Análise sobre as dificuldades enfrentadas pelo atual governo

Historicamente, a denominada Batalha de STALINGRADO, ocorrida no contexto da Segunda Guerra Mundial, é considerada por muitos como a maior, e mais sangrenta, batalha de que se tem registro. Quando as tropas do então Exército Vermelho, impediram o avanço das divisões alemãs sobre o território soviético, impondo pesadas baixas as forças nazistas.

No Brasil, desde a eleição do Presidente Bolsonaro, o cenário de beligerância é assemelhado. Não se passa uma única semana sem que haja algum fato (real, ou criado) gerador dos mais variados conflitos. A lista é grande, e permeia praticamente todas as iniciativas que vem sendo propostas, ou efetivadas, pelas Autoridades legitimamente constituídas, sediadas na Esplanada dos Ministérios.

A reforma da previdência é apenas o exemplo maior, mas outras tantas providências estão sendo bloqueadas, ou questionadas, e inviabilizando a implementação das propostas que foram vitoriosas nas urnas.

E, quando não se consegue bloquear estas iniciativas governamentais pelas vias parlamentares, ou administrativas, são convocadas manifestações (supostamente não engajadas politicamente), ou as questões são judicializadas na expectativa de que sejam derrubadas. Perpetuando, assim, a espiral viciosa que está levando a nação a uma situação de caos generalizado, se nada for feito.

Entretanto, vários países estão dando mostras de que não mais aceitam as concepções solicialistas/comunistas e globalistas de governar. A América do Sul vem dando esse exemplo, e quase todas as nações desalojaram da direção dos seus países os simpatizantes do Foro de São Paulo. Da mesma forma Estados Unidos da América e, recentemente, a Europa, com o importante crescimento no Parlamento Europeu dos representantes dessas diretrizes que o Brasil, em linhas gerais, também está seguindo.

Obviamente, o atual governo não é perfeito, e o debate democrático o ajudará a fazer os ajustes necessários nas medidas que pretende implementar. Porém, a tenacidade destrutiva com as quais os setores contrariados tem se posicionado, revelam que por trás de alegadas boas intenções, estão o desejo de tornar o cenário o pior possível.

Os interesses que vem sendo (corretamente) contrariados pelo atual governo são imensos, e de difícil mensuração, e atingem desde o combate as organizações criminosas e corruptos do setor público, e avançam contra as agendas globalistas ambientais, de migração sem controle, e que tiveram o benéfico efeito de estancar o financiamento de ditaduras com recursos nacionais.

Que ninguém seja ingênuo. No Brasil, durante o mandato do atual Presidente, todo dia será como STALINGRADO.


Autor

  • Sérgio de Oliveira Netto

    Procurador Federal. Mestre em Direito Internacional (Master of Law), com concentração na área de Direitos Humanos, pela American University – Washington College of Law. Especialista em Direito Civil e Processo Civil. Professor do Curso de Direito da Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE (SC).

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Comentários

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    Fabiula Silva Conorath

    ...Uma analogia e tanto nobre professor!!!
    Lamento apenas, saber que lá, ao alcançar os 200 dias de guerra, o conflito estava prestes a findar, enquanto aqui, esse mesmo tempo nos mostra que a "guerra" só está a começar.
    Não desistamos de buscar dias de justiça e de paz.
    De fato, uma leitura substancialmente reflexiva.