A IMPORTÂNCIA DA ACESSIBILDADE NOS ÓRGÃOS PÚBLICOS PARA A GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS

Resumo:


  • A pesquisa destaca a importância da acessibilidade nos órgãos públicos para garantir os direitos humanos, especialmente das pessoas com deficiência.

  • Os resultados apontam que o Brasil está no estágio de foco na inclusão, mas ainda carece de reformas para alcançar plenamente a acessibilidade.

  • A metodologia combina análise de dados oficiais e pesquisas bibliográficas para embasar a discussão sobre os direitos constitucionais relacionados à acessibilidade.

Resumo criado por JUSTICIA, o assistente de inteligência artificial do Jus.

O presente trabalho visa refletir sobre acessibilidade nos órgãos públicos como interface dos direitos humanos.

Introdução

A acessibilidade nos órgãos públicos, apesar de revestida de notória importância, ainda é pouco debatida nos dias atuais, afetando diretamente a garantia dos direitos humanos. Assim, o presente trabalho pretende ampliar a relação entre a acessibilidade e os direitos inerentes a todos os seres humanos, destacando que a pessoa com deficiência necessita de mais voz na sociedade atual.

Resultados 

Os resultados imediatos dessa pesquisa se deram, em primeiro lugar, com a abrangência do conhecimento da evolução da acessibilidade nos órgãos públicos em nítida e relevante conexão com o cumprimento do art. 5º, caput, da CF de 1988 e, do art. 3º da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Segundo os estágios determinados pela Flávia Piovesan, o Brasil estaria no quarto e último, o qual corresponde ao foco na inclusão. Entretanto, na prática, infelizmente, ainda perece de muitas reformas para o real alcance de tal objetivo e dever da sociedade e, pode ser considerado até mesmo insignificante para a eliminação da exclusão social como um todo.

 

Metodologia

A metodologia adotada para o embasamento teórico do trabalho exposto é a combinação da análise de dados oficiais - acerca da acessibilidade nos órgãos públicos - e pesquisas bibliográficas, segundo Antonio Severino, enfatizando sempre a garantia dos direitos humanos atrelados aos direitos de acessibilidade. Além disso, visa-se, para a conclusão da temática explorada, um estudo arraigado perante a discussão dos direitos constitucionais unidos à pessoa com deficiência.

 

Objetivos

A presente pesquisa visa ampliar a relação entre a garantia dos direitos humanos associada com a acessibilidade nos órgãos públicos, uma vez que, nos dias atuais, este é um elemento importante para assegurar os direitos constitucionais. Ademais, objetiva promover um amplo debate sobre a acessibilidade no atual cenário do Brasil, visto que a sociedade pouco incentiva para que o assunto seja tratado com a importância que usufrui, provocando assim uma menor qualidade de vida aos portadores de deficiência no país.

 

Conclusões

Conclui-se a partir deste trabalho que a acessibilidade eficaz e plena nos órgãos públicos depende do estrito cumprimento das leis pelo Poder Público, concomitantemente com uma consciência madura e solidária da sociedade para a real inclusão das pessoas com necessidades especiais, tendo em vista seu papel de cidadão e de proteção de seus direitos humanos propriamente ditos. Dessa maneira, seguindo os preceitos da Constituição Federal, principalmente em seus artigos 23, inciso II e 24, inciso XIV, a igualdade material deveria ser aplicada no âmbito da mobilidade e acessibilidade contemporânea, tratando os iguais de maneira igual e os desiguais de maneira desigual, almejando uma maior inclusão na sociedade.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146 /15). Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm/>. Acesso em: 14 de setembro de 2018.

PIOVESAN, Flávia. Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Saraiva, 2010

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23ª ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007

Sobre os autores
Renata Borges

Atualmente é estudante de Direito na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Atuou como estagiária no Ministério Público Estadual do Mato Grosso do Sul (MPMS) e no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS). No presente momento é estagiária no Escritório de Advocacia André Borges.

Informações sobre o texto

Este texto foi publicado diretamente pelos autores. Sua divulgação não depende de prévia aprovação pelo conselho editorial do site. Quando selecionados, os textos são divulgados na Revista Jus Navigandi

Mais informações

O presente trabalho foi realizado com o fim de apresentação no Congresso Internacional de Direitos Humanos realizado em 19-21 de Novembro de 2018.

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