O Direito está mais humano

A Filosofia do Direito como base de entendimento

27/07/2019 às 01:57
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A maioria das coisas já foi dita, já foi apreciada, analisada, discutida, mas a forma como colocamos, como expomos é que torna diferente seu sentido.

Melhor é renascer na realidade, da dor de uma decepção, do que viver uma alegria, ludibriado por uma história de ilusão. E assim, todos temos nossas cruzes, nossas alergias emocionais. Será que um simples Anti-histamínico resolveria? - Será que na verdade as nossas dúvidas são a base do nosso conhecimento e da nossa verdade? - Negativo, eu e você que entendemos e conhecemos o lado negro da galáxia, não por vias imorais, mas pelas dolorosas, sabemos decifrar mitos e questionar conceitos? - A desmitificação dos fatos, nunca será compreendida com unanimidade, pois a maior decepção do planeta, não é a intolerância e sim a capacidade de interpretação.

Temos que chorar a dor, a tristeza do mundo, sorrir a alegria e a satisfação dos afortunados e aceitar a Janela de Overton e a engenharia social ideológica? – Ou apenas apreciar a beleza que a Natureza nos deu e que muitos não podem contemplar, por não possuírem visão? - Somos produtos do meio que vivemos ou do que o nosso coração dita. Não somos errados, apenas utilizamos métodos muitas vezes não ortodoxos ou sentimentos não adotados pela maioria. Somos superlativos, amáveis, tóxicos, limitados, exigentes e complacentes. Somos a mão que balança o berço, que retira centavos do boldo para pagar um café a um amigo e que fatia uma picanha. Somos relativos, ordinários, relevantes, irrelevantes, idiotas, otários e complexos. Seremos sempre a sombra da realidade, da perfeição, ou conheceremos de verdade a definição de liberdade, que é o fundamento da vida? – Seremos definidos, rotulados, encarcerados, para sempre ou temos que enfrentar o pior inimigo da vida que somos nós mesmos?  Viva a vida e escolha os caminhos mais leves, menos sombrios. E como achá-los? – É simples, onde está o sorriso, está a chave do desconhecido!

O ser humano é dotado de uma capacidade incrível, é um animal pensante e por excelência social, sobretudo curioso em relação à sua própria razão de ser e viver num universo sem fim. Seu maior desejo ou ambição é desmistificar as suas incertezas ou conceitos que ao longo dos milhares de anos, deixou de ser uma simples célula primitiva para se tornar um ser humano pensante, cuja herança e fluído energético não se limitou apenas como transmissor da ciência da vida, num ritual frenético de possibilidades e sede pela manutenção dela, hoje nos tornamos ainda mais versátil e dinâmico nas incertezas que o futuro possa nos oferecer. A possibilidade como fonte geradora da extensão racional no universo é a responsável e chave pela evolução da vida e manutenção dela, de forma inteligente, cuja razão é se expandir e alcançar sobretudo um estado de consciência cada vez maior e elevado no domínio da vida e sobretudo saber cósmico na extensão de sua jornada mística a ser alcançada pela própria necessidade quântica que se multiplica na interpretação da natureza pelas leis naturais e físicas que regem o universo.

A caracterização da vida tornou-se, em nosso tempo, um problema filosófico. Assim é pela insuficiência teórica do idealismo e do realismo, afirma Ortega y Gasset. As duas perspectivas produziram ao longo da história muitas verdades sobre a vida, algumas antagônicas, todas parciais. É pela Filosofia que se busca responder à pergunta radical pelo fundamento e, com ela, alcançar a verdade radical e superar a parcialidade das verdades já formuladas. Como Ortega y Gasset avalia que nenhuma das duas perspectivas resolveu o problema de forma completa, elaborou uma solução que englobou ambas as perspectivas e as superou. Foi o que pretendeu com a caracterização da vida a qual elaborou, no que denominou metafísica da razão vital.

