Quando uma empresa precisa ter uma visão detalhada de sua real situação financeira, é o momento em que o setor contábil precisa fazer o balanço patrimonial, um relatório essencial para a gestão da companhia.
Embora nem todos saibam o que é esse relatório, qual a finalidade dele ou como fazê-lo, não é uma opção para uma organização deixá-lo de lado, pois não saber a situação financeira da companhia é um passo para problemas maiores, tais como falência.
Esse relatório aparece como o mais importante das demonstrações contábeis, ou seja, ele está acima de documentos como o DRE e DFC.
A seguir explicaremos mais detalhadamente a função dele e como elaborar este documento.
O que é o Balanço Patrimonial e qual é a sua finalidade?
Os demonstrativos financeiros são imprescindíveis para que haja saúde na vida da empresa, ou seja, é a partir desses relatórios que a gestão poderá planejar quais serão as novas estratégias da empresa e analisar se as antigas estão funcionando.
A função do Balanço Patrimonial é listar, sem exceções, os bens, recursos, direitos e investimentos de uma organização.
A partir daí é que ficará claro para os gestores quais as atitudes certas a tomar, por exemplo, se é inteligente investir ou não, se a companhia está conseguindo gerar lucros ou não.
Este relatório, que também é conhecido como Balanço Contábil, faz um levantamento de toda a situação financeira de determinada empresa.
Quanto à finalidade deste relatório, é simples: Ser uma ferramenta contábil para controlar o financeiro de uma organização. Ele serve para:
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Analisar como se comporta o financeiro de uma companhia;
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Identificar o trajeto tomado pelos recursos financeiros de um negócio;
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Ser usado como base para a elaboração do planejamento estratégico;
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Compor o planejamento tributário, sendo responsável por identificar tributos pagos e formas de reduzi-los;
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Ajudar na tomada de decisões de uma empresa, tornando-as mais assertivas;
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Expor à possível investidores, dados contábeis e financeiros.
Quando é necessário elaborar o Balanço contábil?
Visto que este relatório vai apresentar a situação financeira de um determinado período, o comum é que ele seja elaborado a cada 12 meses.
No entanto, não é uma regra obrigatória, apenas uma indicação de profissionais de contabilidade, é possível realizar antes dos 12 meses previstos.
O Art 176 da lei 6.404/76, diz que:
“Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial; “
No texto da lei acima é possível ver que a elaboração desse documento é obrigatória. Independente de ser pequeno, médio ou grande empreendedor, esta é uma obrigação fiscal de todas essas modalidades.
Por esse motivo a gestão precisa saber, desde o momento da abertura da companhia, o que é o balanço contábil, para que serve, quando deve ser feito e como fazer.
A indicação primária é a contratação de um profissional de contabilidade ou uma firma para auxiliar o empreendedor nessa parte.
Dito isso, é preciso ressaltar que junto a esse documento, outro precisa ser elaborado, que é o DRE (Demonstrativo dos resultados do exercício).
O que compõe a estrutura do balanço contábil?
Quanto à composição desse relatório, há 3 informações que irão ser analisadas pelo balanço, são eles:
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Ativos - Bens e direitos de um negócio
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Passivos - Obrigações de uma empresa
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O patrimônio líquido
É importante lembrar que o total de ativos deve ser igual ao total de passivos.
O Patrimônio líquido é responsável pelo “fechamento” da cota.
A fórmula base do relatório é:
Ativos: Passivos + Patrimônio líquido
Exemplo: Supondo que determinada empresa possua R$200 mil em ativos, R$80 mil em passivos e tenha um patrimônio líquido de R$120mil.
(Ativos) R$200 mil : (Passivos) R$80 mil + R$120 mil (Patrimônio líquido)
No exemplo acima, há um equilíbrio entre os dois lados, que é a ideia principal do balanço contábil.
Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido, o que é cada um deles?
