A TRAGÉDIA DA POLÔNIA

31/08/2019 às 11:34
Leia nesta página:

O ARTIGO LEMBRA O COMEÇO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL HÁ CERCA DE 80 AOS E AINDA FALA SOBRE A SITUAÇÃO À ÉPOCA CRIADA NA POLÔNIA.

A TRAGÉDIA DA POLÔNIA

Rogério Tadeu Romano

No passado, a Polônia passou por partilhas.

As Partilhas da Polônia ou Partições da Polónia (polonês: Rozbiór Polski ou Rozbiory Polski; lituano: Padalijimas) ocorreram ao longo do século XVIII e puseram fim à existência da soberana República das Duas Nações. Elas envolveram o Reino da Prússia, o Império Russo e Monarquia/Império Austríaco, dividindo as terras da república entre elas. Três partilhas ocorreram:

    5 de agosto de 1772;
    23 de janeiro de 1793;
    24 de outubro de 1795.

Depois das Guerras Napoleônicas, quando Napoleão Bonaparte restaurou o estado polonês na forma do Ducado de Varsóvia, os três países que dividiram a República das Duas Nações decidiram criar nos territórios anexados algumas regiões autônomas (pelo menos em teoria), que eram:

    Grão-Ducado de Poznań;
    República da Cracóvia;
    Reino da Polônia, mais conhecido como Polônia do Congresso.

Em todos os casos foram tomadas medidas no sentido de reconhecer o idioma polonês, o respeito pela cultura e os direitos dos poloneses. Em todos os casos estas promessas foram rapidamente quebradas e as regiões anexadas.

O termo "Quarta Partilha da Polônia" deve referir-se a alguma divisão subseqüente do território polonês, especificamente:

Mas o acordo entre a Alemanha nazista e a URSS, envolvendo os ditadores Hitler e Stalin, foi a marcante e radical partilha do território polonês, dando início a maior tragédia humana entre Nações.

Em setembro de 1939, a Segunda Guerra Mundial começou com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista e a União Soviética (como parte do Pacto Molotov-Ribbentrop). Mais de sessenta milhões de cidadãos morreram naquela Segunda Guerra Mundial(1939 – 1945).

Sabe-se  que a Polônia manteve um regime comunista pró-soviético desde término da II Guerra Mundial até o fim da década de 1980, quando houve a chamada redemocratização do país.

É necessário lembrar o terrível pacto entre a URSS e a Alemanha que objetivava, dentre outras coisas, eliminar a Polônia. Cerca de 60 milhões de pessoas pereceram durante o triste confronto fratricida, que foi a Segunda Guerra Mundial. O território polonês foi entregue a esses dois países. Com a invasão pelo corredor de Danzig, hoje Gdansk, começava o terrível conflito que matou milhões de pessoas. Foi um verdadeiro genocídio. Tanto a Alemanha nazista como a URSS, de Stalin, comunista, têm uma grave culpa com que ocorreu na Polônia. Judeus, cristãos, foram perseguidos. Uma parte da população polonesa, identificada com os planos de HItler, foi agregada a famílias na Alemanha. O triste é que a turma de Stalin matou e se negou a reconhecer essas mortes. Tudo isso ocorreu há oitenta anos.

Esse país, após a guerra, passou a ser satélite de Moscou, dando o nome do Pacto de Varsóvia, ao sistema de apoio sinistro do comunismo soviético contra a UTAN, do ocidente. É mister ainda lembrar que a Polônia, ao final da guerra, quando foi dividida pelo pacto Molotov-Ribbentrop, dois assassinos, ficou com 18% de sua população exterminada. O território da Polônia, foi utilizado pelos assassinos da direita nazista, para campos de concentração. Hitler dizia que, a longo prazo, iria "substituir" 95% da população polonesa. Foi um acordo entre a extrema direita, nazista, e a extrema esquerda, comunista. Vejam os males que podem trazer juntos à sociedade. A curto prazo, conseguiram eliminar 90% dos judeus poloneses. Os que sobraram foram perseguidos pelos comunistas, que abriram "a cortina de ferro". Entre a extrema direita e a extrema esquerda deve-se pensar num liberal progressismo, de centro. O exemplo da tragédia da Polônia, condenada pela Alemanha nazista e a URSS, comunista de Stalin, é um vivo exemplo do radicalismo imbecil.

.O pacto de 23 de agosto de 1939 entre os ditadores da Alemanha nazista e da União Soviética foi um cálculo cínico, e de início funcionou para ambos os lados. Adolf Hitler assegurava-se da neutralidade soviética para uma planejada invasão da Polônia.

Nesse acordo a Estônia, Letônia, o leste da Polônia e a Bessarábia romena cabiam à URSS como "esferas de interesse", enquanto a parte oeste da Polônia ficava para o Reich.

A Polônia desapareceu pela segunda vez do mapa. Os Estados bálticos, que haviam obtido sua independência após o fim da Primeira Guerra, em 1919, se transformaram em repúblicas soviéticas. A Bessarábia foi anexada à República Soviética da Ucrânia.

O terrível acordo entre a Alemanha nazista e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas(URSS) durou pouco tempo. Logo depois, essas duas ditaduras estariam envolvidas em guerra, num confronto que durou até 1945, com a invasão de Berlin pelos soviéticos e a morte de Hitler, por suicídio.

Sobre o autor
Rogério Tadeu Romano

Procurador Regional da República aposentado. Professor de Processo Penal e Direito Penal. Advogado.

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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