O processo democrático que se desenvolve em um país, jamais pode esquecer da implantação de centros educacionais cada vez mais inclusivos, valorizando a qualificação constante dos seus membros, levando-se em conta as suas necessidades, para depois discutir questões como a MERITOCRACIA, que é um sistema de escolha absurdo, pois iguala pessoas em condições de miserabilidade com outras de classe média alta e até bastante ricas, na premissa de tantas chances para alguns e praticamente nada para as outras excluídas, sobre as quais o ESTADO MÍNIMO já é realidade e seu futuro apresenta muita ausência de perspectivas progressistas, tal como já foi destacado na literatura popular de Carolina Maria de Jesus, QUARTO DE DESPEJO, que poderia muito bem ter inspirado o BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA do INSS e até a Bolsa Família,comum nos melhores países da Europa, para a retaguarda alimentar de trabalhadores e carentes, que não pode deixar de existir em qualquer país respeitador dos direitos humanos, desenvolvendo-se uma nacionalidade não subjugada pelo grande Capital Nacional e Estrangeiro, jamais meramente assistencialista, porém emancipadora de sua gente, com mais chances de formação e exito profissional, pela não omissão governamental diante dos mais afligidos por situações de penúrias.
O absurdo da tese do ESTADO MÍNIMO, defendida por aqueles interessados na administração das coisas públicas, sem maiores deveres para com os que estão afastados de suas posições, chega a excluir a UNIVERSIDADE PÚBLICA de suas metas, defendendo a retirada de verbas para a sua manutenção, favorecendo indiscutivelmente empresas do setor, extinguindo cada vez mais as bolsas de estudo para as graduações, especializações, mestrados e doutorados,fato que também renega a pesquisa científica para a indiferença e os bastante titulados para a ausência de um mercado de trabalho que possa utilizar seus conhecimentos, a inexistência de parques de trabalho que possam utilizar suas invenções científicas, ficando claro que a lucratividade será o termômetro para qualquer contratação e desenvolvimento de projeto, não se levando em conta fatores como o da reserva de mercado, tanto para a produção dos bens de consumo, quanto para o acesso aos mesmos, o que traz a análise marxista do aumento do capital constante,dos maquinários e computadores, em face do menor aproveitamento da mão de obra humana disponível, mais ou menos tecnicamente qualificada, que gera um exército laboral de reserva, favorecendo a exploração crescente de todos, o que vai contra até os princípios da CLT, que está cada vez mais sendo flexibilizada e privilegiando empresários, perante trabalhadores cada vez mais sem direitos, o que também é observável no INSS, cada vez menos cumpridor de suas metas de auxílio a deficientes e doentes de vários tipos, ainda que durante décadas esteja sendo mantido por contribuições frequentes dos assalariados com carteira registrada.
Um Estado que possui arrecadação tributária muito forte, não pode justificar uma EDUCAÇÃO PÚBLICA cada vez pior e sem resultados significativos a muito tempo, desde a sua configuração básica de leitura e escrita, junto a cálculos aritméticos indispensáveis para a sobrevivência em face dos negócios cotidianos, tais quais os índices nacionais e mundiais de aferição, na Globalização que só atesta cada vez mais o erro e a hipocrisia da chamada PROGRESSÃO CONTINUADA, vulgarmente chamada de aprovação automática, na qual inexiste avaliação criteriosa do aluno, que, na prática, pode ficar ocioso e ir de série em série, ignorando saberes fundamentais e deixando de desenvolver habilidades para seu crescimento humano e no grupo social em que vive,realmente indo contra as diretrizes estabelecidas na Constituição Federal de 1988, desde a pré-escola até os níves mais específicos de preparação para a Universidade,que,nessa linha de falta de apoio, vai ficando cada vez mais distante de poder concretizar-se, na vida da maioria dos trabalhadores do país em que vivemos, cujas jazidas petrolíferas e naturais,de fauna e flora incríveis, não estão sendo direcionadas para o bem estar de nosso povo, mas indo para potências estrangeiras representadas em empresas estatais que deveriam ser só nossas, demagogicamente criticadas a pretexto de combate a corrupção,no lavar a jato do que deveria ser extraído e aplicado prioritariamente no Brasil.
A EDUCAÇÃO PÚBLICA deve ser garantida para todos os cidadãos indistintamente, para que todos tenham condições de trabalhar e de ter posicionamento crítico no exercício de sua CIDADANIA, para o exercício dos seus direitos e que os deveres também sejam cumpridos, em qualificação constante e possibilidades de ascensão social plenas, pois todos são iguais diante da Lei e todo poder deve ser exercido visando o bem estar geral e essencialmente irrestrito, no qual a meritocracia não pode passar por cima do respeito ao ser humano, tal qual já foi subscrito em Assembléia da ONU no ano de 1945 e é válido até os dias atuais,enquanto o princípio democrático for a norma hipotética fundamental para o Estado Brasileiro de Direito, típico dos verdadeiros nacionalistas, que vivenciam seu amor por sua terra natal em tudo que fazem, além dos ganhos monetários, de origem alienígena ou não, mas que definem bem o caráter de cada um de nós, seus patrícios.