A nossa sociedade vive um grande dilema com relação ao desarmamento da população civil. Tanto a mídia brasileira quanto os políticos que externam um viés socialista, levantam bandeiras e transferem a responsabilidade de tudo que acontece no País para as armas. Nota-se, dessa forma, a necessidade de transferir a responsabilidade dos problemas relacionados a crimes violentos no nosso Estado para as armas e esquecem que assim como um automóvel não funciona sozinho, uma arma de fogo não dispara se não tiver alguém dotado de autonomia e vontade própria manuseando-a. Um veículo, por exemplo, quando conduzido por um motorista de maneira displicente, ou irresponsável, como na maioria dos acidentes fatais, pode acarretar sérios danos para a sociedade: desde morte a debilidades permanentes na capacidade de locomoção das vítimas; o que suscita algumas perguntas, portanto: o automóvel foi produzido para causar tais situações? Os malefícios advindos da condução irresponsável do automóvel podem ser tidos como análogos à arma de fogo e esse objeto fora criado para causar danos à sociedade, ou sua finalidade frequentemente é alterada por motoristas alcoolizados, ou sob efeito de entorpecentes diversos, pois? Será que a arma de fogo como um objeto inanimado que é poderia trazer perigo à sociedade por determinação própria, ou o problema estaria justamente nas pessoas que tem sua propriedade e, a partir disso, a usam de maneira errônea, causando o aumento gradual nos casos de acidente ou morte envolvendo o uso da arma de fogo?
No Brasil, morre-se mais por acidentes de trânsito do que pelo número de mortes por armas de fogo devido a imprudência de motoristas alcoolizados que fazem dos seus veículos verdadeiras armas, tirando vidas de pessoas inocentes que pagam pela irresponsabilidade desses motoristas , os dados estatísticos do centro de inteligência da polícia federal mostram que a grande parte dos crimes envolvendo armas de fogo acontecem com armas irregulares, ou seja, sem registros nos órgãos competentes, demostrando-se assim que o problema dos crimes violentos ocorridos com arma de fogo, na sua maioria , estão relacionados com armas irregulares, muita delas com a numeração de registro raspada, inclusive, que estão sob a posse de pessoas que não têm capacidade para tê-las, ou que as detêm com o intuito único de cometerem crimes, haja vista o descaso em seguir as regras de regularização. As armas que estão nas mãos de pessoas autorizadas para usá-las, dificilmente estão envolvidas em ocorrência de crime, pois, o processo de obtenção da licença e porte de arma é bastante criterioso, envolvendo desde exames psicológicos e toxicológicos, a investigação de vida pregressa, treinamentos de manuseio com destreza da arma e de tiro, por exemplo, para que, só então, a pessoa possa adquirir o registro e autorização para portá-la.
Uma sociedade desarmada se torna mais suscetível ao controle do Estado, exemplo disso são os Países socialistas que são totalmente favoráveis ao desarmamento e possuem um alto índice de criminalidade e estão sob a égide de seus chefes de estado tiranos tal como é em Cuba, China, Venezuela, Nicarágua dentre outros. Percebe-se o quanto são enganados, portanto, com a política desarmamentista e a falácia de diminuição de índices de criminalidade quando na verdade os índices aumentam nesses lugares que profetizam o desarmamento como solução do problema da violência enfrentado na sociedade em que vivem. O Estado desarma o cidadão que paga seus impostos, que tem uma conduta ilibada e não consegue controlar o acesso a armas de fogo de maneiras ilegais, favorecendo assim o criminoso nas suas ações delituosas. Exemplo disso é que depois da implantação do estatuto do desarmamento no nosso País, subiram os índices da criminalidade relacionados a crimes violentos, ou seja, o criminoso potencializou a sua ação por saber que dentro das residências, dificilmente, encontraria um cidadão de conduta íntegra com uma arma de fogo.
Diante disso, percebe-se a necessidade da população brasileira se conscientizar que a problemática envolvendo o desarmamento é mais uma questão política que social e que através da política de desarmamentização , o cidadão ficará a cada dia mais vulnerável a qualquer ataque tanto do Estado, que não está excluído do rol de possíveis violadores das garantias fundamentais, quanto daqueles que adquirem as armas de maneira ilícita. Nota-se, dessa maneira, a necessidade de, para que processo de armamentatização do povo brasileiro seja feito de forma eficaz, se ter um maior rigor nas fronteiras por onde entram as armas de maneira irregular e uma maior penalização para aqueles que cometem o crime relacionados ao uso indevido de armas de fogo para que assim a população brasileira possa ter acesso as armas de fogo e, dessa maneira, ter o direito de tentar defender tanto sua vida quanto a vida de terceiros e a sua propriedade quando estes estiverem sob injusta ameaça.