três biomas. Proporcionalmente, o Cerrado teve índice de desmate de 4,17%, seguido de Pantanal, Amazônia (2,54%) e Caatinga (2,01%). O levantamento revelou ainda que o Estado do Mato Grosso do Sul, que representa 40% da área total do Pantanal, desmatou 3,1% de sua área de 89.826 km² do bioma, enquanto o Mato Grosso, com total de 60.831 km², foi responsável por 2,4%, ou seja, parece que em algum tempo a região tenderá a desaparecer, se o desmatamento continuar dessa forma desmedida.
Os cinco dos 26 municípios que mais contribuíram para a destruição do Pantanal foram Corumbá (MS), Aquidauana (MS), Cáceres (MT), Santo Antônio do Leverger (MT) e Rio Verde de Mato Grosso (MS). As emissões anuais médias de dióxido de carbono associadas ao desmatamento no período foram de 16 milhões toneladas, informou o ministério.
O Pantanal é a região depois da Amazônia e do Cerrado, o terceiro bioma brasileiro (Que podem ser definidos como a diversidade de ecossistemas, formados por grandes formações vegetais encontradas nos diferentes continentes), a ter seu desmatamento divulgado para a população. Resta saber agora, quais serão os outros e em quanto tempo essa informação chegará às pessoas.
O desmatamento de áreas que antes tinham seu ecossistema preservado é apenas uma prova, que o ser humano ainda está muito longe de entender que seu futuro e do nosso planeta está diretamente relacionado ao meio ambiente em que ele vive. Conscientização é o vocábulo que cabe perfeitamente quando o assunto é desmatamento.”