Diante da situação pandêmica que acomete nossa realidade, incontáveis questionamentos surgiram a respeito do “novo normal”, em especial, as perspectivas sobre a educação, cotidiano e o futuro. De antemão, é necessário mencionar a imprescindibilidade do dialogo nesse enfrentamento e como ferramenta para as respostas destes empecilhos.
Pois bem, a par da leitura da bibliografia sugerida, reflexão melhor não há que a certeza, advinda de tempos remotos, de que a existência é finita, tem caráter transitório, e diferente não será com o Covid-19. Observa-se diante das várias discordâncias entre os filósofos renomados, que entre Nietzsche, Platão e Kant há um ponto em comum, no que toca à problemática das verdades produzidas por nós. E é neste ponto da verdade que surge o papel do diálogo para o enfrentamento das hesitações.
De mais a mais, sabedores dos grandes desafios típicos da vida, a auto superação deve ser norte nos comportamentos, com ênfase, aliás, na educação. O comprometimento com as propostas destinadas, o uso do diálogo embasado na fidedignidade e a esperança pela finitude desta onda pandêmica, levarão à dias melhores e a vitória no embate contra, na dicção de Nietzsche, esta “vontade de potência”.
Não obstante, no século XIV a Europa sofreu uma das maiores tragédias que o homem já conheceu: a peste negra. Tal peste, apareceu em Florença, no ano de 1348 com uma força devastadora e espalhou-se rapidamente por todo o continente, dizimando aproximadamente 1/3 da população. Relatos da época, demonstram o medo, a insegurança, a instabilidade da sociedade em relação a bactéria. Sentimentos como esse, se repetem diante de uma nova pandemia, sendo substancial para o enfrentamento da mesma, pois para a nossa própria sobrevivência, o medo é necessário e é um meio de preservação.
Diante disso, o isolamento social se torna a medida mais eficiente em um cenário de disseminação descontrolada do vírus. Entretanto, autoridades “capacitadas”, que possuem o dever de proteção da população, colaboram com a confusão social, apoiados no argumento de manutenção econômica. Mesmo argumento utilizado pela “alta sociedade” do século XIV, que acarretou a devastação causada pela peste, com os avanços nas navegações e aumento do comércio de troca de mercadorias, entre as regiões do Ocidente e do Oriente, sendo protagonistas na entrada da peste na Europa.