Smart Cities: As GEOCidades 4.0

15/05/2019 às 18:30
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O crescente uso das novas tecnologias e da internet das coisas no desenvolvimento urbano criou um novo conceito de cidade, a chamada smart city. Mas será que entendemos de fato o que é uma cidade inteligente e como construí-la? A geógrafa e Master Coach de Cidades Inteligentes, Grazi Carvalho, durante suas assistências aos municípios, costuma estimular os gestores a se perguntarem: Qual a cidade que temos? Qual a cidade que queremos? E qual o caminho mais rápido, eficiente e sustentável para alcançarmos o objetivo definido? A partir dessas respostas é possível projetar as inovações de acordo com as necessidades e as possibilidades de cada região.

A transformação de uma metrópole vai muito além da instalação de Wi-fi 4G ou 5G nos lugares públicos, e tampouco se faz com sensores de iluminação e meteorológicos em todas as ruas. É importante ressaltar que não existe um conceito absoluto de cidades inteligentes, mas um processo de construção de projetos integrados que as tornam mais habitáveis e capazes de incorporar soluções tecnológicas para otimizar as operações municipais.

Para o Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Governo da Prefeitura de Goiânia, Flávio Yuaca, os modelos digitais das cidades são essenciais para a implantação das Smart Cities e esses modelos dependem de informação e tecnologia geoespacial. Não há Smart City sem modelo da cidade e não há modelo de cidade sem informação georreferenciada. Os drones, por exemplo, com tecnologia embarcada de ponta se tornarão uma ferramenta importante para o levantamento de informações em grandes metrópoles. Dados sobre logística, mobilidade, segurança, meio ambiente e saúde podem ser mais facilmente mapeados, visualizados e analisados através da computação em nuvens.

Destaque também para os mapas interativos, utilizados em diferentes dispositivos, e que auxiliam a tomada de decisões de forma prática e rápida. Sem uma visão geográfica tridimensional, essas mesmas informações seriam apenas um emaranhado de dados de difícil compreensão.  Com esse tipo de tecnologia é possível identificar e solucionar problemas em grandes centros urbanos como um acidente de carro. Neste tipo de situação uma ambulância pode facilmente ser despachada para o local do acidente com base nas informações e dados levantados pela solução de georreferenciamento e comunicação.

O Brasil ainda caminha a passos lentos nesse processo e mostra como nossas cidades ainda precisam adaptar-se para lidar com dificuldades em áreas como segurança, mobilidade, ocupações irregulares, ilegalidades, desastres naturais, fruto de um processo de urbanização rápido e descontrolado. Por isso, quando falamos no futuro das cidades e na qualidade de vida dos cidadãos, estamos, na verdade, falando das smart cities.

Sobre o autor
Emerson Granemann

idealizador e diretor da DroneShow e MundoGEO Connect

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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