Quem é Elisabeth Warren?

29/09/2019 às 10:01
Leia nesta página:

O artigo discute sobre a campanha presidencial nos Estados Unidos.

Quem é Elisabeth Warren?

Rogério Tadeu Romano

A senadora americana Elizabeth Warren ultrapassou o ex-vice-presidente Joe Biden pela primeira vez em uma grande pesquisa nacional de opinião para a primária presidencial democrata , conquistando seus maiores ganhos entre eleitores brancos com ensino superior.

Warren teve 27% de apoio, em comparação com os 25% de Biden, em uma pesquisa da Quinnipiac University sobre eleitores democratas e eleitores independentes que tendem ao Partido Democrata. A vantagem da senadora está dentro da margem de erro.

Ela terá chances de vencer Donald Trump? Essa é a grande pergunta.

Numa pesquisa que mediu as preferências dos eleitores da primeira prévia do ano que vem, ela bateu o ex-vice-presidente Joseph Biden. Em sete outras, em seis ela derrota Donald Trump e numa empata. “Ele é essencialmente corrupto”, diz.

Elisabeth Warren é senadora pelo estado de Massachusetts.

Sobre ela dizem que teria uma luminosa originalidade.

Segundo El Pais(A senadora democrata combatida que tem planos para 2020), a grande dama da esquerda norte-americana tem mais de um plano. Até agora, quase 20. Elizabeth Warren (Oklahoma, 1949), senadora por Massachusetts e pré-candidata democrata à presidência em 2020, se diferencia da infinidade de candidatos de seu próprio partido pela campanha de grande envergadura que está realizando: com propostas que redefinem a economia; com um plano para lutar contra a epidemia de opiáceos; um plano para impor uma taxa aos que chama de “ultrabilionários”; um plano para acabar com a dívida de Porto Rico; um plano para reduzir a influência das grandes corporações no Pentágono; um plano que garanta o acesso de todas as mulheres ao aborto; um plano para acabar com as dívidas que asfixiam os estudantes universitários; um plano para promover manufaturas ecológicas; um plano para garantir que qualquer presidente dos EUA em exercício possa ser acusado... Suas propostas são tantas que se tornaram um slogan das camisetas vendidas em seu site: “Warren tem um plano para isso”.

A senadora não tem sonhos. Tem projetos que resultam do fato de ela não ter percorrido em uma perfeita linha reta o caminho que a levou da Oklahoma natal a sua cadeira no Senado. Warren não soube da palavra despejo, da fragilidade das classes médias ou do endividamento através de um livro teórico de economia em Harvard, embora tenha acabado sendo catedrática nessas salas de aula. A senadora, de 69 anos, começou a forjar sua consciência política depois da morte do pai, quando tinha 12 anos, com o que aquela perda implicou de aprendizado de vida. Do dia para a noite, a família Herring –o sobrenome Warren é do seu primeiro marido, do qual se divorciou há décadas– viu o banco despojá-la de algumas preciosas posses e sua mãe ter de abandonar seu papel como dona de casa para começar a trabalhar na conhecida loja de departamentos Sears. Aos 13 anos, Warren trabalhava como garçonete para ajudar na economia da família e aos 19 anos deixou a escola para se casar. Muito antes de ocupar em 2012 a cadeira que foi de Ted Kennedy durante quatro décadas, a senadora havia retornado à faculdade já sendo mãe, para se especializar em Harvard em uma tediosa matéria que mais tarde se tornou a espinha dorsal da sua mensagem.

Na semana passada, Warren discursou por quase uma hora (mais quatro de selfies) na Union Square, em Nova York.

Seus principais adversários são  Joe Biden e Bernie Sanders(um político de posições que se apoiam nas experiências vitoriosas como da Suécia, onde se viu a concretude de uma democracia-social).

Enquanto Joe Biden e Bernie Sanders concentram suas campanhas em uma mensagem anti-Trump, Warren propõe

Segundo Elio Gaspari, em sua coluna para O Globo e a Folha de São Paulo, em 25 de setembro do corrente ano,  a presença de Elizabeth Warren na disputa pela Presidência dos Estados Unidos será uma lufada de inteligência num tempo de debates com personagens medíocres. Mais que isso: nunca um grande partido americano teve candidato tão crítico dos privilégios e das mumunhas do andar de cima. Em 2012, ela arrecadou 42 milhões de dólares na sua campanha para o Senado. Oitenta por cento das doações foram de até 50 dólares.

A autobiografia de Warren — “Uma chance de lutar” — está nas livrarias. Lá se aprende muito, inclusive que ela nunca pensou que viraria loura e se apaixonou pelo marido porque ele tinha bonitas pernas.

Talvez para Trump, que já estará enfrentando um processo de impeachment, seja mais negócio enfrentar Warren ou Sanders, do que Biden, um político experiente, que representaria a continuação dos programas sociais de Barack Obama, sem que se note um maniqueísmo entre a direita soberanista e a esquerda democrática social.

Sobre o autor
Rogério Tadeu Romano

Procurador Regional da República aposentado. Professor de Processo Penal e Direito Penal. Advogado.

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

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