FULLER, Lon L. O Caso dos Exploradores de Cavernas. 1° ed. Tradução de Claudio Blanc. São Paulo, Geração Editorial, 2018. 79 pag.
RESENHA CRÍTICA
Samara Cordeiro de Oliveira[1]
Lon Luvois Fuller, filho de Salomé Moore Fuller e Francis Bartow Fuller, nasceu em 1902 no Texas. Estudou Economia e Direito na Universidade de Stanford, na Califórnia. Lon Fuller trabalhou em diversas faculdades, entre elas a Universidade de Harvard no qual foi docente entre 1940 e 1972. Ao longo de sua vida publicou diversos trabalhos nas áreas de Direito Civil, filosofia e Teoria do Direito. É mundialmente conhecido por ter escrito O caso dos exploradores de cavernas (porém, o seu primeiro livro The Morality of law, publicado em 1964), que foi publicado na Harvard Law Review em 1949.
O livro descreve um caso concreto, apesar de fictício, que ocorreu em 4299, onde 5 homens de uma Sociedade Espeleológica ficaram presos dentro de uma caverna após um deslizamento, e sendo resgatados 32 dias após a entradas. Entre as tentativas de resgate houve outro deslizamento causando a morte de 10 operários. Alguns dias depois descobriram que os exploradores tinham um radio transmissor, com o qual foi possível fazer comunicação para saber como estavam lá, porém logo foi descoberto que os alimentos que levaram iriam acabar e que morreriam lá dentro antes de serem resgatados.
E então levantaram a hipótese de que se alimentassem-se da carne humana de um deles os outros conseguiriam sobreviver, porém mesmo sabendo que era possível ninguém queria dizer que sim, e então eles ficaram sem comunicação e os exploradores sendo guiado por Roger Whetmore decidiram fazer um sorteio e um seria sacrificado em prol a vida dos outros. Porém antes do sorteio Roger sugeriu que esperassem mais uma semana antes de decidirem sacrificar um deles, mas os outros o acusaram de traição e seguiram com o sorteio mesmo sem que Roger participasse por si mesmo, e então foi feito um acordo que um deles iria jogar por ele, o que acabou que Roger foi o sorteado para ser sacrificado, e no 32° dia eles foram resgatados de dentro da caverna e Roger estava morto.
Após o resgate houve o julgamento de 1° instancia em que Truepenny condenou-os à pena de morte, e logo recorreram. E então outros 4 juízes deram sua opinião e seu voto, entre eles tinham Foster que absolveu os réus, Tatting que preferiu ficar em cima do muro e mais tarde preferiu ficar de fora do julgamento, Keen que condenou e Handy que fez uma pesquisa sobre a opinião publica e ficou ao lado dos 90% das pessoas que os absolviam. Porém mesmo assim os 4 exploradores foram condenados a execução que ocorreu as 6 horas da manhã, sexta feira, 2 de abril de 4300, momento em que o executor os enforcou.
Apesar de o que os exploradores fizeram ter sido monstruosidade, se fossem praticados em uma situação normal, eles estavam presos dentro de uma caverna com alimentos que não durariam o tempo necessário para que fossem regatados com vida e tiveram que fazer as suas próprias leis, onde o melhor para que a maioria sobrevivesse era sacrificar um deles, apesar de depois Roger querer esperar mais uma semana já não era mais uma decisão só dele, era de todos. Os exploradores já teriam pago se eles pegassem uma pena simbólica e voltassem a suas vidas. O que nos leva a pensar que a morte dos 10 operários no deslizamento durante o resgate e o sacrifício de Roger foi em vão.
REFERÊNCIAS
Web: https://sempreumlivro.wordpress.com/2013/10/02/lon-fuller-dados-biograficos/
https://ensaiosenotas.com/2016/02/28/resumo-o-caso-dos-exploradores-de-caverna/
[1] Aluna do 1° período de Direito da Faculdade Pitágoras- Cidade Acadêmica, 2018.