E assim, por dedução: “A vida são férias que a morte nos concede”, pois é um presente de Deus a nós como recompensa ou como reformular ou realinhar a parte espiritual, retornando a matéria prima existencial, com o sentido da concepção, da criação e do mistério da existência tridimensional. Por não haver explicação satisfatória e muito menos definitiva, tanto na Filosofia, quanto na Ciência, a vida nada mais é que férias do estágio energético e eterno a que estamos submetidos. Como única fórmula do universo, somos divisíveis no aspecto Matéria e Espírito. E como nos provou Cristo: Ressuscitamos se a hora que nos foi determinada ao retorno à fase energética não foi concluída, mas ficamos sempre de sobreaviso, pois não sabemos ao certo onde nossa vela está acesa e o quanto ainda resta para seu epílogo...!

Olha como é interessante a vida: Conheci uma vez, visitando o Acre, um senhor de 94 anos que dizia ter saúde, capacidade de trabalho, pescando, mas tinha um problema na sua felicidade. Daí, como mulher é curiosa, perguntei: O que falta numa vida tão saudável e tendo a floresta como jardim e o rio como piscina? – Ele respondeu: Eu tenho umas das partes mais lindas do planeta a minha frente, a minha disposição e agradeço aos céus por tudo isso, mas você sabia que o planeta possui outras ricas belezas? – Daí eu sorrindo, perguntei: Quais? – Ele respondeu: Existe o Mar, as montanhas, as praias, as cidades, a modernidade e o progresso. E eu aqui, sem conhecer essa outra parte da vida, do país, essas outras belezas da natureza. Será castigo? – Eu refleti e respondi: Deus, lá de cima, achou que esse lindo pedaço de realidade era a sua missão e assim o colocou como guardião, que não pode largar o posto. E conhecendo bem uma realidade, dominá-la, é postura normal. Pois uma vez, disse a ele, Confúcio (Daí tive que explicar quem era, é óbvio) afirmou que o animal que os sábios mais desprezam é o pato. Ele se espantou e disse: Como assim mocinha, por que o pato? – Respondi: Ele nada, anda e voa, mas não faz nada direito. Ele sorriu e disse: Puxa nessa vida toda, só agora eu entendi porque eu não sai daqui. Temos que fazer apenas uma coisa na vida, mas fazer direito.

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A sabedoria independe do grau de instrução e sim do grau de interpretação dos fatos. Consiste em atingir a frequência exata do fato ou acontecimento. Assim, temos a resposta correta.  E em relação a hipóteses, estas são descartadas, nada mais consiste, apenas uma verdade absoluta!

Muitos ainda não conhecem o que realmente difere egolatria de metas, objetivos e ideais. E assim, equívocos sérios são cometidos, relacionados a essa condição psicológica.

Então, para que se apegar em ideologias que nem sempre correspondem com a realidade da vida? – Para que ser fanático por doutrinas que sempre põe nosso ego em interminável questionamento? – Será que podemos defender o indefensável, acreditar numa política de incertezas que só beneficiam poucos? – Teremos tempo para avaliar nossas dissonâncias cognitivas e nos readaptar a realidade?

E quando erramos, temos o Direito que nos apoia, mas fica o questionamento que o Direito está mais humano, mas coerente e também mais próximo ao lado espiritual da questão. E assim, adota-se o procedimento quase psicológico administrado em certas situações, seja de ordem política, seja de ordem político/criminal.  

A Filosofia do Direito coloca para si mesma a pergunta acerca dos objetivos, finalidades e metas que precisa alcançar a fim de ser significativa e oferecer uma contribuição específica e diferenciada aos juristas. Diversas são as respostas oferecidas pelos Filósofos do Direito às questões que perguntam sobre as finalidades dessa disciplina. Afirmam que ela cumpre a função de problematizar o Direito; de implementar a tarefa conceitual; de depurar a linguagem jurídica etc. De qualquer modo à Filosofia do Direito compete oferecer a possibilidade de pensar e repensar de forma crítica os diversos elementos que compõem o vasto universo jurídico. 

Sobre a autora
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Direito Político Internacional - UM, School of Law - Coral Gables, USA - O direito internacional define as responsabilidades legais dos Estados em sua conduta uns com os outros, e o tratamento dos indivíduos dentro das fronteiras do Estado. - Adida de Assuntos Estratégicos do MRE

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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