. É possível notar o fracasso político e econômico dos governos anteriores em repaginadas nos livros de história. Os resquícios da funesta ditadura militar se alastraram por mais de 30 anos, atravessando os governos democráticos com seu fracasso, sobretudo com ênfase na economia. É, o que deveria ter sido um milagre não passou de um pecado. Antes de sua vitória em 2002, Lula já tinha concorrido à presidência da república inúmeras vezes, porém não obteve êxito. A classe aristocrata da época repudiava o discurso comunista raiz, e valorizava a falsa oratória. Enfim, os argumentos comunitários não foram bem interpretados à colocar o socialista no planalto. Com a experiência adquirida nas derrotas ao pódio, Luiz Inácio da Silva buscou uma nova forma de demonstrar seu plano de governo, com um novo Lula, que na verdade era o mesmo, porém com uma nova tática, cujo o objetivo era equilibrar a balança sócio-econômica e lançar o Neocomunismo. O discurso Marxista puro, foi substituído pelo ‘Lulinha paz e amor’, título este promovido pelo mesmo, um Lula que buscou manter boas relações internacionais com diversas autoridades do globo, seja do pólo socialista ou capitalista. A vitória ocorreu no segundo ano do seqüente milênio, o país passou por inúmeras transformações sociais, culturais, econômicas e políticas. A credibilidade tão procurada voltou a surgir, nascia uma nova nação, ao qual a economia estava pulsante e as relações internacionais andavam bem mais próximas. O Brasil exortava ao mundo confiabilidade, iniciaram os investimentos, foi o maior índice de investimento visto em toda historia brasileira. Houve queda no índice de desemprego, aumento radical do PIB, declínio na taxa de mortalidade infantil, enorme crescimento em aquisições de moradia popular e maior número de servidores públicos e empregados da rede privada. A saúde funcionava e a educação estava ótima, campus universitário e institutos federais foram abertos em todo interior do país, o combate a tão temida dívida externa. E para nossa felicidade, conseguimos pagar e ainda sobrou um crédito de 4 bilhões. O Neocomunismo deu certo e é um modelo de gestão que trabalha com maior prioridade as relações do estado com o particular. Atribuindo valor ao proletariado e ao empresário, facilitando o crédito e concedendo direitos sociais a quem precisa, transparecendo uma melhor política de exportação e importação, minimizando as taxas de juros interna e aumentando o nível de cotação, sem esquecer dos programas minha casa minha vida ao qual deu moradia popular a mais de 4 milhões de brasileiros. Então, reclamar do que?! O Partido dos Trabalhadores diante da favorável situação decidiu que ao final do mandato de Lula, lançaria Dilma Rousseff a presidência e assim fez. Com a faca e o queijo na mão, o Governo Dilma só tinha de dar continuidade ao que estava sendo feito, contudo a oposição ambiciosa colocou um alvo nas costas da então presidente, patrocinando uma onda de escândalos. O poder institucional foi colocado a prova, dando inicio à Operação Lava Jato, composta por membros do ministério público, delegados, agentes de polícia e juízes, juízes? Pois é, magistrados, mas a essência do processo legal a cunho constitucional não é que o juiz seja imparcial em seu exercício? Sim, porém o poder público sucumbiu-se diante do escárnio, fechando seus os olhos à fronte da aberração jurídica imposta. É necessário deixar claro que não somos contra a lava jato e muito menos a favor da corrupção, contudo somos contrários ao erro parcial essencial, enraizado no berço desta força tarefa. Diversos juristas e sociólogos se posicionaram de forma negativa a Operação Lava Jato, argüindo a inconstitucionalidade de seus atos, como vazamento de informações, quebra de sigilo bancário, telefônico, sem qualquer precedência, as conduções coercitivas infundadas e outras profanações cautelares. A imoralidade da parcela de seus agentes é notável, alguns suspeitos e impedidos de julgar ou participar de qualquer procedimento, sobretudo o juiz da lava jato, Sérgio Moro, o mesmo demonstrou inúmeras vezes postura incompatível com o exercício da magistratura, instruindo as partes a atuar de forma positiva aos seus interesses pessoais. Concluímos que o governo Lula, ou a gestão petista, não destruiu o Brasil e sim reconstruiu um país, externou ao mundo credibilidade e unificou a sociedade, transformando as diferentes comunidades em um único povo. Então é lançado o seguinte questionamento, “Quem destruiu e está destruindo o Brasil?”
Era Lula: O Neocomunismo que deu certo no Brasil.
Os tempos são outros, vivemos um período de guerra, onde o ser humano é colocado a prova todo instante, contudo é momento impar para reflexões. Será que o atual governo vem vislumbrando de forma séria? Nada melhor que relembrar os tempos de ouro.
Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi
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