É fato que não há como falar de sistema prisional brasileiro sem lembrar de precariedade, sofremos com a grande desorganização e falta de políticas públicas quando se trata das penitenciárias e a forma como são administradas. Além da superlotação de celas, há também em grande escala uma falta de julgamento mais justo e célere. Isso acontece com presos comuns de crimes mais brandos e com os hediondos, no Brasil não há o que se falar de organização e limpeza dos presídios.
Com os que sofrem da psicopatia entre outros distúrbio da mente humana não é diferente, como já abordado neste artigo sobre como há o julgamento de seus crimes diante do magistrado e a maneira como são colocados imerso diante dos presídios comuns com assassinos e presidiários comuns, se assim podemos falar. A personalidade do psicopata se sobressai entre aqueles que ali encontram, diante de seu grande poder de manipulação e persuasão, não havendo justificativa de uma ressocialização posterior ou disso seja possível, tendo em vista que eles não compreendem a culpa e não enxerga a prisão como aprendizado.
Diante dos pontos citados acima é viável fazer uma consideração como os outros países lhe dão com essas pessoas, além do tratamento do julgamento ao lugar onde os colocam e seu tempo de duração.
Em países como Estados Unidos, Holanda, Austrália, Noruega e china utilizam de um instrumento chamado PCL-R “Psychopathy checklist”, onde se encontram vinte itens onde é possível verificar a personalidade do ser. Esse método mostra como é possível diferenciar e separar pessoas com psicopatia dos comuns, diferente do Brasil onde já houve a proposta de trazer esse método para os presídios e foi negado, indo assim em direção contrária a evolução do tratamento adequado para eles.
“A psiquiatra forense Hilda Morana, responsável pela tradução, adaptação e validação do PCL para o Brasil, além de tentar aplicar o teste para a identificação de psicopatas nos nossos presídios, lutou para convencer deputados a criar prisões especiais para eles. A ideia virou um projeto de lei que, lamentavelmente, não foi aprovado.” (SILVA, 2008)
Outro ponto já abordado neste artigo é a forma como, quando criança, o psicopata se revela, quando há uma grande vontade de cometer atrocidades, começam por animais, sejam eles pequenos ou grandes. Em países como Estados Unidos e Inglaterra já novamente avançados nesses estudos, perceberam isso como um grande traço da psicopatia assassina, e não deixam passar, vendo uma grande necessidade de conter desde cedo esses instintos primórdios da psicopatia.
Há países que entendem que não há como essas pessoas compreenderem a gravidade de seus crimes, nem que se curem dessa vontade de cometê-los então iniciam medidas mais radicais como a castração química, que acontece em países como Estados Unidos, Dinamarca, Alemanha, República Tcheca, entre outros. Esse método consiste na aplicação de hormônios femininos que diminuem o nível de testosterona e de libido, causando a falta de ereção masculina e conseqüentemente a sua agressividade.
Essas medidas são tomadas para aqueles crimes de teor sexual, seja ele estupro, pedofilia, atentado ao pudor e outros, como acontecem muitas vezes em série.
Nos Estados Unidos há crimes que são punidos com a pena de morte, como foi o caso do psicopata Ted Buddy, na década de 1970, onde o mesmo praticou centenas de mortes e estupro contra mulheres, diante de tal atrocidade não se via outra forma de punição na legislação dos EUA a não ser a cadeira elétrica.