Muito se questiona o futuro das agências bancárias no país devido à alta ascensão da tecnologia no setor financeiro nacional. Estas são protagonistas em soluções menos burocráticas e consequentemente mais rápidas, literalmente na palma das mãos dos consumidores, onde é possível realizar todo tipo de transação financeira por meio dos celulares.
As agências físicas vão acabar? Ainda é cedo para uma resposta definitiva quanto a extinção das agências, mas elas tendem a diminuir, pois tão logo, não serão mais necessárias para todos os serviços pelas quais estas se disponibilizam, contudo, vale ressaltar que a diminuição será gradual.
Gradual devido a própria expansão territorial do Brasil, na qual acarreta em níveis altos de desigualdades sociais. Isso quer dizer que, embora uma grande parcela populacional do país, principalmente as concentradas nas regiões Sul e Sudeste sejam bancalizadas e cada vez menos dependentes diretamente das agências bancárias, as regiões descentralizadas, como Norte e Nordeste, ainda estão passando pelo desenvolvimento ao direito do acesso à internet [1].
Outra questão bastante contundente à não extinção das agências bancárias, é em relação a afinidade e confiabilidade das pessoas em lidar diretamente com seus gerentes, principalmente em transações mais complexas, como por exemplo, a hipoteca, penhor, etc. Na mesma direção incorrem os proprietários dessas instituições financeiras, aos quais se usam do fácil acesso às agências físicas para a fidelização da clientela [2].
É fato que a nova tecnologia no setor bancário se perpetuará durante os anos, proporcionando novidades atrativas para o consumidor moderno e encantando os mais tradicionais, tendo como seus principais adversários os bancos comuns. Sendo assim, a grande aposta dessas agências deverá ser em investir mais em tecnologia, qualificar mais e melhor seus profissionais, transformando as agências em grandes centros de negociações e contratações de créditos e seguros, e melhor, continuar a cativar a confiança de seus clientes por meio da relação interpessoal, que é seu diferencial [3].
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
[1] HIRAI, Marcos. Banco do Futuro – qual o papel das agências bancárias num ambiente cada vez mais digital? Blog Proxxima, 2020. Disponível em: <https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/how-to/2019/07/29/bancos-do-futuro-qual-o-papel-das-agencias-bancarias-num-ambiente-cada-vez-mais-digital.html> Acesso em: 02.03.2020.
[2] FRASCAROLI, Martín. O banco do futuro: Quatro mudanças e tendências que veremos nas instituições financeiras ao longo dos próximos cinco anos. Blog Bots Brasil, 2020. Disponível em: < https://medium.com/botsbrasil/o-banco-do-futuro-quatro-mudan%C3%A7as-e-tend%C3%AAncias-que-veremos-nas-institui%C3%A7%C3%B5es-financeiras-ao-longo-6141a45bc352> Acesso em: 02.03.2020.
[3] MENONCIN, Karine. Open banking e agências sem caixas: o que os bancos do Sul projetam para o futuro. Blog Amanhã, 2020. Disponível em: <http://www.amanha.com.br/posts/view/8279/open-banking-e-agencias-sem-caixas-o-que-os-bancos-do-sul-projetam-para-o-futuro> Acesso em: 02.03.2020.