Para que haja uma melhor compreensão das informações que constituem o balanço contábil, é preciso conhecer cada um deles e as suas funções.
Ativos
É compreendido como ativos todos os bens, direitos e recursos de uma empresa. Resumindo: O que for um gerador de valor econômico, é considerado como ativos: Estoques, contas a receber, equipamentos, móveis, maquinários, entre outros.
Os ativos podem ser divididos em duas categorias:
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Ativos circulantes: Estes são os bens e direitos que, em um período menor que um ano, podem ser convertidos em valores. São eles: Contas a receber, aplicações, tributos a recuperar, entre outros.
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Ativos não circulantes: Já os não-circulantes são os que necessitam de mais de um ano para que haja conversão em valores. Podem ser investimentos ou imobilários.
Passivos
Oposto aos ativos, os passivos representam obrigações de uma empresa, ou seja, as despesas e dívidas que a organização possui.
São considerados passivos: Pagamentos mensais de contas, salários dos funcionários, impostos, entre outros.
Assim como os ativos, os passivos podem ser divididos em duas modalidades:
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Passivo circulante: Se compreende como passivo circulante, todas as dívidas e obrigações financeiras que possuem prazo de vencimento inferior a um ano. São eles: Tributos federais, estaduais, municipais.
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Passivo não-circulante: São os que possuem prazo de vencimento superior a um ano, podem ser: Empréstimos a longo prazo ou garantias de aporte.
Patrimônio Líquido
Compreende-se por patrimônio líquido: Capital social da empresa, investimento dos sócios, prejuízos acumulados.
Em outras palavras, é a soma de tudo o que é recurso próprio da companhia.
Ao fazer um investimento, tanto os sócios quanto os acionistas esperam um retorno financeiro, e este vem com o fim de determinado período. O patrimônio é a indicação desse retorno.
O que analisar em um balanço contábil?
Esse relatório abre algumas possibilidades para a organização, como por exemplo, ele mostra um quadro amplo da real situação financeira que a companhia vive.
Dito isso, é possível perceber se a empresa será capaz de quitar os compromisso que assumiu.
Sendo assim, a gestão saberá se a quantidade de passivos referentes ao período vigente, será ou não prejudicial para o desenvolvimento financeiro da firma.
Como elaborar o balanço patrimonial?
A elaboração deste documento fica por responsabilidade do setor contábil da organização, para isso é necessário que a gestão tenha um controle de fluxo financeiro eficiente, com todos os documentos bem organizados e separados.
Antes de tudo é necessário ter pronto o relatório contábil, constando neste todos os registros contábeis que ocorreram no período em questão.
Este relatório é composto por todas as movimentações financeiras da companhia, em outras palavras, bens e direitos.
Passo a passo para montar o balanço contábil
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Primeiramente é necessário reunir todos os ativos e passivos, lembrando de separar por natureza no momento do lançamento do balanço;
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Conciliar os saldos contábeis, fazendo a comparação com outros documentos, tais como extratos bancários e livros diário;
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Reavaliar e reclassificar as contas patrimoniais da empresa, sendo possível demonstrar o momento atual da companhia;
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Fazer os cálculos para identificar se a sua firma teve lucro ou prejuízo ao final do período vigente, ou seja, o que está sendo analisado;
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Fazer a classificação das contas patrimoniais, lembrando que os resultados positivos devem ser classificados como lucros, enquanto os negativos devem ser classificados como prejuízos acumulados.
Como fazer um balanço contábil correto?
Este relatório que ocupa um lugar tão importante na vida saudável da organização, deve ser feito com cuidado redobrado, detalhadamente para que não haja erros.
Dito isso, é imprescindível contar com a ajuda de um contador ou um escritório de contabilidade de qualidade para evitar problemas na elaboração do balanço.
Além da gestão garantir que o relatório fique bem construído, ele irá poupar tempo e dedicar sua atenção a outros processos da empresa, deixando o balanço por responsabilidade do contador.