UMA MORTE ANUNCIADA
Rogério Tadeu Romano
Realça-se, na Venezuela, a pobreza extrema, a escassez de medicamentos e alimentos básicos (com a desnutrição de 70% das crianças até 5 anos) e o real impacto no direito à educação e na mobilidade humana.
A queda de preços do petróleo acabou por esmagar a economia daquele país. A Venezuela está quebrada, assim como o bolivarianismo, o pesadelo que a esquerda trouxe nos tempos modernos, após o fracasso cubano.
As Forças Armadas, que prometeram “lealdade incondicional” ao ditador Maduro, controlam a produção e distribuição de alimentos básicos – em grave escassez -, bem como uma empresa de petróleo, uma estação de televisão, um banco, uma montadora de veículos e uma construtora.
Para o analista Benigno Alarcón, ao perder sua base eleitoral, o governo decidiu manter o poder “pela força” e “comprou a lealdade” daqueles que a garantem.
Ainda, segundo se informa, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rebaixou ou expulsou da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) mais de 20 militares que manifestaram publicamente seu descontentamento com o governo e que, segundo considerou o chefe do Estado, incitaram à rebelião.
Esse o quadro reinante na Venezuela, repetindo outra triste experiência caribenha, em Cuba.
O socialismo real foi um fracasso.
Há visível e bestial grave afronta a direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais, emergindo ainda a necessidade de responsabilizar os perpetradores de tamanha violação a direitos — o que justifica a recente abertura de uma análise preliminar pelo Tribunal Penal Internacional, no intuito de investigar, processar e punir os responsáveis pelos crimes praticados.
Como estarão os petistas diante desse fracasso, vendo milhares de pessoas a passar fome, emigrando para fugir da morte certa?
Vão acusar Tio Sam por seu insucesso?
O plano da tomada de poder da esquerda na América do Sul é um "conto do vigário".
Restará a Bolívia que é rota de tráfico de drogas para o Brasil. O PCC que o diga, como flagelo social que é.